Mostrar mensagens com a etiqueta Concurso Yé-Yé. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Concurso Yé-Yé. Mostrar todas as mensagens
domingo, 8 de novembro de 2015
"MONUMENTAL" ABRIU HÁ 64 ANOS
O cinema Monumental, em Lisboa, foi inaugurado no dia 8 de Novembro de 1951, faz hoje 64 anos.
Lembra-se aqui também porque foi o palco do Concurso Yé-Yé, a mais famosa manifestação de música em Portugal nos anos 60.
Etiquetas:
Cinema,
Cinema Monumental,
Concurso Yé-Yé,
efemérides
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
NÓS QUERÍAMOS SER ARTISTAS
"Nós Queríamos Ser Artistas - Para Uma História da Música Moderna em Torres Novas (1945-1982)", João Carlos Lopes, Âmago da Questão, 2015, 182 págs.
Se há livros sobre música portuguesa que valham a pena (e há muito poucos) este é seguramente um deles.
Aspecto gráfico excelente e um levantamento completo da música moderna em Torres Novas (1945-1982).
E aqui se fala dos G-Men, dos Kalyfas, dos Gringos, dos Jotas...
Etiquetas:
Concurso tipo Shadows,
Concurso Yé-Yé,
G-Men,
Livros
terça-feira, 5 de novembro de 2013
DACKOTAS, TAMBÉM DAKOTAS
Estes Dackotas, constituídos por Luís Cousinha, Luís Paulino, Zé da Cadela, Zé Nabo e Roger, são uma formação subsequente aos Dakotas que no dia 28 de Agosto de 1965 ficaram em 2º lugar na 1ª eliminatória do Concurso Ié-Ié no Teatro Monumental, em Lisboa.
Formados no dia 30 de Maio de 1964, os Dakotas eram então constituídos por Luís Manuel Forra, 18 anos, estudante liceal, viola-baixo, José Rodrigues, 16 anos, estudante do ensino técnico, viola-solo, José Eduardo Cardoso, 16 anos, estudante liceal, bateria, Rogério Gonçalves, 20 anos, estudante de desenho, viola-ritmo, e Luís Paulino, 15 anos, estudante liceal, vocalista.
Nessa eliminatória, vestiam calça cinzenta e camisa amarela, com botões pretos e gola da mesma cor e tocaram "I Feel Fine", dos Beatles, "Ya-Ya", dos Beat Brothers, e "Quando Te Vi A dançar" e "Guitarras Loucas", ambas da autoria do conjunto.
Nos dias 02 e 03 de Novembro do mesmo ano, os Dakotas fizeram a 1ª parte dos concertos dos Searchers também no Monumental e que foram os primeiros de um conjunto ié-ié inglês em Portugal.
Nestes concertos estiveram também os Satins, os Sheiks e os Ekos.
Imagem de Memória Fotográfica
Etiquetas:
Concurso Yé-Yé,
Dakotas,
Satins,
Searchers
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
1º FESTIVAL DE ROCK PORTUGUÊS HÁ 50 ANOS!
O primeiro grande festival de rock português (ié-ié, "tipo Shadows) faz hoje 50 anos!
Foi no cinema Roma, em Lisboa, para promover o filme "Mocidade em Férias", com Cliff Richard e os Shadows, e tinha o curioso título Concurso de Conjuntos do Tipo Shadows.
O primeiro dia do Festival ocorreu a 16 de Setembro de 1963, faz hoje meio século.
Para o sensacional
concurso do cinema Roma,
inscreveram-se 22 conjuntos: Victor Gomes e os seus Gatos Negros, Nelo do Twist
e seus Diabos, Electrónicos, Jets, Telstars, Eddye Gonzalez e os seus Ekos, Les
Fanatics, Vendavais, Tigres, 3 Jotas, Titãs, Daniel Bacelar e os Gentlemen,
S.O.S., Lisboa À Noite, Nova Onda, Sanremo 172, Napolitano, Panteras do Diabo,
Jovens do Ritmo, Mascarilhas, Juventude Dinâmica e Condores.
Rezava assim o anúncio do Concurso publicado na Imprensa no dia
05:
O cinema Roma convida-os (aos conjuntos) a
comparecerem na sua sala nos próximos dias 6 e 7, das 10 às 12,45 e das 18,30
às 20 horas, a fim de serem ouvidos, para que se possa fazer uma selecção
prévia, e combinar o plano da sua actuação a partir da estreia do filme
"MOCIDADE EM FÉRIAS", que está prevista para sexta-feira, 13 de
Setembro.
Nesta reunião privada não se exigem os
trajos com que aparecerão perante o público. Apenas se tornam indispensáveis os
instrumentos de música e respectivos aparelhos de amplificação.
Mais uma vez se lembra que o Conjunto
eleito pelo voto do espectador terá direito, graças aos Estabelecimentos
Valentim de Carvalho, a uma face de um disco comercial e o Conjunto escolhido
pelo Júri a um disco comercial (2 faces) e ainda à apresentação pessoal aos
Shadows, em Londres, para onde serão transportados em aviões dos TAP-BEA.
O cinema Roma agradece, desde já, a todos
o entusiasmo com que acolheram esta iniciativa.
O júri era constituído por Maria João Aguiar, António Miguel, Luís
Villas-Boas, João Nobre, Paulo de Medeiros, Hugo Ribeiro, Posal Domingues,
Mello Pereira, A. Leite Rosa e José Gomes.
Com apresentação de Fernando Pessa, as actuações decorreram de 16
a 29 de Setembro, tendo o júri deliberado convocar para a finalíssima, no dia
04 de Outubro, os Panteras do Diabo, Nelo do Twist e seus Diabos, Titãs, Daniel
Bacelar e os Gentlemen e Fernando Concha e o Conjunto Mistério
(ex-Mascarilhas).
No comunicado da decisão, o júri avisa que considerando que a apreciação dos Conjuntos por princípio teria de ser
fundamentalmente do tipo do "The Shadows", não julgou a actuação dos
vocalistas (embora alguns bastante se tivessem distinguido).
A final realizou-se no dia 04 de Outubro e o júri deliberou por
unanimidade declarar vencedor do Concurso o "Conjunto Mistério de Fernando
Concha".
O júri considerou também que constituiu um êxito invulgar, tanto para o Cinema Roma como para o público, a
presença de tão elevado número de Conjuntos, na maioria formados por jovens
executantes e de alguns elementos que muito se distinguiram.
O grupo mais votado pelo público foi Victor Gomes e os seus Gatos
Negros.
No dia 07 de Outubro, o Diário
Popular, pela pena de Paulo de Medeiros, simultaneamente escriba e
membro do júri do Concurso, publica a crónica que se segue:
Perante uma enorme multidão, na sua
essência constituída por jovens apaniguados do azougado ritmo dos nossos dias -
o twist -
terminou na passada sexta-feira no Cinema Roma o certame que a Gerência daquela
sala empreendeu no sentido de escolher um agrupamento que maiores afinidades
apresentasse com os celebrados Shadows.
Depois da exibição de todos os grupos
inscritos, o júri seleccionou cinco conjuntos que dirimiam forças na final e
que na realidade se afiguraram os mais apetrechados para discutir a primeira
posição. Foram eles Os Diabos, de Nelo, Titãs, Conjunto Mistério, de Fernando
Concha, Panteras do Diabo e os Gentlemen, de Daniel Bacelar.
Após as respectivas audições, saiu
vencedor, como se previa - e por mérito próprio - o agrupamento Mistério,
dirigido pelo conceituado Fernando Concha. Com efeito, o popular conjunto
caprichou em ofertar-nos um variado e homegéneo sortilégio melódico para todos
os paladares.
