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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

RINGO: 1º BEATLE EM PORTUGAL


Ringo Starr foi o primeiro Beatle a cantar em Portugal, faz hoje 16 anos.

Foi na extinta Praça Sony da EXPO-98.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

SEAN LENNON EM LISBOA


Alinhamento autografado de Sean Lennon do dia 18 de Fevereiro de 2007 no Santiago Alquimista, em Lisboa.

Foi nessa noite que lhe lembrei que a Mãe, Yoko,  fazia anos! O filhote saiu a correr do edifício para apanhar rede e dar os parabéns.

No concerto, Sean disse que os portugueses se deveriam sentir "muito felizes com as ruas estreitas e a beleza dos azulejos".

Autógrafo dado pessoalmente depois de uma noite de fados no Clube de Fado, onde pontificavam o guitarrista Fontes Rocha e as fadistas Teresa Alves e Célia Leiria.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

XUTOS: ALINHAMENTO DO CONCERTO DE ANIVERSÁRIO

Alinhamento do concerto do 32º aniversário dos Xutos e Pontapés realizado no passado dia 13 de Janeiro no Hard Club, na cidade do Porto.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

FRAUDE: ÁLBUM AO VIVO, JÁ!!!


Quarenta anos depois, a Filarmónica Fraude continua... um conjunto diferente!

Recusa a facilidade e o óbvio, ignora a nostalgia e o revivalismo e reinventa, de novo, a modernidade da tradição musical portuguesa, seja lá o que isto quer dizer...

Tudo isto aconteceu esta noite, 26 de Junho, no Cine-Teatro Paraíso, em Tomar, perante as 439 pessoas que esgotaram a sala.

Era - e foi - o concerto comemorativo dos 40 anos de uma das mais prestigiadas (e injustiçadas) bandas portuguesas dos anos 60/70.

Com o sentido estético que caracterizou o grupo em 1969, o concerto exclusivo de Tomar, terra da naturalidade da maioria dos músicos, teve um conceito, original, da autoria do actor João Mota (Comuna), 66 anos, natural também da cidade nabantina.

Tudo muito simples.

Num palco negro, luzes para um rádio de válvulas onde se ouviam notícias de 1969: uma viagem de Marcelo Caetano às colónias, a inauguração da Gulbenkian, a guerrilha urbana na Irlanda do Norte e o nascimento da Filarmónica Fraude.

(Eu teria dado ênfase à crise académica de 69).

Com aspecto excelente, saídos de um qualquer spa, os músicos, todos de camisa branca, entram em palco às 21H55 e dão logo nas vistas com "Orícia", que deu o tom do que viria a ser o concerto: agarrar o passado para reviver o presente.

Foi uma opção arriscada, assumida, com os seus perigos, mas que se revelou, afinal, eficaz, eficiente, a provar que a Filarmónica Fraude nem à sua designação faz jus.

A opção por arranjos mais modernos, por roupagens novas, nalguns casos a roçar o sabor latino, foi por demais evidente em canções tão populares como "A Flor De Laranjeira" e "Animais de Estimação", que se seguiram.

Foi divertido ver a malta - tudo fã da Filarmónica como é natural (conheço um casal que veio propositadamente de Viana do Castelo para o concerto) - à pesca nos primeiros acordes - o que é isto? - e depois entrar em êxtase, cantando a plenos pulmões os respectivos refrões.

Não entendo nada de música, mas percebi uma atitude deveras inteligente nos novos arranjos: as coisas parecem diferentes, mas o refrão mantém-se intacto, permitindo a adesão emocional e emocionante da plateia, balcão e camarotes.

Em "Animais de Estimação", há um vibrante solo de guitarra de Antunes da Silva (Toneca) que nos remete para as caverns de Liverpool. Brilhante!

Luís Linhares, o cérebro da música da Fraude, actual director da Casa-Museu de Fernando Lopes Graça, compositor clássico internacionalmente premiado sob o nome (também verdadeiro) de António Sousa, emociona depois com um belo trecho ao piano que serve de banda sonora às divertidas imagens dos Inkas, os pais da FF.

"O Milhões" fez pele de galinha, após o que se seguiu um sexteto dedicado ao LP "Epopeia": "Epopeia (1ª Profecia)", "Na Ilha Virgem", "Digo Dai" (com o povo a cantar em uníssono), "Por Vós (Desgostoso, Carrancudo E Magro)", "Só Marinheiros E Escravos Se Afundam Com A Nau" (com vibrantes imagens das partidas das tropas para a guerra colonial no "Uíge") e "25" (das mais aplaudidas, com piano e baixo e harmonia vocal à Crosby, Stills Nash & Young (Teresa Lage dixit).

Finalmente, Antunes da Silva (uma bela voz, que ganhou com os 40 anos decorridos) resolveu falar com o povo da plateia para introduzir as novas canções da Fraude, da inimitável dupla António Pinho/Luís Linhares, "País Aprendiz", "Sexo de A a Z", "Talvez da Próxima Vez" e "Sacode" (canção com assobio, o que já não é vulgar).

