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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
LUTAR VENCER
ORFEU - STAT 038 - 1975
LADO A
Haja O Que Houver Pátria - Para A Frente Chile - Esta Terra Há-de Ser Nossa - Se Um Fascista Conspira - Tu Que Dessa Janela - Venceslau da Silva
LADO B
Quem Tem Medo do Comunismo - Nas Mãos do Patrão - Com As Armas Desta Vida - Abre Os Olhos Camarada - Portugal Vencerá
Originais de José Jorge Letria, arranjos e direcção musical de Júlio Pereira.
Fernando Tordo está nos coros, Hermann (sic) José toca baixo, Júlio Pereira guitarra acústica, viola eléctrica e moog, Guilherme Inês bateria e Rui Reis piano, órgão e piano eléctrico.
Esta é a fase PCP de José Jorge Letria.
Os primeiros discos que gravei logo após o 25 de Abril reflectiam, até nos títulos, a intensidade de um envolvimento político que nunca reneguei.
(...)
Recordo-me bem de em "Lutar Vencer" ter tido como viola-baixo e elemento dos coros um jovem magro, de longos cabelos loiros, muito tímido, com sapatos de tacão alto e calças à boca de sino, a moda da época, chamado Herman José, então a começar a sua vida musical no teatro de revista e em estúdios de gravação.
in "E Tudo Era Possível", José Jorge Letria, 2013
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terça-feira, 30 de agosto de 2011
TONY SILVA

POLYDOR - 2063 080 - 1981
Tema de Tony Silva (Herman José)/Chiclete (Taxi)/Robot (Luís Pedro Fonseca/Zé da Ponte)/Patchouli (Vítor Perdigão/Vicente Andrade)/Chico Fininho (Carlos Tê/Rui Veloso)/Malta À Porta (L. Cabral/A. Antunes/Topé/R. Madeira/J. Trindade)/Chamem A Polícia (S. Castro/A. Azevedo/JL Medicis)/Portugal Na CEE (Vítor Rua)/Cavalos De Corrida (António Manuel Ribeiro/Renato Gomes) - A Técnica do Pulmão (Herman José)
Tema de Tony Silva (Herman José)/Chiclete (Taxi)/Robot (Luís Pedro Fonseca/Zé da Ponte)/Patchouli (Vítor Perdigão/Vicente Andrade)/Chico Fininho (Carlos Tê/Rui Veloso)/Malta À Porta (L. Cabral/A. Antunes/Topé/R. Madeira/J. Trindade)/Chamem A Polícia (S. Castro/A. Azevedo/JL Medicis)/Portugal Na CEE (Vítor Rua)/Cavalos De Corrida (António Manuel Ribeiro/Renato Gomes) - A Técnica do Pulmão (Herman José)
Arranjos e produção de Jorge Machado.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
BAMOS LÁ CAMBADA
segunda-feira, 1 de março de 2010
BATON CONTRA A CRISE

POLYDOR - 810891-7
(A Cor do Teu) Baton – Bem-Haja Você
Lembram-se de os homens chegarem a casa com pedaços de baton no colarinho da camisa? As discussões que isso ocasionava, cenas de pugilato, por vezes?
As comédias do cinema americano dos anos 40 e 50 – e não só! - são férteis em cenas destas.
Talvez estas guerras tenham levado, há muitos anos, Pierre Baudecroux, a criar “Le Rouje Baiser”, o “baton que, tal como dizia a publicidade “permite o beijo.
Nuances que ele chamaria do arco-da-velha: um baton que permite o beijo.
Herman José, em 1983, concorria ao Festival RTP da Canção “O Teu Baton”, qualquer coisa perdida entre um kitsch q.b. da letra e laivos de algo de swing, batida roubada a uma qualquer big band a acompanhar vaudeville na Broadway.
O que nos canta Herman?
De um baton que teve o dom de saber assim, água na boca a chamar por ele, um tom de canção de amor a deixar sabores na roupa, na pele, a brilhar num som tão à Tom Jobim, água mel, cor de carmim, um baton, corção e licor.
Enfim, pelo que se ouve, beijos que não se esquecem, o fascínio de um baton, coisas de assombração.
