quarta-feira, 26 de novembro de 2008

NINGUÉM É PERFEITO...


... mas pode ser bonita!

Cortesia de Gin-Tonic

terça-feira, 25 de novembro de 2008

THAT PETROL EMOTION


DIABOLO RECORDS - DIAB 823 - 1986 (reedição em CD)

Fleshprint - Can't Stop - Lifeblood - Natural Kind Of Joy - It'a A Good Thing - Circusville - Mouth Crazy - Tightlipped - A Million Miles Away - Lettuce - Cheappskate - Blindspot - V2 - Jesus Says - The Deabbeat - Mine - Non-Alignment Pact

That Petrol Emotion - de onde pode vir um nome assim? A resposta mais lógica é que a explosão dos combustíveis pode sempre produzir apaixonantes emoções. É o caso deste disco, uma maravilhosa excursão ao que de mais excitante e emocionante o pop contemporâneo tem para oferecer.

Os That Petrol Emotion não nasceram do nada e alguns dos seus membros têm mesmo pergaminhos de relevo nas músicas desta década.

Os irmãos O'Neill, aparentemente alma e cérebro desta aventura petrolífera, estavam juntos nos Undertones, uma banda pop nascida em finais dos anos 70 e que se aguentou até 83, fazendo pelo caminho êxitos como "My Perfect Cousin", "Beautiful Friend" ou ainda "Got To Have You Back" e "Jimmy Jimmy".

Nos Undertones, John O'Neill e Damian O'Neill, respectivamente, guitarrista e teclista, eram os responsáveis pela maioria das composições que o vocalista do grupo, o agora bem conhecido Feargal Sharkey, então cantava.

Agora, a voz é desempenhada nos That Petrol Emotion por Steve Mack e a produção é assinada por Hugh Jones.

A banda fica completa com Reamann O' Gormain, Ciaram McLaughlin e Marvin Bisquick.

São irlandeses, evidentemente, como manda a corrente lógica das coisas - continua a ser a partir daquela ilha que surgem as mais interessantes promessas do pop contemporâneo.

Manuel Falcão, "Amigos de Alex", 10 de Maio de 1986

GUEDELHUDOS GRISALHOS


RCA VICTOR - TP 508

Everybody’s Talkin’ – Rainmaker – I Will Take You There – It’s Beem So Long

Imponderáveis que se revelaram sem possibilidade de adiamento, impediram-no de comparecer ao convívio. Fez-se representar por Mr. Gin-Tonic que, tanto quanto lhe permitiram os vapores etílicos, lhe apresentou um relatório.

Fala de uma série de confusões relacionados com a chegada, ou não, de Filhote, vindo do Rio de Janeiro (continua lindo!), em mails que foram feitos e não chegaram ao destino ou estão perdidos na caixa electrónica junto, sabe-se lá, a uma capa do António Calvário ou do José Cid…

Queijinhos frescos da região saloia, um de Niza, um paté de atum, uma sopa de feijão, a lembrar rancho da tropa, pão da Vidigueira, tinto da Amareleja, ele que tem a ideia que a especialidade vinícola da Amareleja é o branco e não o tinto, mas enfim, e um bolo de laranja, também um frasco com um liquido avermelhado que alguém disse ser “Licor dos Silêncios”.

Conversas variadas, muitas sem nexo, má-língua q.b., volta e meia uma pergunta e também uma resposta:

- O que é que tens de ié-ié português para a troca?
- Não sei, tenho que de ir ver ao Galamas!...

Foi então que a canção “Everybody’s Talkin’”apareceu, vinda não se sabe de onde – Mr. Gin-Tonic, preocupado com os copos de tinto, é pouco rigoroso no seu relato.

Também se falou de “Midnight Cowboy”, filme realizado por John Schlesinger em 1969, uma fantástica interpretação de Dustin Hoffmann, outra de Joe Voight no papel de ingénuo cowboy, vindo do Texas, para as ruas de Nova Iorque onde se passeia, com a canção de Fred Neil em fundo, a menear as ancas como John Wayne.

