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segunda-feira, 28 de julho de 2014

VILA FAIA


RTP

Lado A

Vila Faia (Samuel) - Vila Faia (instrumental) - Vila Faia (instrumental) - Tema de João Gudunha (instrumental) - Tema de João Gudunha (instrumental) - Porquê (Meu Amor Porquê) (Miguel Santiago) - Porquê (Meu Amor Porquê) (instrumental)

Lado B

Aqui Estou (Dina) - Aqui Estou (instrumenral) - Tema de Rui (Samuel) - Tema de Rui (instrumental)

sexta-feira, 25 de abril de 2014

A VITÓRIA É DIFÍCIL


ORFEU - KSAT 517

A Vitória É Difícil (José Jorge Letria) - Só De Punho Erguido (José Jorge Letria)

Arranjos e direcção musical de José Calvário, coro de Luísa Basto e Samuel, produção de José Niza.

quinta-feira, 27 de março de 2014

SAMUEL


VALENTIM DE CARVALHO - 1VCS 1028 - edição portuguesa (1982)

Tema de Rui (Rosato Lobato de Faria/Thilo Krasmann) - Tema de Rui (instrumental)

Direcção musical de Pedro Osório.

terça-feira, 5 de março de 2013

HINO D'O DIÁRIO


GUILDA DA MÚSICA - GM 101

Hino D'O Diário (José Jorge Letria/Nuno Gomes dos Santos) - Quotidiano (José Jorge Letria/Nuno Gomes dos Santos)

Este disco foi feito por Nuno Gomes dos Santos, José Jorge Letria, Samuel e Jorge Palma.

Produção de José Jorge Letria e de Nuno Gomes dos Santos.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

SELF-MADE MAN


IMAVOX - IM-20.210 - 1979

Self-Made Man (Pedro Osório) - Poema Do Pária Perante A Mercearia (Martinho Marques/Pedro Osório)

Em 1980 o Festival RTP da Canção ainda constituía um acontecimento musical relevante, não só pelo impacto que conseguia ter no mercado da música mas, pricnipalmente, por contar com uma grande orquestra que ensaiava durante uma semana, produzindo assim uma espécie de "congresso dos músicos" cuja repercussão se estendia pelos meses seguintes.

Nesse ano resolvi concorrer com uma canção divertida, "Self-Made Man", cuja letra se inspirava na anedota do homem de sucesso que subia a pulso (devagarinho) na vida, até que lhe saía uma herança duma tia afastada.

Para a interpretar criei um grupo chamado S.A.R.L. - Sociedade Artística e Recreativa Lusitana - formado por mim, o Samuel e o Carlos Moniz, assessorado por três vozes femininas, da Helena Isabel, Madalena Leal e Joana Mendes.

Este grupo, que só actuou em festivais da canção, ilustra o modo como eu via o exercício da minha profissão: sem que que prejudicasse a seriedade do trabalho, sempre que possível divertir-me e reunir amigos. E o que nós nos divertimos durante os curtos períodos de vida deste grupo!

Uma certa ingenuidade ideológica que na altura ainda se vivia, levou a que fossemos atacados por, no final da cantiga, quando a letra dizia "... foi muito cumprimentado e faleceu confortado com todos os sacramentos", o Samuel se deixar cair nos braços das meninas, enquanto o Carlos e eu simulávamos uma vaga bênção.

Também alguns sectores mais radicais da direita diziam que a minha canção era perigosamente esquerdista porque ridicularizava a figura do "homem de origem humilde que consegue subir na vida". Que longo caminho percorremos nestes vinte e poucos anos!

Como a antiga se apresentava como uma das potenciais vencedoras as coisas aqueceram com o aproximar do espectáculo final.

Na noite de todas as decisões, enquanto nós cantávamos no palco do saudoso Monumental, um grupo capitaneado pelo António Avelar Pinho, que fazia parte do staff das Doce que também concorriam, gritava do fundo da sala "comunas... comuuunas...", com o intuito de influenciar o público.

Nós, enquanto cantávamos, riamo-nos e acenávamos-lhe.

Acabou por ganhar o José Cid e o tempo adoçou todos os rancores daqueles dias.

