domingo, 15 de julho de 2018

DN LIFE


DN LIFE, nº 1, 15 de Julho de 2018 - editora executiva. Catarina Pires

Um desastre completo, do ponto de vista gráfico e substantivo.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

BUNGALOWS NA PRAIA VERDE


13 de Julho de 1968

segunda-feira, 9 de julho de 2018

A BELA DE DIA


Belle de Jour, de Luis Buñuel, cinema Londres (Lisboa), 09 de Julho de 1974.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

ESTADO NOVO


Durante o Estado Novo, competia ao Governo autorizar que se se atendesse o público em mangas de camisa.

Foi o que aconteceu, por exemplo, aos empregados de balcão da Mexicana, em Lisboa, conforme relata o "Diário Popular" de 04 de Julho de 1968.

Reza assim esta fotografia:

Os empregados de balcão da pastelaria "Mexicana", na avenida Guerra Junqueiro, foram autorizados, por decisão do Ministério das Corporações, a trabalhar, a partir de hoje, em mangas de camisa. Por que não? Nesta época de calor intenso servir (encalorado) uma "bica" ou (em estado de "derretimento") um refrigerante, é desagradável à vista, pouco higiénico e péssimo para o empregado. Os que trabalham na "Mexicana" (como se pode ver na gravura) fazem-no, agora, com muito mais alegria - e menos calor.

domingo, 1 de julho de 2018

CHELSEA DRUGSTORE (50 ANOS)


Hoje em dia trazemos os discos das discotecas em sacos de plástico (que também vou juntando), mas outrora vinham em sacos de papel.

Desses tempos ainda guardo alguns como da Valentim de Carvalho, Estabelecimentos Electro-Ouro Lda, HMV (363 Oxford Street, Londres, a dos Beatles), Selfridges (também tinha discoteca, não sei se ainda tem), Sounos, I Was Lord Kitchener's Valet e Gear (todas em Carnaby Street), Harlequin Records (que tem um anúncio ao "Top Of The Pops") e Chelsea Drugstore (King's Road).

Gosto de todos, mas tenho especial carinho pelo saco meio roxo do Chelsea Drugstore, pelo que ele representa e pelo tempo que lá passei em 1970.

O Chelsea Drugstore foi inaugurado em Julho de 1968 e manteve-se até Maio de 1971. Ficava situado na esquina da Royal Avenue com a King's Road, sendo esta última, juntamente com Carnaby Street, um dos ícones da Swinging London.

Foi o primeiro drugstore britânico e foi construído com base no francês Le Drugstore na não menos famosa Boulevard de St Germain, em Paris, onde também vivi bons tempos.

O Chelsea Drugstore era fantástico, com uma arquitectura moderna, mas os residentes não acharam muita piada pela concentração de jovens que provocava. Estava aberto 16 horas por dia, sete dias por semana. Fiz lá excelentes compras como o "Bridge Over Troubled Water", de Simon and Garfunkel, e o "Let It Be" (single), dos Beatles, comprado no dia 28 de Março de 1970, exactamente 13 dias antes da separação da banda.

Ainda guardo também, religiosamente, quase como novo, o single dos Dave Clark Five, "Everybody Get Together", que tanto me apraz. Ainda lá está a etiquetazita "Chelsea Drugstore". Coisas que só têm valor para mim...

O Chelsea Drugstore ficou especialmente famoso por Mick Jagger, dos Rolling Stones, o ter cantado em "You Can't Always Get What You Want", do álbum "Let It Bleed" (1969).

Stanley Kubrick também lá filmou cenas de "A Clockwork Orange".

Hoje em dia está lá aberto um McDonalds, sinal dos tempos.

Em King's Road lembro-me também muito bem do Chelsea Kitchen (as minhas cunhadas trabalharam lá) - um excelente restaurante, também já desaparecido. O mais curioso é que só agora, apenas há uma semana, descobri que o restaurante, nessa altura, era gerido por um português, Jorge Castilho, de Luanda.

Chelsea Kitchen está agora em 451 Fulham Road.

De King's Road lembro-me ainda de outro café - Picasso - e da boîte da moda - Bird's Nest - que era um castigo para lá entrar, tal o comprimento da bicha cá fora.

sábado, 30 de junho de 2018

FAZ HOJE 28 ANOS!


O maior festival de música a que alguma vez assisti. Knebworth, arredores de Londres, no dia 30 de Junho de 1990.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

HÁ 60 ANOS!


Coimbra, 25 de Junho de 1958

terça-feira, 19 de junho de 2018

A ÚLTIMA DANÇA EM GOA


"A Última Dança Em Goa - Música Popular Nos Últimos Anos Do Estado Da Índia Portuguesa", Joaquim Correia, capa (belíssima) de Joana Gomes (Ideias com História), prefácio de João Carlos Callixto, posfácio de Edgar Valles, Ideias com História, 2018, 208 págs., oferta do autor.