Sem dúvida que para o êxito obtido em
muito contribuiu a escolha das engendradas composções onde o quarteto
desenvolveu a sua classe proverbial, pois empregou uma orquestração assaz rica
e utilizou-a em todas as tonalidades, sem perder qualquer das suas outras
facetas quer no aspecto inventivo, frescura melódica e sentido rítmico.
Apresentação sóbria, como é apanágio, de
Fernando Pessa.
Estão pois de parabéns o público, o
conjunto galardoado, Portal da Costa, idealizador do certame que com tanto
brilho decorreu e o júri pela uniformidade e certeza de critério com que
deliberou.
No dia 12 de Outubro, a revista Rádio
& Televisão deu
a capa ao Conjunto Mistério e no interior escreveu:
No palco do Cinema Roma estiveram vários
conjuntos jovens num concurso destinado a eleger o que mais se identificasse
com os famosos Shadows. Ganharam justamente Fernando Concha e o seu Conjunto
Mistério. E revelaram-se outros grupos que poderão ficar como valiosos
intérpretes de música moderna.
Além deste factor, a iniciativa teve outra
particularidade agradável: não houve êxtase de jovens contagiados na plateia,
não houve distúrbios na sala.
Provou-se que os ritmos modernos podem ter o seu lugar em Lisboa sem os alarmanetes exageros de juventude que têm preocupado outras capitais e que ainda recentemente foram nota pouco tranquilizadora numa sala lisboeta".
Provou-se que os ritmos modernos podem ter o seu lugar em Lisboa sem os alarmanetes exageros de juventude que têm preocupado outras capitais e que ainda recentemente foram nota pouco tranquilizadora numa sala lisboeta".
Luís Pinheiro de Almeida
Etiquetas:
Concurso Yé-Yé,
Conjunto Mistério,
Daniel Bacelar,
Ekos,
Electrónicos,
Fanatics,
Jets,
Nelo do Twist,
Telstars,
Titãs,
Victor Gomes
quinta-feira, 3 de maio de 2012
quinta-feira, 26 de abril de 2012
quinta-feira, 30 de junho de 2011
CHINCHILAS ERAM MALANDROS

A vontade era tanta, que os Chinchilas participaram por duas vezes no Concurso Yé-Yé, realizado no Teatro Monumental de Lisboa de 28 de Agosto de 1965 a 30 de Abril de 1966 e ganho pelos Claves.
A confissão é feita 45 anos mais tarde por Vítor Mamede, baterista do conjunto, que volta a reunir-se no próximo dia 02 de Julho para uma actuação no Weather Report, na Aldeia Galega (Sintra).
Nem a imprensa da época nem o júri do Concurso, onde pontificava Martins da Cruz, futuro ministro dos Negócios Estrangeiros de Cavaco Silva, deram por este estratagema dos Chinchilas, ávidos de uma vitória.
"Não fomos os únicos a utilizar essa táctica", revela Vítor Mamede.
A 1ª participação foi no dia 18 de Setembro de 1965, na 4ª eliminatória, ainda os Chinchilas se chamavam Monstros.
Eram então Carlos Bastos, futuro fadista de "Hey Jude", voz e viola-ritmo, Gilberto Guerreiro, viola-baixo, Vítor Mamede, baterista, José Maldonado, piano, e Filipe Mendes, viola-solo.
A estreia dos Monstros foi precisamente no palco do Monumental.
Ficaram em 2º lugar com 28,5 pontos. A eliminatória foi ganha pelos Jets, capitaneados pelo futuro jornalista e escritor João Alves da Costa, com 36,5 pontos.
Vestiram camisolas verdes de gola alta e calças de cor escura.
"E antes de nos chamarmos Monstros éramos os Alberto Morde Na Mãe. Fui eu que inventei o nome e a razão foi simples. A mãe do Carlos Bastos (Carlos Alberto Bastos) insistia para que o filho não faltasse aos ensaios, o que irritava solenemente o Carlos. Daí o nome, ainda hoje adiantado", diz Vítor Mamede.
A segunda participação dos Chinchilas no Concurso, já com a sua designação final, ocorreu na 11ª eliminatória, realizada no dia 06 de Novembro de 1965.
O conjunto era então formado Vítor Mamede, 15 anos, bateria, José Machado, 16 anos, pianista, Filipe Mendes, o Jimi Hendrix português, 17 anos, viola-solo, Mário Piçarra, 18 anos, viola-acompanhamento, e Fernando, 19 anos, viola-baixo.
A eliminatória foi ganha pelos Boys, de Coimbra, futuro Conjunto Universitário Hi-Fi, com 33,5 pontos. Os Chinchilas ficaram novamente em 2º lugar com 28,5 pontos.
Relatos da época indicam que a sua actuação provocou grande burburinho na sala, devido ao ruidoso apoio dos seus adeptos.
Apresentaram-se de casaco preto com botões de metal branco e calças cinzentas. Tocaram e cantaram "Around On Around", "I'm Down", "Do You Love Me?" e "I Love You So", este último da autoria do grupo.
Na 1ª meia-final, realizada no dia 08 de Janeiro de 1966, ganha pelos Sheiks com 49 pontos, os Chinchilas voltaram a ficar no 2º lugar com 33,5 pontos.
Os Monstros deveriam ter tocado na 2ª meia-final, a 15 de Janeiro de 1966, mas já não o fizeram. Ou desistiram ou foram obrigados a desistir...
Na final, a 30 de Abril de 1966, ganha pelos Claves (ex-Saints), os Chinchilas ficaram-se pelo 6º lugar, antepenúltimo, com 29 pontos.
LPA
terça-feira, 17 de maio de 2011
quinta-feira, 5 de maio de 2011
EKOS GANHAM 5ª ELIMINATÓRIA

Vestidos "à Beatle" de "Love Me Do", os Ekos ganharam a 5ª eliminatória do Concurso Yé-Yé, realizada no dia 25 de Setembro de 1965, no Teatro Monumental, em Lisboa. Obtiveram 38,5 pontos.
Foi uma das sessões mais agitadas. Segundo a imprensa da época, o concurso "registou atitudes inconvenientes de parte da assistência - os mais excitados partiram cadeiras, atiraram tomates, batatas e, incrível... pedras!".
Deve ter sido bonito...
Registou-se também o primeiro acidente: um dos membros dos Falcões apanhou um choque eléctrico e foi de ambulância para o hospital. Por isso, o grupo acabou por não actuar.
Os Ekos, que já tinham cá fora o seu primeiro disco, "Esquece" (Alvorada AEP 60724), eram então Mário Guia, 21 anos, bateria, João Camilo Lopes Júnior, 19 anos, viola-solo, Joka Santos, 21 anos, viola-ritmo, António Vieira, 20 anos, viola-baixo, e José Luís, 19 anos, vocalista.
Cantaram "Amar Alguém Como Tu", "Lamento Aos Céus", "Os Tristes Olhos" e "Esquece". Muito bem! Tudo em português!
Vestiram casaco vermelho escuro, sem gola, calça estreita da mesma côr e sapato de camurça com salto de prateleira, seja lá o que isto seja...
O segundo lugar foi para os Sonors, também de Lisboa, que conseguira, 17,5 pontos.
Com apenas 5 meses de existência, interpretaram "My Bonnie", "Hound Dog", "The Saints" e "Long Tall Sally". Vestiram camisola verde de gola alta e calças cinzentas.
Eram formados por Fernando de Almeida, 24 anos, vocalista, empregado de escritório, Romeu Correia, 20 anos, viola-solo, especialista da Força Aérea, João Fontes, 20 anos, viola-baixo, empregado de escritório, Carlos Pinto, 22 anos, viola-ritmo, a cumprir serviço militar, e Rui Ochoa, 19 anos, bateria, desenhador.