É quando o escriba recorda um texto de Catarina Portas, já com algum tempinho, a dizer-nos com aquele sorriso maroto, um piscar de olhos que, em tempos cinzentos, algo fúnebres, como estes tempos em que nos obrigam a navegar, nada como desaguar num baton.
“Um baton pinta-nos os lábios, com os quais falamos, com os quais beijamos. Pode pintá-los de vermelho vivo ou profundo, beringela ou até laranja. Cada um desses tons diversos é uma afronta ao cinzento.”
Um baton contra crise.
Gosta da sugestão. Mais ainda quando, linhas à frente, Catarina diz que um baton é mesmo “um manguito contra a crise” porque “quem pinta os lábios arregaça as mangas”.
Baton, manguitos, arregaçar de mangas, possivelmente mais qualquer coisa.
Porque temos de sonhar para conseguirmos levantar-nos de manhã.
E que cor de baton vai o viajante escolher para combater a crise?
Por ele é muito simples. vermelho, vermelhaço, vermelhusco, vermelhante, vermelhão.
Ah! mas espera aí: isto já é uma outra canção, uma outra história…
Colaboração de Gin-Tonic
(A Cor do Teu) Baton – Bem-Haja Você
Lembram-se de os homens chegarem a casa com pedaços de baton no colarinho da camisa? As discussões que isso ocasionava, cenas de pugilato, por vezes?
As comédias do cinema americano dos anos 40 e 50 – e não só! - são férteis em cenas destas.
Talvez estas guerras tenham levado, há muitos anos, Pierre Baudecroux, a criar “Le Rouje Baiser”, o “baton que, tal como dizia a publicidade “permite o beijo.
Nuances que ele chamaria do arco-da-velha: um baton que permite o beijo.
Herman José, em 1983, concorria ao Festival RTP da Canção “O Teu Baton”, qualquer coisa perdida entre um kitsch q.b. da letra e laivos de algo de swing, batida roubada a uma qualquer big band a acompanhar vaudeville na Broadway.
O que nos canta Herman?
De um baton que teve o dom de saber assim, água na boca a chamar por ele, um tom de canção de amor a deixar sabores na roupa, na pele, a brilhar num som tão à Tom Jobim, água mel, cor de carmim, um baton, corção e licor.
Enfim, pelo que se ouve, beijos que não se esquecem, o fascínio de um baton, coisas de assombração.
É quando o escriba recorda um texto de Catarina Portas, já com algum tempinho, a dizer-nos com aquele sorriso maroto, um piscar de olhos que, em tempos cinzentos, algo fúnebres, como estes tempos em que nos obrigam a navegar, nada como desaguar num baton.
“Um baton pinta-nos os lábios, com os quais falamos, com os quais beijamos. Pode pintá-los de vermelho vivo ou profundo, beringela ou até laranja. Cada um desses tons diversos é uma afronta ao cinzento.”
Um baton contra crise.
Gosta da sugestão. Mais ainda quando, linhas à frente, Catarina diz que um baton é mesmo “um manguito contra a crise” porque “quem pinta os lábios arregaça as mangas”.
Baton, manguitos, arregaçar de mangas, possivelmente mais qualquer coisa.
Porque temos de sonhar para conseguirmos levantar-nos de manhã.
E que cor de baton vai o viajante escolher para combater a crise?
Por ele é muito simples. vermelho, vermelhaço, vermelhusco, vermelhante, vermelhão.
Ah! mas espera aí: isto já é uma outra canção, uma outra história…
Colaboração de Gin-Tonic
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Herman José
sábado, 21 de março de 2009
CID: MÁXIMO NO MAXIME
José Cid voltou sexta-feira, dia 20, ao Maxime, em Lisboa, e, como seria de esperar, fez cantar toda a gente que encheu o cabaret.
Não houve surpresas, nem eram de esperar, mesmo quando Herman José subiu ao palco e pegou no baixo para tocar, a seu pedido, "Cai Neve Em Nova Iorque".
Sentado às teclas à frente dos seus músicos, José Cid está mais comedido nos seus comentários e na apresentação das músicas, deu largas às canções que o povo gosta de ouvir e de cantar em uníssono e estreou duas do seu próximo álbum.
Sem as identificar, ambas seguem porém as características que José Cid já habituou o seu público, sendo uma mais balada e a outra mais ritmada. Nenhuma delas destoou, encaixando-se bem no que Cid mais sabe bem fazer.
