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quinta-feira, 3 de abril de 2014
UM BECO COM SAÍDA
ORFEU - STAT 034 - 1975
A
Introdução... E Coragem - Alerta Pescador (Leonel Santos/Fausto) - Nem Longe Nem Perto - Ao Princípio Era O Verbo (Mário Gonçalves/Fausto) - Queremos Ver Tudo Diferente
B
A História da Casa Vazia - Um Bocado da Vida - O Tocador - O Ajuste de Contas - Final
Participam, entre outros, Shila, Júlio Pereira e Vitorino ("O Tocador").
Arranjos e direcção musical de Fausto.
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
CANTIGAS DE IDA E VOLTA
ORFEU - ATEP 6660 - 1978
Ladainha da Aranha (Vitorino) - Dança da Rosa (Sérgio Godinho) - Cavalinho, Cavalinho (Fausto) - Balada das Vinte Meninas (Vitorino) - Canção de Embalar Bonecas Pobres (Shila)
Letras de Matilde Rosa Araújo, músicas de J. Constante Pereira.
Capa de José Luís Tinoco.
Etiquetas:
Discos Infantis,
Fausto,
Sergio Godinho,
Shila,
Vitorino
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
ROMANCE DE UM DIA NA ESTRADA

GUILDA DA MÚSICA - 2000 002 - 1971
Romance De Um Dia Na Estrada - A Linda Joana - Charlatão - Aeio
Este disco foi gravado no estúdio de Michel Magne, em Hérouville (França), em fins de Abril de 1971, com José Mário Branco (piano, xilofone, órgão, viola e coros), Shila (coros), Christian Padovan (baixo eléctrico), Ulli Plech (flauta), Gérard Crapoutchik (viola e viola eléctrica) e Cras (bateria).
Originais de Sérgio Godinho.
Capa de G. Lopes Alves.
O EP, o 1º de Sérgio Godinho, está autografado pelo autor.
Romance De Um Dia Na Estrada - A Linda Joana - Charlatão - Aeio
Este disco foi gravado no estúdio de Michel Magne, em Hérouville (França), em fins de Abril de 1971, com José Mário Branco (piano, xilofone, órgão, viola e coros), Shila (coros), Christian Padovan (baixo eléctrico), Ulli Plech (flauta), Gérard Crapoutchik (viola e viola eléctrica) e Cras (bateria).
Originais de Sérgio Godinho.
Capa de G. Lopes Alves.
O EP, o 1º de Sérgio Godinho, está autografado pelo autor.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
CANTIGAS DE IDA E VOLTA

ORFEU - STAT 032 - 1975
LADO A
Macacos (cantada por Sérgio Godinho) - Papagaio (Fausto) - Balada Das Vinte Meninas (Vitorino) - Consulta (Fausto e Vitorino) - O Nariz (Sérgio Godinho) - Cavalinho, Cavalinho (Fausto) - Ladaínha Da Aranha (Vitorino) - Canção De Embalar Bonecas Pobres (Shila)
LADO B
Pulos (Fausto) - Dança da Rosa (Sérgio Godinho) - Cantilena (Fausto e Vitorino) - O Ovo (Sérgio Godinho) - Grilos E Grilões (cantada por todos)
LADO A
Macacos (cantada por Sérgio Godinho) - Papagaio (Fausto) - Balada Das Vinte Meninas (Vitorino) - Consulta (Fausto e Vitorino) - O Nariz (Sérgio Godinho) - Cavalinho, Cavalinho (Fausto) - Ladaínha Da Aranha (Vitorino) - Canção De Embalar Bonecas Pobres (Shila)
LADO B
Pulos (Fausto) - Dança da Rosa (Sérgio Godinho) - Cantilena (Fausto e Vitorino) - O Ovo (Sérgio Godinho) - Grilos E Grilões (cantada por todos)
Etiquetas:
Discos Infantis,
Fausto,
Sergio Godinho,
Shila,
Vitorino
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
SHILA
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
DOCE OUTONO

