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terça-feira, 31 de maio de 2016
L'ÉCOLE EST FINIE
PHILIPS - 432.866 - edição francesa
L'École Est Finie - Papa T'Es Plus Dans L'Coup - Le Ranche De Mes Reves - Ne Raccroche Pas
segunda-feira, 23 de maio de 2016
SHEILA
PHILIPS - 434.849 - edição francesa
Oui, C'Est Pour Lui - La Chorale - L'Ami De Mon Enfance - Hello Petite Fille (Hello Little Girl - McCartney/Lennon)
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
sexta-feira, 29 de maio de 2015
L' ÉCOLE EST FINIE
PHILIPS - 432.866 BE - edição francesa
L' École Est Finie - Papa T'Es Plus Dans L'Coup - Le Ranch De Mes Rêves - Ne Raccoche Pas
sábado, 3 de maio de 2014
AKIM E SHEILA
PHILIPS - 437.121 BE - edição francesa
Erreur-Erreur - Pas Sans Moi - Je Fais Semblant De T'Oublier - Devant Le Juke-Box (com Akim)
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
C'EST TOI QUE J'AIME
PHILIPS - 437.079 - edição francesa
Enfin Réunis (Count Me In) - If Fait Chaud (Hush) - If Faut Se Quitter - C'Est Toi Que J'Aime
Comprado pelo meu irmão mais velho no dia 25 de Janeiro de 1966, há 47 anos.
domingo, 17 de junho de 2012
TOUS LES DEUX
PHILIPS - 437.128 - edição francesa
Tous Les Deux - Dans La Glasse (Sunglasses) - Le Folklore Americain (They Gotta Quit Kickin' My Dog Around) - À La Meme Heure (Laugh At Me)
"Dans La Glasse" é a versão francesa de "Sunglasses" ("Óculos de Sol", Natércia Barreto).
sábado, 14 de abril de 2012
SHEILA
PHILIPS - 434.982 - edição francesa
Toujours Des Beaux Jours (I Could Easily Fall) - Je Ris Et Je Pleure - Je N'En Veux Pas D'Autre Que Toi (I'll Never Find Another You) - Il Suffit D'Un Garçon "Nº 4"
Adquirido pelo meu irmão mais velho em Lisboa no 24 de Janeiro de 1966.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
SHEILA
terça-feira, 14 de setembro de 2010
SHEILA
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
SHEILA, SHEILA B. DEVOTION

WEA - 0630136562 - 2006
Singin' In The Rain - Shake Me - Kiss Me Sweetie - I Don't Need A Doctor - Love Me Baby - Instrumental S.B. - Move It
Como já aqui foi dito, esta Sheila B. Devotion não é mais do que a Sheila ié-ié francesa.
Singin' In The Rain - Shake Me - Kiss Me Sweetie - I Don't Need A Doctor - Love Me Baby - Instrumental S.B. - Move It
Como já aqui foi dito, esta Sheila B. Devotion não é mais do que a Sheila ié-ié francesa.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
UM MUST NAS BOÎTES...
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
ÉCOUTE CE DISQUE
PHILIPS - 434.954 BE - edição francesa (1964)Vous Les Copains Je Ne Vous Oublierai Jamais (Do Wah Diddy) - Oui, Il Faut Croire (I Just Don't Know What To Do With Myself) - À La Fin De La Soirée (We Were Lovers) - Écoute Ce Disque
Quando o tempo era muito lento, apaixonávamos pelas professoras de inglês.
Foi também o tempo em que todos os rapazes da rua suspiraram por Sheila, esta cara, esta capa, esta canção, “Ecoute Ce Disque”.
O Dudu dizia que quando aparecia aquele serrote de palhaço, lá pelo meio, a marcar o tempo em que Sheila não estava a cantar, era de um tipo ficar todo pele de galinha.
Dudu: onde quer que estejas, digo-te que estive, agora, a (re)ouvir o disco e aquilo ainda arrepia.
As canções do primeiro amor, mesmo que não houvesse amores e antes jogos de sedução, patéticas ternuras. A idade da inocência, como lhe chamou quem destas coisas sabia.
O disco era do Vidrinhos que também era o dono do gira-discos. A Amélia dizia sempre: “ porque é que os gajos que têm dinheiro são todos feios?”.
