quarta-feira, 30 de junho de 2021

SING A SONG OF FREEDOM

COLUMBIA - 8E 006-04944 M - edição portuguesa

Sing A Song Of Freedom - A Thousand Conversations

 

NESTA CASA: ALFREDO DA SILVA


 Rua da Prata, 185, Lisboa.

Faz hoje 150 anos!

domingo, 20 de junho de 2021

PLACA Nº 9


 Largo da Penha de França, 1, Lisboa

O BONITÃO DO ROCK


 ALVORADA - MEP 60290 - 1960

O Bonitão do Rock (Zurita de Oliveira) - Só Sem Ninguém António Mestre) - Lagarta da Couve (Manuel Paião-Eduardo Danas) - Quem Foi (Ferrer Trindade-Artur Ribeiro)

Orquestra de Ferrer Trindade.

nem cantora era a senhora, mas sim actriz!

sábado, 19 de junho de 2021

PLACA Nº8


 EPAM, alameda das linhas de torres, 179

segunda-feira, 14 de junho de 2021

PLACA Nº 7

rua do Arsenal, 168 - Lisboa

domingo, 25 de abril de 2021

RUA CAPITÃES DE ABRIL


Alfornelos, Amadora.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

LUIS BORDÓN


ALVORADA - EP-82-39 - 1973

Luís Bordón, solista de harpa paraguaia.

sábado, 21 de novembro de 2020

MELIDES

 

Acho que é a primeira que vejo de Ramiro Correia.

Cortesia de Nuno Caldeira da Silva.

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

domingo, 20 de setembro de 2020

FERNANDO PESSOA: MARTINHO DA ARCADA


 Martinho da Arcada, Terreiro do Paço, Lisboa.

sábado, 19 de setembro de 2020

NESTA CASA: ÁLVARO CUNHAL


 Nesta recatada casa nos Olivais, em Lisboa, viveu Álvaro Cunhal os últimos anos de sua vida.

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

MRPP FAZ 50 ANOS

 

Há 50 anos, a 18 de Setembro de 1970, nascia o MRPP.

Com excepção do MRPP, toda - repito, toda - a restante constelação de grupos marxistas-leninistas que viria a surgir em Portugal “descendeu”, por via direta ou enviezada, de um primeiro núcleo de dissidência “de esquerda” do PCP que foi o CMLP - Comité Marxista-Leninista Português.

Um dos companheiros de Álvaro Cunhal na fuga de Peniche, Francisco Martins Rodrigues, protagonizou essa histórica dissidência que, em Portugal, tal como aconteceu em outros países, refletiu a conflitualidade sino-soviética, que se estabeleceu após o XX Congresso do PCUS, que consagrou a desestalinização.

O organograma dos MLs, como então chamávamos a um conjunto infinito de organizações que por aí andava, era de uma imensa complexidade. Se isso já confundia, e muito, os cidadãos portugueses no pós-25 de abril, a quem era muito difícil perceber a diferença entre o PCP-ML “fação Mendes” e o PCP-ML “fação Vilar”, bem mais confusos estavam, nos tempos da Revolução de 1974, os estrangeiros que nos procuravam, fosse por mero “turismo” político, fosse para reportar profissionalmente a “Revolução dos Cravos”.

O José Rebelo, à época correspondente do “Le Monde”, em Portugal, recordar-se-á de uma longa e “pedagógica” conversa a que me chamou, num quarto do Hotel Mundial, com esse “monstro” do jornalismo político francês que era Marcel Niedergang, a quem eu procurei detalhar as diferenças e importância real de todas aquelas siglas. À época, eu era um “expert” autodidata nessa área.

E recordo-me bem da surpresa do celebrado autor dos “Les Vingt Amériques Latines” quando lhe expliquei que o grupo ML mais “na moda”, que era o MRPP, que enchia as paredes de Lisboa com vistosos murais, pouco ou nada tinha a ver com a origem dos restantes grupos, em especial que não recebia qualquer apoio chinês (nem da Albânia), nem político nem em espécie.

O MRPP (Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado) foi o único dos movimentos ML que surgiu por uma via diferente. Lembro-me bem de ter detetado, no auge das polémicas emergentes nas reuniões oposicionistas no Palácio Fronteira, no caminho para as “eleições” do “marcelismo” que tiveram lugar em outubro de 1969, uma linha política “de novo tipo” (para usar um termo leninista), cujo discurso já então me soava a diferente do dos MLs tradicionais.

Daí viria a surgir, como mais tarde se apurou, muito assente na Faculdade de Direito de Lisboa, aquilo que seria designada por EDE (Esquerda Democrática Estudantil), uma organizaçao que, durante muitos anos, o MRPP considerava insultuoso que pudesse ser identificado como sendo a sua origem. Mas foi.

Era gente que já tinha andado pelo PCP, com atividade nas lutas universitárias e anti-coloniais, na esmagadora maioria dos casos estudantes e alguns escassos operários, numa época em que ter estes últimos nas hostes de qualquer grupo dava imenso “cachet” revolucionário. O MR, como simplificadamente nos referíamos então ao grupo, lá acabaria por ter os seus operários, e até alguma residual presença sindical.

