quinta-feira, 21 de outubro de 2010

JUNTOS E AO VIVO


Daniel Bacelar e José Manuel Concha, dos Conchas, juntos e ao vivo, pela primeira vez em 50 anos, na Antena 3, apadrinhados por Henrique Amaro.

A rádio pública (Antena 1 e Antena 3) está a assinalar os 50 anos do rock português.

50 ANOS DE ROCK PORTUGUÊS


A estreia no cinema Capitólio, em Lisboa, do filme "Rock Around The Clock", que recebeu em português o título de "O Ritmo do Século", no dia 22 de Outubro de 1956, foi um dos grandes empurrões para o surgimento de um rock português.

A película, de Fred F. Sears, com música de Bill Haley and his Comets, merceu do "Diário Popular" a seguinte crítica:

Um espectáculo de características acentuadamente populares, que se destina muito em especial aos amantes da música moderna de "jazz", dominada agora pelo ritmo alucinante do "Rock Around The Clock". Os apreciadores de tal género têm, no novo cartaz do Capitólio, fartos motivos de agrado.
Graças à colaboração dos famosos conjuntos de "Bill Haley and his Comets" (os pioneiros do "Rock And Roll") e de "Freddie Bell and his Bellboys", que cantam, tocam e dançam música de verdadeira loucura, que contamina toda a assistência.
O filme causou verdadeira revolução nos nervos dos espectadores - alguns dos quais, mais exuberantes, chegaram a dançar nos corredores durante o intervalo - facto talvez único nos anais do cinema Capitólio!
"O Ritmo do Século" conta também com a presença dos "The Platters" e da orquestra típica de "Tony Martinez", a enriquecerem mais, se possível, a longa série de músicas que Portugal inteiro (e juvenil) acompanha com entusiasmo.
A sala encheu-se de ponta a ponta e o "calor" da euforia era tanto que, permanentemente, se deixava de ouvir a música para se ouvirem palmas, assobios e gritinhos...
Vá lá que as cadeiras ficaram direitas...
O filme esteve em cartaz até ao dia 11 de Novembro.

E o resto é história...

PS - Está prevista para 02 de Novembro a edição de uma colectânea intitulada "Caloiros da Canção" que pretende revisitar os 50 anos do rock and roll feito em Portugal.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

I'M NO HERO


EMI - 076 07342 - 1980

ROUND 1

Take Another Look – Anything I Can Do – A Little In Love – Here (So Doggone Blue) – Give a Little Be More

ROUND 2

In The Night – I’m No Hero – Dreamin’ – A Heart Will Break - Everyman

Colaboração de Aida Santos

THE VERY BEST OF


DECCA - 64 95 043 - edição espanhola (1981)

Side 1

Release Me - Quando Quando Quando - A Man And A Woman - Winter World Of Love - Shadow Of Your Smile - Take My Heart

Side 2

A Man Without Love - Gentle On My Mind - Il Mondo (My World) - A Place In The Sun - Can I Take My Eyes Off Of You -This Is My Song

Side 3

There Goes My Everything - How Near Is Love (Ay Ay Ay) - Les Bicyclettes De Belsize - By The Time I Get To Phoenix - Wonderland By Night - What A Wonderful World

Side 4

Am I That Easy To Forget - Everybody Knowns (We're Through) - There's A Kind Of Hush (All Over The World) - The Way It Used To Be - Spanish Eyes - The Last Waltz

"TANTO MAR" (2ª VERSÃO)


DUBAS MÚSICA - 398422356-2 - edição brasileira (1998)

Peixinhos do Mar (Milton Nascimento) - Cais (Caetano Veloso) - Quem Vem Pra Beira do Mar (Jussara Silveira) - MIlagre (Nana Caymmi e Dorival Caymmi) - Sol Negro (Maria Bethânia) - Rainha do Mar (Gal Costa) - Como Uma Onda (Lulu Santos) - Menino do Rio (Baby Consuelo) - Para Jogar No Oceano (Paulino da Viola) - Mar de Copacabana (Gilberto Gil) - Arrastão (Edu Lobo) - Marambaia (Elis Regina) - Tanto Mar (Chico Buarque) - Azul da Cor do Mar/Todo Azul do Mar (Flavio Venturini)

Esta esplêndida colectânea brasileira em CD inclui a 2ª versão de "Tanto Mar", de Chico Buarque, bem como uma versão de Milton Nascimento para os "Peixinhos do Mar", cujo original de Salon Sales em 78 rotações eu tinha e se partiu. Nunca mais voltei a encontrar e tenho pena...