Mr. Gin-Tonic terá então dito existir a vaga ideia de ver o EP do Nilsson por aqui, e, por uma vez, acertou.

O pânico da noite estava guardado para uma história contada por Pedro de Freitas Branco de que vira, num tasco em Almoçageme, uma fotografia do Macca , devidamente autografada, num dia em que por lá comera uns queijos e um naco de presunto.

Mr. “Ié-Ié” tirou os óculos, esfregou os olhos e ficou a olhar, completamente estupefacto, como é que aquilo lhe passara ao lado, até que, na parte do cérebro que ainda não está adormecida, uma campainha soou – era apenas uma provocação . Gargalhada geral.

Também uma história de dois discos de versões brasileiras do “White Álbum”, encomendados por Mr. Ié-Ié, o rapaz do boteco a vender ao Filhote um CD duplo, Filhote a adiantar que deveriam ser dois discos, o rapaz do boteco a dizer que sim senhor tem toda a razão são dois, o CD é duplo, a ira de Mr. Ié-Ié estampada no rosto, desvairado, a dirigir-se ao computador para confirmar, e já havia, em cima da mesa, uma aposta de um milhão de dólares.

Tinha razão (como sempre - nota do editor) e, para que conste, o outro disco vai ser enviado por “express mail”. Palavra de escuteiro, para o caso, palavra de Filhote.

Ainda mais uma vez a tal pergunta, o que havia de ié-ié português para a troca, a necessidade de ir ver ao Galamas e Mr. Gin-Tonic deixa a ideia de que, enquanto por lá permaneceu, antes de sair para ir apanhar o último metro, este diálogo se ouviu para aí umas cinco vezes.

Lembrando Dinis Machado: "Vai dar a Gin-Tonic as férias indispensáveis a uma convalescença perfeita, pagas e com bónus”.

Ele tratará de não voltar a faltar a outros convívios!...

Colaboração de Gin-Tonic

Mr. Ié-Ié acabou de lavar à mão, com Ultra Pro Clássico Concentrado, 16 copos!!!

O CANDEEIRO JÁ SE FOI...


As obras prosseguem de candeeiro em popa...

Como de costume, há sempre mais gente a ver do que a trabalhar. Aqui não há défice de supervisão!

25 DE NOVEMBRO DE 1975


Há 33 anos necessitava-se de um salvo conduto para circular em Lisboa de madrugada.

Felizmente que já ninguém se lembra disso!

BEATLE COUNTRY


COLLECTOR'S CHOICE MUSIC - CCM-618 - 2005

I've Just Seen A Face - Baby's In Black - I Feel Fine - Yellow Submarine - Ticket To Ride - And Your Bird Can Sing - What Goes On - Norwegian Wood - Paperback Writer - She's A Woman - I saw Her Standing There - Help!

LA BANDA BORRACHA


PARLOPHONE - LMEP 1233

La Banda Borracha – Tumbando Coco – La Negra Celina – Janico

Depois de outra visita ao Boteco.

Cortesia de Aida Santos

STONES NO BRASIL


"Os Rolling Stones No Brasil - Do Descobrimento À Conquista (1968-1999)", Nélio Rodrigues, Ampersand Editora, 2000. 214 páginas

Pedro de Freitas Branco, que é um connoisseur, diz que Nélio Rodrigues é o maior fã brasileiro dos Rolling Stones.

HOTEL ANGOLA


Cortesia de Fernando Pereira

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

SOPA, QUEIJINHOS, TINTO


Um excelente Casa da Capela, Reserva 2006

ARETHA FRANKLIN


ATLANTIC - 650 189 - edição francesa

Let It Be - Son Of A Preacher Man

NATÉRCIA BARRETO: EDIÇÃO PORTUGUESA


PARLOPHONE - LGEP 4039 - edição portuguesa

Vem Meu Amor (Delilah) - Felicidades (Congratulations) - Triste e Só (Love Is Blue) - La La La

A PROPÓSITO DE GUITARRAS...


Paulo Bastos tem esta, uma Rickenbacker 330. Agora, diz, só lhe falta saber tocá-la... depois sai a "Marcianita".

