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sábado, 28 de outubro de 2017

PRIMEIRO IÉ-IÉ PORTUGUÊS FAZ HOJE 57 ANOS!!!


COLUMBIA - SLEM 2062 - 28OUT1960

Fui Louco Por Ti (Daniel Bacelar) - Nunca (Daniel Bacelar) - Oh! Carol (Howard Greenfield/Neil Sedaka) - Quero O Teu Amor (Should We Tell Him) (Everly)

As duas primeiras canções são interpretadas por Daniel Bacelar, as outras duas pelos Conchas. Ambos são acompanhados por Jorge Machado e seu conjunto.

Este é o 1º EP dos Conchas, o 1º de Daniel Bacelar, é também o primeiro disco ié-ié português. Foi editado faz hoje precisamente 57 anos!

Eis o resultado - encorajador e feliz, como poderão verificar depois de ouvir o disco - de uma tentativa que merece, que exige mesmo o apoio de todos os que se interessam pela música ligeira.

"Caloiros da Canção nº1" reune a escolha final do programa de rádio que tanto êxito obteve entre dezenas de candidatos que se exibiram com tanto brio e boa vontade e animados de tanta esperança foram finalmente escolhidos para este disco.

Daniel Bacelar - um rapaz de 17 anos que é também autor das canções que interpreta - e o duo "Os Conchas", um caso verdadeiramente excepcional de vocação artística.

Com este disco dá-se, assim, carta de alforria a três jovens artistas que, de agora em diante, ficam sujeitos ao juízo severo dos discófilos.

Não nos admiraria, porém, que, mais uma vez, coincidissem as opiniões. É que, tanto o público como nós, nos guiamos pela mesma bitola: o mérito real dos artistas. E esse está bem patente neste disco.

Texto apócrifo na contracapa do EP
PS - Daniel Bacelar conta aqui a história deste disco.

NOTAS SOLTAS:
“Fui Louco Por Ti”, de Daniel Bacelar, é a primeira canção original, gravada, do yé-yé português. Abre o EP “Caloiros da Canção”. A letra e a música são da autoria do próprio Daniel Bacelar, vencedor, a solo, do concurso radiofónico.

”Oh Carol”, pelos Conchas, foi a canção premiada no concurso radiofónico “Caloiros da Canção” de há 57 anos. Trata-se da versão portuguesa do êxito composto por Neil Sedaka e a história é simplesmente banal: havia tão-só que traduzir para português os êxitos de lá de fora, o que era então inédito.

”Hully Gully do Montanhês”, do Conjunto Académico João Paulo, é uma das mais originais canções do yé-yé português. Composta por Sérgio Borges e Carlos Alberto Gomes, venceu em 1965 o Grande Prémio do Disco, talvez o primeiro top de popularidade em Portugal, por votação conjunta de ouvintes da Rádio Renascença e de leitores da revista “Rádio & Televisão”.

”O Comboio”, pelos Álamos, é a primeira composição gravada de sempre da autoria de José Cid. Os Álamos são de Coimbra e José Cid estudava em Coimbra, onde formou o primeiro conjunto yé-yé portugês, os Babies, no final da década de 50. A canção é de 1966 e está assinada por José Cid Tavares.

Ana Maria é a primeira voz feminina do yé-yé português. Pertenceu aos Boys, de Carlos Correia, que tiveram de alterar a designação para Conjunto Universitário Hi-Fi. “Back From The Shore” é um original de Carlos Correia, de 1967. Anos mais tarde, Carlos Correia foi o viola de José Afonso em “Grândola Vila Morena”.

Considerada a Nico francesa, Catherine Ribeiro é filha de emigrantes portugueses em Lyon. Em 1967 gravou o seu primeiro disco, em Portugal, uma versão francesa de “With God On Our Side”, de Bob Dylan. A curiosidade deste registo, pouco conhecido, reside no facto de Catherine Ribeiro ser acompanhada pelos Sheiks, então no auge da sua fama.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

ROCK PORTUGUÊS


"Música & Som", Agosto de 1981

Trata-se de uma edição especial sobre o (então) rock português com textos de Nuno Infante do Carmo (Tantra, Opinião Pública, Frodo, Rui Veloso, Seilasié, Banda do 2º Canal), João Gobern (NZZN, Salada de Frutas, Street Kids), Ana Rocha (Adelaide Ferreira, TNT, Jafumega, UHF, Taxi, Iodo, Rock & Varius, CTT, Trabalhadores do Comércio, Roxigénio) e Ricardo Camacho (GNR).

