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sexta-feira, 11 de maio de 2018

OS DIAS DA RÁDIO


The Golden Age of Old American Radio
Starring Bing Crosby
United Artists Records  UAK  30115

With Jud Conlon’s Rhythmaires
John Scott Trotter and His Orchestra

Apresentador: Ken Carpenter     

Side One

1-Where The Blue Of The Night Meets The Gold Of The Day - Orchestra   
2- Lady Of Spain – Bing Crosby 
3 - Hello, Hello – Kay Thompson and The William Brothers   
4 -For Me And My Gal - Judy Garland and Bing Crosby
5 - Young At Heart – Bing Crosby
6 - Lazy River And Paper Doll       - The Mills Brothers and Bing Crosby
7 - Where Is Your Heart – Bing Crosby 
8 - Lullaby Of Broadway – Dick Powell and Bing Crosby       
9 - It Might As Well Be Spring – George Burns abd Bing Crosby     
10 - It's Only A Paper Moon – Bing Crosby       
11 -That's A Plenty – Connie Bonwell and Bing Crosby         
12 - You Go To My Head – Bing Crosby
13 - Where The Blue Night Meets The Gold Of The Day (Reprise) – Orchestra


1- Zip-A-Dee-Doo-Dah – Bing Crosby   
2 - I Can Dream Can't I? – The Andrews Sisters and Bing Crosby   
3- Tell Me Why – The Four Aces and Bing Crosby     
4 - Two To Tango – Rosemary Clooney and Bing Crosby       
5 - Mona Lisa – Bing Crosby       
6 - If I Knew You Were Coming I'd Have Baked A Cak - Bob Hope and
     Bing Crosby   
7 - On A Slow Boat To China – Peggy Lee and Bing Crosby 
8 - Medley   
     (You Gotta Start Off Each Day With A Song - Maurice Chevalier and Bing
     Crosby, My Love Parade – Maurice Chevalier- Louise – Maurice Chevalier and
      Bing Crosby - Mimi – Maurice Chevalier)
9 - You Gotta Start Off Each Day With a Song – Jimmy Durante and Bing
      Crosby
10 -You Belong To Me – Bing Crosby     
11 -Wish You Were Here – Bing Crosby
12 - May The Good Lord Bless And Keep You - Nat King Cole, The Andrew
        Sisters and Bing Crosby   
13 - Orchestral Closing
       Where The Blue Of The Night Meets The Gold Of The Day

Quando se gosta da vida, gosta-se do passado, porque ele é o presente tal como sobrevive na memória.

Se bem que o malandro do José Gomes Ferreira lhe tenha dito que «saudades, só do futuro», mas há coisas em que gosta mesmo de voltar lá atrás.

Cresceu a ouvir rádio.

 Primeiro num velho «Pilot», mais tarde, muito mais tarde, num «Blaupunkt já com dois altifalantes laterais, um luxo!, dizia que era estéreo.

 O rádio tocava todo o dia.

 O avô chamava-lhe telefonia.

 Os mais variados programas, das mais variadas estações: o folhetim do «Tide» da mãe e da avó, a música clássica do avô, os relatos de hóquei em patins do Torneio de Montreux em cada tempo de Páscoa, ao domingo os relatos de futebol.

 De todas as músicas, ficou-lhe um gosto por «big bands», por «crooners».

 As canções dos primeiros amores, os primeiros bailes, slows, boleros - «a menina dança?»

 O modo como uma mão nas costas nos conduzia, podia mudar tudo, passagem quase certa para lá do arco-íris.

 Aquilo a que chamaram a idade da inocência.

 O tempo, onde as promessas, as causas, porque também nos fomos apaixonando por ideias, nos preenchiam os quotidianos.

 Quando ainda acreditávamos, que iríamos ficar fiéis àqueles amigos, àqueles ideais.

 As músicas é que ficaram.

 E memórias: Brigitte Bardot a acenar num velho filme a preto e branco, Sophia Loren a não caber no écran do Cine-Oriente, Eusébio no Mundial de 66 em Inglaterra.

Não vivíamos para ouvir rádio. Somente para melhorar essa vida.

«Rashid: é a primeira casa que vejo sem televisão.