UMA IDEIA ORIGINAL


Será que resulta?

Miguel Filipe, voz da banda lisboeta Novembro, concebeu uma guitarra clássica portuguesa eléctrica de corpo maciço.

De acordo com o semanário gratuito "Sexta", de onde se retirou a imagem, da autoria de Gonçalo Lobo Pinheiro/ASF, Miguel Filipe, que também é designer, "pegou num pedaço de papel, idealizou e desenhou um protótipo".

O protótipo chama-se Novembro P1 e foi construído no Algarve por João Pessoa.

Ao tocarmos a nossa música com uma bateria a sério, a guitarra portuguesa apenas electrificada acaba por revelar incompatibilidades e isso levou-me a procurar uma solução para a tornar mais compatível com um set de rock,
explica.

Vou à procura do disco, "À Deriva"!

HOTEL POLANA


Cortesia de Fernando Pereira

domingo, 23 de novembro de 2008

TODOS CANTAM ZECA AFONSO


FAROL - FAR81804 - 2008

Maio Maduro Maio (José Mário Branco, Amélia Muge, João Afonso) - Canção de Embalar (Cristina Branco) - Maria Faia (Fernando Machado Soares) - Menino do Bairro Negro (Mariza) - Resineiro Engraçado (Tonicha) - Se Voaras Mais Ao Perto (Jacinta) - Vejam Bem (Teresa Silva Carvalho) - A Morte Saíu À Rua (Frei Fado D'El Rei) - Os Índios da Meia-Praia (Paula Oliveira e Bernardo Moreira) - Traz Outro Amigo Também (Carla Pires) - Verdes São Os Campos (Uxia) - Venham Mais Cinco (Sons da Fala) - Adeus Ó Serra da Lapa (Lusa Extravagante) - Era Um Redondo Vocábulo (Lena D'Água) - Menina dos Olhos Tristes (Rosa Madeira) - Bombons de Todos os Dias (João Afonso) - Vampiros (Couple Coffe) - Menino D'Oiro (Carlos do Carmo) - Grândola Vila Morena (Amália Rodrigues) - Viva o Poder Popular (Júlip Pereira)

Sou a favor de toda e qualquer homenagem a José Afonso, mas esta é um tanto ou quanto desgarrada. Nem um texto, nadica de nada...

SERÁ QUE O BENFICA GANHA?


Foto de Rato Photos

FLORESTA ORIENTAL


Não me canso de enaltecer as qualidades deste discreto restaurante no Poço do Bispo, em Lisboa, "Floresta Oriental" de seu nome.

Não é fácil lá chegar, mas vale a pena o desatino: rua Capitão Leitão, 98 (T. 218 681 915 - fechado ao Domingo).

Sem luxos de qualquer espécie, a cozinha é excelente e a relação preço-qualidade imbatível, do meu ponto de vista, é claro. Tudo comandado por três jovens irmãs, minhotas, com a Susana à cabeça.

É o restaurante do operariado da zona, mas também frequentado pelos estúdios fotográficos da área e até por jovens turcos da mais distante Parque EXPO.

No almoço dos 165 anos do casal Bacelar, 13 pessoas desembolsaram 11 euros por cabeça, por 5 dobradinhas, 4 bacalhaus na brasa, 3 churrasquinhos e 1 leitão à Bairrada, alguns litros de vinho, 12 pães, queijinhos, presunto, 14 cafés, por aí fora, e até um bolo de anos!

Lamento que tenhamos feito mal as contas e que o pourboire tivesse ficado abaixo do justamente merecido. Vai ser reposta a justiça já na 2ª feira.

BARCO NO MEIO DA CIDADE?


No Poço do Bispo, em Lisboa, junto à "Floresta Oriental"

sábado, 22 de novembro de 2008

165 ANOS DE CASADOS!!!


O Daniel e a Fernanda, ambos Bacelar, fizeram hoje 165 anos de casados - pelo menos, foi o que o Daniel nos transmitiu (e por isso levaram as prendas...). Agora, se é mentira...

