Mostrar mensagens com a etiqueta Filarmónica Fraude. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Filarmónica Fraude. Mostrar todas as mensagens

sábado, 23 de março de 2019

50 ANOS DA FRAUDE


A Filarmónica Fraude celebrou hoje, como pôde, os 50 anos da edição de "Flor de Laranjeira".

Vai haver mais motivos.

Imagem de Teresa Lage

terça-feira, 19 de março de 2019

"FLOR DE LARANJEIRA" FAZ HOJE 50 ANOS


Diário Popular, 26 de Março de 1969

Em Lisboa, lá pelos idos 60s, internado estava eu nessa nefasta instituição de nome Colégio Militar, onde tudo o que de útil aprendi - e não é pouco - foi nutrir um enorme e profundo desprezo por tudo o que diga respeito à tropa, tradições e trogloditas.

Confesso: aprendi igualmente a arte das altas fugas nocturnas que regularmente concretizava com amigos saltadores de muros altos.

Num ou noutro fim de semana ia a casa de meus Pais. Era esta, nesse tempo, no Entroncamento, um perfeito exemplo de localidade que me inspirou textos e textos que - julgando escrever um livro de crónicas do ridículo - juntei numa sebenta, cuja capa ostentou o nome "Poeira e Calhandrice".

Digo os "tentei", pois viria a levar sumiço. Perda de menor importância.

Algumas destas crónicas escrevi-as em verso, rimas atrás rimas, arroubos de romantismo adolescente. E, aos poucos, as que me pareciam de valia maior foram adquirindo forma de letras de canções imaginárias.

A música já se tornara uma paixão (quando a rádio era útil e era culto), o gosto já se depurava, muito por influência de um enorme amigo que ainda consta do rol dos para-toda-a-vida, Rão Kyao, esse mesmo, que também usou aquela caricata farda colegial e que, como eu, detestava ser soldadinho de chumbo andando a toque de caixa.

Lembro-me que o Rão nos ensinou a degustar Ray Charles, quando andávamos todos com fome de Beatles. Nem aquele, nem estes - antes pelo contrário - me causaram indigestões.

Pois foi uma dessas hipotéticas letras guardadas naquela sebenta que veio a originar a "Flor de Laranjeira". A retratada noiva existiu mesmo, de uma família muito bem - dizia-se assim, quando referindo gente rica -, o casório foi de espavento e estadão.

Mas a menina já ia grávida e as línguas desataram-se em bocas pequenas como calhandras levantando poeira no adro da igreja.

Hoje não seria assunto para letra, mas nesse tempo foi para o que me deu.

Guardada a letrinha, viria pouco depois a ser entregue ao meu amigo Luís Linhares que, captando a forma de prosa nas frases longas da primeira parte da canção, como se reportagem jornalística fosse, deu à minha crónica de costumes a força satírica que, sem melodia, acabaria por desaparecer sem história, como o resto da sebenta.


António Avelar Pinho

Foi a banda sonora de um daqueles documentários antes do filme, que nos levou até aos LPs de serapilheira com as recolhas do Giacometi e do Lopes-Graça.


Tínhamos acabado o "Menino”, onde extravasámos toda a nossa “beatleculture” adaptada à “canção da beira-baixa”.

Aqueles álbuns de serapilheira abriam-nos um novo horizonte sonoro.

Os Canned Heat, um grupo de rústicos americanos que não devia ter entrado neste filme, acabou por nos inspirar para a tradução do ritmo de bombo da chula na bateria e no baixo.

Estávamos quase convencidos de que tínhamos chegado a um verdadeiro “country português”, numa espécie de folclore imaginado…

O poema pouco métrico do Pinho ajudou na construção da melodia “minimalista e repetitiva de inspiração folclórica”.

Quando entrámos no Estúdio da Nacional Filmes, não sabíamos bem qual seria o resultado final. O Heliodoro Pires lá gravou um cavaquinho e uma viola juntamente com um “órgão Philicorda” que fazia mais ruído do que um moinho de café, depois do baixo e da bateria e antes das vozes.