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

INCOMPREENSÍVEL

A revista BLITZ, única portuguesa de música e que, ainda por cima, se diz defensora da música feita em Portugal, passou ao lado dos 50 anos do rock português!

Porquê?

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

"SEMENTES DE VIOLÊNCIA"


O filme "Sementes de Violência" ("Blackboard Jungle", Richard Brooks, 1955), considerado o motor de arranque do rock em Portugal, estreou-se em simultâneo nos cinemas S. Luiz e Alvalade, em Lisboa, faz hoje 55 anos!

O filme esteve em cartaz nos dois cinemas até ao dia 16 de Dezembro de 1955, inclusivé.

Mereceu do "Diário Popular", de 30 Novembro, a seguinte crítica:

A atmosfera de interesse criada à volta deste filme com a recordação do incidente diplomático que ele originou na Bienal de Veneza, deu à estreia de ontem uma expectativa que, na realidade, não foi iludida, pois o público que aplaudiu, no final, viu um bom espectáculo de cinema. "Sementes de Violência" ("Blackboard Jungle") é um filme corajoso e duro. O problema (comum a todos os países que viveram a guerra, mas mais sensível na América) da delinquência infantil, bem explicado por um dos personagens quando diz "os rapazes criaram-se de qualquer maneira, com os pais na guerra e as mães nas fábricas", é tratado com o vigor de um libelo e a enternecedora emoção de uma mensagem de esperança: a de que os jovens só são maus quando não se compreendem os seus problemas e não se coaduna a sua educação com o objectivo de fazer sobressair os seus sentimentos puros e de os afastar das más influências. O filme serve também para exaltar a missão dos professores, mal pagos em toda a parte, até na grande e rica república americana. Filme de tese, "Sementes de Violência" adquire, no entanto, tal intensidade dramática que o espectador é subjugado pelo desenvolvimento da acção de princípio a fim. A realização, de Richard Brooks, é notável. Sem sobressaltos, sem artifícios, a história é contada com uma violência extraordinária, mas com uma emoção sempre presente em todas as imagens. A interpretação de Glenn Ford é bem um exemplo de como deve representar-se em Cinema. Mas o numeroso grupo de actores que o acompanha é outro dos muitos motivos de êxito. É também de assinalar, com relevo, a adaptação musical, em que figuram algumas belas canções , muito bem tocadas e cantadas. Bons complementos. Um programa que se recomenda.
Três semanas depois, o mesmo "Diário Popular" publicou no dia 19 de Dezembro uma pequena notícia:

As músicas de "Blackboard Jungle" ("Sementes de Violência") causaram um delírio junto dos apreciadores da música moderna. A tal ponto, que a primeira remessa para Portugal é da ordem dos 1.500 discos e que já se encontra vendida mesmo antes de chegar. Trata-se de "Rock Around The Clock" (gravação Decca), "Invention For Guitar And Trumpet" (gravação Capitol) e "The Jazz Me Blues" (gravação Columbia).

domingo, 28 de novembro de 2010

YÉ-YÉ NA "PÚBLICA"


O jornalista Mário Lopes assina hoje na revista "Pública", do jornal "Público" um extenso artigo de 9 páginas, profusamente ilustrado, sobre os 50 anos do yé-yé português.

A publicação surge a propósito da colectânea "Caloiros da Canção", comemorativa do evento.

O artigo contém, entre outras, declarações de Daniel Bacelar, José Manuel Concha, Zeca do Rock, José Luís Veloso (Álamos), Ana Maria (Conjunto Universitário Hi-Fi), José Manuel Fonseca (Quinteto Académico) e a descrição do ambiente dos anos 60 no "Portugal amordaçado".

Um documento para recordar e... guardar!

sábado, 27 de novembro de 2010

DISCO À VENDA


Enigma: preço FNAC - € 14,99; preço mínimo garantido - € 35,90.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

"CALOIROS DA CANÇÃO": CRÍTICA


O EP "Caloiros da Canção 1", considerado o primeiro disco de rock português, foi publicado no dia 28 de Outubro de 1960, mas a sua crítica só foi publicada quase um mês depois, no dia 26 de Novembro de 1960, no "Diário Popular":

