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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016
sexta-feira, 25 de novembro de 2016
sábado, 14 de setembro de 2013
SAPORE DI SALE
RCA VICTOR - TP-167 - edição portuguesa
Sapore Di Sale - Sará Cosi - Ieri Ho Incontrato Mia Madre - Ricordati
Gino Paoli fez a primeira parte do concerto dos Animals em Lisboa em 1965.
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
ANIMALS
MFP - 5218 - edição britânica
Side One
House Of The Rising Sun (traditional) - We've Gotta Get Out Of This Place (Mann/Weill) - Roadrunner (McDaniels) - Let The Good Times Roll (Lee) - Hallelujah I Love Her So (Charles) - I'm Going To Change The World (Eric Burdon)
Side Two
Bring It On Home To Me (Sam Cooke) - Worried Life Blues (Merriweather) - Baby Let Me Take You Home (Russell/Farrell) - For Miss Caulker (Eric Burdon) - I Believe To My Soul (Charles) - How You've Changed (Berry)
Colaboração de João Pinheiro de Almeida
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
ANIMALS
JUGODISK - LPS-1051 - edição jugoslava (1982)
Side 1
Let It Rock - Gotta Find My Baby - Bo Diddley
Side 2
I'm Almost Grown - Dimples - Boom Boom - C. Jam Blues
Produção de Giorgio Gomelsky
Cortesia de Pedro Brandão, em Sarajevo
domingo, 4 de julho de 2010
ANIMALS
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
THE HOUSE OF THE RISING SUN

COLUMBIA - SLEM 2180 - edição portuguesa
The House Of The Rising Sun - Talkin' About You - Take It Easy - I'm Crying
Não sabemos ainda se este cinco espantosos jovens ingleses vão bater o recorde impressionante dos Beatles, mas o certo é que eles têm todo o ar de desejarem que isso aconteça.
Eles são além disso auxiliados não somente pela sua "raça excepcional" mas também por um "consórcio" de poderosas vontades artísticas e comerciais bem decididas a impulsioná-los mais altos que os seus ilustres precursores. Depois de terem enfeitiçado toda a Inglaterra. Os Animals desembarcaram no dia 4 de Setembro em Nova York.
Cento e vinte polícias, milhares de jovens, cinco Rolls-Royces brancos esperavam-nos no aeroporto. Os seus quartos de hotel estavam mais floridos que o camarim de hotel da Callas numa noite de estreia no Metropolitan
O seu espectáculo na Paramount e o seu recital no Carnagie Hall provocaram tantos engarrafamentos nas ruas como desmaios nas salas. Na TV americana contrataram-nos para numerosos espectáculos e Stan Getz escreveu o seu primeiro filme. Eis portanto cinco novas vedetas do disco.
texto apócrifo na contracapa do EP
The House Of The Rising Sun - Talkin' About You - Take It Easy - I'm Crying
Não sabemos ainda se este cinco espantosos jovens ingleses vão bater o recorde impressionante dos Beatles, mas o certo é que eles têm todo o ar de desejarem que isso aconteça.
Eles são além disso auxiliados não somente pela sua "raça excepcional" mas também por um "consórcio" de poderosas vontades artísticas e comerciais bem decididas a impulsioná-los mais altos que os seus ilustres precursores. Depois de terem enfeitiçado toda a Inglaterra. Os Animals desembarcaram no dia 4 de Setembro em Nova York.
Cento e vinte polícias, milhares de jovens, cinco Rolls-Royces brancos esperavam-nos no aeroporto. Os seus quartos de hotel estavam mais floridos que o camarim de hotel da Callas numa noite de estreia no Metropolitan
O seu espectáculo na Paramount e o seu recital no Carnagie Hall provocaram tantos engarrafamentos nas ruas como desmaios nas salas. Na TV americana contrataram-nos para numerosos espectáculos e Stan Getz escreveu o seu primeiro filme. Eis portanto cinco novas vedetas do disco.
texto apócrifo na contracapa do EP
quarta-feira, 18 de março de 2009
ANIMALS AO VIVO

CHARLY - RISLP 14042 - edição portuguesa (s/data)
Lado A
Let It Rock - Gotta Find My baby - Bo Diddley
Lado B
I'm Almost Grown - Dimples - Boom Boom - C Jam Blues
Gravado ao vivo em 1963, este LP tem as participações de Eric Burdon (voz), Alan Price (teclas) Chas Chandler (baixo), Hilton Valentine (guitarra) e John Steel (bateria, com excepção de "C Jam Blues", onde está Sonny Boy Williamson.