Não sendo coleccionador de discos, dir-vos-ei que passei alguns anos à procura deste disco. Um dia, na Rua Edith Cavel, ali para os lados da Morais Soares (em Lisboa), num daqueles vãos de escada que vendiam tudo, fui dar com ele entre livros da “Colecção Vampiro”, romances cor-de-rosa da Agência Portuguesa de Revistas, “Crónicas Femininas”.
Era marca deste tipo de negócio, os preços não estarem marcados e serem feitos na ocasião, consoante padrões do vendedor: se era, ou não, cliente habitual, aspecto, coisas assim, padrões que só eles dominavam. O homem sabia que se lhe dessem cem escudos pelo disco já era bom negócio, mas eu devia ter estampado, bem na cara, que não iria sair dali sem o disco. A experiência do “métier” dava-lhe razão. Pediu-me mil escudos (ao cambio de hoje cinco euros) nem discuti e saí com a Sheila debaixo do braço.
Que é feito da Sheila, do Dudu, do Vidrinhos, dos outros rapazes da rua, os que se perderam nos dias de fuga, as razões são tristes, também os que não voltaram de Angola, ou de Moçambique, ou da Guiné.
Que é feito da Amélia e das outras raparigas da rua, saias plissadas, soquetes, cabelos com virgulas, lavados em casa porque, naquele lado da cidade, o cabeleireiro era luxo, que não percebiam bem, não percebiam nada, das paixões assolapadas dos rapazes pela Sheila.
Visto assim à distância, rapazes e raparigas, éramos de uma ingenuidade inenarrável, de um pudor, dito pela malta dos dias que agora correm, completamente obsoleto.
“Écoute se disque e il te dirá que l’ amour existe et je pense à toi.”
Caramba! Não há-de um gajo estar velho!
Colaboração de Gin-Tonic
Foi também o tempo em que todos os rapazes da rua suspiraram por Sheila, esta cara, esta capa, esta canção, “Ecoute Ce Disque”.
O Dudu dizia que quando aparecia aquele serrote de palhaço, lá pelo meio, a marcar o tempo em que Sheila não estava a cantar, era de um tipo ficar todo pele de galinha.
Dudu: onde quer que estejas, digo-te que estive, agora, a (re)ouvir o disco e aquilo ainda arrepia.
As canções do primeiro amor, mesmo que não houvesse amores e antes jogos de sedução, patéticas ternuras. A idade da inocência, como lhe chamou quem destas coisas sabia.
O disco era do Vidrinhos que também era o dono do gira-discos. A Amélia dizia sempre: “ porque é que os gajos que têm dinheiro são todos feios?”.
Não sendo coleccionador de discos, dir-vos-ei que passei alguns anos à procura deste disco. Um dia, na Rua Edith Cavel, ali para os lados da Morais Soares (em Lisboa), num daqueles vãos de escada que vendiam tudo, fui dar com ele entre livros da “Colecção Vampiro”, romances cor-de-rosa da Agência Portuguesa de Revistas, “Crónicas Femininas”.
Era marca deste tipo de negócio, os preços não estarem marcados e serem feitos na ocasião, consoante padrões do vendedor: se era, ou não, cliente habitual, aspecto, coisas assim, padrões que só eles dominavam. O homem sabia que se lhe dessem cem escudos pelo disco já era bom negócio, mas eu devia ter estampado, bem na cara, que não iria sair dali sem o disco. A experiência do “métier” dava-lhe razão. Pediu-me mil escudos (ao cambio de hoje cinco euros) nem discuti e saí com a Sheila debaixo do braço.
Que é feito da Sheila, do Dudu, do Vidrinhos, dos outros rapazes da rua, os que se perderam nos dias de fuga, as razões são tristes, também os que não voltaram de Angola, ou de Moçambique, ou da Guiné.
Que é feito da Amélia e das outras raparigas da rua, saias plissadas, soquetes, cabelos com virgulas, lavados em casa porque, naquele lado da cidade, o cabeleireiro era luxo, que não percebiam bem, não percebiam nada, das paixões assolapadas dos rapazes pela Sheila.
Visto assim à distância, rapazes e raparigas, éramos de uma ingenuidade inenarrável, de um pudor, dito pela malta dos dias que agora correm, completamente obsoleto.
“Écoute se disque e il te dirá que l’ amour existe et je pense à toi.”
Caramba! Não há-de um gajo estar velho!
Colaboração de Gin-Tonic
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