CALOIROS DA CANÇÃO Nº 1 proporciona-nos (e com prazer o afirmamos) a oportunidade, que desejaríamos ter mais frequentemente, de elogiar sem reserva gravações de artistas portugueses. O duo "Os Conchas", a que antevemos largo êxito, interpreta "Oh! Carol" e "Quero O Teu Amor" e Daniel Bacelar, apesar dos seus 17 anos, demonstra seguras qualidades nas canções "Fui Louco Por Ti", e "Nunca". É tão bom intérprete como autor. Excelente acompanhamento de Jorge Machado e o seu conjunto.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

ZECA DO ROCK E OS CONCHAS


ZECA DO ROCK E OS CONCHAS


Cortesia de Zeca do Rock, em Campinas

ZECA DO ROCK E OS CONCHAS


Comemorando o lançamento do "Caloiros", aqui vai mais uma relíquia pictórica. A qualidade é bastante fraca, mas o valor histórico é indesmentível.

A foto foi tirada no retiro dos Parodiantes de Lisboa em Salvaterra de Magos, num domingo em que eu e Os Conchas fomos convidados para lá atuar.

A foto foi publicada no jornal "Parada da Paródia" no dia 8 de Março de 1962.

Colaboração de Zeca do Rock, em Campinas

terça-feira, 23 de novembro de 2010

CALOIROS DA CANÇÃO 03


Os estudos ocupavam-nos entre as 09H00 e as 17H00, com a Mocidade Portuguesa às 4ªs de tarde e sábados de manhã. A matinée do cinema ao domingo era uma festa uma a duas vezes por mês, intercalada com o futebol local, geralmente fraco, ou hóquei regional, geralmente mais animado. A TV dava os primeiros passos lá por casa. As festas de anos começaram a animar-se com o gira-discos, os discos franceses, italianos e o Cliff Richard. Mas quando entrava o "Derniers Baisers" do Dick Rivers (Chats Sauvages), a luta pelo par certo era total. The Shadows impunham-se e na TV começaram as notícias dos «Guedelhudos». E as músicas destes tinham muita força e muita música. E das caves de Liverpool vieram os clubes de garagem. E nestes apareceram as primeiras violas. E destas as primeiras letras, os primeiros cantos e os primeiros coros. E destes os primeiros grupos. Nascemos assim. Saudavelmente. Com energia, interesse cultural, e amantes da música. Para a Vida.

Eduardo Pinto, Tubarões

CALOIROS DA CANÇÃO 02


Só muito tarde descobri o valor musical dos Beatles assim como o papel relevante que eles tiveram na mudança dos estilos musicais da época, até na mudança das mentalidades. Eu fiz parte daqueles que, na altura, desprezavam toda a cultura artística anglo-saxónica, virando-nos apenas os que faziam da arte uma arte de contestação aos poderes "imperialistas".

Rui Pato, viola de José Afonso

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

CALOIROS DA CANÇÃO 01


Não gosto nada de me ver misturado com o yé-yé. O Quarteto 1111 só foi a melhor banda e a mais original de toda a Europa Continental. Fomos rebeldes e ousados instrumental e poeticamente. O Quarteto foi completamente à parte do yé-yé e surge por oposição ao Conjunto Mistério. Não tenho nada a ver com o yé-yé. Deviam era editar o material underground do 1111.

José Cid

JÁ ESTÁ EM PORTUGAL!!!


iPLAY - IPV 1710 2 - 2010

A colectânea-homenagem "Caloiros da Canção", um investimento de prestígio da iPlay, chegou hoje a Portugal (foi feito na Áustria), devendo estar disponível nos escaparates das lojas por toda esta semana.

Por estar na imagem (contracapa), dispenso-me de divulgar o alinhamento, mas chamo a atenção para a estreia em CD de canções de Daniel Bacelar, Conchas, Conjunto Mistério, Demónios Negros, Álamos, Rocks, Conjunto Universitário Hi-Fi, Catherine Ribeiro, Grupo 5, Fliers, Zoo, Edmundo Falé, se a memória me não falha.

A data mais provável de venda ao público é agora a de quinta-feira, dia 25 de Novembro.

A colectânea, de homenagem aos 50 anos do primeiro disco de yé-yé português, que se inclui no CD 1, inclui um booklet com pequenas biografias dos artistas representados e testemunhos de um número ainda maior de músicos portugueses: Rui Nazareth (Babies), Edmundo Silva (Conjunto Mistério, Sheiks), Daniel Bacelar, José Manuel Concha (Conchas), João Lourival (Titãs), Luiz Moutinho (Deltons, Filarmónica Fraude), Zeca do Rock, José Lima (Morgans), Caínhas (Diamantes Negros), Luís Pinto de Freitas (Claves), Ângelo Moura (Conjunto Académico João Paulo), Rui Pato (José Afonso), José Veloso (Álamos), José Carlos Flamínio (Jotta Herre), Mário Assis Ferreira (Quinteto Académico), José Cid, Zé Luís (Ekos), Ana Maria (Conjunto Académico Hi-Fi) e Reinaldo Pereira Costa (Fliers).