Pedro Osório, in "Memórias Irrisórias Com Algumas Glórias", pág. 68

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

PEDRO OSÓRIO SARL


RCA VICTOR - PB-9384 - 1979

Uma Canção Comercial (3º lugar Festival RTP da Canção-1979) - Os Senhores da Guerra

Colaboração musical de Victor Mamede (bateria) e de Luís Duarte (viola-baixo), vozes de Maria do Amparo, Madalena Leal e Joana Mendes.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

É TARDE MEU AMOR


SOM - PROMO 01 - 1981

É Pegar Ou Largar (Carlos Alberto Moniz e Maria do Amparo) - É Tarde Meu Amor (Samuel)

terça-feira, 21 de julho de 2009

AO ALCANCE DAS MÃOS


RCA - PL 40 152 - 1979

Lado 1

Desafronta – Lavadeira – Ao Alcance das Mãos - Para Ti Companheira - Os Filhos das Trevas – E De Súbito A Voz – Llanto Para Alfonso Sartre Y Todos

Lado 2

Capango – A Carta – Vira Virado – A Quinta – Desafio – De Súbito Esta Voz

Arranjos e direcção musical: Carlos Alberto Moniz

Músicos: Pedro Osório, Luis Duarte, Ramon Galarza – Samuel – Carlos Alberto Moniz, José Luis Simões, Correia Martins, Maria de Lurdes, Carlos Franco, Constantino Pino, Idalino Roque, Gilberto Mota, Maria do Amparo, Madalena Ideal

Som: José Manuel Fortes, Luis Alcobia, Rui Novais

Foto: Augusto Cabrita

Capa e arranjo gráfico: Jorge Simões

Colaboração de Gin-Tonic

segunda-feira, 6 de julho de 2009

SAMUEL NO FESTIVAL RTP


RCA - PB 9513 - 1980

“Que Ninguém Te Dê Nome” – Vira Virado

Cortesia de Aida Santos

quarta-feira, 8 de abril de 2009

EDIÇÃO LOCAL DO PCP


EDIÇÃO ESPECIAL DA CONCELHIA DE ALMADA DO PCP - CA-0001 - 1980

Almada, Uma Casa do Partido (Carlos Alberto Moniz/Orlando Laranjeiro) - Toda A Vida Lutarei (José Jorge Letria/Orlando Laranjeiro)

Neste disco, participam, entre outros, Carlos Alberto Moniz, José Jorge Letria, Samuel, Maria do Amparo e Helena Isabel.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

A VITÓRIA É DIFÍCIL


ORFEU - KSAT 517 - 1974

A Vitória É Difícil - É Só De Punho Erguido

Letra e música de José Jorge Letria, arranjos de José Calvário e produção de José Niza. Coros de Luísa Basto e Samuel.

Cortesia de Gin-Tonic

sábado, 8 de novembro de 2008

SARL


PHILIPS - 6031 211 - 1982

Quero Ser Feliz Agora - A Cunha

Produção e Arranjos de Pedro Osório

sábado, 1 de novembro de 2008

HINO DA REFORMA AGRÁRIA


EDIÇÃO DO AUTOR - 1975

Viva A Reforma Agrária - Rendeiros

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

AINDA UM JARDIM AQUI


ORFEU TSAT 326 - 1983

Ainda Um Jardim Aqui - A Alegria Vinha No Jornal

sábado, 26 de abril de 2008

FALA DO HOMEM NASCIDO


ORFEU STAT 013

Da história deste disco se fala na contracapa.

Pelo ano de 1969, José Niza encontrava-se em Zaú Évua, no norte de Angola, a cumprir serviço militar. O correio da guerra levara-lhe um livro, “Poemas Completos”, de António Gedeão, e um recado: “para musicar”.

De poemas, aparentemente soltos, resultou uma história:

“Venho da terra assombrada,
Do ventre da minha mãe
Não pretendo roubar nada
Nem fazer mal a ninguém.
Só quero o que me é devido

Por me trazerem aqui,
Que eu nem sequer fui ouvido
No acto de que nasci.”

Início de “Fala do Homem Nascido”, que, a terminar, dirá que não há poder que o vença, mesmo morto há-se passar rumo, à estrela polar.

É um disco belíssimo, ouvido e reouvido durante o reino do medo. “Se sentires medo”, canta, disse alguém e era isso que fazíamos em momentos partilhados com gente que gostava de sentir palavras e sons de esperança, que colocassem nos ombros sinais carregadas de futuro, aquele que há 34 anos aconteceu.

Poemas de António Gedeão para músicas de José Niza, interpretações de Carlos Mendes, Duarte Mendes, Samuel e Tonicha.

O álbum foi produzido por José Niza em Novembro de 1972, gravação de orquestra em Madrid nos Estúdios Celada, gravação de vozes em Lisboa nos Estúdios da Polysom por Moreno Pinto.