DIAPASÃO - DIAP 16006/R - 1977
Lado 1
Espectáculo – Chula – Doce de Chila – Mais um Filho – Entre a Flor e a Enxada
Lado 2
Rapa, Tira, Deixa e Põe – Parteira a do Mar – Dança do Amargar – Rosie – Gente Assim
Orquestrações de Sérgio Godinho, Fausto, Júlio Pereira
A vida faz-se de saberes, sabores.
O Outono é um tempo de cheiros.
Teremos sempre que ir lá baixo, à infância, se queremos saber o que somos, porque somos, onde o mais importante se passou e sem darmos por isso.
Doces, os maravilhosos doces que a avó fazia, impregnando a casa de um cheiro enternecedor. O cheiro da marmelada acabada de fazer. Tem uma memória povoada de cheiros. As maçãs reineta, verdadeiras maçãs reineta, que a avó guardava numa arca acamadas em palha e folhas de jornal. Maçãs assadas no forno, aquelas maçãs. Ainda hoje, pelo Outono, tenta repetir o encantamento, mas as maçãs não são as mesmas, ele também não.
Numa velha página há muito esquecida do malogrado diário “O Século”, Elaine Sanceau, inglesa por nascimento e portuguesa por paixão, deambulando por Lisboa no amargo Outono de 1944, lamenta a ausência das malgas de marmelada a secar ao sol, em cada janela lisboeta, cobertas de papel vegetal embebido em aguardente, proibidas naquele ano pelo racionamento do açúcar que a Segunda Guerra Mundial transformara em raridade, apenas disponível em casos de excepção. Um capítulo negro da vida longa da humilde marmelada lusitana.
Também já não há malgas de marmelada nos Outonos das nossas cidades. A vida moderna encarrega-se de destruir, no espaço de duas ou três décadas, uma assistência familiar personalizada, assente na figura da “Mãe”, que, entre outras coisas, garantia uma alimentação diferente em cada casa de família.
Os mais velhos recordam, por certo, os comeres da infância. Aqueles dias perfumados de fazer marmelada. A cor, a transparência e o mistério da geleia que os mais pequenos perguntavam intrigados, donde vinha e como era possível.
Mas tudo isto se foi, num ápice, na voragem da industrialização.
E nem por isso somos mais felizes.
in "À Mesa Com A História", Manuel Guimarães, Colares Editora
Colaboração de Gin-Tonic
Lado 1
Espectáculo – Chula – Doce de Chila – Mais um Filho – Entre a Flor e a Enxada
Lado 2
Rapa, Tira, Deixa e Põe – Parteira a do Mar – Dança do Amargar – Rosie – Gente Assim
Orquestrações de Sérgio Godinho, Fausto, Júlio Pereira
A vida faz-se de saberes, sabores.
O Outono é um tempo de cheiros.
Teremos sempre que ir lá baixo, à infância, se queremos saber o que somos, porque somos, onde o mais importante se passou e sem darmos por isso.
Doces, os maravilhosos doces que a avó fazia, impregnando a casa de um cheiro enternecedor. O cheiro da marmelada acabada de fazer. Tem uma memória povoada de cheiros. As maçãs reineta, verdadeiras maçãs reineta, que a avó guardava numa arca acamadas em palha e folhas de jornal. Maçãs assadas no forno, aquelas maçãs. Ainda hoje, pelo Outono, tenta repetir o encantamento, mas as maçãs não são as mesmas, ele também não.
Numa velha página há muito esquecida do malogrado diário “O Século”, Elaine Sanceau, inglesa por nascimento e portuguesa por paixão, deambulando por Lisboa no amargo Outono de 1944, lamenta a ausência das malgas de marmelada a secar ao sol, em cada janela lisboeta, cobertas de papel vegetal embebido em aguardente, proibidas naquele ano pelo racionamento do açúcar que a Segunda Guerra Mundial transformara em raridade, apenas disponível em casos de excepção. Um capítulo negro da vida longa da humilde marmelada lusitana.
Também já não há malgas de marmelada nos Outonos das nossas cidades. A vida moderna encarrega-se de destruir, no espaço de duas ou três décadas, uma assistência familiar personalizada, assente na figura da “Mãe”, que, entre outras coisas, garantia uma alimentação diferente em cada casa de família.
Os mais velhos recordam, por certo, os comeres da infância. Aqueles dias perfumados de fazer marmelada. A cor, a transparência e o mistério da geleia que os mais pequenos perguntavam intrigados, donde vinha e como era possível.
Mas tudo isto se foi, num ápice, na voragem da industrialização.
E nem por isso somos mais felizes.
in "À Mesa Com A História", Manuel Guimarães, Colares Editora
Colaboração de Gin-Tonic
terça-feira, 7 de abril de 2009
O BURRO E O GRÃO

DIAPASÃO - DIAP 14 013 - 1979
O Burro e o Grão - O Papagaio
Canadiana de nascimento, foi nos anos 70 uma das actrizes de "Hair", em Paris, onde conheceu Sérgio Godinho e com quem se relacionou pessoal e artisticamente.
Ambos passaram vicissitudes, designadamente no Brasil, onde foram presos e depois expulsos. Vaguearam pela Europa e até ao 25 de Abril viveram como hippies em Vancouver.
Sheila Charlesworth participa em diversos álbuns de Sérgio Godinho, nem que seja com "coros, sanduiches e amor" (e também nos de Vitorino e Júlio Pereira) e em 1977 edita o seu primeiro álbum a solo, "Doce de Shila".
Dois anos mais tarde, edita o segundo e último álbum, "Lengalengas e Segredos".
Nos anos 80 participa em peças infantis na Casa da Comédia. Ainda tentou um terceiro álbum, para o qual José Afonso lhe tinha escrito uma canção, mas a K7 desapareceu.
Concluindo que nada mais tinha para dizer, Shila virou-se para outros mundos e nos anos 90 decidiu que o que queria ser era cozinheira e abriu uma empresa de catering a que deu o nome de "Doce de Shila".
O Burro e o Grão - O Papagaio
Canadiana de nascimento, foi nos anos 70 uma das actrizes de "Hair", em Paris, onde conheceu Sérgio Godinho e com quem se relacionou pessoal e artisticamente.
Ambos passaram vicissitudes, designadamente no Brasil, onde foram presos e depois expulsos. Vaguearam pela Europa e até ao 25 de Abril viveram como hippies em Vancouver.
Sheila Charlesworth participa em diversos álbuns de Sérgio Godinho, nem que seja com "coros, sanduiches e amor" (e também nos de Vitorino e Júlio Pereira) e em 1977 edita o seu primeiro álbum a solo, "Doce de Shila".
Dois anos mais tarde, edita o segundo e último álbum, "Lengalengas e Segredos".
Nos anos 80 participa em peças infantis na Casa da Comédia. Ainda tentou um terceiro álbum, para o qual José Afonso lhe tinha escrito uma canção, mas a K7 desapareceu.
Concluindo que nada mais tinha para dizer, Shila virou-se para outros mundos e nos anos 90 decidiu que o que queria ser era cozinheira e abriu uma empresa de catering a que deu o nome de "Doce de Shila".
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