Mas que grande livro!

Inescapável para quem se interessa por este tipo de cultura dos anos 60 em Portugal e "all over the world".

O trabalho do Joaquim é tão mais relevante quanto é certo que se trata de uma investigação não só inédita como profunda!

Não havia nada publicado em Portugal sobre esta matéria e só lamento que a distribuição comercial do livro seja tudo menos eficiente.

Há umas 10 páginas sobre os Beatles.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

sexta-feira, 1 de junho de 2018

TINTIN Nº 1


Tintin, nº 1, 1 de Junho de 1968, director: Jaime Mas.

Faz hoje 50 anos.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

FONTE FAZ HOJE 70 ANOS.


A Fonte Monumental, em Lisboa, mais conhecida por Fonte Luminosa, faz hoje 70 anos!

Começou a ser planeada em 1938 pelos irmãos Carlos e Guilherme Rebello de Andrade (estilo português suave), tendo as esculturas ficado a cargo de Maximiano Alves (cariátides) e de Diogo de Macedo (Tejo e tágides). Os baixos-relevos (painéis laterais) são de Jorge Barradas.

Os jogos de luz foram concebidos pelo engenheiro espanho, Carlos Buígas.

A Fonte celebrizou o abastecimento regular de água à zona oriental de Lisboa e fechou com monumentalidade a Alameda D. Afonso Henriques.

Abandonada e degradada cinco anos, a Fonte foi restaurada e reinaugurada a 27 de Dezembro de 2012.

O interior da Fonte pode ser visitado ao sábado, entre as 15h e as 17h. Nessa visita é possível observar as tubagens e bombas, quase todas elas originais, que continuam a dar vida aos jogos de água.

A 19 de Junho de 1975 realizou-se na Alameda D. Afonso Henriques um comício do Partido Socialista (PS) que ficou conhecido como “Comício da Fonte Luminosa”.

terça-feira, 22 de maio de 2018

MORREU JÚLIO POMAR


Júlio Pomar, 92 anos, morreu hoje.

Em 1965 pintou estas imagens dos Beatles.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

PSICO, VENCEDORES EM 1968


Os Psico foram os vencedores do I Concurso Académico de Música Moderna realizado no dia 17 de Maio de 1968 no cinema Império, em Lisboa. Obtiveram 47 pontos.

Na altura, eram formados por Vasco Moura, Fernando Barradas, António Moura, António Sampaio e António Manuel Ferreira.

O segundo lugar foi para os Diamantes Negros, com 40 pontos, o terceiro para os Charruas, com 34, e o último para a Equipa 88, com 23 pontos, onde militava Luís Moutinho, ex-Deltons.

domingo, 13 de maio de 2018

HÁ 50 ANOS


L'Express, 13 de Maio de 1968

MAIO 68


L'Express, 14 de Maio de 1968

MULTIBANCO FAZ 50 ANOS!!!


Sabiam? Para mim foi uma surpresa ao ler o "Diário Popular" de 14 de Maio de 1968. Já não me lembrava! Será que chegou mesmo a existir?

Na véspera, dia 13, escrevia o mesmo jornal:

Com a presença do presidente do Grémio Nacional dos Bancos e Casas Bancárias, foi hoje inaugurado na filial do Chiado do Banco Fonsecas & Burnay o novo serviço "Bancomat - BFB", que consiste num sistema de distribuição automática de dinheiro por meio de máquinas com acesso directo ao público que se encontra na rua, permitindo levantamentos de fundos a qualquer hora do dia ou da noite, em todos os dias do ano, incluindo domingos e feriados.

As máquinas em causa, de concepção muito engenhosa, são de manejo fácil, bastando utilizar um cartão que previamente é distribuído ao cliente.

Para qualquer levantamento basta abrir a porta do "Bancomat - BFB" e inscrever, por intermédio de um teclado que se encontra no interior do aparelho, o código pessoal e a importância que se deseja receber, saindo as notas, uma a uma, através de uma fenda apropriada.

A cerimónia da inauguração a que assistiram numerosas individualidades especialmente convidadas para o efeito, despertou grande curiosidade.