Só quando começámos “as misturas” de tudo isto nos apercebemos de que, em pleno “nacional-cançonetismo” e música Yé-Yé, aquele som não nos envergonharia…

Mas foi o produtor João Martins que apostou naquela flor como lado A do EP.

Pronto, uma flor que fez história (grande ou pequena não vem ao caso).


Luís Linhares

A Filarmónica Fraude é originária do eixo Entroncamento/Tomar, com raízes nos G-Men, que participaram na 3ª eliminatória do Concurso Yé-Yé, no Teatro Monumental, em Lisboa, no dia 11 de Setembro de 1965, e nos Académicos.

Nos G-Men actuavam António Avelar Pinho, na bateria, única vez em que mexeu num instrumento, e José João Parracho, baixo, ou seja, uma secção rítmica.

Nos Académicos, andavam António Antunes da Silva (guitarra) e Júlio Santos Patrocínio (bateria).

Juntaram os trapinhos, arregimentaram Luís Linhares (teclas), que tinha 15 anos e usava calções, e assim nasceram os Incas que foram de táxi a Valência de Alcântara, Espanha, a um concurso de onde foram desclassificados por alegadamente terem plagiado Schumann. Ou melhor, esqueceram-se de mencionar esse facto.

António Avelar Pinho propôs então uma nova designação para o conjunto, apresentando como alternativas Água Suja, Condição e Filarmónica Fraude.

No Verão de 1968 - primeiro contrato profissional - actuaram em "A Cabana", Alvor, Algarve, onde providencialmente estava Fernando Assis Pacheco, então no "Diário de Lisboa", que os deu a conhecer ao País.

A Filarmónica Fraude tocava então "Lady Madonna", "A Whiter Shade Of Pale" e "Yesterday", mas já tinha a letra de "Animais de Estimação"O Duo Ouro Negro, que também andava pela "Cabana", gostou do que ouviu e levou uma K7 para Lisboa.

Numa entrevista ao "Diário Popular" de Abril de 1969, confessavam que não tinham ídolos, mas que as suas influências vinham, sem dúvida, do dr. José Afonso, Carlos Paredes, Donovan, Canned Heat, Manfred Mann, Moody Blues e, claro está, Beatles.

Sobre a Filarmónica Fraude escreveu Vera Lagoa no "Bisbilhotices" de 25 de Junho de 1969, a propósito de uma festa da Philips (editora da FF):

João Martins (produtor da FF), um homem que tem um "charme" louco e trabalha loucamente, apertado num casaco que ele julga ficar-lhe muito bem, mas que eu detesto, contou do êxito que os discos gravados em Portugal tiveram no encontro Philips internacional, em Espanha.

Contou do êxito que a gravação da Filarmónica Fraude fez nesse encontro.

Os rapazes da Fraude são novíssimos. O mais velho tem 20 anos e o mais novo 17. Informais. Longos cabelos. Mas achei-os tristes. Ou tristes ou demasiado convencidos. É preciso um sorriso, rapazes. Apenas um sorriso. Que cara será a vossa quando tiverem 40?


O primeiro EP da Filarmónica Fraude, "Flor de Laranjeira", foi editado no dia 19 de Março de 1969, faz hoje 50 anos.

domingo, 12 de agosto de 2018

O NASCIMENTO DA FILARMÓNICA FRAUDE


Célebre artigo de Fernando Assis Pacheco no "Diário de Lisboa", no dia 12 de Agosto de 1968 - faz hoje 50 anos -, e que deu a conhecer a Filarmónica Fraude.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

FILARMÓNICA FRAUDE


1969: António Linhares, João Parracho, João José Brito, António da Silva, já falecido, Júlio Patrocínio e João Manuel Carvalho.

domingo, 7 de setembro de 2014

MORREU TONECA, DA FILARMÓNICA FRAUDE


Morreu António Antunes da Silva, conhecido como Toneca, da Filarmónica Fraude (1º da esquerda - foto de 2010), vítima de doença súbita. Tinha 65 anos.