Cortesia de João Pedro Martins
E, como há bruxas, os Animals tocam em Gaia no início de Junho, no âmbito de um Festival de Blues, que vai contar também com a presença de John Lee Hooker Jr.
Lado A
Let It Rock - Gotta Find My baby - Bo Diddley
Lado B
I'm Almost Grown - Dimples - Boom Boom - C Jam Blues
Gravado ao vivo em 1963, este LP tem as participações de Eric Burdon (voz), Alan Price (teclas) Chas Chandler (baixo), Hilton Valentine (guitarra) e John Steel (bateria, com excepção de "C Jam Blues", onde está Sonny Boy Williamson.
Cortesia de João Pedro Martins
E, como há bruxas, os Animals tocam em Gaia no início de Junho, no âmbito de um Festival de Blues, que vai contar também com a presença de John Lee Hooker Jr.
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
CARTA DE HÁ 43 ANOS!!!!

Um amigo meu, que agora reencontrei após mais de 40 anos de black out, tem tido a amabilidade de me scanar missivas que então lhe enviava sobre as novidades musicais da época.
Transcrevo apenas as partes que a este blogue mais interessam. São documentos de época:
Isto dos Searchers foi uma loucura do caneco. Foi uma coisa amestradíssima. Com eles, tocaram o conjunto inglês Satins, os Sheiks, os Ekos e os Dakotas. Havia guinchinhos, gritos, choros, barulho, etc, etc.
Sabes quem é que foi dizer à RR que os Animals vinham cá? Palavra de honra que fui eu. Li a notícia no Disc Weekly e fui levar o jornal à 23ª Hora. Falei com o João Martins, mas ele não sabia de nada. Fartaram-se de telefonar para empresários para confirmarem a notícia. Até que o Luís Neves (o mesmo gajo que trouxe os Searchers) confirmou a notícia.
Mas agora tenho aqui à minha frente um outro jornal inglês, o New Musical Express, que diz que a viagem para Portugal dos Animals foi cancelada e que eles já não vêm, de maneira que logo à noite vou lá falar com o João Martins.
(como é sabido, os Animals acabaram mesmo por tocar em Lisboa)
Também já conheço o Pedro Castelo (locutor do "Em Órbita"). O gajo anda no 3º ano da Faculdade de Direito. Até já tive alguns discos do gajo cá em casa. Ele é um tipo bacana.
Não vou ver o Cliff Richard, porque além de não gramar muito o gajo, não estou para largar 80$00 (bilhete mais barato) - (40 cêntimos - ah! ah! ah!)
Quanto a LPs, há uns engraçados. Tens vários dos Beatles, dos Shadows, do Cliff....
(...)
Ontem vi na Baixa uns copos com as fotografias dos Beatles.
Agora estou a ouvir a 23ª Hora e o Ritmo-64. Na 23ª Hora está a cantar Tom Jones a canção "It's Not Unsual". No Ritmo-64 está a "batalha de gigantes", hoje entre a Françoise Hardy e Charles Aznavour.
A propósito, este gajo vem cá a Lisboa nos próximos dias 4 e 5 de Maio. A votação está 47 para Charles Aznavour e 35 para Françoise Hardy.
Amanhã, dia 14, vou ao Ouro Negro Show. Até já tenho bilhete. Apresentam-se os conjuntos Mistério, Deltons, Ekos e Sheiks e, claro, o Ouro Negro. Deve ser porreiríssimo da costa.
(lamentavelmente, não me lembro de nada!).
No sábado passado fui ver o Sarau da Tuna Académica de Coimbra.
Transcrevo apenas as partes que a este blogue mais interessam. São documentos de época:
Isto dos Searchers foi uma loucura do caneco. Foi uma coisa amestradíssima. Com eles, tocaram o conjunto inglês Satins, os Sheiks, os Ekos e os Dakotas. Havia guinchinhos, gritos, choros, barulho, etc, etc.
Sabes quem é que foi dizer à RR que os Animals vinham cá? Palavra de honra que fui eu. Li a notícia no Disc Weekly e fui levar o jornal à 23ª Hora. Falei com o João Martins, mas ele não sabia de nada. Fartaram-se de telefonar para empresários para confirmarem a notícia. Até que o Luís Neves (o mesmo gajo que trouxe os Searchers) confirmou a notícia.