Como quer que seja, juntámos os 165 anos do casal e os 40 do duplo álbum "The Beatles" e fizémos uma grande comezaina para comemorar os dois eventos, na Floresta Oriental (obrigado, Hugo, não tenho sentido algum de orientação!!!!) , no Poço do Bispo, em Lisboa.

Do meu ponto de vista - aguardo as vossas opiniões -, tive duas grandes surpresas e uma decepção.

Para já, a grande decepção: o meu grande amigo Hugo, último sobrevivente da Reforma Agrária no Magoito, the ultimate proletarian gourmet, pôs sal na dobradinha, à mesa, já depois de confeccionada. Eu vi, foi à minha frente!!! Como pode?

As duas surpresas: o Paulo, cúmplice deste blogue, trouxe, pela primeira vez, a sua companheira, Elsa, que é, nem mais nem menos, do que uma inquebrantável fã anti-Beatles. Assim é que é!

Por último, o outro Paulo, vulgo ppbeat, touxe DVDs inéditos de Paul McCartney para toda a gente. E sabem o que mais? Não cobra um cêntimo.... YES!!!

(já está em preparação a fabricação de cópias: concertos de Quebec e de Liverpool - ambos deste ano - e Rock In Rio-Lisboa, "chaos and creation in abbey road" e ainda "Beatles 68", só para os que foram ao almoço. quem quer? um por cada, depois trocam...).

Ah! Já me esquecia, o novato, José Couto, esqueceu-se de pagar a conta, como estava previsto... outra decepção...

40 ANOS: NUNO CALDEIRA DA SILVA


Ao pedirem-me estas linhas disseram-me: ”Tu também gostavas dos Beatles, não era?”. Quase um insulto! Será que sou surdo, pensei? Será que estava em retiro nesses dias? Que nada era um elogio e aí eu descansei, reclinei-me e ouvi ”While My Guitar Gentley Weeps”.

Mas quando acabou, fiquei mudo, porque as palavras são silêncio. Então querem que eu escreva sobre o Álbum Branco. Mas como é possível?! Dizer banalidades, que é bom, que foi considerado uma das melhores peças da música “moderna” (terrível adjectivo), sei lá!

O Álbum Branco não é para ser falado é para ser ouvido. O que adianta falar dele se não o ouvimos, se não entendemos o que queriam dizer, o que estava em preparação na evolução dos Beatles. Antes foi Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band. O psicadélico, a aventura, mas a união.

O Álbum Branco é a questão, são as perguntas, são as emoções individuais a sobressair. Era o momento em que começavam a questionar a continuidade como agrupamento. Os muitos anos juntos, as muito e longas tours, as presenças vibrantes vindas de fora, como Ono, já estavam a deixar as suas marcas. Esvaía-se essa imagem de unidade e de universalidade vista na capa de Sgt Peppers.

O Álbum Branco no vazio da sua luz e com a maioria dos trabalhos a ser conduzidos de uma forma individual mostra o futuro das vidas separadas.

Oito meses de trabalho, talvez um pouco descolado, deu à luz, prematuramente, mas já com os meses necessários, a primeira obra dupla da banda e também o primeiro duplo a atingir o topo de vendas no Reino Unido quase de imediato. Há quem diga que é um álbum de viragem do tipo de música pela sua descolagem do som psicadélico de Sgt Peppers e o prenúncio de novos sons a ouvir nos anos 70.

Pode ser que assim seja, mas, para mim, somente ouvinte e amante de música, é, não o álbum que mais me toca da banda, mas um trabalho marcante e cujos sons ainda estão nos meus ouvidos: “Ob-La-Di, Ob-La-Da”.

Nuno Caldeira da Silva

Nuno Caldeira da Silva, 60 anos, Conselheiro Politico na Delegação da Comissão Europeia sediada em Banguecoque, Tailândia.Anterior Presidente da PT Internacional, ICL/Fujitsu Financial Services, ICL Portugal

40 ANOS: RUI PATO


É complicado contribuir para esta efeméride com um qualquer depoimento, porque só muito tarde descobri o valor musical dos Beatles, assim como o papel relevante que eles tiveram na mudança dos estilos musicais da época, até na mudança das mentalidades.