Não houve surpresas, nem eram de esperar, mesmo quando Herman José subiu ao palco e pegou no baixo para tocar, a seu pedido, "Cai Neve Em Nova Iorque".
Sentado às teclas à frente dos seus músicos, José Cid está mais comedido nos seus comentários e na apresentação das músicas, deu largas às canções que o povo gosta de ouvir e de cantar em uníssono e estreou duas do seu próximo álbum.
Sem as identificar, ambas seguem porém as características que José Cid já habituou o seu público, sendo uma mais balada e a outra mais ritmada. Nenhuma delas destoou, encaixando-se bem no que Cid mais sabe bem fazer.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
HERMAN JOSÉ E NICOLAU BREYNER

PSST! SP-20.172 - 1975
Não deixa de ser divertido observar a esperteza saloia dos vendedores banha de cobra do Miau que cobram sempre uns tostões a mais nos portes de correio. Julgam que os compradores não vêm a trafulhice?
Não deixa de ser divertido observar a esperteza saloia dos vendedores banha de cobra do Miau que cobram sempre uns tostões a mais nos portes de correio. Julgam que os compradores não vêm a trafulhice?
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Nicolau Breyner
sábado, 12 de abril de 2008
JOSÉ CID, O MAXIME

(José Cid ao vivo no Maxime, com Herman José e Tozé Brito nos coros - imagem da benfiquista - eheheh - Teresa Lage. Mike Sergeant ao fundo.)
Depois de uma brilhante vitória da Associação Académica de Coimbra num estádio da capital, tida não sei porquê como "a catedral", por um expressivo 0-3, a noite só podia terminar com um não menos brilhante concerto de José Cid num emblemático venue lisboeta, Maxime.
Quem diria que há 35 anos, moi, je, trabalhava no 5º andar do mesmo prédio do Maxime. Adelante! Nesse tempo, também a Académica disputava os primeiros lugares...
Além de moi, je, e de Teresa, nas primeiras mesas - cortesia de David Benasulin (da editora Farol) -, vi também no lusco-fusco Herman José e Tozé Brito, que acabaram por subir ao palco, e ainda Mariza, Zé da Câmara e Duarte Cancela de Abreu.
José Cid, que entrou insolitamente em palco com uma sacola - "são as minhas coisas", dir-me-ia no final - cantou durante duas horas e eu pensei com os meus botões: "é exactamente igual aos concertos de Paul McCartney: toda a gente delira com as canções antigas, ninguém conhece as mais recentes, as piadas são sempre as mesmas de concerto para concerto, mas toda a gente o adora".
Entre outras, José Cid cantou "Na Cabana Junto à Praia", "20 Anos", "A Lenda De El Rei D. Sebastião", "Rock Rural " ("o primeiro rock português"), "Mellotron O Planeta Fantástico" ("do meu disco mundialmente conhecido"), "The Hunter" ("sabia eu lá a letra", confessou-me Tozé Brito em palco), "Sonhador", "Ontem, Hoje E Amanhã", "Coração de Papelão", "Favas Com Chouriço", etc e tal.
Basicamente, foi um bem divertido espectáculo, com um José Cid no seu melhor e com os comentários do costume.
Eu, por mim, estava nas nuvens: 3-0 não é todos os dias. Ainda me meti com o Tozé Brito, mas ele desmanchou-me: "como sabes, sou do Benfica, mas também sou da Académica e, às tantas, até estava a gritar pelos 4-0".
Muito pacato, Herman José estava atónito!
Quem não ligou pêvea aos meus provocatórios SMSs foi o Paulo, irmão da Teresa, bem como outros amigos benfiquistas, João Amorim, Luís Batoque. Porque seria? O "dr. pernoca" foi o único tolerante, condescendente...
Ah! O canalha Mira estava feliz! Sai t-shirt!
Não foi Nuno Gomes que pediu uma "partida limpa"? Pimba!
Brioooooooooooooooooooooooooooooooooosa!!!!
Depois de uma brilhante vitória da Associação Académica de Coimbra num estádio da capital, tida não sei porquê como "a catedral", por um expressivo 0-3, a noite só podia terminar com um não menos brilhante concerto de José Cid num emblemático venue lisboeta, Maxime.