Sim, o autor da colectânea não pôde contar com as participações que desejaria, mas vingou-se nos testemunhos que as editoras não podiam impedir!

Uma pequena vingança: "Marcianita", por Daniel Bacelar!

É subtil, mas as canções estão por ordem cronológica para se obter uma percepção do desenvolvimento do chamado pop/rock português (mesmo contra a vontade de José Cid!).

O CD1 é o EP que se pretende homenagear, o CD2 é uma amostra do que o CD1 provocou pelo País...

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

FERNANDO GASPAR, DOS CONCHAS


METRO-SOM - EP 1014

Unidos Venceremos (Manuela Machado/Fernando Gaspar) - Canção de Outono (José Régio/Fernando Gaspar) - Ao Povo Do Meu País (Manuela Machado/Fernando Gaspar) - Liberdade (Manuel Alegre/Fernando Gaspar)

Arranjos e direcção musical de Fernando Gaspar, que pertenceu aos Conchas.

Nesta onda de citações aos 50 anos do yé-yé português, tem faltado a referência a Fernando Gaspar, a outra metade dos Conchas.

Fernando Alberto Soares Gaspar e José Manuel Aguiar de Concha de Almeida no final da década de 50 conheceram-se quando ambos jogavam futebol, o primeiro nos juniores do Oriental, o segundo nos juniores do Sporting.

Da bola às guitarras foi um passo muito pequeno.

Depois da separação dos Conchas, motivada pela guerra colonial, ambos seguiram carreiras a solo, tendo sido a de Fernando Gaspar a mais sucedida, com as gravações com o Conjunto Mistério.

Em 1975, participou no Festival RTP da Canção com "Leilão da Lata", da autoria de Pedro Jordão (10º e último lugar, 22 pontos). A edição foi ganha por Duarte Mendes ("Madrugada").

José Manuel Concha ainda está no activo, com um registo mais ligeiro e mais sintonizado com a comunidade de emigrantes.

Fernando Gaspar faleceu em 1998, vítima da diabetes.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

ANA MARIA: 1ª VOZ FEMININA DO ROCK PORTUGUÊS


Até prova em contrário, Ana Maria, do Conjunto Universitário Hi-Fi, de Coimbra, é a primeira voz feminina do yé-yé português que está a assinalar 50 anos.

Hoje em dia docente universitária em Leipzig, na Alemanha, Ana Maria dos Santos Silva Delgado gravou um único EP com o Conjunto Universitário Hi-Fi, em 1967.

Licenciada em Filologia Germânica pela Universidade de Coimbra, Ana Maria é doutorada em Literatura Comparada pela Universidade Humboldt, Berlim, possuindo diversos outros graus académicos. nacionais e estrangeiros.

Usando o pseudónimo literário de Ana Constança Messeder, a ex-vocalista dos Hi-Fi nunca abandonou as artes, tendo publicado livros de poesia e sido autora do programa UNO, na TSF, entre 1989 e 1993.

Desenvolve actualmente diversos blogues:

- Blogando Ao Sabor Da Brisa (textos literários);

- Blogando À Volta Do Globo (crónicas de viagem);

- UNO (programa de rádio);

- Comparatista E Detective (notas críticas e ensaísticas).

Numa das suas memórias, Ana Maria recorda o dia em que, jovem e bela yé-yé, ganhou no Luso um Concurso de Saias em que a sua, feita por si, era estampada com capas da "Salut Les Copains".

O que ouvia na altura? Beatles, Françoise Hardy, Sylvie Vartan...

Ana Maria conta também que num dos muitos bailes que os Hi-Fi faziam, o grupo também tocava Shadows e ela sentava-se numa cadeira a descansar.

Foi então que alguém me veio pedir para dançar e eu fui. Durante a dança, sem me reconhecer, o meu par lá foi invectivando o facto de uma rapariga estar a cantar com os malucos das guitarras.

Quando entrou para o Conjunto Universitário Hi-Fi, este conjunto de Coimbra ainda se denominava Boys, existindo fotografias da banda com Ana Maria ao microfone à frente do bombo da bateria onde se lia Boys!

