Mostrar mensagens com a etiqueta Discolecção. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Discolecção. Mostrar todas as mensagens

domingo, 14 de julho de 2013

OFICINA DO DUQUE


Calçada do Duque, 43A, Lisboa

Depois de sujar as mãos nos vinis da Discolecção e de as lavar, vale a pena um hamburguer nesta Oficina do Duque.

Não é caro e tem uma agradável esplanada.


domingo, 30 de janeiro de 2011

VÍTOR NUNES E A "DISCOLECÇÃO"


Mais uma vez, Vitor Nunes e a sua "Discolecção" são notícia no "Diário de Notícias" de 29 de Janeiro de 2011.

Vitor Nunes recorda José Gamito e o ínicio da "Discolecção" nas galerias do Hotel Amazónia (ricas feijoadas à Brasileira...). O culto do vinil por um homem que não é coleccionador, mas tem as suas preferências, o jazz britânico, o som da Cantuária, Caravan, Soft Machine e ainda Bowie e os Kinks (digo eu...).

Se repararem bem na foto lá está como disco de colecção “Caloiros da Canção” na sua versão original em vinil.

Uma curiosa afirmação de Vitor Nunes que define a sua personalidade, perante o valor de colecção do LP “Quarteto 111”: “...uma edição deste álbum vende-se por mais de 500 euros, mas não acho que pedir esse valor por um disco seja uma coisa muito moral".

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O MAIS VALIOSO DISCO DOS BEATLES EM PORTUGAL


APPLE/EMI/ODEON - PPCS 7070 - edição britânica de exportação (1969)

Side One

Yellow Submarine - Only A Northern Song - All Together Now - Hey Bulldog - It's All Too Much - All You Need Is Love

Side Two

Pepperland - Sea Of Time - Sea Of Holes - Sea Of Monsters - March Of The Meanies - Pepperland And Waste - Yellow Submarine In Pepperland

O lado A é preenchido com gravações originais dos Beatles, enquanto o lado B inclui as versões orquestrais de George Martin.

Este - dizem - é o mais valioso disco dos Beatles jamais vendido em Portugal.

À época, o consumidor português pagou por este LP um pouco mais de uma centena de escudos (pouco mais de 50 cêntimos), hoje - vide Record Collector - vale mais de 3.500 euros (mais de 700 contos!!!).

Vítor Nunes, da Discolecção, especialista em vinil, considera que este é o mais raro disco português dos Beatles.

Tenho um exemplar, sim, comprado à época, mas o mais curioso é que semprei odiei esta cópia, exactamente por a capa ser Apple e o disco ser Odeon e ter um sticker, precisamente o que dá este valor exarcebado ao LP.

Sempre pensei que fui enganado quando o comprei na altura: o que é isto? Um disco Odeon numa capa Apple? Enganaram-me, mas não pedi o livro de reclamações... e ainda bem!

Sempre foi (e é!) o meu patinho feio dos Beatles... !

quinta-feira, 3 de junho de 2010

DISCOLECÇÃO


À esquerda, era a primitiva Discolecção, de José Gamito, nas Galerias Amazónia, no Hotel do mesmo nome, na Travessa da Fábrica dos Pentes, 12, em Lisboa.

E lembram-se da famosa feijoada à brasileira às quartas-feiras no restaurante que ficava à direita? Agora, o restaurante é da marca Mercearia Vencedora.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

CASA DOS PASSARINHOS


Regressei à "Casa dos Passarinhos" (rua Silva Carvalho, 195, Lisboa) onde me encontrava com o maior e mais reputado coleccionador português de vinil, José Gamito, primeiro proprietário da mítica Discolecção, ainda nas galerias do Hotel Amazónia.

José Gamito tinha o seu escritório de advocacia na Amoreiras e a "Casa dos Passarinhos" funcionava como cantina. Faleceu prematuramente em Abril de 2008, com 58 anos.