E porquê? Porque eu fiz parte daqueles que, na altura, desprezavam toda a cultura artística anglo-saxónica, virando-nos apenas para os que faziam da arte uma arma de contestação ao poder "imperialista", tal como os músicos e poetas franceses, italianos, espanhóis, cubanos e alguns poucos americanos.

Ensaiavam-se os primeiros passos da música de intervenção em confronto com o nacional cançonetismo, com o Zeca, o Cília o Adriano, o Sérgo Godinho,etc, etc.

O planeta estava repleto de injustiça social e de conflitos graves; estávamos no rescaldo da guerra civil espanhola, começara há pouco a guerra colonial, o Vietname, a Índia tinha-se revoltado contra os colonialismos, Fidel e Guevara eram os heróis da altura.

O aparecimento dos Beatles não foi apreciado nos primeiros tempos, já que aparentava, numa análise que então fazíamos, reconheço agora, preconceituosa e um pouco dogmática, ser um produto da cultura urbana de jovens ingleses sem qualquer preocupação social.

Só mais tarde, eu e todo esse "cluster" de músicos contestatários nos viémos a aperceber da verdadeira dimensão musical, também social e política, desses meninos de Liverpool.

Rui Pato

Rui Pato, 62 anos, médico pneumologista, foi o viola clássico dos primeiros tempos de José Afonso e de Adriano Correia de Oliveira. É hoje presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar de Coimbra, EPE.

40 ANOS: PEDRO DE FREITAS BRANCO


Antes de saber o que era o "Álbum Branco", já sabia cantar Ob-La-Di, Ob-La-Da". Verdade.

Está gravado em fita de bobine, guardada algures numa arrecadação. Tinha apenas 3 anos. A minha tia colocava o disco a rodar num pequeno Philips e eu cantarolava por cima. Tudo isto se passou em casa da minha avó. E enquanto esse prédio foi demolido há mais de uma década, o “Álbum Branco” parece resistir à erosão do tempo.

Posso afirmar que devorei o “Álbum Branco”. Anos a fio. De uma ponta a outra. Os quatro lados. De “Back In The USSR”, a “Good Night”. Durante a adolescência, sentia-me mais inclinado para o segundo disco. Onde se ouve “Birthday”, “Sexy Sadie” ou “Helter Skelter”.

O exemplar da minha tia foi usado e abusado. Recortei a montagem de fotos do poster grande para colar no caderno da escola, fixei os quatro Beatles na parede, levei os vinis para festas… posso afirmar, repito, que devorei o “Álbum Branco”.

Alguns críticos insistem na tese de que o “Álbum Branco” não deveria ter sido um LP duplo. Equívoco. Para mim, não. Já o tentei reduzir, em cassetes, e recentemente num CD. Porém, falta sempre uma canção. Aquela que não coube, mas devia caber. Por isso, a tese não tem cabimento.

Pensando no assunto, vejo que o “Álbum Branco” vive dentro de mim. Está presente no meu trabalho. “Marionetas”, uma canção que gravei na banda Pedro e os Apóstolos, baseia-se na construção harmónica de “Dear Prudence”. Outra canção da banda, “Mistério”, foi composta sob influência de “I Will”. Para não falar da novela policial que escrevi, “O Segredo dos Beatles” (2006, Editorial Presença), onde “Helter Skelter” assume protagonismo na narrativa…

Agora, oiço o “Álbum Branco”. Como se fosse a primeira vez. É possível. Há sempre novos sons, detalhes por descobrir. Grandes canções, pequenas canções, canções assim-assim, ou canções que nem isso são. Uma experiência única. Em vinil. E de preferência em mono.

Pedro de Freitas Branco

Pedro de Freitas Branco, 41 anos, músico, fundador da banda Pedro e os Apóstolos, vive no Rio de Janeiro, onde grava um disco a solo. Em parceria com António Avelar de Pinho, co-escreveu a colecção juvenil Super 4. É autor, também, de “A Vida em Stereo” (2004) e “O Segredo dos Beatles” (2006).

