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quinta-feira, 17 de maio de 2018

PSICO, VENCEDORES EM 1968


Os Psico foram os vencedores do I Concurso Académico de Música Moderna realizado no dia 17 de Maio de 1968 no cinema Império, em Lisboa. Obtiveram 47 pontos.

Na altura, eram formados por Vasco Moura, Fernando Barradas, António Moura, António Sampaio e António Manuel Ferreira.

O segundo lugar foi para os Diamantes Negros, com 40 pontos, o terceiro para os Charruas, com 34, e o último para a Equipa 88, com 23 pontos, onde militava Luís Moutinho, ex-Deltons.

sexta-feira, 31 de março de 2017

PESSOA EM DÁRIO DE BARROS


ESTÚDIO - ELPS 122

Lado 1
O Menino De Sua Mãe (Fernando Pessoa/Carlos França) - Sonho Afadistado (Carlos França) - Receita Para Fazer Um Herói (Reinaldo Ferreira) - A Noite É Nossa Amor (Dário de Barros - Carlos França) - 4 Verdades (António Aleixo/C Ramos) - Deixa Que Eu Cante O Meu Fado (Heitor Teixeira/F de Brito) - A Brisa Também É Vento (Fernando Luso Soares)

Lado 2
Olhos Marotos (Carlos França) - É Urgente Mais Flores (João Apolinário/Acácio Gomes) - Pique-Nique De Burguesas (Cesário Verde/A Marceneiro) - Imagem Da Saudade (Dário de Barros/fado menor) - Fado Recordado (Carlos França) - Lua De Sangue (Fausto Correia Leite/Carlos França)

O curioso são as colaborações neste LP. Eis algumas delas: António Chaínho, Martinho d'Assunção, Luiz Waddington, Edmundo Silva, Luiz Moutinho....

Poemas de Fernando Pessoa, Cesário Verde, António Aleixo, Reinaldo Ferreira, Fernando Luso Soares.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

DÁRIO DE BARROS


ESTÚDIO - EEP 50.179

Olhos Marotos - Sonho Afadistado - Quatro Verdades - Imagem da Saudade

Entre os músicos que acompanham Dário de Barros nesta gravação contam-se António Chainho (guitarra), Prof. Martinho D'Assunção (viola) e Luís Moutinho (bateria).

Som de Moreno Pinto.

sábado, 15 de maio de 2010

OS FARRAS, DE LUÍS MOUTINHO


Já aqui se falou das passagens de Luís Moutinho, actual professor universitário na Escócia, pelos Deltons, Sheiks e Filarmónica Fraude, mas ainda ninguém tinha citado o que parece ser a sua primeira banda, os Farras, em 1964.

Os Farras ensaiavam em Benfica (Lisboa) num velho solar que serviu de décor aos Gatos Negros em "Canção da Saudade".

Eram então Luís Moutinho (bateria), António Duarte Nuno (vocalista), Manuel Pinto Basto (baixo), Daniel Del-Negro (viola-solo) e Francisco Graça (viola acompanhamento).

Rezava assim a biografia de Luís Moutinho:

"Luís Abel Magro Moutinho - o baterista de "Os Farras", verdadeiro malabarista das baquetas - é o filho de Maria Leonor e de Pedro Moutinho. Louro, de olhos claros, tem nas veias a impetuosidade, o destemor dos jovens que sabem enfrentar qualquer situação, sem perder a elegância , a correcção, a galanteria.

"Nasceu a 29 de Janeiro de 1949 e frequentou o Colégio Militar até ao 3º ano (que repetiu). Apesar de uma tendência natural para apresentador (filho de peixe... sabe falar...) a sua paixão actual, forte e avassaladora que o obriga a esquecer tudo o resto é a música.

"Não conhece uma nota e toca apenas de ouvido. Contudo, compõe também, improvisa... e gostava de fazer um grande filme musical (a ideia partiu de um convite do produtor Cunha Teles, à espera de concretização).

"Depois do Colégio Militar, passou para o Colégio S. João de Brito e no ano novo lectivo ingressa noutro estabelecimento de ensino.

"Tem uma grande discoteca, onde não falta um disco sequer dos Gentlemen e dos Beatles, os seus favoritos.

"Para os amigos, é apenas o Luís (o único dos Farras sem diminutivos ou alcunha)".

O vocalista António Duarte Nuno nasceu a 20 de Abril de 1944, em Évora. Admira o Conjunto Mistério, a que aliás pertenceu quando da sua primeira fase, quando era ainda Nova Onda.
Manuel Pinto Basto (baixo) tem 17 anos e admira o Conjunto Mistério e os Shadows.

Daniel Del-Negro (nome verdadeiro) nasceu em Lisboa no dia 13 de Agosto de 1948. É o viola-solo e os seus gostos recaem sobre os Gentlemen, a nível nacional, e os Shadows, a nível internacional.