O PCP viria a ser o principal ódio de estimação do MRPP. Nisso não se diferenciava muito dos restantes ML, que igualmente contestavam que o partido de Cunhal pudesse reivindicar o estatuto de ser o “partido comunista”. Mas enquanto alguns MLs já se consideravam a si próprios essa mesma “vanguarda da classe operária”, o MRPP afirmava que ainda não estavam criadas as condições, “objetivas e subjetivas”, para dar o passo para a criação do “verdadeiro partido da classe operária”.

Após ter sido criado em 1970, o MRPP foi progressivamente ganhando força junto de jovens setores intelectuais, bem como de uma juventude universitária, e mesmo liceal, que, “à esquerda” do PCP, se opunha à guerra colonial. O movimento não apenas se tornou na “bête noire” dos comunistas de Álvaro Cunhal como entraria em rápido confronto com os restantes ML, um conflito que chegou a assumir aspetos fisicamente violentos, anos mais tarde. Tinha então o seu famoso jornal “Luta Popular” e, como órgão teórico, o “Bandeira Vermelha” (sou proprietário de um exemplar do seu nº 1). Além disso, as suas múltiplas declinações sectoriais mantinham outros órgãos clandestinos de propaganda.

Por alturas do 25 de abril, o MRPP estava no auge das suas ações de rua. Manteve-se na clandestinidade, como algumas outras organizações congéneres, e confontrou-se com a ala do MFA que mais próximo estava do PCP. Fez então uma aliança tática com setores menos radicais das Forças Armadas e, sempre na sua lógica anti-PCP, assumiu uma prática política que o levou a muito polémicas ligações com setores conservadores (aliás, nada que o PCP-ML “fação Vilar” não tivesse também praticado). No período mais tenso do PREC de 1975, o MRPP esteve do lado do PS e do então PPD, “to say the least”.

Depois, ao ter sido impedido, por decisão política, de concorrer à Assembleia Constituinte, o MRPP iniciou o que viria a ser um percurso de crescente declínio. Daria ainda, no entanto, o passo político de se transformar formalmente em partido - o chamado PCTP-MRPP.

Desde 1970, o líder incontestado do MRPP, e do partido em que este se transformaria, havia sido sempre Arnaldo Matos, um madeirense, licenciado em Direito, que advogou em Lisboa. Chegou a estar afastado alguns anos do partido, mas acabaria por regressar à respetiva liderança. Até à sua recente morte, manteve um registo de expressão discursiva que se colou à caricatura que a história política portuguesa dele guarda.

Os antigos militantes do MRPP tiveram destinos muito diversos. Como regra que pode ter a suas exceções, mas que a meu ver resiste bem ao teste, pode dizer-se que quem entrou para o MRPP antes do 25 de abril, quando a prioridade da sua luta era a ditadura e a recusa da guerra colonial, está hoje politicamente à esquerda, como é, por exemplo, o caso de Fernando Rosas. Quem se ligou ao movimento após o 25 de abril, e nele foi aculturado na luta contra o PCP, acabou, em geral, à direita. O exemplo mais flagrante deste último grupo de pessoas será Durão Barroso.

Uma coisa é certa: dos partidos que por aí andam, ainda que alguns num registo quase apenas formal, só emergindo nos períodos eleitorais, aparentemente para poderem manter a subvenção financeira estatal anual, o PCTP-MRPP é hoje o segundo mais antigo, depois do PCP. O PS só viria a surgir em 1973.

Francisco Seixas da Costa

sábado, 12 de setembro de 2020

NESTA CASA: SALAZAR


 Esta casa, em ruínas, na rua Bernardo Lima, 64, em Lisboa, foi a primeira residência "a sério" de Salazar na capital, de 01 de Abril de 1935 a 01 de Junho de 1938.

Daqui foi para São Bento onde viveu até morrer no dia 27 de Julho de 1970.

Depois de 25 de Abril de 1974, foi sede da UDP.

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

ANTÓNIO IGREJAS EM DISCO


POLYDOR - 10015 - s/data

O Sol Anda Lá No Céu (Fado do Mondego) (Carlos Diniz Figueiredo Junior) - Amélia (Luís Góis) - Laurinda (DR) - Fado da Saudade (Fado do 5º Ano Médico)

Arranjos e direcção de Thilo Krassman, produção de João Martins.

quinta-feira, 25 de junho de 2020

FALTAVA ESTA!


Page One/ Aria, Pop Five Music Incorporated, edição brasileira, sem data.

segunda-feira, 22 de junho de 2020

ELTON JOHN: SIM OU NÃO?


Ando à cata de saber se, efectivamente, Elton John (na imagem) esteve na 1ª Convenção Internacional do Disco, organizada pela Orfeu, de Arnaldo Trindade, nos dias 30 de Novembro e 01 de Dezembro de 1969, no Hotel do Pinhal, em Ofir, como pianista de Long John Baldry (Bluesology).

