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sábado, 11 de maio de 2019

ESPACIAIS E BEATLES


RAPSÓDIA - EPF 5.394 - 1968

O Circo (Fernando Barradas) - When I'm Sixty-Four (Lennon/McCartney) - Dies Irae (DR) - Take Me Back, Back, Back (António Moura/Roger Purnell).

Com este EP, conclui hoje a colecção das versões portuguesas de ié ié de canções dos Beatles.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

PSICO, VENCEDORES EM 1968


Os Psico foram os vencedores do I Concurso Académico de Música Moderna realizado no dia 17 de Maio de 1968 no cinema Império, em Lisboa. Obtiveram 47 pontos.

Na altura, eram formados por Vasco Moura, Fernando Barradas, António Moura, António Sampaio e António Manuel Ferreira.

O segundo lugar foi para os Diamantes Negros, com 40 pontos, o terceiro para os Charruas, com 34, e o último para a Equipa 88, com 23 pontos, onde militava Luís Moutinho, ex-Deltons.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

ESPACIAIS: BALANÇO DE 3 ANOS


"Plateia", 25 de Abril de 1967.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

segunda-feira, 15 de julho de 2013

BERTA MONTEIRO


RAPSÓDIA - EPF 5.299 - 1966

Contradição (R. Sabatino/A. Moura) - Ele e Ela (Carlos Canelhas) - Não Não Não Não (Michel/Jackson/Wisner/A. Moura) - Meu Ex-Amor (Adelino Moreira)

No mundo do disco, surge uma vedeta da canção nacional, Berta Monteiro, magistralmente acompanhada pelo jovem Conjunto Académico Os Espaciais, considerado muito justamente pela crítica como um dos melhores da especialidade - Berta Monteiro canta para os seus inúmeros admiradores quatro bonitos trechos destinados a obterem assinalado êxito. Mais uma revelação fonográfica de Discos Rapsódia, Lda.

Texto da contracapa do EP

terça-feira, 18 de junho de 2013

1º EP DOS ESPACIAIS (1966)



RAPSÓDIA - EPF 5.291 - 1966

Silêncio - Porque Me Deixas Amor - Não Brinques Com O Coração (António Moura/Almiro Moura) - Alcobaça (Belo Marques)

Os Espaciais formaram-se no Porto, em 1963, à volta de António (Tony) Moura (voz e guitarra). Eram também Vasco Moura (baixo), irmão de Tony, António Sampaio (órgão), Manuel Monteiro (ritmo) e Artur Lima (bateria).

Estrearam-se ao vivo em 1965 a acompanhar o brasileiro Francisco Egydio num espectáculo nortenho.

Ao longo da carreira, que durou até 1968, o grupo editou 4 EPs:

O primeiro em 1966, com “Silêncio” (Rosso/Brezza), “Porque Me Deixas Amor”, “Não Brinques Com O Coração” (Toni Moura) e “Alcobaça”, o clássico de Belo Marques em ritmo espacial;

O segundo ainda em 1966, com Berta Monteiro, com “Contradição”, “Ele e Ela”, “Não Não Não Não” e “Meu Ex-Amor”;

O terceiro em 1967, com “Espero”, “You Run Away” e “Só Eu Sei”, originais de Tony Moura, e “I’m A Man”, de Fernando Barradas e o quarto e último (todos na Rapsódia), em 1968, com “O Circo” (Fernando Barradas), “When I’m Sixty-Four” (Lennon/McCartney), “Dies Irae” (canto gregoriano) e “Take Me Back, Back, Back” (Roger Purnell).

Em 1965/1966, os Espaciais participaram no Concurso Yé-Yé que se realizou no Teatro Monumental, em Lisboa, tendo ficado em 6º lugar. Os vencedores foram os Claves.

Tinham ganho a 12ª eliminatória, realizada no dia 13 de Novembro de 1965,  aos Saints/Claves (Lisboa), Sombras (Parede), Bárbaros (Arcos de Valdevez), Blusões Negros (Gaia) e Cometas (Beja) e a 3ª meia-final, no dia 22 de Janeiro de 1966, aos Snobs (Setúbal), Bábulas (Lisboa), Guitarras de Fogo (Costa de Caparica), Átomos (Lisbos) e Krawas (Évora).

De Julho a Setembro de 1966, cumpriram um contrato de três meses, para baile, no Casino Oceano, em Monte Gordo (Algarve) e em 1967 actuaram em todo o País em bailes e espectáculos, designadamente no II Festival de Inverno, no Coliseu, em Fevereiro.

Em 1967 fizeram a 1ª parte dos espectáculos de Carnaval de Sylvie Vartan no Teatro Monumental, em Lisboa, (04 a 07 de Fevereiro).