Como Tó Pinho (como era carinhosamente apelidado por Toneca) assinalaria em notas escritas para a produção, "o país de hoje não é muito diferente de há 40 anos".

Ou seja, António Avelar de Pinho (como hoje é conhecido) mantém a veia mordaz e Luís Linhares ou António Sousa, se preferirem, também não deixa por mãos alheias a sua particular e peculiar veia para a bela música popular portuguesa.

O concerto terminou em êxtase com "Menino", num uptempo deslumbrante, praticamente a fazer esquecer a versão (mais aguerrida) contida no primeiro EP do conjunto.

A banda ainda viria a palco para saciar uma vontade de Tó Pinho (que não se calava na plateia), outra vez "Sexo de A a Z", contra a vontade do meu vizinho do lado que berrava que queria ouvir (e eu também) "Canção de Embalar".

Todos os músicos foram exímios, Zé Ricardo (discreto, mas eficiente, no baixo), Paulo Rodrigues (percussões e uma voz fantástica), Júlio Patrocínio (bateria à Ringo), Antunes da Silva (guitarra e voz e que guitarra! e que voz!) e Luís Linhares (um génio no sentimento de atitude no abraço às teclas).

No final, nenhum dos músicos dizia coisa com coisa. Cansados, extasiados, estavam delirantes, incrédulos: "mas vocês gostaram mesmo?".

Ó meu Deus, se gostámos!

PS: Proponho que seja editado um duplo álbum da Filarmónica Fraude: um primeiro CD com as 20 canções que a banda gravou em 1969 e um segundo CD, ao vivo, com o espectáculo de Tomar (ou semelhante).

Luís Pinheiro de Almeida

quinta-feira, 4 de junho de 2009

quinta-feira, 7 de maio de 2009

OASIS, WHAT A FUCKING SHOW!


What a fucking show! exclama Liam Gallagher logo após o acorde final de Rock’n’Roll Star. Tira-me as palavras da boca. Até esse instante, momentos inesquecíveis não param de acontecer: All Day And All Of The Night ecoando no auditório lotado; versão ao vivo de Helter Skelter de cortar a respiração; entrada a la Shea Stadium dos “deuses de Manchester”. Confusos? Calma. As palavras saem-me sem nexo. Ainda estou aturdido por tão sublime Shock Of The Lightning.

Descodifico: o referido clássico dos Kinks fez parte da “trilha sonora” debitada pelo PA antes do show, entre outras preciosidades de Beatles, Small Faces ou Action; a demolidora Helter Skelter, antecedida por I Saw Her Standing There, finalizou o enérgico show de abertura dos mod-punk-rockers de Porto Alegre, Cachorro Grande (com a participação do Skank Samuel Rosa); a histérica recepção aos Oasis lembrou a Beatlemania. Entendidos agora?

Depois, de Rock’n’Roll Star a I Am The Walrus, senti-me rejuvenescido por uma plateia 95% adolescente, entoando, de goelas abertas, as letras de todas as canções. Vá lá, a maioria das canções. Inacreditável! 15 anos passados, Oasis volta a acontecer. Outra vez. Segunda geração conquistada. E se não é surpreendente que a multidão abafe a banda em Wonderwall, Lyla ou Don’t Look Back In Anger, o mesmo não se pode dizer quando o fenómeno repete-se em Masterplan ou The Importance Of Being Idle

Os fãs entregam a alma e a banda responde da mesma moeda. Competência musical, coesão sonora, subtis arranjos psicadélicos, solos transcendentes de Gem, carisma e pujança de Liam, acentuações precisas de Andy, super forma vocal de Noel. E o milagre das canções. De grandes melodias. Momentos altos da noite? Todos! Vá lá, quase todos. Especialmente, Cigarettes And Alcohol, Masterplan, Morning Glory, I’m Outta Time, Shock Of The Lightning, Supersonic, Fallin’ Down… e quando Liam se cobre com a bandeira do Brasil no final de I Am the Walrus, já me falta energia para uma nova apoteose.

Na actual desertificação do genuíno e primitivo Rock’n’Roll, os Oasis fazem jus ao seu nome. Nunca se comprometeram com nada nem ninguém. Apenas colhem o que semearam com suor, arrogância e talento. Li algures e subscrevo: se fosse vivo, John Lennon ficaria orgulhoso.

Pedro de Freitas Branco

sábado, 7 de fevereiro de 2009

ACÚSTICO, MAS POUCO...


Os Xutos e Pontapés apresentaram-se hoje à noite no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, na máxima força, com um Pedro Gonçalves emprestado no baixo, chegando a exibir quatro potentes guitarras eléctricas em palco ao mesmo tempo.

Anunciava-se um concerto acústico, mas foi tudo às urtigas. Para dizer a verdade, a única atitude acústica em palco foi a pose dos Xutos... sentados! Aliás, como o público, confortavelmente, naquelas cadeiras tipo CCB.