Paul : Já tive uma, mas estragou-se aqui há uns anos e nunca me decidi a substituí-la. De qualquer das maneiras, prefiro não ter nenhuma. Odeio essas porcarias.

Rashid: Mas assim não pode ver os jogos. Disse-me que era fã dos Mets

Paul: Ouço pela rádio. Assim consigo ver muito bem os jogos. O mundo está na nossa cabeça, lembras-te?»

Diálogo do filme «Smoke» de Paul Auster/Wayne Wang

Extinta está a rádio que grande parte da vida o acompanhou.

 Degradou-se a partir de um tempo que não sabe onde mora.

 Ou melhor: quando os programas de autores e de vozes eméritos deram lugar às «play-lists», em que uma garotada inculta, aos guinchos, às piadolas sem graça alguma, às conversinhas parvas tiraram o lugar a profissionais como Cândido Mota, Rui Morrison, Maria José Mauperrin, Jaime Fernandes, António Cartaxo, José Duarte, Adelino Gomes, António Curvelo, Aníbal Cabrita, António Sérgio, João David Nunes, Luís Pinheiro de Almeida - «why not?»

 E não tem qualquer ponta de esperança que essa rádio regresse nos tempos que ainda terá para andar por aqui.

 Razão única para ter uma ternura especial por este velho LP, que o leva, volta e meia, a pôr o disco a rodar e amiúde senta-se no sofá a ver Os Dias da Rádio do Woody Allen, copo de gin ao lado.

Texto de Gin-Tonic

segunda-feira, 9 de abril de 2018

OB-LA-DI, OB-LA-DA - HÁ 30 ANOS!


Este é o alinhamento da primeira emissão do programa "Ob-La-Di, Ob-La-Da", na RFM, única e exclusivamente com a música dos Beatles, e que foi para o ar no dia 09 de Abril de 1988, faz hoje 30 anos!

Ironicamente, a primeira emissão começou logo com uma semi-mentira, a qual só viria a ser deslindada em 2001 com a publicação do livro "A Secret History", de Alistair Taylor, assistente de Brian Epstein e o "senhor faz-tudo" dos Beatles.

Quando todo o mundo Beatle acreditava que um tal jovem Raymond Jones entrara na discoteca de Brian Epstein, em Liverpool, a pedir "My Bonnie", de uns tais Beatles, e que tudo começara aí, eis que Alistair Taylor, certamente com um sorriso maroto nos lábios, veio já no séc. XXI contar que não fôra bem assim:

I got so fed up with people asking if we had a record of "My Bonnie" by the Beatles and having to say No that I put through an order for it myself under a name I simply dreamed up. Brian refused to order records unless there was a firm order. Once there was an order, Brian's claim was that if the record existed, anywhere in the world, we could get it.

The famous story is that a guy called Raymond Jones came into the shop and asked for a record by the Beatles. I know that I invented the name and put it into the order book. But now Liverpool people claim tpo know "the real" Raymond Jones and a chap with that name can miraculously recall placing the order. Rubbish. It was a name I picked at random because I wanted to get this bloody Beatles record that people kept asking about.

in
"A Secret History", Alystair Taylor, John Blake Publishing, 2001, pág. 16

"Ob-La-Di, Ob-La-Da" esteve no ar até ao dia 16 de Junho de 1991, com um total de 165 emissões, equivalentes a 165 horas só com a música dos Beatles.

sábado, 18 de novembro de 2017

HEROES AND VILLAINS


VICTORIA - 22L0567 - edição espanhola (1983)

Concerto comemorativo do 15º aniversário da BBC Radio One realizado no dia 21 de Setembro de 1982 no Odeon, Hammersmith, em Londres.

Entre outros, participaram no concerto Dave Berry ("Little Things"), Rockin' Berries ("He's In Town"), Merseybeats (Sorrow"), Nashville Teens ("Tobacco Road"), Chris Farlowe ("Out Of Time"), Chris Andrews ("Yesterday Man"), Wayne Fontana ("The Game Of Love"), Troggs ("Wild Thing") e Dave Dee, Dozy, Beaky, Mick and Tich ("Legend Of Xanadu").

sábado, 28 de outubro de 2017

PRIMEIRO IÉ-IÉ PORTUGUÊS FAZ HOJE 57 ANOS!!!