O curioso é que esta "Casa dos Passarinhos" pertence ao império do sr. Alfredo.

terça-feira, 26 de maio de 2009

EVOLUÇÃO DA DISCOLECÇÃO


Repare-se que Vítor Nunes já aderiu ao novo acordo ortográfico. Influências do Filhote?

quinta-feira, 23 de abril de 2009

VELHARIAS


A edição de 22-28 de Abril (2009) da Time Out é sobretudo dedicada às chamadas lojas vintage.
De entre elas, são citadas as nossas conhecidas Discolecção e Louie Louie.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

DISCOLECÇÃO


O exterior da Discolecção na Calçada do Duque, 53A, em Lisboa.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

QUEM SABE, SABE!


Um dos maiores, senão o maior especialista português do mundo dos vinis, limpa cuidadosamente uma preciosidade dos U2 numa máquina profissional de aspiração.

Quem sabe, sabe!

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

HOMENAGEM A JOSÉ GAMITO


Tinha prometido prestar aqui a minha homenagem a José Gamito. Só o faço agora, porque também só agora encontrei a entrevista que lhe fiz em 1997, mais propriamente no dia 22 de Março de 1997.

Ei-la:

José Gamito, advogado, 46 anos, compra discos de vinil desde os 13 anos. A sua primeira aquisição, em 1963, foi "Mocidade Em Férias", dos Shadows, na discoteca Melodia, na rua do Carmo em Lisboa. Custou-lhe 63$30.

Até hoje, não mais deixou de comprar discos de vinil. CD, só os "piratas" dos Beatles. Não sabe quantos discos tem, porque nunca os recenseou. Apenas sabe que tem discos que não vende e outros que vende.

Os que não vende fazem parte da sua colecção particular. "Quando comprei o primeiro disco, não fazia ideia que ia fazer uma colecção, mas já tinha a noção de que iria comprar todos os discos do artista x ou do grupo y", afirma.

A sua colecção particular centra-se fundamentalmente no pop/rock dos anos 50, 60 e 70. Da música que se faz hoje em dia, não liga, nem gosta, com excepção, talvez, dos Oasis, Beautiful South e Joan Osborne.

"A partir do rap, a música que se faz fez-me secar o gosto por ela", justifica, enfatizando que continua "fiel" ao vinil.

Relativamente à sua colecção particular, revela que o seu maior tesouro talvez seja um EP, de edição portuguesa, dos Episode Six, uma banda britânica que precedeu os Deep Purple. "É um disco que está cotado no estrangeiro", diz.

O EP, editado em 1967, em Portugal, pela Arnaldo & Trindade, tem o número de catálogo PYE PAT 54004 e inclui "Morning Dew", "Sunshine Girl", "Love, Hate, Revenge" e "Baby, Baby, Baby".

"Mas tenho outras preciosidades. Dos anos 50, por exemplo, tenho EPs e LPs originais de Elvis Presley, Buddy Holly, Eddie Cochran, Gene Vincent, Fats Domino", disse, não sabendo porém o seu valor de mercado.

"Não sei, nem quero saber, porque nunca os venderia", precisou.

Quanto aos anos 60, onde se sente mais à vontade, José Gamito considera que um EP de Zeca do Rock, com canções do filme
"Pão, Amor E Totobola", é o seu disco mais valioso.

"É muito complicado saber-se o valor de mercado, porque em Portugal não há este mercado de coleccionador. Eu sou o único no terreno. Tudo se rege pela lei da oferta e da procura. Não há qualquer cotação. Se tivesse dois exemplares do disco do Zeca do Rock vendê-lo-ia por 15 mil escudos. Não tendo, não vendo por preço algum", afirmou.

Além de Zeca do Rock, José Gamito considera também que discos do Conjunto Mistério, Ekos, Titãs, Jets, Claves, Gentlemen, Espaciais, Demónios Negros e Conchas são igualmente valiosos.

"Fora os conjuntos musicais, Amália Rodrigues e José Afonso são os mais procurados", adiantou.

Relativamente à música não nacional dos anos 60, José Gamito não hesita em considerar que os discos dos Beatles, Rolling Stones, Kinks, Beach Boys, Byrds e Lovin' Spoonful são os mais desejados.