Segundo a edição online da revista Blitz, o óbito ocorreu na sexta-feira no hospital dos Capuchos em Lisboa e o funeral realizado no dia seguinte em Tomar.

Membro fundador da banda, Toneca era guitarrista e cantor, tendo participado na gravação do primeiro LP conceptual português, "Epopeia", em 1969.

Toneca acabaria por enveredar por uma carreira no ensino, mas há dois anos voltou a tocar e a gravar com a Filarmónica Fraude.

O respectivo CD acompanha a edição em livro da biografia da banda, "E Tudo Acabou em 69", de Rui Miguel Abreu.

António Antunes da Silva nascera em Tomar no dis 13 de Julho de 1949.

Ver informação sobre a Filarmónica Fraude aqui.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

BOÎTE O PESCADOR


Bilhete da boîte "O Pescador", em Albufeira, imagem cortesia de Memória Fotográfica.

Foi a partir desta boîte, por exemplo, que Assis Pacheco deu a conhecer a Filarmónica Fraude a todo o Mundo.

Foi também em "O Pescador" que António Macedo filmou A Chave para o documentário "Albufeira".

sábado, 9 de fevereiro de 2013

G-MAN EM ACÇÃO...


Jorge Horta, dos G-Men, conjunto ié-ié de António Avelar Pinho, precursor da Filarmónica Fraude, canta "O Menino" em casa do Sgt. Couto e da Milena (a da praia).

sexta-feira, 29 de julho de 2011

EXPOSIÇÃO DE LÍDIA MARTINEZ


Uma exposição de Lídia Martinez, autora da capa do LP da Filarmónica Fraude "Epopeia", é hoje inaugurada, às 21H00, em Paço de Arcos, na Paço de Artes - Associação de Artistas Plásticos de Paço de Arcos (rua José Pedro Silva, 14-B).

A exposição tem por título "Bonecos Em Palco".

sexta-feira, 22 de julho de 2011

FILARMÓNICA FRAUDE EM ESPANHA


PHILIPS - 369 001 PF - edição espanhola (1969)

Flor de Laranjeira (Luís Linhares/António Pinho) - Menino (Raul Indipwo/Luís Linhares/Edmundo Bettencourt)

Producido por João Martins.

Da esquerda para a direita, António Antunes da Silva (guitarra), João Manuel Viegas Carvalho (guitarra, só participou nesta gravação, tendo abandonado o conjunto para prosseguir os estudos), João José Pinheiro Brito (voz), José João Parracho (baixo), Júlio Vital dos Santos Patrocínio (bateria) e António Luís Linhares Corvelo de Sousa (teclas).

terça-feira, 19 de julho de 2011

FILARMÓNICA FRAUDE, FAUSTO


S/editora - 6831 - edição francesa (1970)

DISCO 1

Face 1

Originais de Carlos Seixas e de João Cordeiro da Silva

Face 2

Originais de Francisco António de Almeida

DISCO 2

Face 1

Epopeia (Filarmónica Fraude) - Recado A Lisboa (João Braga) - Morena (Ernesto de Melo) - Mourisca (Grupo Folclórico Boa Nova, Funchal) - Balada da Moleirinha (José Miguel Baptista) - Coletinho (Choral Phydellius de Torres Novas)

Face 2

Chora, Amigo, Chora (Fausto) - Rapsódia Portuguesa (Martinho da Assunção) - Donho (Joana Possolo Cruz) - Rabonhe (Bana) - Maria da Rocha (Choral Phydellius de Torres Novas) - Digo dai (Filarmónica Fraude)

Disco comemorativo da inauguração do edifício Philips, em Lisboa, em Março de 1970.