STONES HOJE NO S. JORGE


20OUT - 23H00 - SÃO JORGE-3
"Stones In Exile", de Stephen Kijak, Reino Unido/EUA (2010).

Repete no dia 23 às 21H30 no São Jorge-1.

FESTA DOS BEATLES NO SÃO JORGE


O que será esta festa?

RESTAURANTE STICKY FINGERS


O restaurante já não é de Bill Wyman, mas o ex-Rolling Stone deixou a sua marca.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

TANTO MAR 04


TOMA LÁ DISCO - TLS 010

Uma Cantiga de Amor – Recado para o Chico

Estou cá na festa
A Primavera de que falas já foi Verão
O cravo que tu querias
A flor do meu jardim
Já passa sem se ver de mão em mão

Há tanto mar mas pouco tempo p'rá chegada pá
Traz o cheirinho de alecrim que te mandaram
E se ele não fizer faltaTu sabes bem que a malta
Devolve é porque os tempos já mudaram

Tanto mar nós aqui
Esperando você
O cravo à espera
Mas tanto mar
Milhões de abraços
P'ra navegar

Não temos morro temos lata é o mesmo pá
Não temos samba mas temos fado e futebol
Cuica e tamborim
Viola mais guitarra é bom
Mas não se vive só com o sol

Quando vieres eu estarei cá com a nossa gente pá
Já não vens cedo mas eu sei que há tanto mar
É dura a festa aqui
É tal e qual o samba ai
Vem cá pois é preciso navegar

Letra e Música de Paulo de Carvalho
Gravado em 1 de Fevereiro de 1977

Colaboração de Gin-Tonic

TANTO MAR 03


TOMA LÁ DISCO - TLP 003

Amor Combate – D. Urraca – Canção Amarga – Alcácer Que Vier – Poema Nada – Balada Para Uma Mulher – Por Terras do Alentejo – Mulher – Quem – Fala do Poeta Morto – Um Cheirinho de Alecrim

Chico
anda ver o meu país de generais.

Anda ver os marinheiros
nesta faina do peixe e do patrão.
O meu país de lobos e cordeiros.
Com generais a mais. E um novo capitão.
Anda ver Chico meu irmão
tanto Judas. E só trinta dinheiros.

2

Que festa é esta que estala
por dentro do coração?
É um cravo ou uma bala
que a gente põe na canção?
Que festa é esta que festa
que é feita de solidão?

Meu amigo meu amigo
tanto mar que nos separa!
Quanto mais loiro é o trigo
mais vermelha é a seara.
Estás comigo. E eu contigo.
Connosco está Victor Jara.

A canção é uma arma.
Se alguém lhe toca dispara.

3

Ai flores ai flores do alecrim
ai flores que te não mando
porque já murcham em mim.

Ai flores ai flores dói alecrim
porque te queimam a ti
porque me doem a mim?

Verde ramo. Rubro cravo.
Papoila negra do mando.
Já fui escravo. Livre escravo.
Serei escravo até quando?

Verde canção que cantada
mói por dentro. Dói por fora.
Os cravos da madrugada
morrem aqui. E agora.

Ai flores ai flores do alecrim
ai flores que te não mando
porque já murcham em mim.

Ai flores ai flores do alecrim
porque te queimam a ti
porque me doem a mim?

Letra de Joaquim Pessoa
Música de Carlos Mendes

Colaboração de Gin-Tonic

TANTO MAR 02


PHILIPS - 6349 398 - edição portuguesa (s/data)

Face A

Feijoada Completa – Cálice – Trocando em Miúdos – O Meu Amor – Homenagem ao Malandro

Face B

Até ao Fim – Pedaço de Mim – Pivete – Pequeña Serenata Diurna – Tanto Mar – Apesar de Você

Novembro já entrara pelos quartéis de Abril e o Chico Buarque fez uma 2ª edição revista de “Tanto Mar”.

Foi então que começou a morrer a madrugada que esperávamos e muitas das coisas em que um dia acreditámos.

Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente,
Ainda guardo renitente
Um velho cravo para mim

Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente,
Esqueceram uma semente
Em algum canto do jardim

Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar

Canta a primavera, pá
Cá estou carente
Manda novamente
Algum cheirinho de alecrim

Canta a primavera, pá
Cá estou carente
Manda novamente
Algum cheirinho de alecrim

Colaboração de Gin-Tonic

TANTO MAR 01


PHILIPS - 6349.158 - edição portuguesa (s/data, a gravação é de Junho de 1975)

Lado 1

Olé, Olá – Sonho Impossível – Sinal Fechado – Sem Fantasia – Sem Açúcar – Com Açúcar e Com Afeto – Camisola do Dia – Notícia de Jornal – Gota d’Água – Tanto Mar

Lado 2

Foi Assim – Flor da Idade – Bem Querer – Cobras e Lagartos – Gitã – Quem Te Viu Quem Te Vê – Vai Levando – Noite dos Mascarados.

Portugal 1975.

Vivia-se o Processo Revolucionário em Curso, o Brasil vivia em ditadura e Chico Buarque esgalhou “Tanto Mar”, uma bonita saudação ao 25 de Abril, onde aproveitava para nos pedir um pedacinho de alecrim..

Mas foi curta a festa, pá.

“Tanto Mar” foi proibida pela censura brasileira.

A edição portuguesa em vinil é a única que tem a versão cantada de “Tanto Mar”. A edição em CD apenas tem a versão instrumental.


Sei que estás em festa, pá
Fico contente
E enquanto estou ausente
Guarda um cravo pra mim


Eu queria estar na festa, pá
Com a tua gente
E colher pessoalmente
Uma flor do teu jardim

Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também que é preciso, pá
Navegar, navegar

Lá faz primavera, pá
Cá estou doente
Manda urgentemente
Algum cheirinho de alecrim.

Colaboração de Gin-Tonic

ALL THINGS MUST PASS: 40 ANOS


GEORGE HARRISON’S ‘ALL THINGS MUST PASS’ REMASTERED AND RESTORED FOR LIMITED EDITION, NUMBERED 3 LP VINYL COLLECTION COMMEMORATING ALBUM’S 40TH ANNIVERSARY

Faithful Replica, Including Original Album’s Bonus ‘Apple Jam’ LP and Lift-Top Box, to be Released November 26, Exclusively at Record Store Day-Participating Independent Music Retailers

Digital Album Will Also be Available for Audiophile Quality Download Purchase, Exclusively at GeorgeHarrison.com


On Friday, November 26, George Harrison’s magnificent 1970 solo debut, All Things Must Pass, will be released in a limited edition, numbered 180-gram vinyl set in its original 3LP configuration, with faithfully replicated original monochromic album art, poster and lift-top box packaging.

Newly remastered at Abbey Road Studios from the original analogue master tapes, the deluxe vinyl reissue commemorates the landmark album’s 40th anniversary and will be available exclusively at Record Store Day-participating independent music retailers across the U.S.

On the same date, the album will be available for download purchase in audiophile quality digital format (96Khz/24 bit) exclusively at http://www.georgeharrison.com/.

“George Harrison’s All Things Must Pass was a milestone release in 1970 and it ranks with record store owners as one of the best albums ever released,” said Michael Kurtz, co-founder of Record Store Day.

“The organizers of Record Store Day could not be more thrilled to support the restored reissue 40 years later - almost to the exact day - of this majestic album.”

Originally released November 27, 1970, All Things Must Pass is widely considered to be one of George Harrison’s finest albums.

Co-produced by Harrison and Phil Spector, the album topped Billboard’s Top 200 chart for seven weeks and includes the international #1 smash single “My Sweet Lord” and its b-side "Isn't It a Pity," and the Top 10 hit “What Is Life.”

All Things Must Pass features a broad spectrum of all-star guest musicians, including Ringo Starr, Eric Clapton and Billy Preston, among others.

A third LP, a collection of five informal live studio recordings Harrison titled ‘Apple Jam,’ was added to the double album’s original package and is also included in the new 40th Anniversary Edition.

Fonte: EMI

PS - Só nos Estados Unidos a edição será numerada e relacionada com o evento Record Store Day.

LENNON: IN MY LIFE


"In My Life, Lennon's Liverpool", Bill Harry, Trinity Mirror Media, 112 págs.

Este livro pode ser comprado aqui.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

LENNON: THE TRIBUTE


Esta revista britânica pode ser comprada aqui.