Finalmente, Francisco Graça, viola de acompanhamento, nasceu em Leiria no dia 30 de Novembro de 1947. Gosta do Conjunto Mistério e dos Shadows e delira com o surf e o hully-gully.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

MEGAFONE DIGITAL


Ex-baterista dos Farras, dos Deltons, dos Sheiks, da Filarmónica Fraude, Luís Moutinho esteve hoje à noite na SIC Notícias metralhando o telespectador com as suas noções de marketing e de comportamento de consumidores em tempo de crise, de que, aliás, é mestre.

Filho de Pedro Moutinho e de Maria Leonor, Luís é hoje em dia professor universitário na Escócia e geralmente coonsiderado um dos crâneos europeus de marketing.

Quase fiquei cansado de ouvir, tal a velocidade com que fala... deve ser do ritmo dos anos 60!

Ah! E teve uma frase que eu vou adoptar e que acho genial: os blogues são megafones digitais!

Com 60 anos, Luís Moutinho saiu há mais de 30 de Portugal para fazer o seu mestrado em Inglaterra, na Universidade de Shefield, onde também se doutorou.

Partiu, então, para o Brasil, onde permaneceu durante um curto período. Foi professor em várias escolas nos Estados Unidos da América, nomeadamente na Universidade do Arizona.

Em 1986 voltou para a Europa, para a Universidade de Glasgow. Foi nessa altura que se apaixonou pela Escócia. "Sou escocês adoptado", define-se. Três anos mais tarde ganhou a Cátedra na Universidade do País de Gales.

Permaneceu em Inglaterra durante 7 anos, mas a paixão pela Escócia foi mais forte, para onde regressou para ganhar a primeira "Cátedra de Fundação" de sempre em Marketing atribuída pela Universidade de Glasgow, onde é professor catedrático.

Conhecido pela sua pesquisa académica e científica, conta com 17 livros editados na área do Marketing, além de cerca de 250 artigos científicos publicados.

UMA DAS ÚLTIMAS FOTOS DA FRAUDE


Esta é uma das últimas fotografias da Filarmónica Fraude, dos tempos do Casino. 1970/1971.

Em cima, da esquerda para a direita, Edmundo Silva, Luís Waddington e João José Pinheiro Brito.

Em baixo, pela mesma ordem, Luís Linhares e Luís Moutinho.

Esta formação não chegou a gravar o que quer que seja.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

CLENARDO FINOU-SE!


Companheiro Zeca do Rock:

Dei hoje uma pequena volta por parte da minha juventude lisboeta. Só tristezas: a "Parreirinha do Rato" é uma taberna infecta que tem escapado às malhas da ASAE, já não existe a B&O, as mercearias de bairro aderiram à CEE, isto é, modernizaram-se, há restaurantes novos, lojas de chineses.

Não se percebe muito bem o que fizeram dos Maristas, o Sol Parque ainda existe, bem como a Leitaria Mimosa do Parque, a Farmácia Gomes, os Correios no Rato e a Charcutaria Brasil. Estava a chover, não deu para ver muito (fica prometida uma reportagem mais precisa).

Mas deu para ver que o Externato de Clenardo, na rua do Salitre, finou-se! O edifício, de azulejos, lindo, está fechado, e ostenta, pelo menos desde 1995, um alvará para obras, nunca feitas.

O Zeca do Rock andou no Clenardo, bem como o Luís Moutinho, o Filipe Malta da Costa (campeão de hipismo), se bem me lembro.

Eu estive lá no acto lectivo de 1964/1965. Fiz parte do Quadro de Honra (eheheh!) em Março e Maio de 1965.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

DELTONS: CONJUNTO RENOVADO COM ÊXITO


Da esquerda para a direita se é que não conseguem reconhecer: Fernando Tordo e Luís Moutinho, ainda Luís Antero e Jaime Queimado.

O título do post é o mesmo do recorte de imprensa, "Magazine", de 14 de Janeiro de 1967, da autoria de um antigo camarada meu, José Carneiro de Almeida.

A renovação aqui reside em Jaime Queimado e Fernando Tordo, já que os dois Luíses vinham do antigamente.

Em 1967, Jaime Queimado tinha 20 anos e estudava no 7º ano, alínea Económicas. Já tinha tocado nos Telstars, Fanatics, Gentlemen (que acompanharam Daniel Bacelar), Jotas e Claves.

Fernando Tordo tinha 18 anos e frequentava, no ensino doméstico, um curso de inglês (tenho para mim que isto era um eufemismo do meu amigo Carneiro de Almeida para dizer que Tordo não estudava a ponta de um corno).

Era a primeira vez que Fernando Tordo estava num conjunto, onde, além de tocar viola-ritmo, era vocalista.

Antes de encetar a carreira a solo que se conhece, Fernando Tordo esteve ainda nos Sheiks, com quem gravou o EP "That's All", que marcou o fim discográfico da banda nos anos 60.

Rui Oliveira Costa, que abrilhanta os ecrãs das nossas vidas seja como comentador desportivo do Sporting, seja como comentador de sondagens de opinião, ele que é o big boss da Eurosondagem, era o "jovem agente" dos Deltons (também foi posteriormente dos Sheiks e já tinha sido dos Farras).