É o edifício das Amoreiras, presumo que ainda lá esteja e ainda com a Philips.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

NASCEMOS COM OUVIDO PARA A MÚSICA


POLYGRAM - 514 108 2 - 1992

CD 1

Animais de Estimação (Filarmónica Fraude) - Canta Amigo Canta (António Macedo) - Balada de Coimbra (Luiz Goes) - Por Morrer Uma Andorinha (Francisco José) - Lembranças (Green Windows) - É Triste Não Saber Ler (Banda do Casaco) - Canção da Roupa Branca (Cândida Branca-Flor) - Pensando Em Ti (Gemini) - O Que Passou, Passou (Cocktail) - Vocês Sabem Lá (Carlos Quintas) - Zumba na Caneca (Tonicha) - Recordar É Viver (Vitor Espadinha) - Fado dos Cheirinhos (Carlos do Carmo) - Eu Tão Só... (Tony de Matos)- Olá, Então Como Vais? (Paulo de Carvalho e Tózé Brito) - Coisas Simples (Sarabanda) - 7 In The Morning (Aníbal Miranda) - Canção do Beijinho (Herman José) - Com Um Brilhosinho Nos Olhos (Sérgio Godinho) - A Cantiga do Chouriço (Carlos Vidal) - Há Sempre Música Entre Nós (Dina) - Ali Bábá (Doce)

CD 2

Não Há Nada P'ra Ninguém (Mário Mata) - Chiclete (Taxi) - Amor (Heróis do Mar) - Latin'América (Jáfumega) - Caminhos de Portugal (Mário Gil) - Anel de Noivado (Trio Odemira) - Primeiro Beijo (Ana) - A Dança da Lua (Eugénia Melo e Castro) - Fado bailado (Rão Kyao) - Dança Palaciana (Carlos Paredes) - Quero-te, Choro-te, Odeio-te, Adoro-te (Adelaide Ferreira) - Os Meninos de Huambo (Paulo de Carvalho) - Balada da Despedida (Fernando Machado Soares) - Minha Casinha (Xutos e Pontapés) - Cai Neve Em Nova Iorque (José Cid) - O Dia da Espiga (António Pinto Basto) - Dá-me Lume (Jorge Palma) - Pormenores (Rita Guerra) - Toques do Infinito (Ravel) - Meu Querido Mês de Agosto (Dino Meira) - O Tempo Não Volta (Paulo Bragança)

Esta é, seguramente, uma das melhores colectâneas de música portuguesa que alguma vez se fez, pela simples razão de que não teve objectivos comerciais.

Trata-se de um duplo CD que a Polygram editou em 1992 para assinalar os seus 18 anos de actividade.

Foi esta a primeira vez em que a Filarmónica Fraude apareceu em CD, e é a única, neste formato, de "Animais de Estimação".

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

CAIXA DO DUO OURO NEGRO


iPLAY - 5 604931 170983 - 2010

Caixa de 4 CDs com o essencial do Duo Ouro Negro, um dos nomes (então) portugueses mais internacionais dos anos 60/70, juntamente com Amália Rodrigues.

O primeiro CD é subordinado ao tema "Espírito Blackground", o segundo aos "Grandes Sucessos", o terceiro às "Versões" e o quarto e último ao "Tradicional Angolano".

Mal-amado pela crítica portuguesa, o Duo Ouro Negro foi um dos pioneiros nacionais da chamada world music, vertendo para sons mais modernos as canções tradicionais de Angola, terra natal dos dois músicos. Foram os inventores da kwela, ritmo africano electrizado.

"Tiraram Angola do gueto", diz Bonga.

Só depois do desaparecimento físico do duo, a indústria discográfica tem dado alguma atenção à sua carreira musical de que esta caixa é um exemplo... exemplar!

Ultimamente saiu "Perfil", como já tinha sido editado e reeditado "Kurikutela!" e o colectivo Muxima (Janita Salomé, Filipa Pais) homenageando o duo com um CD de versões.

Os 4 CDs, num total de 73 canções (quase 3 horas e meia de música), abrangem um período entre 1960 ("Kurikutela", "Kangrima", "Tala On N' Bundo", "Maria Candimba", "Kabulo" e "Mana Fatita", com Sivuca) e 1975 (gravações de "Epopeia/Lamento do Rei", com o Conjunto Kalungas 4).