Ana Maria tinha então 17 anos e era aluna do 7º ano liceal. Começou a cantar, por brincadeira, no dia 26 de Março de 1966. Preocupava-a então o estilo tipo Sylvie Vartan. Por isso, gravava, quase todos os ensaios, para poder corrigir defeitos.

Preferências da altura: Ella Fitzgerald e Joan Baez.

Ana Maria acabou por abandonar a música pop logo em 1967 por pressão social, ou melhor, segundo confessa, nunca sentiu essa pressão, sobretudo na família, mas sabia que existia...

João Cabral Fernandes, médico que, se bem me lembro, foi trotskista, militante das CBS (Comissões de Base Socialista), pré-PSR, pré-Bloco de Esquerda, foi manager do Conjunto Universitário Hi-Fi, onde teve como ajudante Sérgio Ferreira Borges que acaba de lembrar no Facebook, o ar inocente de Ana Maria, de mala ao ombro, na capa do disco dos Hi-Fi.

Num depoimento transcrito na colectânea comemorativa dos 50 anos do rock português, a editar em breve pela iPlay, escreve Ana Maria:

A música é um espaço de liberdade e cantar, tocar é um exercício fantástico dessa liberdade. E isto tem mais significado se pensarmos na época em que estávamos e que era uma época de grande repressão que não era só política, mas também social. No Liceu Feminino, não podíamos usar manda cava nem calças. Sempre de meias, até no Verão. Para nós, a música tinha que ver com todo este Mundo de liberdade.

Colaboração de Luís Pinheiro de Almeida

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

HOMENAGEM AO POP/ROCK PORTUGUÊS


O programa consta de uma actuação dos Xutos e Pontapés às 23H30, da entrega dos troféus e diplomas às bandas homenageadas às 00H00 e de outras actuações, não especificadas, às 01H00.

Lista das bandas homenageadas:

Adelaide Ferreira
Afonsinhos do Condado
Arte e Ofício
Ban
Beatnicks
Charruas
Chinchilas
CTT
Da Vinci
Delfins
Ekos
Ena Pá 2000
GNR
Go Graal Blues Band
Heróis do Mar
Jáfumega
Mão Morta
Mler Ife Dada
Moonspel
Peste e Sida
Polo Norte
Pop dell' Arte
Pop Five
Quarteto 1111
Quinteto Académico
Rádio Macau
Ritual Tejo
Rocks
Rui Veloso
Salada de Frutas
Santos e Pecadores
Sétima Legião
Sheiks
Sindicato
Tantra
Taxi
Trabalhadores do Comércio
UHF
Victor Gomes e os Gatos Negros
Xutos e Pontapés

PS - Já critiquei a ausência/omissão de alguns nomes como o dos Conchas, Daniel Bacelar, Zeca do Rock, Claves, Conjunto Mistério, Conjunto Académico João Paulo...

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

OMISSÕES INCOMPREENSÍVEIS DA SPA


Beatnicks, Charruas, Chinchilas, Ekos, Pop Five Music Incorporated, Quarteto 1111, Quinteto Académico, Rocks, Sheiks, Sindicato e Victor Gomes e os Gatos Negros são das poucas bandas dos anos 60/70 que a SPA (Sociedade Portuguesa de Autores) seleccionou para homenagear no dia 13 de Novembro o pop/rock português.

Esta selecção omite nomeadamente os Conchas e Daniel Bacelar, os primeiros músicos portugueses a gravar e a editar o que mais tarde se viria a designar por pop/rock, mas também Zeca do Rock, outro pioneiro, Claves, vencedores do Concurso Yé-Yé, no Monumental, Conjunto Mistério, vencedores do Concurso Tipo Shadows, no cinema Roma, entre muitos outros, como o Conjunto Académico João Paulo ou os Titãs.

A gala da SPA realiza-se no BBC (Belém Bar Café), em Lisboa, com apresentação de Luís Filipe Barros e Ana Bola.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

JUNTOS E AO VIVO


Daniel Bacelar e José Manuel Concha, dos Conchas, juntos e ao vivo, pela primeira vez em 50 anos, na Antena 3, apadrinhados por Henrique Amaro.

A rádio pública (Antena 1 e Antena 3) está a assinalar os 50 anos do rock português.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

BOAS NOTÍCIAS!!!


Em grande, prepara-se a festa dos 50 anos do yé-yé português!