Mas agora tenho aqui à minha frente um outro jornal inglês, o New Musical Express, que diz que a viagem para Portugal dos Animals foi cancelada e que eles já não vêm, de maneira que logo à noite vou lá falar com o João Martins.
(como é sabido, os Animals acabaram mesmo por tocar em Lisboa)
Também já conheço o Pedro Castelo (locutor do "Em Órbita"). O gajo anda no 3º ano da Faculdade de Direito. Até já tive alguns discos do gajo cá em casa. Ele é um tipo bacana.
Não vou ver o Cliff Richard, porque além de não gramar muito o gajo, não estou para largar 80$00 (bilhete mais barato) - (40 cêntimos - ah! ah! ah!)
Quanto a LPs, há uns engraçados. Tens vários dos Beatles, dos Shadows, do Cliff....
(...)
Ontem vi na Baixa uns copos com as fotografias dos Beatles.
Agora estou a ouvir a 23ª Hora e o Ritmo-64. Na 23ª Hora está a cantar Tom Jones a canção "It's Not Unsual". No Ritmo-64 está a "batalha de gigantes", hoje entre a Françoise Hardy e Charles Aznavour.
A propósito, este gajo vem cá a Lisboa nos próximos dias 4 e 5 de Maio. A votação está 47 para Charles Aznavour e 35 para Françoise Hardy.
Amanhã, dia 14, vou ao Ouro Negro Show. Até já tenho bilhete. Apresentam-se os conjuntos Mistério, Deltons, Ekos e Sheiks e, claro, o Ouro Negro. Deve ser porreiríssimo da costa.
(lamentavelmente, não me lembro de nada!).
No sábado passado fui ver o Sarau da Tuna Académica de Coimbra.
sexta-feira, 13 de junho de 2008
ANIMALS & SONNY BOY WILLIAMSON
quinta-feira, 12 de junho de 2008
À BOLEIA DOS ANIMALS

O post recente do "Best Of" dos Animals lembrou-me este disco. A foto de capa, quase idêntica, provém certamente da mesma sessão. O disco foi gravado em 1963 em Newcastle, com uns ainda desconhecidos Animals, que tiveram assim oportunidade de tocar em alguns espectáculos com um dos seus ídolos.
O catalisador foi o empresário dos Animals, Giorgio Gomelski, um dos promotores da segunda digressão europeia do American Folk Blues Festival, que incluía Sonny Boy Williamson.
As músicas: Sonny's Slow Walk - Pontiac Blues - My Babe - I Don't Care No More - Baby Don't You Worry - I'm Gonna Put You Down - Fattening Frogs For Snakes - Nobody But You - Bye Bye, Sonny, Bye Bye - Coda.
O empresário ficou de tal modo impressionado com a sinergia entre os seus pupilos e o velho bluesman que comprou um gravador e gravou ele próprio os espectáculos. O disco só foi editado muitos anos depois.
Uma curiosidade é que esta edição para o mercado inglês foi fabricada em Portugal para aproveitar os custos mais baixos, já depois da adesão de Portugal à CEE.
Anos antes, a cadeia de discotecas Harlequin, de saudosa memória, tinha seguido a mesma prática de mandar fabricar em Portugal discos destinados ao mercado inglês.
Simplesmente, nessa altura Portugal não pertencia ainda à CEE e a Harlequin foi condenada por práticas anti-concorrenciais e teve de pagar pesados direitos.
Colaboração de Queirosiano
O catalisador foi o empresário dos Animals, Giorgio Gomelski, um dos promotores da segunda digressão europeia do American Folk Blues Festival, que incluía Sonny Boy Williamson.
As músicas: Sonny's Slow Walk - Pontiac Blues - My Babe - I Don't Care No More - Baby Don't You Worry - I'm Gonna Put You Down - Fattening Frogs For Snakes - Nobody But You - Bye Bye, Sonny, Bye Bye - Coda.
O empresário ficou de tal modo impressionado com a sinergia entre os seus pupilos e o velho bluesman que comprou um gravador e gravou ele próprio os espectáculos. O disco só foi editado muitos anos depois.
Uma curiosidade é que esta edição para o mercado inglês foi fabricada em Portugal para aproveitar os custos mais baixos, já depois da adesão de Portugal à CEE.
Anos antes, a cadeia de discotecas Harlequin, de saudosa memória, tinha seguido a mesma prática de mandar fabricar em Portugal discos destinados ao mercado inglês.