Os Morcegos, de Olhão, ficaram em 3º lugar com 15 pontos. Interpretaram "Farmer John", "The Last Time", "A Little Wonder" e "Peço-te Perdão", da autoridade do grupo. Vestiram casaco preto com botões de prata e calças cinzentas.
Eram estudantes, todos do mesmo Colégio: Luís de Melo, ´rgão, João Pedro, bateria, Luís Venâncio, viola-solo, José Luís Xavier, viola-baixo, e Tomás Gall, viola-ritmo.
Dada a não actuação dos Falcões, o último lugar foi para os Aquatiks, de Elvas, com apenas 7 pontos.
Camisa branca, colete preto com o monograma do grupo e calça escura: foi assim que se vestiram para cantar "What Did I Say", "Yé-Yé", "Flamengo" e "Coimbra Menina e Moça", num arranjo especial do conjunto.
Era um trio de estudantes, dois com 17 anos e um com 16: José Luís Almeida, viola-solo e vocalista, Nascimento Pires, bateria, e Jacinto Júlio César, viola-ritmo.
Registou-se também o primeiro acidente: um dos membros dos Falcões apanhou um choque eléctrico e foi de ambulância para o hospital. Por isso, o grupo acabou por não actuar.
Os Ekos, que já tinham cá fora o seu primeiro disco, "Esquece" (Alvorada AEP 60724), eram então Mário Guia, 21 anos, bateria, João Camilo Lopes Júnior, 19 anos, viola-solo, Joka Santos, 21 anos, viola-ritmo, António Vieira, 20 anos, viola-baixo, e José Luís, 19 anos, vocalista.
Cantaram "Amar Alguém Como Tu", "Lamento Aos Céus", "Os Tristes Olhos" e "Esquece". Muito bem! Tudo em português!
Vestiram casaco vermelho escuro, sem gola, calça estreita da mesma côr e sapato de camurça com salto de prateleira, seja lá o que isto seja...
O segundo lugar foi para os Sonors, também de Lisboa, que conseguira, 17,5 pontos.
Com apenas 5 meses de existência, interpretaram "My Bonnie", "Hound Dog", "The Saints" e "Long Tall Sally". Vestiram camisola verde de gola alta e calças cinzentas.
Eram formados por Fernando de Almeida, 24 anos, vocalista, empregado de escritório, Romeu Correia, 20 anos, viola-solo, especialista da Força Aérea, João Fontes, 20 anos, viola-baixo, empregado de escritório, Carlos Pinto, 22 anos, viola-ritmo, a cumprir serviço militar, e Rui Ochoa, 19 anos, bateria, desenhador.
Os Morcegos, de Olhão, ficaram em 3º lugar com 15 pontos. Interpretaram "Farmer John", "The Last Time", "A Little Wonder" e "Peço-te Perdão", da autoridade do grupo. Vestiram casaco preto com botões de prata e calças cinzentas.
Eram estudantes, todos do mesmo Colégio: Luís de Melo, ´rgão, João Pedro, bateria, Luís Venâncio, viola-solo, José Luís Xavier, viola-baixo, e Tomás Gall, viola-ritmo.
Dada a não actuação dos Falcões, o último lugar foi para os Aquatiks, de Elvas, com apenas 7 pontos.
Camisa branca, colete preto com o monograma do grupo e calça escura: foi assim que se vestiram para cantar "What Did I Say", "Yé-Yé", "Flamengo" e "Coimbra Menina e Moça", num arranjo especial do conjunto.
Era um trio de estudantes, dois com 17 anos e um com 16: José Luís Almeida, viola-solo e vocalista, Nascimento Pires, bateria, e Jacinto Júlio César, viola-ritmo.
sábado, 30 de abril de 2011
FINAL DO IÉ-IÉ FOI HÁ 45 ANOS

Os Claves foram os vencedores do Concurso Yé-Yé organizado pelo jornal "O Século", com o apoio do Movimento Nacional Feminino, no Teatro Monumental, em Lisboa, em 1965 e 1966.
A grande e polémica final realizou-se no dia 30 de Abril de 1966, faz hoje 45 anos, com os seguintes resultados:
1 - Claves (Lisboa) - 55 pontos
2 - Rocks (Angola) - 45 pontos
3 - Night Stars (Moçambique) - 39,5 pontos
4 - Jets (Lisboa) - 35 pontos
5 - Ekos (Lisboa) - 29,5 pontos
6 - Chinchilas (Carcavelos) - 29 pontos
7 - Espaciais (Porto) - 18 pontos
8 - Tubarões (Viseu) - 18 pontos
O Concurso Ié-Ié terá sido provavelmente o maior festival de música do género realizado em Portugal com mais de 70 conjuntos.
Os 73 grupos inscritos representaram mais de 350 jovens com uma média de 18 anos.
Foi organizado pelo jornal "O Século" a favor das Forças Armadas no Ultramar, através do Movimento Nacional Feminino, com a colaboração da Radiotelevisão Portuguesa, Emissora Nacional, Rádio Clube Português e do empresário Vasco Morgado.
Os 73 grupos inscritos representaram mais de 350 jovens com uma média de 18 anos.
Foi organizado pelo jornal "O Século" a favor das Forças Armadas no Ultramar, através do Movimento Nacional Feminino, com a colaboração da Radiotelevisão Portuguesa, Emissora Nacional, Rádio Clube Português e do empresário Vasco Morgado.
O júri era constituído por distintos músicos profissionais e um grupo de jovens entusiastas entendidos em ié-ié.
O júri técnico foi constituído pelo maestro Jorge Costa Pinto, Thilo Krasmann, Mário Simões e José Luís Simões. A partir das meias-finais, presidiu o maestro Eduardo Loureiro, da Emissora Nacional.
E o júri ié-ié era formado por Emídio Aragão Teixeira (presidente), do Instituto Superior Técnico, Carlos Neves Ferreira, da Faculdade de Ciências, Maria Bernardo Macedo e Vale, António Martins da Cruz (futuro ministro dos Negócios Estrangeiros, em 2003), Jaime Lacerda e Diogo Saraiva e Sousa, todos da Faculdade de Direito de Lisboa, Maria Avelino Pedroso, do Instituto Superior de Agronomia, e Ricardo Espírito Santo e Silva Ricciardi (7º ano dos liceus).
O regulamento do concurso exigia que pelo menos uma canção fosse original e cantada em português. Cada conjunto podia apresentar até 4 canções (tempo máximo de 3 minutos cada) para um tempo de actuação máximo de 20 minutos.
O 1º Prémio era de 15 contos (75 euros), o 2º de 10 e o 3º de 5. Havia uma taça oferecida pelo programa "Passatempo Juvenil", da Rádio Peninsular.
A Philips oferecia uma telefonia e uma Philishave, a Casa Gouveia Machado uma viola Eko de 12 cordas no valor de 4.360$00, um microfone Shure no valor de 2.520$00 e uma tarola Sonor, com suporte, no valor de 1.720$00.
O Salão Musical de Lisboa dava uma bateria, uma viola, uma guitarra, uma pandeireta e três harmónicas de boca, a Casa Galeão uma mala de viagem, a Casa Pinheiro Ribeiro 5 metros de tecido, a Casa J. Nunes Correia 6 gravatas, a Sapataria Lord um par de sapatos, a Loja das Meias 5 gravatas e a Casa J. Pires Tavares 10 frascos de água de Colónia.
No palco, bem visível, um grande cartaz lembrava a ditadura:
Atenção! Barulho que não permita o júri ouvir os conjuntos, objetos (sic) atirados para o palco, distúrbios na sala são motivos para a expulsão do espectador que assim proceder sem que a organização lhe devolva a importância do bilhete. A juventude pode ser alegre sem ser irreverente.