Os Espaciais terminaram em 1968 quando participaram e ganharam o I e único Concurso de Música Moderna, organizado pelo CITU (Centro de Intercâmbio e Turismo Universitário) no cinema Império, em Lisboa.

Para este Concurso tomaram então o nome de Psico para evitar serem conhecidos como um dos derrotados do Concurso Yé-Yé do Monumental.

No final da década de 70, Tony Moura integrou os Tantra.

Luís Pinheiro de Almeida

segunda-feira, 14 de junho de 2010

ESPACIAIS COM ALBERTA MONTEIRO


RAPSÓDIA - EPF 5.779 - 1976

Contradição (R. Sabatino/A. Moura) - Meu Ex-Amor (Adelino Moreira) - Não Não Não Não (Michel/Jackson/Wisner/A. Moura) - Silêncio (Rosso/Breza/C. Curtis)

Cortesia de Luís Futre

segunda-feira, 13 de julho de 2009

SNOBS GANHAM 13ª ELIMINATÓRIA


Os Snobs, de Setúbal, venceram a 13ª eliminatória do Concurso Yé-Yé que se realizou no Teatro Monumental, em Lisboa, no dia 20 de Novembro de 1965.

Os Snobs arrebataram 24 pontos, contra 15,5 dos Celtas (Póvoa de Santo Adrião), 15 dos Playboys (Moscavide), 11,5 dos Marialvas (Lisboa) e apenas 1,5 dos Não Brinques Comigo (Gafanha da Nazaré).

Os Snobs iniciaram a sua carreira artística no Verão de 65 e são todos amigos e companheiros de folguedos: Victor Raposeiro, 17 anos, estudante, viola-solo, Waldemar Baptista, 18 anos, empregado de escritório, vocalista, Jacinto Costa Albino, 17 anos, estudante, viola-baixo, Luís Henrique Nascimento, 17 anos, estudante, bateria, e José Augusto Baptista, 18 anos, empregado de escritório, viola-ritmo.

No palco do Monumental, vestidos de casacos azuis de listas pretas, tocaram "Shaddogie", "Shut Gone", "Vem" e "Só Por Ti".

O público gostou deles e aplaudiu-os demoradamente, rezam as crónicas.

Os Snobs viriam a perder a 3ª meia-final, no dia 22 de Janeiro de 1966, para os Espaciais, do Porto. Ficaram em 2º à frente dos Bábulas, Guitarras de Fogo, Átomos e Krawas.

O curioso é que 44 anos depois, a filha de José Augusto Baptista entrou em contacto com este blogue para dar conta de que os Snobs ainda se mantêm, agora com a designação de 4 Sixties, actuando na região de Setúbal, e que desejam encontrar-se com outros conjuntos da época.
"O conjunto do meu Pai esteve presente numa emissão em directo no Radio Clube Português... apresentou dois temas dos Shadows, "FBI" e "Wonderful Land", e um tema , editado e interpretado pelos Snobs, uma canção lindíssima que foi gravada na altura , mas que infelizmente se "perdeu" ficando apenas na memória de quem a escreveu , e tocou , tão bela e harmoniosa canção ao estilo de Cliff Richard.

"Actualmente, ao fim de todos estes anos... o conjunto voltou a reunir os seus antigos membros, foi uma ideia do meu pai, e um amor sem precedentes pela música dos anos 60 que o fez empreender tanta energia neste novo projecto...

"Agora com um novo nome... os 4 Sixties já fizeram várias actuações e têm já uma agenda preenchida para este ano. Uma das actuações que estará para breve será realizada dia 31 de Julho pelas 22h30 no Palco Principal da Feira Anual de S'antiago em Setúbal. Pel 2º ano consecutivo, tanto na Feira Anual de Santiago em Setúbal, bem como, na Feira das Vindimas em Palmela, também no Palco Principal.

"O meu Pai esteve bastante doente e creio que a paixão pela música foi o que mais o impulsionou para uma rápida recuperação.

"Estes "jovens" na faixa etária dos 60 anos, fazem com que muitas memórias daqueles belos tempos, transpareceram agora nos rostos de quem já viveu a loucura dos 60s, do Rock n'Roll e de quem agora admira a persistência e dedicação deste conjunto.

"A camaradagem que se vivia intensamente era reflexo de tanta opressão e resultado de quem foi ao Ultramar e que tristemente deixava para trás a familía, esposas, filhos ou namoradas, como foi o caso do meu Pai".
myspace.com/4sixties

contacto: José Augusto Baptista (918 501 557)

quinta-feira, 22 de maio de 2008

PSICO GANHARAM HÁ 40 ANOS!!!