Simplesmente, nessa altura Portugal não pertencia ainda à CEE e a Harlequin foi condenada por práticas anti-concorrenciais e teve de pagar pesados direitos.
Colaboração de Queirosiano
ANIMALS
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
ANIMALS EM LISBOA

Os Animals tocaram em Lisboa, no Teatro Monumental, no dia 07 de Dezembro de 1965, com uma primeira parte preenchida por Gino Paoli, criador de "Sapore di Salle".
Que estranha combinação!
Os dois concertos - ás 18H30 e às 20H00 - foram apresentados por Henrique Mendes.
Os Animals eram classificados pela publicidade como "os fabulosos, os populares, os excepcionais, um dos mais categorizados grupos ingleses nas salas onde têm desfilado as maiores atracções mundiais nos maiores espectáculos apresentados em Portugal".
Vasco Morgado apresentava os concertos como um "brinde à juventude portuguesa" e convidava-a depois do "espectáculo de excepcional categoria" a frequentar o Porão da Nau, "a "boîte para frequentar com a sua Exma Família".
Acabado de sair da banda, Alan Price já não veio a Lisboa, tendo sido substituído por Dave Rowberry, na única substituição até então registada na banda. Eric Burdon, Hilton Valentine, John Steel e Chas Chandler eram os restantes músicos.
No dia seguinte, a Imprensa exultou. Escreveu o "Diário de Notícias": "Um aviso: não tragam os Beatles! Será o fim do Monumental - teatro e cinema - a avaliar pelo delírio que ontem provocaram The Animals".
(...)
"Gritos estridentes, ininterruptos, agudos, lancinantes, , um uivo sincopado de yé-yé, definindo quase um sentimento de dor".
"O Século":
"Não é possível fazer crítica (musical) ao espectáculo que Vasco Morgado apresentou ontem 8com um êxito de bilheteira que esgotou duas salas até ao tecto) no Monumental. Eram The Animals e soberbamente ferozes eles se apresentaram com suas jubas, roncos, esgares, etc.
"Impossível distinguir a música que tocaram. De ensurdecer. Ainda por cima, a juventude que formava 97 por cento do público, nada deixou ouvir, com a gritaria infernal com que acompanhou a exibição dos seus ídolos.
"Vejam-se as fotos e avalie-se da histeria colectiva que reinou no Monumental.
"Antes, exibiu-se o grupo do italiano Gino Paoli. É de uma banalidade perfeita. Não aquece nem arrefece. Podia ter ficado em Itália".
Que estranha combinação!
Os dois concertos - ás 18H30 e às 20H00 - foram apresentados por Henrique Mendes.
Os Animals eram classificados pela publicidade como "os fabulosos, os populares, os excepcionais, um dos mais categorizados grupos ingleses nas salas onde têm desfilado as maiores atracções mundiais nos maiores espectáculos apresentados em Portugal".
Vasco Morgado apresentava os concertos como um "brinde à juventude portuguesa" e convidava-a depois do "espectáculo de excepcional categoria" a frequentar o Porão da Nau, "a "boîte para frequentar com a sua Exma Família".
Acabado de sair da banda, Alan Price já não veio a Lisboa, tendo sido substituído por Dave Rowberry, na única substituição até então registada na banda. Eric Burdon, Hilton Valentine, John Steel e Chas Chandler eram os restantes músicos.
No dia seguinte, a Imprensa exultou. Escreveu o "Diário de Notícias": "Um aviso: não tragam os Beatles! Será o fim do Monumental - teatro e cinema - a avaliar pelo delírio que ontem provocaram The Animals".
(...)
"Gritos estridentes, ininterruptos, agudos, lancinantes, , um uivo sincopado de yé-yé, definindo quase um sentimento de dor".
"O Século":
"Não é possível fazer crítica (musical) ao espectáculo que Vasco Morgado apresentou ontem 8com um êxito de bilheteira que esgotou duas salas até ao tecto) no Monumental. Eram The Animals e soberbamente ferozes eles se apresentaram com suas jubas, roncos, esgares, etc.
"Impossível distinguir a música que tocaram. De ensurdecer. Ainda por cima, a juventude que formava 97 por cento do público, nada deixou ouvir, com a gritaria infernal com que acompanhou a exibição dos seus ídolos.
"Vejam-se as fotos e avalie-se da histeria colectiva que reinou no Monumental.
"Antes, exibiu-se o grupo do italiano Gino Paoli. É de uma banalidade perfeita. Não aquece nem arrefece. Podia ter ficado em Itália".
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