Luís Pinheiro de Almeida
segunda-feira, 18 de abril de 2011
6ª ELIMINATÓRIA SEM GRANDE HISTÓRIA

Não teve grande história a 6ª eliminatória do Concurso Yé-Yé realizada no dia 02 de Outubro de 1965 no Teatro Monumental, em Lisboa, com apresentação de Henrique Mendes.
A própria Imprensa da época relata que o "público estava menos agitado". Mas encontrou uma justificação: "(o público) compreendeu que não era possível continuar-se com um clima tão excitado, como o que em semanas anteriores obrigou à intervenção da polícia".
A própria Imprensa da época relata que o "público estava menos agitado". Mas encontrou uma justificação: "(o público) compreendeu que não era possível continuar-se com um clima tão excitado, como o que em semanas anteriores obrigou à intervenção da polícia".
A esta distância de mais de 45 anos, nem os músicos nem as bandas participantes ficaram para a história.
Como quer que seja, não deixa de constituir um pedaço de história da música nacional e da sociedade portuguesa de então.
O vencedor da eliminatória foi uma banda da Trafaria, Clips (na foto), com 31,5 pontos.
Seguiram-se os Kappas, de Lisboa, com 16 pontos, os Ratones, de Vila Real de Santo António, com 13 pontos, e os 5 Cês, de Palmela, com 7 pontos.
Os Electrões, de Castelo Branco, acabaram por não actuar devido a doença de um dos seus músicos.
Vestindo casaco escuro com botões prateados, camisa azul e calças cinzentas, os Clips eram formados por estudantes, Luís Correia, 19 anos, baixo, José Bandeira, 18 anos, bateria, José Guimarães, 19 anos, viola-acompanhamento, e Luís Queirós, 14 anos, solista.
Tocaram, entre outras, "Shindie" e "Ramble". Presume-se que era um conjunto tipo Shadows.
Os Kappas, ex-Facões, usaram um K encarnado no lado esquerdo do casaco. Também eram todos estudantes e, provavelmente, também era uma banda instrumental (por isso talvez o público estivesse "menos agitado").
Eram formados por Jorge Manuel, 18 anos, solista, Mário Tavares, 18 anos, bateria, António Garret, 15 anos, baixo, António Bizarro, 16 anos, viola-acompanhamento. Tocaram "Passagem Proibida", "Cruel Sea", "Boys".
Os Ratones só tocavam nas férias já que não queriam prejudicar os estudos. Eram formados por Élio Rodriguez, 17 anos, viola-solo, Jorge Madeira, 17 anos, viola-baixo, e José Raimundo, 19 anos, bateria.
Tocaram a "Dança de Zorba", "Choro", da autoria do conjunto, "Flamenco" e o "Copo" (seria a música dos Sheiks?). Vestiam "calça azul vaqueiro", camisa branca toda aberta no peito a ver-se uma camisola de riscas azuis (t-shirt?).
Finalmente, um outsider do Concurso, os 5 Cês, de Palmela, que de yé-yé nada tinham, eram mais um conjunto típico, privativo da Sociedade Filarmónica Humanitária de Palmela.
Vestindo casaco escuro com botões prateados, camisa azul e calças cinzentas, os Clips eram formados por estudantes, Luís Correia, 19 anos, baixo, José Bandeira, 18 anos, bateria, José Guimarães, 19 anos, viola-acompanhamento, e Luís Queirós, 14 anos, solista.
Tocaram, entre outras, "Shindie" e "Ramble". Presume-se que era um conjunto tipo Shadows.
Os Kappas, ex-Facões, usaram um K encarnado no lado esquerdo do casaco. Também eram todos estudantes e, provavelmente, também era uma banda instrumental (por isso talvez o público estivesse "menos agitado").
Eram formados por Jorge Manuel, 18 anos, solista, Mário Tavares, 18 anos, bateria, António Garret, 15 anos, baixo, António Bizarro, 16 anos, viola-acompanhamento. Tocaram "Passagem Proibida", "Cruel Sea", "Boys".
Os Ratones só tocavam nas férias já que não queriam prejudicar os estudos. Eram formados por Élio Rodriguez, 17 anos, viola-solo, Jorge Madeira, 17 anos, viola-baixo, e José Raimundo, 19 anos, bateria.
Tocaram a "Dança de Zorba", "Choro", da autoria do conjunto, "Flamenco" e o "Copo" (seria a música dos Sheiks?). Vestiam "calça azul vaqueiro", camisa branca toda aberta no peito a ver-se uma camisola de riscas azuis (t-shirt?).
Finalmente, um outsider do Concurso, os 5 Cês, de Palmela, que de yé-yé nada tinham, eram mais um conjunto típico, privativo da Sociedade Filarmónica Humanitária de Palmela.
Vestiam camisa, calças e sapatos brancos e colete de malha verde e tinham todos mais de 20 anos, um mais de 30.
Eis os nomes: Manuel de Matos, 23 anos, acordeonista, industrial de padaria, Lourenço Camolas, 26 anos, saxofonista, carpinteiro de construção civil, Hermínio Coelho, 27 anos, vocalista, operário fabril, José Luís Camolas, 34 anos, bateria, funcionário público, Cordeiro Fidalgo, 27 anos, viola, funcionário público, e Sérgio Camolas, 23 anos, solista e piano, empregado de escritório.
Eis a descrição da Imprensa:
O conjunto tem 12 anos de experiência (...) Neles é louvável a intenção com que se apresentaram a este concurso: o facto de se tratar de uma iniciativa a favor das Forças Armadas que se encontram no Ultramar, um dos seus elementos regressou há pouco de Angola.
A assistência não gostou da sua actuação e pelos vistos o júri também não: conquistaram apenas 7 pontos.
Eis a descrição da Imprensa:
O conjunto tem 12 anos de experiência (...) Neles é louvável a intenção com que se apresentaram a este concurso: o facto de se tratar de uma iniciativa a favor das Forças Armadas que se encontram no Ultramar, um dos seus elementos regressou há pouco de Angola.
A assistência não gostou da sua actuação e pelos vistos o júri também não: conquistaram apenas 7 pontos.
domingo, 14 de novembro de 2010
CINEMA MONUMENTAL

Grandes filmes, grandes teatros, grandes yé-yés!
O Monumental, em Lisboa, foi inaugurado no dia 14 de Novembro de 1951 (faria hoje 59 anos!) com uma sala para cinema com 2.710 lugares e outra para teatro com 1.182.
No topo do edifício funcionava um atelier onde se faziam cartazes dos filmes e, mais tarde, parte do interior foi adaptado para uma pequena sala-estúdio, o Satélite.
Por fora, o Monumental era de pedra, com colunas, estátuas decorativas e esferas armilares de ferro que estão, hoje em dia, junto ao Padrão dos Descobrimentos, em Belém.
No seu interior, havia um gigantesco foyer, muito à Hollywood, com mármore, dourados e lustres.
O Monumental, em Lisboa, foi inaugurado no dia 14 de Novembro de 1951 (faria hoje 59 anos!) com uma sala para cinema com 2.710 lugares e outra para teatro com 1.182.
No topo do edifício funcionava um atelier onde se faziam cartazes dos filmes e, mais tarde, parte do interior foi adaptado para uma pequena sala-estúdio, o Satélite.
Por fora, o Monumental era de pedra, com colunas, estátuas decorativas e esferas armilares de ferro que estão, hoje em dia, junto ao Padrão dos Descobrimentos, em Belém.
No seu interior, havia um gigantesco foyer, muito à Hollywood, com mármore, dourados e lustres.
A ordem da demolição surgiu em 1984.