COLUMBIA - SLEM 2062 - 28OUT1960

Fui Louco Por Ti (Daniel Bacelar) - Nunca (Daniel Bacelar) - Oh! Carol (Howard Greenfield/Neil Sedaka) - Quero O Teu Amor (Should We Tell Him) (Everly)

As duas primeiras canções são interpretadas por Daniel Bacelar, as outras duas pelos Conchas. Ambos são acompanhados por Jorge Machado e seu conjunto.

Este é o 1º EP dos Conchas, o 1º de Daniel Bacelar, é também o primeiro disco ié-ié português. Foi editado faz hoje precisamente 57 anos!

Eis o resultado - encorajador e feliz, como poderão verificar depois de ouvir o disco - de uma tentativa que merece, que exige mesmo o apoio de todos os que se interessam pela música ligeira.

"Caloiros da Canção nº1" reune a escolha final do programa de rádio que tanto êxito obteve entre dezenas de candidatos que se exibiram com tanto brio e boa vontade e animados de tanta esperança foram finalmente escolhidos para este disco.

Daniel Bacelar - um rapaz de 17 anos que é também autor das canções que interpreta - e o duo "Os Conchas", um caso verdadeiramente excepcional de vocação artística.

Com este disco dá-se, assim, carta de alforria a três jovens artistas que, de agora em diante, ficam sujeitos ao juízo severo dos discófilos.

Não nos admiraria, porém, que, mais uma vez, coincidissem as opiniões. É que, tanto o público como nós, nos guiamos pela mesma bitola: o mérito real dos artistas. E esse está bem patente neste disco.

Texto apócrifo na contracapa do EP
PS - Daniel Bacelar conta aqui a história deste disco.

NOTAS SOLTAS:
“Fui Louco Por Ti”, de Daniel Bacelar, é a primeira canção original, gravada, do yé-yé português. Abre o EP “Caloiros da Canção”. A letra e a música são da autoria do próprio Daniel Bacelar, vencedor, a solo, do concurso radiofónico.

”Oh Carol”, pelos Conchas, foi a canção premiada no concurso radiofónico “Caloiros da Canção” de há 57 anos. Trata-se da versão portuguesa do êxito composto por Neil Sedaka e a história é simplesmente banal: havia tão-só que traduzir para português os êxitos de lá de fora, o que era então inédito.

”Hully Gully do Montanhês”, do Conjunto Académico João Paulo, é uma das mais originais canções do yé-yé português. Composta por Sérgio Borges e Carlos Alberto Gomes, venceu em 1965 o Grande Prémio do Disco, talvez o primeiro top de popularidade em Portugal, por votação conjunta de ouvintes da Rádio Renascença e de leitores da revista “Rádio & Televisão”.

”O Comboio”, pelos Álamos, é a primeira composição gravada de sempre da autoria de José Cid. Os Álamos são de Coimbra e José Cid estudava em Coimbra, onde formou o primeiro conjunto yé-yé portugês, os Babies, no final da década de 50. A canção é de 1966 e está assinada por José Cid Tavares.

Ana Maria é a primeira voz feminina do yé-yé português. Pertenceu aos Boys, de Carlos Correia, que tiveram de alterar a designação para Conjunto Universitário Hi-Fi. “Back From The Shore” é um original de Carlos Correia, de 1967. Anos mais tarde, Carlos Correia foi o viola de José Afonso em “Grândola Vila Morena”.

Considerada a Nico francesa, Catherine Ribeiro é filha de emigrantes portugueses em Lyon. Em 1967 gravou o seu primeiro disco, em Portugal, uma versão francesa de “With God On Our Side”, de Bob Dylan. A curiosidade deste registo, pouco conhecido, reside no facto de Catherine Ribeiro ser acompanhada pelos Sheiks, então no auge da sua fama.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

IMPRESSÕES PESSOAIS


25 de Novembro de 1965.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

RADIO ONE 15 ANOS


VICTORIA - VLP-37 - edição espanhola (1983)

Concerto comemorativo dos 15 anos da Radio One (BBC) realizado há 34 anos o Odeon Hammersmith, em Londres, com Carl Wayne, Cliff Bennett, Rockin' Berries, Sandie Shaw, Merseybeats, Nashville Teens, Dave Dee, Dozy, Beaky, Mick & Tich, Wayne Fontana, Troggs, Swinging Blue Jeans.