Andava no 7º ano de Económicas no Liceu D. João de Castro, em Lisboa, e estava a fazer 19 anos.

Os Deltons, que tinham uma das melhores aparelhagens da Europa - vejam lá! (dedo de Rui Oliveira Costa) - tocavam em festas de beneficência e também na boîte Avózinha, em Portimão, no Hotel Estoril-Sol, Estalagem Mira Monte e na Ronda, no Estoril.

O conjunto era orientado tecnicamente pelo jovem estudante de um curso de electrotécnica, Miguel Bastos, 18 anos.

Em breve - escrevia Carneiro de Almeida - o agrupamento musical gravará um disco para uma conhecida etiqueta.

Nunca surgiu esse disco...

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

ESTREIA AO VIVO DOS DELTONS


A primeira notícia que consegui recolher dos Deltons é de 1965, 04 de Maio.

No mês anterior, participaram num Festival Yé-Yé organizado pelo Duo Ouro Negro no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. Foi a sua estreia ao vivo. Em palco, estiveram também os Ekos e os Sheiks e João Martins ("23ª Hora") como apresentador.

Quisémos fazer um festival de ritmos modernos, tal como é vulgar nas grandes capitais europeias, destinado ao grande público. Existem muitos conjuntos, de real valor, ainda no anonimato. Por isso mesmo, demos a oportunidade aos "yé-yé" de poderem apreciar os Ekos, os Sheiks e os Deltons, justificou Raul Indipwo.

Descreve a "Plateia":

Luís (Moutinho) estava muito zangado, porque no decorrer da actuação do seu grupo, aconteceu um curto-circuito e... como todos os instrumentos são eléctricos... De qualquer maneira, tanto ele como o Luís Gonçalves, o João Silveira e o Francisco Silva mostraram grande regozijo:

Foi uma oportunidade única para nos lançarmos, dado que foi a nossa estreia em público. Gostámos muito de actuar no Coliseu, muito embora esta sala não ofereça garantias quanto ao som
.

Os Deltons voltariam a tocar ao vivo na grande final do Concurso Yé-Yé realizada no Teatro Monumental, em Lisboa, no dia 30 de Abril de 1966, como convidados especiais.

A Imprensa só dá conta da vitória dos Claves e da polémica com os Rocks, desinteressando-se de tudo o resto, pelo que não consegui documentar a actuação dos Deltons. Nem sequer sei se Luís Moutinho ainda lá estava.

Fernando Tordo fez parte da banda, antes de ingressar nos Sheiks.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

MINI-ENTREVISTA DE LUÍS MOUTINHO


Filho de Maria Leonor e de Pedro Moutinho, duas das melhores vozes que alguma vez passaram pelos microfones da Rádio Portuguesa - neste caso a Emissora Nacional -, Luís Moutinho foi um dos mais interessantes bateristas yé-yé nacionais, quase uma espécie de Ringo Starr lusitano.

(Acho que foi meu colega no Externato Clenardo, em Lisboa).

No Verão de 1968, Maria José Valério, uma nacional-cançonestista, entrevistou-o para a revista "Plateia":

Tem os olhos, os lindos olhos, da mãe, tem a personalidade do pai, artista sincero e apaixonado.

Luís é um jovem de 20 anos, cheio de vida e de vontade de vencer. Consciente do seu valor, ele que mais parece um "príncipe encantado", nasceu para ser um artista verdadeiro e dá gosto vê-lo tocar bateria com aquele entusiasmo que só os "grandes" como ele conseguem ter.

Ele tem dentro de si o fogo, a mocidade, o talento que herdou dos seus pais, dois "grandes" da Rádio e da TV!

Parabéns, Maria Leonor e Pedro Moutinho, pelo vosso filho que considero grande artista e um moço encantador.

Para si, Luís, aqui ou no estrangeiro, que Deus o proteja e lhe dê os sucessos que merece.

- Que colégios frequentou, Luís?
- Entre outros, o Colégio Militar.

- Há quanto tempo toca bateria?
- Precisamente há quatro anos.

- Onde nasceu?
- Em Lisboa.

- Se não fosse artista, que gostaria de ser?
- Actor.

- Tem namorada?
- A minha namorada é a bateria.

- Que pensa de si, Luís?
- O pior possível, mas às vezes o melhor também.

- Em que países já tocou?
- Lá fora, só em França.

- Em que conjunto toca presentemente?
- No Tyree Glenn Junior Band.

- Em que conjunto participou?
- No conjunto "Os Sheiks".

- Que pensa dos Beatles?
- São os melhores do Mundo, criadores de uma época.

- Gosta de animais?
- Bastante, e, de momento, tenho um cão que se chama Sheik.

- É romântico ou não?
- Sou brincalhão e realista (às vezes).

- Que tem de momento para o futuro?
- Tenho em vista várias deslocações ao estrangeiro para actuar em diversos países. E em Portugal novas gravações, programas de TV, Casino Estoril, etc.