No mesmo local ergue-se hoje um moderno edifício, também chamado Monumental, com escritórios e lojas e quatro salas de cinema, a maior das quais com 378 lugares.
sábado, 9 de outubro de 2010
quarta-feira, 23 de junho de 2010
terça-feira, 1 de junho de 2010
UMA VIDA POR UM FIO DE... GUITARRA

Toda a gente sabe como se realizam os espectáculos ié-ié. Gritos (dos que cantam e dos que não cantam...), faces contraídas, gestos lancinantes... Entre o barulho ensurcedor é bastante difícil ouvir-se um gemido ou captar-se um lamento... E, entre os espectadores sentados, quem possa sentir-se mal, não atrai as atenções de ninguém... Muitos desmaios passam despercebidos...
Desta vez, porém, o drama estalou em pleno palco.
Atingido por uma descarga eléctrica num momento em que ia segurar um microfone, o jovem guitarrista de "Os Ekos" caiu como que fulminado. Logo os seus companheiros o socorreram - e, por momentos, a sala do Monumental viveu o pânico da incerteza, o pânico da morte.
Mas depois tudo serenou, embora nos intervalos muita gente corresse à porta da caixa a saber pormenores.
João José recolheu imediatamente a casa e não pôde regressar ao quartel da Amadora, onde cumpre presentemente os seus deveres militares.
No dia seguinte, ainda combalido, apresentou-se no Hospital da Estrela a receber tratamento, mas dois dias depois já alinhava nos exercícios da sua unidade, como se nada se tivesse passado...
A família e os amigos respiravam aliviados - mas o João José ainda mais do que ninguém.
Na sua casa da Travessa de Santo Ildefonso, 30 - 4º, em Lisboa, o telefone retine sem parar e os correio dos últimos dias tem batido todos os recordes.
Colecção Cinema, nº 112, 18 de Novembro de 1965, pág. 29
Desta vez, porém, o drama estalou em pleno palco.
Atingido por uma descarga eléctrica num momento em que ia segurar um microfone, o jovem guitarrista de "Os Ekos" caiu como que fulminado. Logo os seus companheiros o socorreram - e, por momentos, a sala do Monumental viveu o pânico da incerteza, o pânico da morte.
Mas depois tudo serenou, embora nos intervalos muita gente corresse à porta da caixa a saber pormenores.
João José recolheu imediatamente a casa e não pôde regressar ao quartel da Amadora, onde cumpre presentemente os seus deveres militares.
No dia seguinte, ainda combalido, apresentou-se no Hospital da Estrela a receber tratamento, mas dois dias depois já alinhava nos exercícios da sua unidade, como se nada se tivesse passado...
A família e os amigos respiravam aliviados - mas o João José ainda mais do que ninguém.
Na sua casa da Travessa de Santo Ildefonso, 30 - 4º, em Lisboa, o telefone retine sem parar e os correio dos últimos dias tem batido todos os recordes.
Colecção Cinema, nº 112, 18 de Novembro de 1965, pág. 29
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
9ª ELIMINATÓRIA DO CONCURSO YÉ-YÉ

A 9ª eliminatória do Concurso Yé-Yé, no Teatro Monumental, em Lisboa, realizou-se no dia 23 de Outubro de 1965 e dela resultou a seguinte classificação:
1º - Cometas Negros (Castelo Branco), na imagem, 24,5 pontos;
2º - Krawas (Évora), 24 pontos;
1º - Cometas Negros (Castelo Branco), na imagem, 24,5 pontos;
2º - Krawas (Évora), 24 pontos;
3º - Falcões (Almada) - 22,5 pontos;
4º - S.O.S. (Vila Franca de Xira), 22 pontos;
5º - Lua Azul (Palmela), 14 pontos.
Segundo a imprensa da época, os Cometas Negros foi o conjunto mais aplaudido. Eram 4 estudantes, João Sobreiro, 20 anos, bateria, Joaquim Barreto, 18 anos, viola solo, Prata Baptista, 18 anos, viola ritmo, e Cristiano Semedo, 18 anos, viola baixo.
Actuaram com casaco preto, sem gola, com emblema e calça e botas à Beatle. Interpretaram "It's All Right" (o mais aplaudido), "Cavalgada Do Diabo", ""Sticks And Stones" e "Rock And Roll Music".
O 2º lugar foi para os Krawas, com apenas um mês de existência. Foram recebidos com agrado exuberante. Tocaram "My Bonnie", "I Saw Her Standing There" e "I Should Have Known Better".
Era 4 estudantes, Luís Namora, 18 anos, viola solo, Manuel Isidro, 19 anos, viola ritmo, Fernando Branco, 14 anos, viola baixo, e Carlos Bagio, 18 anos, bateria. Vestiram blue jeans e camisola de gola alta de cores diferentes.
O nome do conjunto tem uma explicação pitoresca: como não tinham instrumentos, nem dinheiro para os obter, tiveram que os "cravar". E conseguiram-nos realmente, pedindo-os a pessoas amigas.
O 3º lugar da eliminatória foi para os Falcões, compostos por 5 operários: Carlos Alberto, 22 anos, vocalista, Manuel Silva, 21 anos, viola solo, José Silva, 21 anos, viola ritmo, José Mário, 19 anos, viola baixo, e Américo Fonseca, 19 anos, baterista.
Alinharam com fato grenat, camisa creme com laço castanho e botas à Beatle castanhas. Todos usam óculos, mas dois não actuam com eles. Cantaram "No Dia Dos Teus Anos", "Vi-te Na Praia", "Esquece" e "Amapola".
Os S.O.S., de Vila Franca de Xira, ficaram no 4º lugar. Actuaram com fato branco e camisa azulada, com laço de veludo azul escuro. Usaram emblema preto com as iniciais do conjunto a vermelho.
Eram 5: Orlando Pinto, 19 anos, órgão eléctrico, Orlando Levezinho, 20 anos, bateria, Francisco Roque, 20 anos, vocalista (que actuou de fato escuro), José Prazeres, 20 anos, viola solo, e Mário Jorge, 2o anos, viola baixo: três estudantes, um fresador e um mecânico.
Cantaram "Esquece", "Glad All Over", "Let's Go", "Since You Broke My Heart" e "Satisfaction".
O 5º e último lugar foi para a Lua Azul, de Palmela. Interpretou "Daniela", "Twist And Shout", "Broto Legal" e "Wake A Baby".
Eram 6: Hermenegildo Barrocas, 21 anos, bateria, Octávio Contente, 20 anos, viola baixo, Florentino Santos, 21 anos, órgão electrónico, António Amorim, 20 anos, viola solo, Abílio Fidalgo, 21 anos, saxofone-tenor, e Mário Mateus, 20 anos, vocalista e viola ritmo.
O conjunto, com 5 anos de existência, apresentou-se com casaco sem gola, preto com cintilações, calça azul, camisa branca com laço azul. Usaram um emblema com uma meia-lua azul.
Segundo a imprensa da época, os Cometas Negros foi o conjunto mais aplaudido. Eram 4 estudantes, João Sobreiro, 20 anos, bateria, Joaquim Barreto, 18 anos, viola solo, Prata Baptista, 18 anos, viola ritmo, e Cristiano Semedo, 18 anos, viola baixo.
Actuaram com casaco preto, sem gola, com emblema e calça e botas à Beatle. Interpretaram "It's All Right" (o mais aplaudido), "Cavalgada Do Diabo", ""Sticks And Stones" e "Rock And Roll Music".
O 2º lugar foi para os Krawas, com apenas um mês de existência. Foram recebidos com agrado exuberante. Tocaram "My Bonnie", "I Saw Her Standing There" e "I Should Have Known Better".