E são muitos os discos representados nesta caixa como "Muxima" (1960), "Angola" (1960), "Rebita" (1961), "N'Guina Kaiábula" (1962), "Mulowa Africa" (1967), "Blackground" (1971), e "Africaníssimo" (1971), os primeiros ainda com Ouro Negro como trio.

Pena que as gravações feitas em França, para a Pathé Marconi. como "La Kwela" propriamente dita não tenham podido ver o seu caminho até esta caixa.

Além de Sivuca e do Conjunto Kalungas 4, o Duo Ouro Negro gravou também com Thilo's Combo, Jorge Machado, Conjunto Mistério e músicos como Zé Nabo, Adrien Ransy (Quinteto Académico) e Kevin Hoidale (Objectivo).

Como curiosidades, assinale-se que a Filarmónica Fraude deve o seu reconhecimento ao Duo Ouro Negro e que foi o Duo Ouro Negro um dos primeiros a organizar em Portugal um festival ié-ié.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

"ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO" FAZEM 41 ANOS


"Diário Popular", 16 de Julho de 1969

"Animais de Estimação"
, uma das gloriosas gravações da Filarmónica Fraude, acaba de fazer 41 anos!!!

sábado, 10 de julho de 2010

FRAUDE NO DURO


O núcleo duro da Filarmónica Fraude (Antunes da Silva, Luís Linhares, Júlio Patrocínio e António Pinho, como na imagem) reuniu-se hoje numa mansão nos arredores de Tomar para perspectivar as acções dos próximos meses.

Além da participação, na segunda-feira, no programa de Júlia Pinheiro na TVI, a Filarmónica Fraude examinou as propostas de reedição do álbum "Epopeia", em vinil e em CD, já em marcha, bem como delineou as hipóteses de um grande concerto vivo em Lisboa no Outono.

Em revisão, foi passada a gravação do espectáculo do ano passado no Cine-Teatro Paraíso, em Tomar, para inserção no novo CD.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

FILARMÓNICA FRAUDE NA ANTENA 1


Luís Linhares, teclista e compositor da Filarmónica Fraude, anunciou hoje oficialmente aos microfones da Antena 1 a reedição em vinil para o fim do ano do LP "Epopeia", único álbum português de música pop dos anos 60.

"Com a ajuda de amigos, está também em gestação um CD com canções novas. Espero que o parto seja feliz", disse, entrevistado por Armando Carvalheda, do programa "Viva A Música".

A Filarmónica Fraude preencheu esta tarde a hora do programa com um concerto realizado no Teatro da Luz, em Lisboa, e que foi transmitido em directo pela estação pública.

Luís Linhares que, juntamente com António Pinho, compõe a dupla criativa da banda, prestou homenagem à memória de Luís Villas-Boas, um dos artífices do som da Filarmónica Fraude, mas referiu que o grupo ainda anda na "busca do som perdido".

"O profissional é o melhor dos amadores e enquanto tivermos prazer naquilo que fazemos, continuaremos a fazer música, procurando a dignidade das coisas", sintetizou.

Com Luís Linhares (teclas), Toneca (voz e guitarra), Paulo Serafim (flauta e percussões), Zé Ricardo (baixo) e Júlio Patrocínio (bateria), a Filarmónica Fraude interpretou o alinhamento na imagem, com excepção de "Dá A Surpresa De Ser" e "Talvez".

Editado em 1969, "Epopeia" é um album conceptual - inédito, à altura, na música portuguesa -, tendo como tema genérico os Descobrimentos e a Guerra Colonial.

"É uma alegoria", explicou Luís Linhares.

No passado dia 17 de Junho, a Universal, detentora dos direitos da obra, a Groovie Records, especialista em reedições em vinil, e a própria Filarmónica Fraude chegaram a acordo quanto à reedição em vinil desta obra única.