Compra na Record Runner, em Madrid, por 350 pesetas.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

NO LIMITE DA DOR


"No Limite Da Dor", Ana Aranha e Carlos Ademar, capa de Pedro Gil, prefácio de Irene Flunser Pimentel, posfácio de Mário de Carvalho, Parsifal, 2014, 282 págs, 15 €.

Entrevistas com Aurora Rodrigues, Conceição Matos/Domingos Abrantes, Edmundo Pedro, Fernando Rosas, Georgina Azevedo, Helena Pato, Joaquim Monteiro Matias, José Luís Pinto de Sá, José Pedro Soares, Justino Pinto de Andrade, Luís Moita e Maria Custódia Chibante.

domingo, 24 de abril de 2016

E DEPOIS DO ADEUS


Foi do alto deste edifício, na avenida Elias Garcia, 162, 7º, em Lisboa, que às 22H55 do dia 24 de Abril, João Paulo Diniz, aos microfones da Rádio Peninsular (Estúdios Alfabeta), deu o primeiro sinal radiofónico para o 25 de Abril.

Faltam cinco minutos para as 23H00. Convosco, Paulo de Carvalho com o Eurofestival 74, "E Depois Do Adeus".

Este edifício tem outra particularidade: foi o primeiro do País construído sobre colunas.

Havia verdadeiras romarias ao local para observar o milagre.

Além do prédio sobre colunas, havia em Lisboa um outro fenómeno de miragem: as escadas rolantes da estação de metro do Parque.

Como anos mais tarde houve com o Centro Comercial Amoreiras e/ou o Centro Colombo.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

DIA MUNDIAL DA RÁDIO


Amigos de Alex, RFM, 1985-1995: 472 programas, 944 horas de música.

domingo, 10 de janeiro de 2016

DOMINGOS DE MANHÃ


ROTAÇÃO - SETE 985 - 1982

Domingos de Manhã (Guimarães/Mendes) - Manhãs Iguais (Guimarães/Mendes)

Produção de António Sérgio.

sábado, 19 de dezembro de 2015

RADIO 1


SUPER BEEB/PYE RECORDS - BEPP 002 - edição britânica (1977)

Side 1 1967-1968

Flowers In The Rain (Move) - A Whiter Shade Of Pale (Procol Harum) - San Francisco (Scott MacKenzie) - Massachusetts (Bee Gees) - Let The Heartaches Begin (Long John Baldry) - Ballad Of Bonnie And Clyde (Georgie Fame) - The Mighty Quinn (Manfred Mann) - Young Girl (Garry Puckett) - Baby Come Back (Equals) - Fire (Crazy World of Arthur Brown)

Side 2 1969-1970

Something In The Air (Thunderclap Newman) - Where Do You Go To (Peter Sarstedt) - I Heard It Through The Grapevine (Marvin Gaye) - The Israelites (Desmond Dekker) - Dizzy (Tommy Roe) - Love Grows (Edison Lighthouse) - In The Summertime (Mungo Jerry) - Yellow River (Christie) - I Hear You Knocking (Dave Edmunds)

Side 3 1971-1973

The Pushbike Song (Mixtures) - Knock Three Times (Dawn) - Maggie May (Rod Stewart) - Mama Weer All Crazee Now (Slade) - Clair (Gilbert O'Sullivan) - Crazy Horses (Osmonds) - See My Baby Jive (Wizzard) - I'm The Leader Of The Gang (Gary Glitter) - My Coo Ca Choo (Alvins Stardust)

Side 4 1974-1976

Seasons In The Sun (Terry Jacks) - Waterloo (Abba) - Gonna Make You A Star (David Essex) - Bye Bye Baby (Bay City Rollers) - I'm Not In Love (10cc) - Barbados (Typically Tropical) - I Can't Give You Anything (Stylistics) - Love Really Hurts Without You (Billy Ocean) Mississippi (Pussycat)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

RADIO DISCO & ROCK


RÁDIO COMERCIAL - RISLP - 1980

Rock Radio

Everyone Can Rock And Roll (Bill Haley & Comets) - Good Golly Miss Molly (Little Richard) - You Just Got To Rock (Canned Heat) - Move It On Over (George Thorogood & Destroyers) - Somebody Has Been Sleeping In My Bed (Foghat) - Set Me Free (Utopia) - Ten O'Clock Postman (Secret Service) - Nervous Breakdown (Brian Briggs)