Era 4 estudantes, Luís Namora, 18 anos, viola solo, Manuel Isidro, 19 anos, viola ritmo, Fernando Branco, 14 anos, viola baixo, e Carlos Bagio, 18 anos, bateria. Vestiram blue jeans e camisola de gola alta de cores diferentes.
O nome do conjunto tem uma explicação pitoresca: como não tinham instrumentos, nem dinheiro para os obter, tiveram que os "cravar". E conseguiram-nos realmente, pedindo-os a pessoas amigas.
O 3º lugar da eliminatória foi para os Falcões, compostos por 5 operários: Carlos Alberto, 22 anos, vocalista, Manuel Silva, 21 anos, viola solo, José Silva, 21 anos, viola ritmo, José Mário, 19 anos, viola baixo, e Américo Fonseca, 19 anos, baterista.
Alinharam com fato grenat, camisa creme com laço castanho e botas à Beatle castanhas. Todos usam óculos, mas dois não actuam com eles. Cantaram "No Dia Dos Teus Anos", "Vi-te Na Praia", "Esquece" e "Amapola".
Os S.O.S., de Vila Franca de Xira, ficaram no 4º lugar. Actuaram com fato branco e camisa azulada, com laço de veludo azul escuro. Usaram emblema preto com as iniciais do conjunto a vermelho.
Eram 5: Orlando Pinto, 19 anos, órgão eléctrico, Orlando Levezinho, 20 anos, bateria, Francisco Roque, 20 anos, vocalista (que actuou de fato escuro), José Prazeres, 20 anos, viola solo, e Mário Jorge, 2o anos, viola baixo: três estudantes, um fresador e um mecânico.
Cantaram "Esquece", "Glad All Over", "Let's Go", "Since You Broke My Heart" e "Satisfaction".
O 5º e último lugar foi para a Lua Azul, de Palmela. Interpretou "Daniela", "Twist And Shout", "Broto Legal" e "Wake A Baby".
Eram 6: Hermenegildo Barrocas, 21 anos, bateria, Octávio Contente, 20 anos, viola baixo, Florentino Santos, 21 anos, órgão electrónico, António Amorim, 20 anos, viola solo, Abílio Fidalgo, 21 anos, saxofone-tenor, e Mário Mateus, 20 anos, vocalista e viola ritmo.
O conjunto, com 5 anos de existência, apresentou-se com casaco sem gola, preto com cintilações, calça azul, camisa branca com laço azul. Usaram um emblema com uma meia-lua azul.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
DEFESA DO YÉ-YÉ

Foi a direita mais radical de então, aqui personalizada por Pedro Cabrita, da revista "Presença", do MNF e também da "Acção Académica", que veio em defesa do yé-yé em carta publicada na revista "Rádio & Televisão", de 26 de Fevereiro de 1966, a propósito do Concurso Yé-Yé, no Teatro Monumental, em Lisboa:
Em pouco mais de trinta dias... perto de 100 inscrições de conjuntos para o grande concurso!
Quando nós defendemos a ideia de se ir de encontro ao espírito da "gente nova", só um argumento era irreversível para a "gente velha": em todo o lado em que o ritmo ié-ié aparecia, descia a taxa de delinquência juvenil...
A rapaziada entregava-se às cordas da guitarra, à pele e à "loiça" dos pratos e desconhecia o preenchimento do tempo com outras coisas.
E vieram os Kriptones (Luanda)... os Corsários e os Sombras (Lourenço Marques)... os Ekos... os Monstros e os Morcegos, os Sheiks... e mais noventa e tal!
Vieram batatas e tomates, feijões e apitos, ruídos enlouquecedores, gritos estridentes e aquele ritmo endiabrado de pé para aqui pé para ali e cabeça acolá...
E o mundo não se virou. A gente nova ganhou o seu entretenimento semanal, excedeu-se aqui e ali, mas depois... agora, tudo se passa dentro do ritmo.
É com esse espírito novo, genica da juventude, que os problemas da mocidade se devem resolver.
E o MNF com o "Século", a RTP, a Emissora e o Rádio Clube Português, ao apoiarem a nossa iniciativa, deram um exemplo da "abertura" que se tem de fazer para melhorar a solução dos problemas da gente nova.
Em pouco mais de trinta dias... perto de 100 inscrições de conjuntos para o grande concurso!
Quando nós defendemos a ideia de se ir de encontro ao espírito da "gente nova", só um argumento era irreversível para a "gente velha": em todo o lado em que o ritmo ié-ié aparecia, descia a taxa de delinquência juvenil...
A rapaziada entregava-se às cordas da guitarra, à pele e à "loiça" dos pratos e desconhecia o preenchimento do tempo com outras coisas.
E vieram os Kriptones (Luanda)... os Corsários e os Sombras (Lourenço Marques)... os Ekos... os Monstros e os Morcegos, os Sheiks... e mais noventa e tal!
Vieram batatas e tomates, feijões e apitos, ruídos enlouquecedores, gritos estridentes e aquele ritmo endiabrado de pé para aqui pé para ali e cabeça acolá...
E o mundo não se virou. A gente nova ganhou o seu entretenimento semanal, excedeu-se aqui e ali, mas depois... agora, tudo se passa dentro do ritmo.
É com esse espírito novo, genica da juventude, que os problemas da mocidade se devem resolver.
E o MNF com o "Século", a RTP, a Emissora e o Rádio Clube Português, ao apoiarem a nossa iniciativa, deram um exemplo da "abertura" que se tem de fazer para melhorar a solução dos problemas da gente nova.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
IÉ-IÉ EM JANEIRO

O Concurso Yé-Yé, que se realizou no Teatro Monumental, em Lisboa, de 28 de Agosto de 1965 a 30 de Abril de 1966, teve o mês de Janeiro dedicado às meias-finais, cujos resultados foram os seguintes:
1ª meia-final (08JAN66):
1º - Sheiks (Lisboa) - 49 pontos;
1ª meia-final (08JAN66):
1º - Sheiks (Lisboa) - 49 pontos;
2º - Chinchilas (Carcavelos) - 33,5 pontos;
3º - Demónios Negros (Funchal) - 32 pontos;
3º - Demónios Negros (Funchal) - 32 pontos;
4º - Diamantes Negros (Sintra) - 32 pontos;
5º - Tártaros (Porto) - 30 pontos;
6º - Bárbaros (Arcos de Valdevez) - 20,5 pontos;
7º - Os Sombras da Parede (Parede) - 14,5 pontos.
2ª meia-final (15JAN66):
1º - Saints (futuros Claves, Lisboa) - 47 pontos;
2ª meia-final (15JAN66):
1º - Saints (futuros Claves, Lisboa) - 47 pontos;
2º - Jets (Lisboa) - 34,5 pontos;
3º - Tubarões (Viseu) - 33,5 pontos;
4º - Cometas Negras (Castelo Branco) - 28,5 pontos;
5º - Kímicos (Lisboa) - 25,5 pontos;
6º - Boys (Coimbra) - 24,5 pontos.
Os Monstros (Lisbos) e os Krawas (Évora) não compareceram.
3ª meia-final (22JAN66):
1º - Espaciais (Porto) - 42 pontos;
Os Monstros (Lisbos) e os Krawas (Évora) não compareceram.
3ª meia-final (22JAN66):
1º - Espaciais (Porto) - 42 pontos;
2º - Snobs (Setúbal) - 29 pontos;
3º - Bábulas (Lisboa) - 27,5 pontos;
4º - Guitarras de Fogo (Caparica) - 25 pontos;
6º - Krawas (Évora) - 11,5 pontos.