A administração do Banco Fonsecas & Burnay ofereceu, em seguida, aos seus mais directos colaboradores, às entidades referidas e aos representantes dos órgãos da Informação, um almoço num restaurante da cidade.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

OS DIAS DA RÁDIO


The Golden Age of Old American Radio
Starring Bing Crosby
United Artists Records  UAK  30115

With Jud Conlon’s Rhythmaires
John Scott Trotter and His Orchestra

Apresentador: Ken Carpenter     

Side One

1-Where The Blue Of The Night Meets The Gold Of The Day - Orchestra   
2- Lady Of Spain – Bing Crosby 
3 - Hello, Hello – Kay Thompson and The William Brothers   
4 -For Me And My Gal - Judy Garland and Bing Crosby
5 - Young At Heart – Bing Crosby
6 - Lazy River And Paper Doll       - The Mills Brothers and Bing Crosby
7 - Where Is Your Heart – Bing Crosby 
8 - Lullaby Of Broadway – Dick Powell and Bing Crosby       
9 - It Might As Well Be Spring – George Burns abd Bing Crosby     
10 - It's Only A Paper Moon – Bing Crosby       
11 -That's A Plenty – Connie Bonwell and Bing Crosby         
12 - You Go To My Head – Bing Crosby
13 - Where The Blue Night Meets The Gold Of The Day (Reprise) – Orchestra


1- Zip-A-Dee-Doo-Dah – Bing Crosby   
2 - I Can Dream Can't I? – The Andrews Sisters and Bing Crosby   
3- Tell Me Why – The Four Aces and Bing Crosby     
4 - Two To Tango – Rosemary Clooney and Bing Crosby       
5 - Mona Lisa – Bing Crosby       
6 - If I Knew You Were Coming I'd Have Baked A Cak - Bob Hope and
     Bing Crosby   
7 - On A Slow Boat To China – Peggy Lee and Bing Crosby 
8 - Medley   
     (You Gotta Start Off Each Day With A Song - Maurice Chevalier and Bing
     Crosby, My Love Parade – Maurice Chevalier- Louise – Maurice Chevalier and
      Bing Crosby - Mimi – Maurice Chevalier)
9 - You Gotta Start Off Each Day With a Song – Jimmy Durante and Bing
      Crosby
10 -You Belong To Me – Bing Crosby     
11 -Wish You Were Here – Bing Crosby
12 - May The Good Lord Bless And Keep You - Nat King Cole, The Andrew
        Sisters and Bing Crosby   
13 - Orchestral Closing
       Where The Blue Of The Night Meets The Gold Of The Day

Quando se gosta da vida, gosta-se do passado, porque ele é o presente tal como sobrevive na memória.

Se bem que o malandro do José Gomes Ferreira lhe tenha dito que «saudades, só do futuro», mas há coisas em que gosta mesmo de voltar lá atrás.

Cresceu a ouvir rádio.

 Primeiro num velho «Pilot», mais tarde, muito mais tarde, num «Blaupunkt já com dois altifalantes laterais, um luxo!, dizia que era estéreo.

 O rádio tocava todo o dia.

 O avô chamava-lhe telefonia.

 Os mais variados programas, das mais variadas estações: o folhetim do «Tide» da mãe e da avó, a música clássica do avô, os relatos de hóquei em patins do Torneio de Montreux em cada tempo de Páscoa, ao domingo os relatos de futebol.

 De todas as músicas, ficou-lhe um gosto por «big bands», por «crooners».

 As canções dos primeiros amores, os primeiros bailes, slows, boleros - «a menina dança?»

 O modo como uma mão nas costas nos conduzia, podia mudar tudo, passagem quase certa para lá do arco-íris.

 Aquilo a que chamaram a idade da inocência.

 O tempo, onde as promessas, as causas, porque também nos fomos apaixonando por ideias, nos preenchiam os quotidianos.

 Quando ainda acreditávamos, que iríamos ficar fiéis àqueles amigos, àqueles ideais.

 As músicas é que ficaram.

 E memórias: Brigitte Bardot a acenar num velho filme a preto e branco, Sophia Loren a não caber no écran do Cine-Oriente, Eusébio no Mundial de 66 em Inglaterra.

Não vivíamos para ouvir rádio. Somente para melhorar essa vida.

«Rashid: é a primeira casa que vejo sem televisão.

Paul : Já tive uma, mas estragou-se aqui há uns anos e nunca me decidi a substituí-la. De qualquer das maneiras, prefiro não ter nenhuma. Odeio essas porcarias.

Rashid: Mas assim não pode ver os jogos. Disse-me que era fã dos Mets

Paul: Ouço pela rádio. Assim consigo ver muito bem os jogos. O mundo está na nossa cabeça, lembras-te?»

Diálogo do filme «Smoke» de Paul Auster/Wayne Wang

Extinta está a rádio que grande parte da vida o acompanhou.

 Degradou-se a partir de um tempo que não sabe onde mora.