MAIS UMA TORRENTE DE (BOA) ENERGIA


REPRISE - 9362-49618-6 - 2010

Walk With Me - Sign Of Love - Someon'es Going To Rescue You - Love And War - It's An Angry World - The Hitchhiker - Peaceful Valley Boulevard - Rumblin'

Produção de Daniel Lanois.

Uma beleza.

BELAS FOTOS DE ASTRID KIRCHHERR


"Yesterday - The Beatles Once Upon A Time", Astrid Kirchherr & Max Scheler, Plexus, 2007, 176 págs, 3,99 £ (Amazon marketplace)

3º EP DOS SHEIKS (1966)


PARLOPHONE - LMEP 1229 - 1966

Yesterday Man (Chris Andrews) - Michèlle (Lennon/McCartney) - These Boots Are Made For Walkin' (Lee Hazelwood) - Treat Her Right (Roy Head)

TRAVESSA DA PORTUGUESA


Calhariz/Bica, Lisboa.

Colaboração de Fernando Correia de Oliveira

MAIS UMA CABINA DE ISRAEL


Ontem fui à lendária Safed tirar uma foto para o teu blogue.

Colaboração de Luís do Ó, em Israel

PAI NATAL À GUITARRA ELÉCTRICA


domingo, 17 de outubro de 2010

LEITARIA GARRETT 03


EMI - 1775401 - 1984

Abertura e Saias da Vila do Redondo – Menina Estás à Janela – Postal Para D. João III – Cantiga Partindo-se – Poema – Ai Os Modos de Ser Lágrima – Confissões (Nunca Fui Além) – Leitaria Garrett – Andando Pela Vida – Tragédia da Rua da Gáveas – Tinta Verde – Carbonárias (Final)

LEITARIA GARRETT 02


No “Diário de Lisboa” de 6 de Agosto de 1981, os artistas-donos-das-mesas-da-Leitaria-Garrett, (marginais, empregadinhas, cantadores, professores, intelectos e aristocratas) fizeram publicar um anúncio, dando conta da romagem de eterna saudade.

LEITARIA GARRETT 01


Nº 46 da Rua Garrett, em Lisboa.

Até Julho de 1981 aqui foi a “Leitaria Garrett”, um dos últimos lugares de convívio da cidade. Mas o lucro infernal e vertiginoso não se compadece com poesia, melancolias, companheirismos.

Encerrada a porta da leitaria, passou a ser lugar de outros comércios. Hoje é uma loja de trapos ou, como Paula Bobonne quer que se diga, uma “boutique”: a “St-Tropez Kiwi”.

A “Leitaria Garrett”, número 46 da rua com o mesmo nome, era um quase corredor transformado em pequeno e acolhedor café, largamente frequentado por artistas das belas-artes e outras artes.

Personagem assíduo era o alentejano Vitorino, a sua boina, imensas gargalhadas, um murmurar-cante-alentejano-menina-que-estás-à-janela-com-o-teu-cabelo-à-lua.

Em 1984 fez um disco, “Leitaria Garrett”, mas dentro, um panfleto, da autoria de Hipólito Clemente, refere que são “Doze Lindas Canções à Leitaria Garrett”.

Tinha um bom café de saco, quatro ou cinco mesas permanentemente ocupadas pelos artistas.

Em tantos e tantos anos de frequentar a “Leitaria Garrett”, nunca conseguiu sentar-me a uma daquelas poucas mesas. Tomava a “bica” ao balcão, e olhava os que sentados estavam, esperando a chegada de outros artistas para lhes ceder o lugar, assim como lugares cativos das artes porque, aparentemente, os artistas não queriam outros cús por ali sentados.

Talvez por isso, o Sr. João tenha concluído que pouco lucro escorria daqueles escassos metros quadrados, permanentemente, ocupados pelos artistas e vendeu a leitaria.

Diz talvez, porque nunca soube a razão de a “Leitaria Garrett” ter encerrado a porta e também porque adora teorias da conspiração.

Fosse pelo que fosse, fechou a porta e aí acaba a história, o tempo em que “Leitaria Garrett passou a ser apenas a memória de gente a “falar sós sem serem loucos”…

Colaboração de Gin-Tonic

CENSURA


"A Censura de Salazar e Marcelo Caetano", Cândido de Azevedo, Caminho, 1999, 656 págs., 5,05 €

Com tanta ignorância que grassa pela opinião publicada, aconselha-se a leitura deste livro, agora a preço módico.

Contém uma longa lista de 70 páginas com os livros proibidos pela censura.