4ª meia-final (29JAN66):
1º - Ekos (Lisboa) - 46 pontos;
4ª meia-final (29JAN66):
1º - Ekos (Lisboa) - 46 pontos;
2º - Clips (Lisboa) - 24,5 pontos;
3º - Twist Star (Póvoa de Santa Iria) - 21 pontos;
4º - Beatniks (Lisboa) - 19,5 pontos;
5º - Neptunos (Montijo) - 14 pontos.
5ª meia-final (23ABR66):
1º - Rocks (Angola) - 45 pontos;
5ª meia-final (23ABR66):
1º - Rocks (Angola) - 45 pontos;
2º - Night Stars (Moçambique) - 37,5 pontos;
3º - Lordes (Guiné) - 24 pontos;
4º - Ritmos Cabo-Verdianos (Cabo Verde) - 13 pontos.
Colaboração de Luís Pinheiro de Almeida
Colaboração de Luís Pinheiro de Almeida
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
ÚNICO EP DOS TUBARÕES (1968)

ALVORADA - EP-60-999 - 1968
Poema Do Homem-Rã (António Gedeão/Waldemar António) - Baby It Hurts (Alexandre Merino) - Lucky Day (Alexandre Merino) - Você Vai Chorar (Alexandre Merino/Victor Barros)
Os 6 Tubarões que gravaram este único EP foram Carlos Alberto Sá Loureiro (órgão), Victor Barros (viola-ritmo), Luís Alberto Dutra (viola-baixo), Alexandre Merino (voz), Waldemar António (viola-solo) e Eduardo Pinto (bateria).
Os Tubarões formaram-se em Viseu no último trimestre de 1963 com António Nogueira Fernandes (único que sabia tocar guitarra), José Alexandre Merino (voz), Victor Barros (viola e voz), Luís Alberto Dutra (baixo) e Eduardo Pinto (bateria).
A primeira apresentação pública foi em São Pedro do Sul, com instrumentos emprestados pela banda de Lafões.
Durante o ano de 1964, o conjunto rodou nas Termas de S. Pedro do Sul, ensaiando canções dos Shadows, de Cliff, dos Chat Sauvages, dos Beatles na antiga FNAT, actual INATEL, e conseguindo o primeiro contrato profissional na boîte "A Mó", em cima do rio Vouga.
Ainda em 1964, já com Carlos Alberto Homem Sá Loureiro (teclas), os Tubarões participaram na inauguração do Hotel Grão Vasco, ainda hoje um dos melhores da cidade de Viseu.
No final desse ano, os Tubarões eram então formados por António Nogueira Fernandes (guitarra), Victor Barros (viola-ritmo), Luís Alberto Dutra (viola-baixo), Eduardo Pinto (bateria), Carlos Alberto Sá Loureiro (teclas) e José Alexandre Merino (voz).
No primeiro trimestre de 1965, os Tubarões deram um grande salto qualitativo com os investimentos do empresário viseense António Xavier Homem de Sá Loureiro, pai do teclista Carlos Alberto e em Abril já tocavam no intervalo da exibição da película "Summer Holiday", de Cliff e dos Shadows.
No Verão, em Julho, foram à Figueira da Foz inaugurar o restaurante "O Tubarão", propriedade de um empresário viseense, o que os levou a um contrato interessante de dois meses com o Grande Casino Peninsular, onde actuaram ao lado de Gelú, I Don Giovanni, Duo Ouro Negro, Madalena Iglésias...
E em 1965, entra mais um elemento para o grupo, a Dona Urraca, uma carrinha de transporte do equipamento.
Com Joaquim Guimarães na guitarra, os Tubarões participaram no dia 09 de Outubro de 1965 na 7ª eliminatória do Concurso Ié-Ié, no Teatro Monumental, em Lisboa, tendo ficano no 2º lugar imediatamente atrás dos Sheiks e à frente dos Galãs (Porto), Czares (Aveiro) e Jovens do Ritmo (Amora-Seixal).
Apresentaram-se com "Miss Molly", "Eight Days A Week", "Mike", de Trini Lopez, e "Ya Ya", envergavam fato azul, camisa branca e laço preto.
Eram então Luís Alberto Dutra, viola baixo, 18 anos, Joaquim Guimarães, viola solo, 20 anos, José Alexandre Merino, vocalista, 17 anos, Eduardo Pinto, bateria, 18 anos, e Carlos Alberto Sá Loureiro, órgão eléctrico, 16 anos.
E no dia 15 de Janeiro de 1966, no mesmo local, classificaram-se no 3º lugar da 2ª meia-final, atrás dos Saints (futuros Claves), que viriam a ganhar o Concurso, e dos Jets (Lisboa) e à frente dos Cometas Negros (Castelo Branco), Kímicos (Lisboa) e Boys (futuros Álamos), de Coimbra.
Tocaram "Satisfaction", "Goodbye My Love", "I Feel Fine" e "It's My Life" e, a pedido, "Voo do Moscardo" num encore inédito.
Poema Do Homem-Rã (António Gedeão/Waldemar António) - Baby It Hurts (Alexandre Merino) - Lucky Day (Alexandre Merino) - Você Vai Chorar (Alexandre Merino/Victor Barros)
Os 6 Tubarões que gravaram este único EP foram Carlos Alberto Sá Loureiro (órgão), Victor Barros (viola-ritmo), Luís Alberto Dutra (viola-baixo), Alexandre Merino (voz), Waldemar António (viola-solo) e Eduardo Pinto (bateria).
Os Tubarões formaram-se em Viseu no último trimestre de 1963 com António Nogueira Fernandes (único que sabia tocar guitarra), José Alexandre Merino (voz), Victor Barros (viola e voz), Luís Alberto Dutra (baixo) e Eduardo Pinto (bateria).
A primeira apresentação pública foi em São Pedro do Sul, com instrumentos emprestados pela banda de Lafões.
Durante o ano de 1964, o conjunto rodou nas Termas de S. Pedro do Sul, ensaiando canções dos Shadows, de Cliff, dos Chat Sauvages, dos Beatles na antiga FNAT, actual INATEL, e conseguindo o primeiro contrato profissional na boîte "A Mó", em cima do rio Vouga.
Ainda em 1964, já com Carlos Alberto Homem Sá Loureiro (teclas), os Tubarões participaram na inauguração do Hotel Grão Vasco, ainda hoje um dos melhores da cidade de Viseu.
No final desse ano, os Tubarões eram então formados por António Nogueira Fernandes (guitarra), Victor Barros (viola-ritmo), Luís Alberto Dutra (viola-baixo), Eduardo Pinto (bateria), Carlos Alberto Sá Loureiro (teclas) e José Alexandre Merino (voz).
No primeiro trimestre de 1965, os Tubarões deram um grande salto qualitativo com os investimentos do empresário viseense António Xavier Homem de Sá Loureiro, pai do teclista Carlos Alberto e em Abril já tocavam no intervalo da exibição da película "Summer Holiday", de Cliff e dos Shadows.
No Verão, em Julho, foram à Figueira da Foz inaugurar o restaurante "O Tubarão", propriedade de um empresário viseense, o que os levou a um contrato interessante de dois meses com o Grande Casino Peninsular, onde actuaram ao lado de Gelú, I Don Giovanni, Duo Ouro Negro, Madalena Iglésias...
E em 1965, entra mais um elemento para o grupo, a Dona Urraca, uma carrinha de transporte do equipamento.
Com Joaquim Guimarães na guitarra, os Tubarões participaram no dia 09 de Outubro de 1965 na 7ª eliminatória do Concurso Ié-Ié, no Teatro Monumental, em Lisboa, tendo ficano no 2º lugar imediatamente atrás dos Sheiks e à frente dos Galãs (Porto), Czares (Aveiro) e Jovens do Ritmo (Amora-Seixal).