 Ou melhor: quando os programas de autores e de vozes eméritos deram lugar às «play-lists», em que uma garotada inculta, aos guinchos, às piadolas sem graça alguma, às conversinhas parvas tiraram o lugar a profissionais como Cândido Mota, Rui Morrison, Maria José Mauperrin, Jaime Fernandes, António Cartaxo, José Duarte, Adelino Gomes, António Curvelo, Aníbal Cabrita, António Sérgio, João David Nunes, Luís Pinheiro de Almeida - «why not?»

 E não tem qualquer ponta de esperança que essa rádio regresse nos tempos que ainda terá para andar por aqui.

 Razão única para ter uma ternura especial por este velho LP, que o leva, volta e meia, a pôr o disco a rodar e amiúde senta-se no sofá a ver Os Dias da Rádio do Woody Allen, copo de gin ao lado.

Texto de Gin-Tonic

MAIO 68, HÁ 50 ANOS!


Diário Popular, 11 de Maio de 1968

Esta é uma das primeiras manchetes na Imprensa portuguesa sobre os acontecimentos de Maio de 68 em Paris.

O Festival de Cannes foi cancelado e George Harrison e Pattie Boyd tiveram de regressar a Londres.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

100 ESCUDOS HÁ 50 ANOS!


Esta nota de Camilo Castelo Branco entrou em circulação no dia 10 de Maio de 1968.

AD LIB - 50 ANOS


No 7º andar deste edifício da Rua Barata Salgueiro, 28, em Lisboa, funcionou (funciona) uma das boîtes mais requisitadas dos anos 60/70: Ad Lib.

Não consegui verificar se a boîte ainda funciona, mas a Charlot e a Materna, no rés-do-chão, já foram... ou estão em remodelação.

Lisboa conta com mais uma "boîte" que a partir de agora passa a estar aberta ao público. Chama-se "Ad Lib" e fica situada no último andar de um prédio recém-construído na rua Barata Salgueiro. (Tão "recém" que apenas dois dos sete andares estão ocupados):

- "Ad Lib"... porquê?

- Bem - esclareceram-nos - porque "ad lib" é a contracção de uma expressão latina ("ad Libitum") que significa "à vontade" - e à vontade é como queremos que as pessoas sesintam aqui. Depois, , porque já em Londres alguém se lembrou de dar a uma "boîte" semelhante o mesmo nome. Enfim, havia o precedente...

O ambiente é mais o de um luxuoso "living" do que o de uma "boîte": cadeiras de encosto semicircular forradas de pele, predominância do vermelho (no chão, nas paredes, no tecto), do metálico (no chapeado das colunas, nas ripas do "canal" de entrada) e do negro. Planos diferentes para os sectores do bar, da pista, das mesas atrás do varandim. Uma vista esplêndida da Baixa, do rio, das luzes nocturnas.

Conquanto o estilo consista mais exactamente numa sábia dosagem de estilos - do conforto do Império aos jogos de espelhos do moderno - é inquestionável que o "tom" é francamente oriental. Dado por soberbas estatuetas indianas (segundo soubémos executadas em Portugal e "tratadas" até adquirirem aquele aspecto de peça enterrada durantes séculos mas descoberta miraculosamente intacta por equipas de competentes arqueólogos...) escolhidas por esse profissional do bom-gosto que é o decorador Pedro Leitão - o responsável pela decoração da "Ad Lib" e também da "Vão Gogo" e da "Canoa".

A festa de inauguração foi tranquila, sossegada. Muita música, é certo, mas também muita conversa de gente que há longo tempo não se via ou ques está constantemente a ver-se. Estavam Raul Solnado e outras figuras conhecidas, mas o proprietário da "Ad Lib", sr. João Manuel de Castro Júnior, teve a preocupação de só convidar amigos seus ou amigos dos seus amigos. Por isso toda a gente se conhecia e se sentia bem. Toda a gente se sentia "ad lib".

"Diário Popular", 10 de Maio de 1968, pág.24

quarta-feira, 9 de maio de 2018

HÁ 20 ANOS


Ensaio Geral da EXPO '98 no dia 09 de Maio de 1998.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

MAIO 68


O Século, 07 de Maio de 1968

Que eu saiba, mas posso estar enganado, esta terá a primeira primeira página da Imprensa portuguesa dedicada aos acontecimentos de Maio de 1968 em França.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

POLÍCIA DE CHOQUE CONTRA ESTUDANTES


Diário Popular, 04 de Maio de 1968.

Que eu saiba, esta terá sido a primeira notícia (mesmo assim pequena) na imprensa portuguesa sobre os acontecimentos de Maio de 1968 em França.

quinta-feira, 3 de maio de 2018

VIDA MUNDIAL


Vida Mundial, 03 de Maio de 1974

terça-feira, 1 de maio de 2018

MAIO 68


Fotografia de minha autoria, de 1969, Paris.