Disco Radio

Born To Be Alive (Patrick Hernandez) - I Don't Want To Fall In Love Again (Voyage) - Mama Rue (C'Est Moi) (Queen Samantha) - Spiderman (Peter Griffin) - Walk In The Park (Nick Straker Band)

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

ROLLS ROCK


DA NOVA - 10.019 - edição portuguesa (1980)

FACE A

The Great Curve (Talking Heads) - China's Eternal (Tights) - The Boy With Perpetual Nervousness (Feelies) - Bombista (Corpo Diplomático) - 12 O'Clock High (Dirty Looks)

FACE B

Lovers Of Today (Pretenders) - Sometimes I (Plasmatics) - Hard Luck (Undertones) - (She's A) Runaround (Undertones) - Hey Little Child (Alex Chilton) - Drugs (Talking Heads)

Como é imediato para todos, este LP da NOVA/Rádio Comercial destina-se a marcar o ano de actividade radiofónica que a emissão do "Rolls Rock" manteve no FM estéreo da estação emissora mais ouvida no país.
O DUPLO R surgiu na sequência dum empenhamento do Director de Programas da RC - João David Nunes - em dar certos espaços do FM à espantosa explosão do rock criativo por todo o mundo e à crescente massa de auditores que este conseguia motivar.

O nome, que viria a proporcionar trocadilhos e brincadeiras como "Duplo R" e "...motor ao rubro" saiu do gabinete do próprio João David Nunes e ganhou o OK de todos os que se veriam envolvidos na sua difusão.


Para o abaixo-assinado era uma nova experiência de rock e auditório.


A "Rotação" ia a enterrar e uma outra hora de música dinâmica surgia numa emissora onde o dinamismo era celebrado e apoiado verdadeiramente.


Com uma opção firme pela qualidade da música a transmitir e uma escolha teimosa, para que a qualidade não se tornasse uma chatice, o Rolls Rock conseguiu, a uma hora tardia, segurar um auditório interessado e crítico, que nunca deixou de ter "palavra" no produto final que lhe chegava.


Afinal, nada mais do que formar divertindo, conclusão lógica do pensamento de Jorge Gil ("Em Órbia") que sempre acreditou e teimou na função especificamente pedagógica da passagem de música, desde que sujeita a critérios de qualidade.


Um ano de Rolls Rock foi para além duma vitória de equipa, a vitória da Rádio Rock em Portugal, um prolongamento activo e "pacificador" do que foi o efeito devastante da "velha" Rotação, Rock em Stock e do "Dois Pontos".


Os grupos que se integram neste LP, e que escolhemos como se duma emissão nossa se tratasse, são lapsos dum ano de som nocturno, onde até a esperança de crescimento do "rock português" se inclui.


Todos os que formaram o gigantesco "corpo activo" do Rolls Rock vão gostar.


Espero que todos mantenham o mesmo espírito crítico e a mesma vontade de intervenção.


António Sérgio

sábado, 17 de outubro de 2015

ROCK EM STOCK


Hoje, o programa "Rock em Stock", da Rádio Comercial, e o seu protagonista, Luís Filipe Barros, são homenageados em Viseu no evento "Os Melhores Anos", organizado por Eduardo Pinto, antigo baterista dos Tubarões.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

"OS MELHORES ANOS"


Luis Filipe Barros explica como vai ser a homenagem ao "Rock em Stock" no dia 17 de Outubro em Viseu no evento denominado " Os Melhores Anos" (OMA), que já vai na 19ª edição, e se tornou num dos principais actos de variedades do centro do País.

Na mesa, à esquerda da imagem (de Teresa Lage), José Arimateia, administrador da Visabeira Turismo, um dos patrocinadores da festa, e, à direita, Eduardo Pinto, figura mítica de Viseu que foi baterista dos Tubaroes, conjunto ié-ié dos anos 60, o primeiro a musicar António Gedeão, dois anos antes da "Pedra Filosofal", e principal impulsionador da OMA.