Apresentaram-se com "Miss Molly", "Eight Days A Week", "Mike", de Trini Lopez, e "Ya Ya", envergavam fato azul, camisa branca e laço preto.
Eram então Luís Alberto Dutra, viola baixo, 18 anos, Joaquim Guimarães, viola solo, 20 anos, José Alexandre Merino, vocalista, 17 anos, Eduardo Pinto, bateria, 18 anos, e Carlos Alberto Sá Loureiro, órgão eléctrico, 16 anos.
E no dia 15 de Janeiro de 1966, no mesmo local, classificaram-se no 3º lugar da 2ª meia-final, atrás dos Saints (futuros Claves), que viriam a ganhar o Concurso, e dos Jets (Lisboa) e à frente dos Cometas Negros (Castelo Branco), Kímicos (Lisboa) e Boys (futuros Álamos), de Coimbra.
Tocaram "Satisfaction", "Goodbye My Love", "I Feel Fine" e "It's My Life" e, a pedido, "Voo do Moscardo" num encore inédito.
A final realizou-se no dia 30 de Abril de 1966 e os Tubarões ficaram em último lugar depois dos Claves, Rocks, Night Stars, Jets, Ekos, Chinchilas e Espaciais.
Maria Leonor, famosa locutora de Rádio e TV, assume-se como madrinha do grupo, contratando-o Conjunto Oficial Woolmark, dando apoio nas passagens de modelos organizadas por todo o País.
No Verão, além do Casino da Figueira, os Tubarões faziam sortidas à Praia de Mira onde tocavam no Mira-Sol com os Kzares, de Aveiro.
O ano de 1967 foi igualmente de muito trabalho para os Tubarões.
Em Lisboa, o conjunto passou a ter um representante, Fernando Matos (O Pascoal), além de amigos como Rui Oliveira Costa, viseense a viver em Lisboa e ao tempo manager dos Deltons, de Luís Moutinho, filho de Maria Leonor.
Pascoal, através de Pedro Castelo, consegue um contrato para os Tubarões actuarem num fim de semana no "Caruncho”, em Lisboa, provavelmente a mais famosa boîte da época.
No Verão, o conjunto volta a fazer uma residência no Casino da Figueira da Foz e, perto do final do ano, assinou contrato discográfico com a Alvorada e gravaram o único EP nuns estúdios do Campo Santana, em Lisboa, e que viria a ser editado no Carnaval de 1968.
O serviço militar obrigatório viria a acabar com os Tubarões em Setembro de 1968.
Fonte: http://blogs.myspace.com/tubaroes
Maria Leonor, famosa locutora de Rádio e TV, assume-se como madrinha do grupo, contratando-o Conjunto Oficial Woolmark, dando apoio nas passagens de modelos organizadas por todo o País.
No Verão, além do Casino da Figueira, os Tubarões faziam sortidas à Praia de Mira onde tocavam no Mira-Sol com os Kzares, de Aveiro.
O ano de 1967 foi igualmente de muito trabalho para os Tubarões.
Em Lisboa, o conjunto passou a ter um representante, Fernando Matos (O Pascoal), além de amigos como Rui Oliveira Costa, viseense a viver em Lisboa e ao tempo manager dos Deltons, de Luís Moutinho, filho de Maria Leonor.
Pascoal, através de Pedro Castelo, consegue um contrato para os Tubarões actuarem num fim de semana no "Caruncho”, em Lisboa, provavelmente a mais famosa boîte da época.
No Verão, o conjunto volta a fazer uma residência no Casino da Figueira da Foz e, perto do final do ano, assinou contrato discográfico com a Alvorada e gravaram o único EP nuns estúdios do Campo Santana, em Lisboa, e que viria a ser editado no Carnaval de 1968.
O serviço militar obrigatório viria a acabar com os Tubarões em Setembro de 1968.
Fonte: http://blogs.myspace.com/tubaroes
Etiquetas:
1968,
Caruncho,
Concurso Yé-Yé,
Figueira da Foz,
Praia de Mira,
Tubarões
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
HOMENAGEM A ARLINDO CONDE

Fernando Conde, J. Dores (pai de Zeca, escritor), Arlindo Conde (pai de Fernando) e Zeca do Rock
Ninguém mais se lembra do Arlindo Conde, nem mesmo para dizer que era o pai do Fernando Conde, por isso, quero prestar-lhe uma devida homenagem.
Arlindo Conde fez muito pela música portuguesa no início dos anos 60. O seu passatempo PAC (Produções Arlindo Conde), que acontecia no Eden Teatro aos domingos de manhã, foi o mais importante acontecimento musical lisboeta (quiçá nacional) durante muito tempo.
Fala-se muito dos concursos de rock do Teatro Monumental e outras iniciativas semelhantes promovidas por outros empresários. Só o que ninguém diz é que esses outros empresários não pagavam aos artistas, ficavam-lhes a dever eternamente os escassos cachets que se praticavam na época.
Por isso, era-lhes muito prático promover esses "concursos", que não lhes custavam um centavo de qualquer maneira, porque a rapaziada queria era dar-se a conhecer ao público.
Assim, sempre com lotações esgotadas, enchiam os bolsos à custa dos inocentes candidatos a roqueiros que lhes caíam nas garras. Devo dizer que nunca participei de nenhum desses "concursos" e que, nas poucas vezes que apareci em espectáculos promovidos por esses empresários, exigia o pagamento antes de entrar no palco - ou não entrava. Isto após ter sido atingido por diversos calotes, é claro.
Arlindo Conde era a excepção. Correctíssimo nas suas contas, não atrasava um dia os pagamentos aos artistas. É preciso que a verdade seja conhecida. Pela minha parte, nunca hesitei em dizê-la, tanto na época como agora, por isso a minha fama de "enfant terrible".
Numa terra de vigaristas, Arlindo Conde destoava pela honestidade.
Parabéns Arlindo!
Colaboração de Zeca do Rock
Ninguém mais se lembra do Arlindo Conde, nem mesmo para dizer que era o pai do Fernando Conde, por isso, quero prestar-lhe uma devida homenagem.
Arlindo Conde fez muito pela música portuguesa no início dos anos 60. O seu passatempo PAC (Produções Arlindo Conde), que acontecia no Eden Teatro aos domingos de manhã, foi o mais importante acontecimento musical lisboeta (quiçá nacional) durante muito tempo.
Fala-se muito dos concursos de rock do Teatro Monumental e outras iniciativas semelhantes promovidas por outros empresários. Só o que ninguém diz é que esses outros empresários não pagavam aos artistas, ficavam-lhes a dever eternamente os escassos cachets que se praticavam na época.
Por isso, era-lhes muito prático promover esses "concursos", que não lhes custavam um centavo de qualquer maneira, porque a rapaziada queria era dar-se a conhecer ao público.
Assim, sempre com lotações esgotadas, enchiam os bolsos à custa dos inocentes candidatos a roqueiros que lhes caíam nas garras. Devo dizer que nunca participei de nenhum desses "concursos" e que, nas poucas vezes que apareci em espectáculos promovidos por esses empresários, exigia o pagamento antes de entrar no palco - ou não entrava. Isto após ter sido atingido por diversos calotes, é claro.
Arlindo Conde era a excepção. Correctíssimo nas suas contas, não atrasava um dia os pagamentos aos artistas. É preciso que a verdade seja conhecida. Pela minha parte, nunca hesitei em dizê-la, tanto na época como agora, por isso a minha fama de "enfant terrible".
Numa terra de vigaristas, Arlindo Conde destoava pela honestidade.
Parabéns Arlindo!
Colaboração de Zeca do Rock
Etiquetas:
Concurso Yé-Yé,
Fernando Conde,
Zeca do Rock
Subscrever:
Mensagens (Atom)