Colaboração de Gin-Tonic

domingo, 6 de abril de 2008

VILA FAIA


VALENTIM DE CARVALHO - IVCS 1027 - 1982

Vila Faia - Vila Faia (instrumental)

Cortesia de Fernando Baptista

sábado, 9 de fevereiro de 2008

O CANTIGUEIRO


ORFEU - ATEP 6451 - 1972

O Cantigueiro (Samuel) - A Recompensa (Samuel) - Os Castelos Também Se Assaltam (Samuel) - Cantar De Quem Anda Por Lá (Samuel)

Para quem não saiba, ou já o tenha esquecido, convém lembrar que Portugal, antes de Abril, era um país irrespirável: guerra colonial, PIDE, censura, um atraso profundo, um país cinzento.

Só que não era proibido sonhar!

Pode-se considerar, pouco mais que sofrível, a produção de Samuel pós 25 de Abril. Como de alguns outros também. Mas Samuel, e não só, tiveram, no tempo do fascismo, um papel útil e de coragem. Ajudaram-nos a acreditar que algo seria possível, que não eram só ideias cravadas no calendário dos nossos sonhos.

Realizaram recitais de poesia e música um pouco por todo o lado, escreveram livros, artigos de jornal, editaram discos. Foram perseguidos, alguns presos e espancados. Mas fizeram um tempo e ajudaram outros a olhar as realidades circundantes. Que para além do Futebol, das Marchas Populares, do Festival RTP da Canção, havia uma outra realidade, bem diferente e dramática.

Este EP é de 1972 e editado por Arnaldo Trindade & Ca, Lda.

Creio que está por realizar o devido tributo a Arnaldo Trindade, ao papel que ele e a sua editora tiveram na evolução e consolidação da música popular portuguesa, muito concretamente no antes 25 de Abril. Há algumas referências dispersas, principalmente de José Niza, mas nada mais vi.

Em tempos de real risco, Arnaldo Trindade editou Adriano Correia de Oliveira, José Afonso, Fausto e todos os outros, os que não tinham licença de cantigueiro porque não eram os bobos do rei. Basta consultar os catálogos.

A música e a letra, de todas as canções de "O Cantigueiro" são de Samuel, os arranjos de José Calvário, José Niza e do próprio Samuel. Som e estúdios Moreno Pinto e Polysom.

Na contra capa publica-se a letra de “O Cantigueiro” e vale a pena a transcrição, porque aí, muito claramente se dizia que se pode morrer pelos sonhos que sonhamos, que as verdades que se dizem, podem levar o cantigueiro para a prisão.

“Penares de outrora
são feitos versos
sangue das nossas mãos
A noite corre
por todo o corpo
e os amigos são mais que irmãos

Cada janela trás o vento
vento que gela em vão
Mais frio trás
o quadrado negro
das grades da frustração
Morremos pelo sonho que sonhamos

Mau pregador
justo auditório
Pior a pregação
Verdades ditas
fora de tempo
e o pregador vai para a prisão.

Não há fiança
pró cantigueiro
e ele nem dinheiro tem
Se viu demais
que arranque os olhos
e a vida correrá bem

Sonhou curar
a humanidade
dos mil podres que tem
Mas só dum toque
nas negras chagas
morreu de peste também

Se tal soubesse
não cantaria
tudo o que já cantei
Só tem licença
de cantigueiro
quem for o bobo do rei”

Samuel canta bem ou canta mal? A música está bem ou mal construída?

Naquele tempo não eram preocupações de maior, e se bem que ainda não disséssemos que a cantiga é uma arma, estas canções, estes cantigueiros , ajudaram-nos a acreditar que poderiam vir aí dias de esperança e exaltação.

Tal como Sophia escreveria: a madrugada por que se esperava e livres passássemos a habitar a substância do tempo.

Colaboração de Gin-Tonic

sábado, 26 de janeiro de 2008

DE PÉ PELA REVOLUÇÃO


GUILDA DA MÚSICA - SM 7600/E - edição de autor

A Minha Terra (Samuel) - Tu Dizes Que Me Queres Muito (Samuel) - Cantiga das Sandálias Rotas (Samuel) - Venceremos (S Ortega/C Iturri) - Povo Unido (S Ortega/QuiPayun) - De Pé Pela Revolução (Samuel)

Por amor ao PCP e à Revolução, Samuel até do bolso pagou esta edição.

Capa de Jorge Simões, voz feminina de Manuela.