Há 40 anos, feitos no passado dia 17 de Maio, os Psico (ex-Espaciais) ganharam em Lisboa, no cinema Império, o 1º e único Concurso Académico de Música Moderna, organizado pelo C.I.T.U (Centro de Intercâmbio e Turismo Universitário).

"Tenho presente como se fosse hoje o que aconteceu de fantástico nesse dia. Esse espectáculo foi a terceira e última fase do concurso. O Psico tinha ganho a 1ª eliminatória, tinha ganho a 2ª e apresentava-se como favorito na final", conta, quatro décadas depois, Tony Moura, o líder da banda nortenha.

"Não me lembro que músicas tocámos, mas sei que tocámos "Nights In White Satin", dos Moody Blues.

"O que aconteceu foi, para mim, o que de mais extraordinário pode acontecer a um artista ou músico. A plateia estava cheia e toda a gente assistia sentada ao espectáculo.

"Ainda interpretávamos "Nights In White Satin", mais ou menos a meio da música, quando, como que num colectivo impulso, toda a plateia se levanta e irrompe numa enorme salva de palmas.

"A emoção que senti nesse momento foi tão forte que me prendeu a garganta, não conseguindo eu proferir nem mais uma palavra e comecei a chorar.

"Terminámos a música só com instrumental, sem voz, mas sempre com os fortes aplausos da plateia de pé. Nesse momento eu sabia que tínhamos ganho o concurso”.

O prémio do Concurso era uma viagem a Londres e Tony Moura confessara à “Flama” (24 de Maio de 1968) que iria visitar Dave Davies, dos Kinks.

“Primeiro que tudo, queremos visitar Dave Davies e Cat Stevens. Conhecemos o primeiro no Algarve, que gostou de nos ouvir e nos entusiasmou”.

A viagem a Londres nunca chegou porém a realizar-se. “Na altura tínhamos um contrato de 3 meses no Verão de 68 para o Casino de Monte Gordo e a viagem era para essa altura. Ainda tentámos um adiamento, mas não nos deram essa oportunidade”.

O Concurso iniciou-se no dia 02 de Fevereiro e o seu objectivo era o de "promover o conhecimento, por parte do público, dos futuros beatles do nosso país" (Diário Popular dixit).

O júri incluía os nomes de Paula Ribas, Pedro Castelo, Pedro Albergaria, Vítor Fazenda dos Santos, João Paulo Diniz, Aurélio Carlos Moreira.

Complications, Psicadelic Group, So And So, Why, Troubles, Playboys, Magical Sound, 1926 Western Road Four Club Band foram algumas das primeiras bandas a inscrever-se (nem uma única designação na língua de Camões).

Os Zoo baldaram-se.

Houve 8 sessões e duas meias-finais, antes da final no dia 17 de Maio de 1968: Pisco (47 pontos), Diamantes Negros (40), Charruas (34) e Equipe 88 (23).

sábado, 26 de janeiro de 2008

RECORDANDO...


RAPSÓDIA LDF 042 - 1976

Valsa da Meia Noite (Tártaros) - Alcobaça (Espaciais) - Encanto dos Teus Olhos (Tártaros) - Silêncio (Espaciais) - Lisboa Antiga (Morgans) - Não Não Não Não (Espaciais) - Serei Feliz Com Teu Amor (Tártaros) - Contradição (Espaciais) - El Choclo (5 Bambinos) - Querida Maninha (Morgans) - Let Kiss (5 Bambinos) - Amores de Estudante (Morgans)

domingo, 25 de novembro de 2007

CLAVES, CAMPEÕES DO YÉ-YÉ


Como se sabe, os Claves foram os grandes vencedores do Concurso de Yé-Yé organizado pelo Movimento Nacional Feminino, com o apoio do jornal "O Século", no Teatro Monumental, em Lisboa, em 1965 e 1966.

A grande e polémica final realizou-se no dia 30 de Abril de 1966, com os seguintes resultados:

1 - Claves (Lisboa) - 55 pontos
2 - Rocks (Angola) - 45 pontos
3 - Night Stars (Moçambique) - 39,5 pontos
4 - Jets (Lisboa) - 35 pontos
5 - Ekos (Lisboa) - 29,5 pontos
6 - Chinchilas (Carcavelos) - 29 pontos
7 - Espaciais (Porto) - 18 pontos
8 - Tubarões (Viseu) - 18 pontos

Para chegar ao lugar cimeiro do podium, os Claves, que então se chamavam Saints, eliminaram os Sombras da Parede (Parede), Bárbaros (Arcos de Valdevez), os Blusões Negros (Vila Nova de Gaia) e os Cometas (Beja), na 12ª eliminatória, realizada no dia 13 de Novembro de 1965, mas ficaram abaixo dos Espaciais (Porto), em termos de pontuação - 34,5 contra 36,5.