Em perspectiva encontra-se também a edição de um duplo CD com o álbum, os dois EPs originais da banda, canções novas, o concerto do vivo de Tomar de 26 de Junho do ano passado e, provavelmente, trechos da transmissão radiofónica de hoje.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

FILARMÓNICA FRAUDE NO NATAL


Em reunião hoje efectuada na sede da Universal, em Lisboa, com a Groovie Records e a Filarmónica Fraude, foi decidida a reedição em LP (vinil) do álbum "Epopeia", da Filarmónica Fraude, único álbum português de originais editado nos anos 60.

Foi também decidida a edição em CD do álbum e dos dois EPs da banda, a que se junta o concerto do ano passado e novas composições dó grupo.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

ATENÇÃO À FILARMÓNICA FRAUDE


"Diário de Popular", 22 de Junho de 1969

sábado, 15 de maio de 2010

OS FARRAS, DE LUÍS MOUTINHO


Já aqui se falou das passagens de Luís Moutinho, actual professor universitário na Escócia, pelos Deltons, Sheiks e Filarmónica Fraude, mas ainda ninguém tinha citado o que parece ser a sua primeira banda, os Farras, em 1964.

Os Farras ensaiavam em Benfica (Lisboa) num velho solar que serviu de décor aos Gatos Negros em "Canção da Saudade".

Eram então Luís Moutinho (bateria), António Duarte Nuno (vocalista), Manuel Pinto Basto (baixo), Daniel Del-Negro (viola-solo) e Francisco Graça (viola acompanhamento).

Rezava assim a biografia de Luís Moutinho:

"Luís Abel Magro Moutinho - o baterista de "Os Farras", verdadeiro malabarista das baquetas - é o filho de Maria Leonor e de Pedro Moutinho. Louro, de olhos claros, tem nas veias a impetuosidade, o destemor dos jovens que sabem enfrentar qualquer situação, sem perder a elegância , a correcção, a galanteria.

"Nasceu a 29 de Janeiro de 1949 e frequentou o Colégio Militar até ao 3º ano (que repetiu). Apesar de uma tendência natural para apresentador (filho de peixe... sabe falar...) a sua paixão actual, forte e avassaladora que o obriga a esquecer tudo o resto é a música.

"Não conhece uma nota e toca apenas de ouvido. Contudo, compõe também, improvisa... e gostava de fazer um grande filme musical (a ideia partiu de um convite do produtor Cunha Teles, à espera de concretização).

"Depois do Colégio Militar, passou para o Colégio S. João de Brito e no ano novo lectivo ingressa noutro estabelecimento de ensino.

"Tem uma grande discoteca, onde não falta um disco sequer dos Gentlemen e dos Beatles, os seus favoritos.

"Para os amigos, é apenas o Luís (o único dos Farras sem diminutivos ou alcunha)".

O vocalista António Duarte Nuno nasceu a 20 de Abril de 1944, em Évora. Admira o Conjunto Mistério, a que aliás pertenceu quando da sua primeira fase, quando era ainda Nova Onda.
Manuel Pinto Basto (baixo) tem 17 anos e admira o Conjunto Mistério e os Shadows.

Daniel Del-Negro (nome verdadeiro) nasceu em Lisboa no dia 13 de Agosto de 1948. É o viola-solo e os seus gostos recaem sobre os Gentlemen, a nível nacional, e os Shadows, a nível internacional.

Finalmente, Francisco Graça, viola de acompanhamento, nasceu em Leiria no dia 30 de Novembro de 1947. Gosta do Conjunto Mistério e dos Shadows e delira com o surf e o hully-gully.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

INKAS AO VIVO


Os Inkas (futuros Filarmónica Fraude) nos Grandiosos e Tradicionais Festejos em Santa Cita, nos dias 10 e 11 de Setembro de 1967.

Colaboração de Ricardo Branco

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

SINGLE POST-25 DE ABRIL


PHILIPS - 6031 025

O Menino - Animais de Estimação

"Animais de Estimação" foi eleita pela revista Blitz uma das melhores canções dos anos 60.

É da autoria da dupla António Pinho/Luís Linhares.