A ser verdade, seria a primeira presença do artista em Portugal, dois anos antes do mediático Festival de Vilar de Mouros, de 1971, onde foi protagonista.

A dica, que eu saiba, foi pela primeira vez avançada pelo próprio Arnaldo Trindade em 2007 numa reedição da obra de Adriano Correia de Oliveira.

Ninguém ligou.

Quase 15 anos depois, o assunto volta à baila, por uma qualquer razão, mesmo irrelevante que seja!

Contactei testemunhas. Ninguém se lembra, como Orlando Dias Agudo, João Paulo Guerra, Álvaro Azevedo.

Por interposta pessoa, Carlos Cruz, organizador do evento, disse mesmo que Elton John “não esteve presente”. Mas também disse que Long John Baldry também não, o que é mentira, pelo que o seu testemunho vale o que vale.

Acredito que no final de 1969, Elton John não fosse ainda conhecido em Portugal, embora já tivesse editado no seu país de origem o seu primeiro álbum a solo, “Empty Sky” (editado a 06 de Junho de 1969).

Antes, como é sabido, Reginald Kenneth Dwight andou a ganhar a vida aqui e além, seja como vocalista de “Top Of The Pops”, seja como pianista de acompanhamento de Long John Baldry  (Bluesology) e terá sido nessa qualidade que terá vindo então a Portugal, ou não.

Mas, repito, ninguém fala nessa vinda.

Na Biblioteca Nacional consultei jornais e revistas da época e não há uma única referência, uma única foto!

Alice Vieira, numa crítica ao Tempo Zip onde Long John Baldry actuou sozinho, fala até em playback (Diário Popular, 01 de Dezembro de 1969).

Perante estas evidências, Arnaldo Trindade, novamente contactado, optou pelo silêncio (até agora).

Mas ainda não me dou por vencido!

Luís Pinheiro de Almeida

quinta-feira, 18 de junho de 2020

JOSÉ AFONSO EM OFIR


Foi em Ofir, que tem uma aprazível praia, que se realizou em 1969 a tão badalada convenção da Orfeu que teve a presença, entre outros de José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Tonicha, Florbela Queirós, Vieira da Silva, Francisco Naia, Long John Baldry e Foundations.

terça-feira, 16 de junho de 2020

RESTAURANTE CAÇANITO


restaurante o caçanito - av. arrais batista cera, praia de mira - 911 106 259

muito bom, a não perder, em cima da praia, peixe fresquíssimo.

segunda-feira, 15 de junho de 2020

PONTE SOBRE O TEJO


Infelizmente sem data.

sexta-feira, 12 de junho de 2020

RESTAURANTE PORTAS DO SOL


Restaurante Portas do Sol, Repeses, Viseu - 232 431 792

Bem simpático! Comi uns valentes panados com esparguete, o que não é vulgar.

UMA HISTÓRIA (MUITO) MAL CONTADA


Jornal I, 12 de Junho de 2020

Serenamente:

É triste, muito triste ver que o editor do (provavelmente) maior catálogo de música portuguesa dos anos 60/70 (pelo menos) o tenha vendido a uma super-editora em 1983 e venha agora dizer que "não percebe por que não nacionalizam a Orfeu", que o governo "não tem muita experiência nestas coisas", que é "uma estupidez, um absurdo, não haver discos da maior editora portuguesa".

Defende a "nacionalização" do catálogo de que foi único proprietário e que o vendeu num "golpe capitalista", mas diz agora que "não está a cuidar disso (da nacionalização)" e que "o seu filho também não está interessado".

Em que ficamos?

É uma entrevista penosa! E a quantidade de boutades? Que a Orfeu editava 20 LPs por semana, que o "10.000 anos", de José Cid, se vendia por 5.000 dólares em Nova Iorque e em Tóquio, que o disco foi considerado um dos cinco melhores álbuns de rock sinfónico do mundo, que a Orfeu é um "case study mundial", que Elton John esteve na convenção de Ofir, que... que...

Não ponho nem nunca porei em causa o trabalho pioneiro de Arnaldo Trindade na Orfeu, mas nos dias que correm só me apetece citar Juan Carlos: por qué no te callas?.

Quanto a Elton John, já por aqui falado, parece não haver provas, sobretudo fotos e/ou testemunhos da sua presença em Ofir, apenas a palavra de Arnaldo Trindade, já pouco lembrada, como já se viu.

LPA

quinta-feira, 14 de maio de 2020

ORANGE


VOGUE INT. 80279 edição francesa (1971)

Orange (Miguel Graça Moura/Fernando Matos) - Missão Impossível (F. Milano/A. D'Alco/L- Schifrin/arr Pop Five).

terça-feira, 12 de maio de 2020

MORREU ASTRID


Morreu hoje a fotógrafa alemã Astrid Kirchherr que tirou as primeiras fotos dos Beatles na Alemanha e lhes inventou o (não) corte de cabelo. Tinha 81 anos, a uma semana de fazer 82.

Foi companheira de Stu Sutcliff e também de Klaus Voorman, entre outros, se calhar.

Morreu de "doença curta e grave" não identificada.