Conseguiram vencer a 2ª meia-final, no dia 15 de Janeiro de 1966, batendo os Jets (Lisboa), Tubarões (Viseu), Cometas Negros (Castelo Branco), Kímicos (Lisboa) e Boys (Coimbra).

Para a final, os Saints mudaram a sua designação para a mais bem portuguesa de Claves.

Quem eram então os Claves?

José Jervis de Athouguia - é o elemento mais recente do grupo. Toca bateria e piano (fora da banda). Nunca aprendeu música, tocando por intuição. Tem 18 anos, nasceu em Cascais e vive em Lisboa. Não gosta de música yé-yé que acha muito ruidosa, prefere a pop-música, que é mais melodiosa. Não gosta de cinema, nem de teatro, mas gosta de dormir. Pratica hipismo, automobilismo e carrinhos eléctricos. Estuda, mas não tem projectos. Admira o Thilo's Combo, João Ferreira Rosa e Beach Boys.

Luís Pinto de Freitas - viola-solo. É natural de Lisboa e tem 20 anos. É estudante e pensa tirar um curso de direcção administrativa. Lê, vai ao cinema e ao teatro. Dedica quase todo o tempo livre à música, embora nunca tenha estudado e toque por intuição. Admira o Thilo's Combo, Teresa Tarouca e os Beatles.

João Valeriano - tem 19 anos, é natural de Goa e vive em Lisboa há 5 anos. Há 2 anos e meio aprendeu viola-baixo, instrumento que toca no conjunto. Também toca viola clássica. Acha que a música yé-yé está a trilhar bons caminhos, "basta ver a evolução dos discos dos Beatles". Também é estudante e pensa seguir Engenharia. Vai ao cinema de vez em quando, gosta de ler livros sobre a II Grande Guerra e pratica basquete. Não namora, nem lhe falem em casamento, por enquanto! Admira o Thilo's Combo e o trio Odemira. Gosta dos Beatles, de algumas composições dos Byrds e da música de Oscar Peterson.

João Ferreira da Costa - é de Lisboa e vive em Lisboa. Tem só 18 anos, mas anda sempre muito ocupado. Além de tocar órgão electrónico, está a tirar o 6º ano de piano do Conservatório. É estudante (pensa seguir Económicas), pratica futebol, esqui aquático, hipismo e é criador de chinchilas. No teatro gosta de revista e comédia, no cinema gosta de suspense. Admira o Sporting (o pai foi campeão de atletismo). Acha a música yé-yé barulhenta que se fosse mais harmoniosa teria mais adeptos. Admira o Thilo's Combo, os Beatles e a música moderna brasileira. Como todos os outros elementos, não pensa ainda em casar.

Luís de Freitas Branco - é filho de João de Freitas Branco, tendo, portanto, ligado ao seu nome louros honrosos no campo da música. Nasceu em Lisboa, vive em Lisboa, tem 19 anos. Em pequeno, aprendeu piano e violino, mas esqueceu esses conhecimentos. Hoje, toca viola-acompanhamento por intuição. Foi ele o fundador do conjunto, há cerca de um ano. Eram apenas três elementos, dos quais além dele está presente João Valeriano, visto que o baterista Alexandre Corte Real se ausentou para o estrangeiro. Tinham por nome The Saints por aliarem ao conjunto a figura de que é símbolo "O Santo". Foi o técnico de gravação da "23ª Hora", Moreno Pinto, que lhes sugeriu o nome de Claves. Luís de Freitas Branco estuda, quer continuar a tocar (a música yé-yé está em franco progresso) e tem uma vaga aspiração de vir talvez a ser engenheiro. Não gosta de cinema nem de teatro. Não namora nem pensa em casar, por enquanto. No panorama artístico português admira o Thilo's Combo e no estrangeiro os Beatles, os "pais de todos".

João Bragança - tem 18 anos, é natural do Porto, viveu 11 anos em Moçambique e presentemente mora em Lisboa. Andou no Colégio Militar e pensa tirar Económicas. A sua actuação não é no palco, mas fora dele - está encarregado das relações públicas e da publicidade.

Os Claves editaram dois EPs, um para a Marfer ("Keep On Running", "Where Have All The Good Times Gone", "Fare Thee Well", "Crer"), outro para a Alvorada, "California Dreaming", "Somebody Help Me", "Daydream", "Sha La La Lee".

(Fontes: O Século, Diário Popular, Flama e Rádio & Televisão)