Nesta área, o disco mais raro que possui é um LP de 10 polegadas, da Polydor francesa, com as primeiras gravações dos Beatles, como "My Bonnie" e "Ain't She Sweet". "É um disco que vale mais de 100 contos".

"Sei que as edições da Parlophone, a amarelo, de "Sgt. Pepper's", "The Beatles", "Abbey Road" e "Let It Be", todas dos Beatles, valem mais de 200 contos cada uma lá fora, mas o álbum da Polydor francesa é, para mim, o mais valioso", disse.

José Gamito cita também entre as suas raridades o álbum original dos Rolling Stones, "Beggar's Banquet", os três EPs portugueses dos Kinks e o primeiro dos Status Quo.

"O disco que mais gostava de ter - e que não tenho - é o único da colecção de Van Morrison que me falta, "Blowin' Your Mind", de 1968. É claro que o que eu mais queria ter era o da "butcher cover", dos Beatles, mas como isso é impossível, contentava-me com o primeiro de Van Morrison, de quem também sou grande fã", disse.

Quanto aos anos 70, José Gamito não esquece as primeiras edições de Elton John, David Bowie e Lou Reed e, nos portugueses, Filarmónica Fraude, cujas bobinas originais das gravações parecem terem desaparecido da Polygram.

O excedente da colecção particular de José Gamito alimenta a única loja em Lisboa de discos de vinil, usados, para coleccionadores ou interessados. Chama-se Discolecção e situa-se na galerias do Hotel Amazónia, ao pé do Jardim das Amoreiras.

"Vêm cá sobretudo três tipos de pessoas: os verdadeiros coleccionadores, os que só são coleccionadores de vinil e os que só são coleccionadores de um determinado grupo ou artista", explicou.

"Há também os que vêm à procura do disco que lhes lembra uma boa namorada, um bom filme ou umas boas férias", acrescentou.

Amália Rodrigues, José Afonso, cantores portugueses de intervenção, Beatles, Doors, Kinks, Rolling Stones e, mais recentemente, rock alemão, continuam a ser as perguntas de quem entra na loja.

"Não vivo à custa da loja, a loja é que vive à minha custa", disse, recusando a ideia de que seja um "negócio". "Tudo é feito e transaccionado com o espírito de coleccionador", afirmou. "A música não vale pelo seu preço".

O disco mais raro que tem à venda na sua loja é a edição alemã de "Odessa", dos Bee Gees, e também o EP dos portugueses Jotta Herre com "Penina", de Paul McCartney.

Além de lidar com a música, José Gamito também a pratica. Enquanto adolescente, nos anos 60, fez parte dos Complications, grupo que "bateu" todos os Liceus de Lisboa e arredores.

Hoje em dia, José Gamito ainda toca guitarra com José Ribeiro Queiroz (baixo) e Vasco Ribeiro Sanches (bateria), ensaiando de quando em quando na Ericeira música dos anos 60 como "I'll Feel A Whole Lot Better", dos Byrds, "Birthday", dos Beatles, "Jumpin' Jack Flash", dos Rolling Stones, ou "It's All Over Now Baby Blue", de Bob Dylan.

"Ele é o nosso Henrique Mendes. É ele que nos proporciona e organiza o nosso ponto de encontro", diz Vasco Ribeiro Sanches.

LPA

terça-feira, 24 de junho de 2008

ENCONTRO DE GERAÇÕES


Dois brilhantes músicos amantes das histórias deste blog reuniram-se hoje à noite numa jantar de grelhados na periferia lisboeta, juntamente com alguns dos animadores dessas mesmas estórias. Foi uma espécie de blind date.

Na imagem, o grande Daniel Bacelar, o primeiro artista português a gravar um disco de yé-yé em 1960 e, a seu lado, Pedro de Freitas Branco, da nova geração, de uma família de grandes músicos, como, por seu exemplo, seu Pai, Luís de Freitas Branco, dos Claves, que - diga-se em abono da verdade - se baldou ao repasto.

Pedro de Freitas Branco - o famoso Filhote - vive no Brasil, onde alimenta duas bandas, Like A Rolling Stone, uma banda cover dos Rolling Stones, como é bom de ver, e White, uma banda de originais, cujo primeiro álbum estará prestes a ser concluído.