Além da emissão em directo de "Rock Em Stock", "Os Melhores Anos" conta ainda com as actuações ao vivo de Expensive Soul, Jaycee n' the Believers, Tributal (tributo a Sting), orquestra "Os Melhores Anos", colectivo Gira Sol Azul, DJ António Arede e Tangerine.

A festa, que já é um ícone da região centro do País iniciou-se em 1993 e por ela já passaram, entre outros, Sheiks, José Cid, Paulo de Carvalho, Taxi, GNR, Carlos Mendes, Pedro Abrunhosa, Rui Veloso e Paulo Gonzo.

A gastronomia, outro dos pratos-forte da festa, é conduzida pelo restaurante Forno da Mimi & Rodízio Real.

Há bar aberto e dança até de manhã.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

OB-LA-DI OB-LA-DA


Lamentavelmente não apontei o nome da revista, só a data: 11 de Setembro de 1988.

domingo, 14 de junho de 2015

terça-feira, 26 de maio de 2015

NOEL GALLAGHER


Foi este o único disco que consegui comprar na minha recente expedição a Londres.

E só o comprei por causa da epicidade (DR) do meu encontro de hoje na Antena 3 com o querido amigo Pedro Gonçalves (Oasis versus Blur, dizem eles...).

Vamos ver (ouvir)...

quarta-feira, 1 de abril de 2015

BEATLES, O PIOR DE 1969


É nossa firme convicção, sem pretendermos fazer disso um axioma, que, para além da personalidade de um criador ou do conjunto da sua obra, há que saber distinguir, de per si, a validade de cada exemplo dessa actividade criadora, aplaudindo os que o merecem, denunciando aqueles que não passam de exploração aletória de uma popularidade conquistada embora a golpes de génio. Com efeito, só através duma atitude apreciativa livre e desinibida se poderá com relativa tranquilidade proceder à separação criteriosa do trigo e do joio.

Para a escolha da pior gravação do ano de 1969, de entre um número inquietante de produções perigosamente más (perigosamente pelo impacto fácil e imediato que obtém junto de espíritos pouco esclarecidos), foi nossa preocupação apenas considerar aquelas que, partindo de nomes com responsabilidades criadas e assentes em sólidos pilares de talento e seriedade, por esse mesmo facto se salientam e se revestem de maior gravidade.

E assim deparámos com uma que logo nos chocou pelo que representa de cabotinismo gratuito, de exploração malsã da enorme divulgação que o nome dos responsáveis necessariamente facilita.

À pobreza confrangedora duma melodia repetitiva no mau sentido justapôs-se uma lírica em que a ironia saudável e a crítica esclarecida cedem o lugar a uma manifestação negativa de abdicação, de derrota e de desencanto.

Esta atitude de fria maquinação, ao assumir um carácter de pedantismo inconsequente da parte de personalidades cujo mais autêntico valor residia na capacidade de criarem músicas e líricas acima de tudo belas e ricas de conteúdo, levou-nos a resistir ao apelo aliciante que, para esta escolha, representavam para nós gravações como “Dizzy”, de um Tommy Roe, “Sugar Sugar”, de uns Archies.

Desses, nada nos surpreende, porque nada deles se esperava.

Não é esse o caso dos Beatles.

Justifica-se assim a escolha de “The Ballad Of John And Yoko” como a pior gravação de 1969.

Em Órbita, 1969 (cortesia de Vítor Soares)

EM ÓRBITA: 50 ANOS!


"Em Órbita", do Rádio Clube Português, o melhor programa de rádio de sempre (e contra mim falo que tive vários), foi para o ar pela primeira vez faz hoje 50 anos!

Parece mentira, mas não é!

A sua primeira fase - a que mais aprecio - tinha indicativo dos Kinks, "Revenge", e a voz de Cândido Mota.

O seu grande patrão foi João Manuel Alexandre, precocemente desaparecido, mas outros enormes nomes houve como Jorge Gil, que levou o programa à outrance com uma fase inteiramente dedicada à música barroca, Pedro Albergaria, Manuel Violante e vozes como as de Pedro Castelo e João David Nunes.

O Quarteto 1111 dedicou o seu primeiro LP a João Manuel Alexandre, como prova de reconhecimento pela passagem de "A Lenda de El Rei D. Sebastião" no programa.