Quem diria que há 35 anos, moi, je, trabalhava no 5º andar do mesmo prédio do Maxime. Adelante! Nesse tempo, também a Académica disputava os primeiros lugares...
Além de moi, je, e de Teresa, nas primeiras mesas - cortesia de David Benasulin (da editora Farol) -, vi também no lusco-fusco Herman José e Tozé Brito, que acabaram por subir ao palco, e ainda Mariza, Zé da Câmara e Duarte Cancela de Abreu.
José Cid, que entrou insolitamente em palco com uma sacola - "são as minhas coisas", dir-me-ia no final - cantou durante duas horas e eu pensei com os meus botões: "é exactamente igual aos concertos de Paul McCartney: toda a gente delira com as canções antigas, ninguém conhece as mais recentes, as piadas são sempre as mesmas de concerto para concerto, mas toda a gente o adora".
Entre outras, José Cid cantou "Na Cabana Junto à Praia", "20 Anos", "A Lenda De El Rei D. Sebastião", "Rock Rural " ("o primeiro rock português"), "Mellotron O Planeta Fantástico" ("do meu disco mundialmente conhecido"), "The Hunter" ("sabia eu lá a letra", confessou-me Tozé Brito em palco), "Sonhador", "Ontem, Hoje E Amanhã", "Coração de Papelão", "Favas Com Chouriço", etc e tal.
Basicamente, foi um bem divertido espectáculo, com um José Cid no seu melhor e com os comentários do costume.
Eu, por mim, estava nas nuvens: 3-0 não é todos os dias. Ainda me meti com o Tozé Brito, mas ele desmanchou-me: "como sabes, sou do Benfica, mas também sou da Académica e, às tantas, até estava a gritar pelos 4-0".
Muito pacato, Herman José estava atónito!
Quem não ligou pêvea aos meus provocatórios SMSs foi o Paulo, irmão da Teresa, bem como outros amigos benfiquistas, João Amorim, Luís Batoque. Porque seria? O "dr. pernoca" foi o único tolerante, condescendente...
Ah! O canalha Mira estava feliz! Sai t-shirt!
Não foi Nuno Gomes que pediu uma "partida limpa"? Pimba!
Brioooooooooooooooooooooooooooooooooosa!!!!
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
A BANDA DE KRIPPAL
RCA VICTOR - YPPBO-002 - edição portuguesa (1974)
Bipolo (Herman J. Krippahl/Carlos Pereira) - Hello Monday (Herman J. Krippahl)
Em 1974, o agora famoso Herman José gravou este single com a ajuda de Luís Pedro Fonseca (piano em "Bipolo") e de Guilherme Scarpa Inês (bateria e percussão).
Então conhecido como Hermann José Krippal, Herman era também a voz, viola baixo, piano, viola eléctrica, percussão, "arranjista", "director de cordas e... sei lá mais o quê...) neste disco, onde teve também a ajuda de José Machado, filho de Jorge Machado) (solo de violino em "Bipolo"), Carlos Pereira (percussão), e de Madalena e Olga (coros).
Alberto Nunes foi o responsável pelo som e Xanito o autor da capa.
No meu primeiro (e muito infantil) disco, Luís Pedro Fonseca foi o 'meu pianista convidado'. 1973. Os nossos (ambiciosos) planos foram interrompidos por uma tuberculose, que o reteve no hospital por dois meses. Fui eu que "tomei conta" da Formiga, aquela que viria a ser a sua mulher e mãe do seu filho copy / paste Kalid. Nesta gravação, o Guilherme Inês toca bateria, eu toco baixo. O solo de violino é do José Machado (filho do saudoso maestro Jorge Machado). Os arranjos são meus e o primeiro violino da secção de cordas (que também me ajudou a corrigir alguns erros na pauta) era - pasmem-se - o Jorge Peixinho ! Por uma vez quero estar redondamente errado no meu inabalável pragmatismo e faço votos para que haja mais luz para além deste cubículo temporal onde encaixamos as nossas mini vidas. Ao Luis Pedro não lhe chegarão 5000 anos, quanto mais sessenta e picos...
Herman José sobre Luís Pedro Fonseca, falecido a 24 de Agosto de 2014.
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