De resto....

Mas isso também pouco importava. Os Xutos deram um grande concerto - duas horas e meia - numa sala com uma acústica magnífica, um som impecável e límpido e uma empatia exuberante entre palco e fora do palco.

Verdade que o cenário, discreto, também apelava ao acústico, à intimidade, com um jogo de luzes laranja sóbrio e fumo no ar (a que se juntava o do cigarro de João Cabeleira), fazendo lembrar os pequenos clubes nocturnos de jazz.

Mas à electricidade das guitarras cedo se juntou também o frenesim dos holofotes para iluminar o ritmo. Que eu tivesse dado conta, ninguém se importou.

Kalú, na bateria, único de t-shirt branca, era o motor. E só o vi pegar uma única vez nas vassouras, essas ferramentas suaves, tradicionais do acústico. Mais uma vez, ninguém se importou com a batida forte e feia, pelo contrário.

Deliravam!

(Só estou à espera que o campeão dos sons acústicos, Nuno Sebastião, debite as suas impressões no blogue).

Os Xutos deliciaram com 26 canções, todas cantadas em português, e parecia que não queriam ir embora. Tim a cantar como nunca, Zé Pedro é a argamassa, Gui num momento de teclas que não me sai da cabeça.

Uma das coisas que me fascina nos Xutos são as letras. São de um abstracionismo intenso. É um conjunto inteligente de termos pouco usuais no léxico da pop nacional, muitas vezes sem sentido. As palavras colam-se umas às outras, são sons.

Quem se lembraria de rimar "amores" com "contentores"?

Para registo, aqui ficam as 26 canções da noite: "Barcos Gregos", "A Sede", "O Que Foi Não Volta A Ser", "N'América", "Nesta Cidade", "Pequenina", Pêndulo", "Manhã Submersa", "Remar", "Negras Como A Noite", "Circo de Feras", "Doçuras", "Santo E A Senha" (nova), "Perfeito Vazio" (novo single), "Estupidez", "Vida Malvada", "Para Ti Maria", "Fim Do Mês", "Chuva Dissolvente", "Homem Do Leme", "Dantes", "Dia de S. Receber", "Ai Se Ele Cai", "A Minha Casinha", "Sémen" e "Contentores".

No final, já ninguém se lembrava que tinha sido chamado para um concerto acústico...

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

OASIS NA PRAÇA SONY


Este foi o alinhamento do concerto dos Oasis na falecida Praça Sony em Lisboa, no dia 17 de Maio de 2000.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

06SET: ALINHAMENTO DO JANTAR-CONCERTO


O Filhote sugeriu que se publicasse o alinhamento do jantar-concerto de 06 de Setembro último. Acho boa ideia, só que, confesso, não apontei tudo.

José Almada, que amanhã, sábado, canta em Vila Nova de Cerveira, no Convento de S. Paio, interpretou "Perdigão Perdeu A Pena", "Não, Não, Não Me Estendas A Mão", "Balada Da Neve", "Hóspede", "Anda Madraço", "Cala Os Olhos Vagabundo" (1ª parte).

Daniel Bacelar, começou com "I Got A Woman", mas, claro, não esqueceu o seu Ricky Nelson ("Lonesome Town", "I Got A Feeling", "Travelin' Man" e "Hello Mary Lou"), nem os seus próprios originais ("Fui Louco Por Ti" e "Nunca"), e ainda cantou "Raining In My Heart" e "I'm Walking", mas esquivou-se à "Marcianita", com a desculpa de que a canção não estava ensaiada.

A questão é que Daniel Bacelar não morre de amores por "Marcianita" e foi rigorosamente por isso que os seus fãs tão insistentemente pediram a canção, mas sem êxito. Duro de roer, o gajo!

A torrente de Vicky no palco incluiu "Blackbird", "Yesterday", "Nowhere Man", "Can't Buy Me Love", "One After 909", "Rock Around The Clock/When The Saints/Alecrim", "Blue Suede Shoes", "Great Balls Of Fire", "A Hard Day's Night" e um merengue, cujo título desconheço, mas que fez levantar toda a gente para dançar (José Pino parecia o Carlos Santana).

Veio depois "A Whiter Shade Of Pale", "Roadhouse Blues" e um qualquer desvario instrumental para o filhote do Nuno dançar.

Regressou depois José Almada para "Vento Suão", "Oh Pastor Que Choras", "E A Ovelha Bale, Bale", "Ah Se Um Dia O Pedro Louco", "Os Anjos Cantam", "Homenagem" e "Hóspede" (2ª parte).

O baile foi a desbunda...

"'Til There Was You", "Boys", "Twist And Shout", "You Really Got Me", "Unchained Melody",
"Route 66", "Satisfaction", "House Of The Rising Sun", "Dock Of The Bay", "Unchained Melody", "To Love Somebody", "Proud Mary", e "Smoke On The Water", esta última só tocada, sabe-se lá porquê...