Entre os convivas das febras e da cerveja (mas sem tremoços), à mistura com umas caipirinhas, contava-se Gin Tonic e Jack Kerouac, dois bons amigos destas cumplicidades.

Ah! Daniel Bacelar ficou surpreso quando lhe pediram autógrafos e Pedro de Freitas Branco mostrou todo o seu sorriso de ponta a ponta quando evidenciou as suas aquisições de vinil na Discolecção.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

UM JOVEM PAULO GONZO


MATERFONIS - DMSG- 0 1 8 - 1985

Somewhere in The Night - Somewhere In The Night (instrumental)

Foto e design de capa de Octávio Diaz-Bérrio.

Cortesia Discolecção

terça-feira, 20 de maio de 2008

quinta-feira, 8 de maio de 2008

HOMENAGEM A JOSÉ GAMITO


José Gamito era provavelmente o maior coleccionador português de discos de vinil. Tinha tudo e mais alguma coisa e tudo muito bem cuidado. Fui testemunha.

Advogado, foi o fundador da mítica Discolecção, no Hotel Amazónia, em Lisboa. Passou-a depois a Vítor Nunes que ainda a mantém na Calçada do Duque.

Conheci José Gamito há uns 12/13 anos quando colaborou na "Enciclopédia da Música Portuguesa", cedendo a iconografia.

Em 2002 ajudou-me também no "Beatles em Portugal" e já tinhamos apalavrada a próxima colaboração, a biografia dos Sheiks.

Ando agora à procura de um Blitz, onde tracei o perfil de José Gamito.

Morreu inesperadamente em Abril, vítima do coração.

Colaboração de Luís Pinheiro de Almeida

domingo, 24 de fevereiro de 2008

E DEPOIS DO ADEUS


ORFEU -  45.0.3089 - edição francesa (1974)

E Depois Do Adeus - Dia A Dia

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

X ANIVERSÁRIO DA DISCOLECÇÃO


A Discolecção, de Vítor Nunes, faz hoje 10 anos e oferece à noite aos seus clientes e amigos uma festa na Sociedade Guilherme Cossoul (av. D. Carlos I, 61, Lisboa).

Para assinalar a década, o "P2", de hoje (suplemento do "Público") dedica duas merecidas páginas à discoteca de vinil.

A Discolecção fica na Calçada do Duque, 53A, em 1200-156 Lisboa. O telefone é 213 471 486

sábado, 1 de dezembro de 2007

HEITOR DE VASCONCELOS


Heitor de Vasconcelos é um dos principais coleccionadores portugueses de vinil, mas o mais curioso é que até 1984 não conseguia olhar para um EP. Diz que não simpatizava com o formato. Quem diria!

Foi em S. Pedro do Sul, sua terra natal, que regressou à meninice ao adquirir os discos da juke-box do café local.

"Todas as colecções começam assim, por motivos afectivos. Queria regressar à meninice, talvez não quisesse envelhecer", explicou, há 5 anos, numa reportagem do Diário de Notícias.

Hoje, é um apaixonado do EP. "O EP tem um charme que os LPs não têm. Por um lado condensa os êxitos, são apenas quatro músicas. Por outro, é o formato habitual da fotografia e cria-se uma estética destas capas, há coisas fantásticas".

Há 5 anos tinha mais de 8.000 EPs, 75 por cento dos quais de prensagem portuguesa.

Orgulha-se de ter praticamente todos os discos do pop/rock português e ainda todos os discos estrangeiros prensados em Portugal.

Nesta fantástica colecção, Amália é a rainha com mais de 500 discos.

Raridades: quatro discos dos Queen prensados em Portugal, um David Bowie editado pela Philips portuguesa, um EP português de Elton John, quatro discos portugueses dos Kinks.

Heitor de Vasconcelos pode ser visto deambulando pela Feira da Ladra, em Lisboa, ou em amena cavaqueira com Vítor Nunes, na Discolecção, também em Lisboa.