40 ANOS: "THE BEATLES"


Já tudo foi dito ou escrito sobre "The Beatles", vulgo "álbum branco", o único duplo álbum da história da música popular anglo-saxónica que alguma esteve classificado no Top de singles !!!!! (e não acredito que vá haver mais algum!).

Até o Vaticano celebrou os 40 anos!

Para sublinhar o pioneirismo do álbum, tentei coligir o que os Beatles fizeram primeiro, antes de todos (vide também "The Beatles", Paul Charles, Pocket Essentials, 2003):

Primeiros a ter um álbum classificado no top britânico de singles com “With The Beatles” (7º lugar em 1963)

Primeiros a conseguir um milhão de pré-encomendas de discos na Grã-Bretanha com “I Want To Hold Your Hand” (1963)

Primeiros a substituirem-se a si próprios no primeiro lugar do top britânico de singles com “I Want To Hold Your Hand” e “She Loves You” (1963)

Primeiros artistas britânicos a conquistar os Estados Unidos (1964)

Primeiros a ocupar os cinco primeiros lugares no top norte-americano com “Twist And Shout”, “Can’t Buy Me Love”, “She Loves You”, “I Want To Hold Your Hand” e “Please Please Me”, em Março de 1964

Primeiros artistas nos primeiros lugares simultâneos da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos com “Can’t Buy Me Love” (1964)

Primeiro feedback da música em “I Feel Fine” (1964)

Primeira capa de álbum gatefold com “Beatles For Sale” (1964)

Primeiro fade-in numa canção em “Eight Days A Week” (1964)

Primeiros a usar guitarra wah-wah em “I Need You” (1965)

Primeiro grupo a actuar num estádio (She Stadium, Nova Iorque, 15 de Agosto de 1965)

Primeiro double A side com “Day Tripper/We Can Work It Out” (1965)

Primeiros artistas a realizar videos de promoção com “Day Tripper/We Can Work It Out” (1965)

Primeiro álbum sem o nome do artista na capa com “Rubber Soul” (1965) [não é verdade, ver Stones -1- Beatles -0-]

Primeiros a ser condecorados pela Raínha (MBE)

Primeiro instrumento indiano (cítara) na música pop em “Norwegian Wood” (1965)

Primeira gravação com backwards em “Tomorrow Never Knows” (1966)

Primeiros a desenvolver a utilizar ADT (Automatic Double Tracking) nas gravações

Primeiro grupo a usar o mellotron em “Strawberry Fields Forever” (1967)

Primeiro álbum conceptual com “Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band” (1967)

Primeiro álbum com as letras impressas na capa em “Sgt Pepper’s” (1967)

Primeiro álbum com canções sem intervalo com “Sgt Pepper’s” (1967)

Primeiro álbum com extras (desenhos, etc) em “Sgt Pepper’s” (1967)

Primeira capa interior protectora do disco a cores em “Sgt Pepper’s” (1967)

Primeiro som inaudível para humanos em “Sgt. Pepper’s” (1967)

Primeiro álbum com loop no fim em “Sgt Pepper’s” (1967)

Primeira canção em directo para todo o Mundo via televisão com “All You Need Is Love” (25 de Junho de 1967)

Primeiro grupo a ter a sua própria loja (“The Apple Boutique”, 07 de Dezembro de 1967)

Primeiros artistas a editar um duplo EP com “Magical Mystery Tour” (1968)

Primeiro grupo com etiqueta própria (Apple, 1968)

Primeiro single com mais de 7 minutos com “Hey Jude” (1968)

Primeiro fade-out longo, de 4 minutos, em “Hey Jude” (1968)

Primeiro álbum duplo de grupo com "The Beatles" (1968)

Primeiro álbum com abertura superior com “The Beatles” (1968)

Primeira capa sem nome e sem artista com “Abbey Road” (1969)

Primeira faixa escondida com “Her Majesty” em “Abbey Road” (1969)

Primeiro grupo com livro com as letras das canções (“Illustrated Lyrics”, 1969)

Primeiro álbum com caixa e livro com “Let It Be” (1970)

Primeiros artistas com 12 consecutivos números um no top britânico de singles

Primeiros artistas com 11 consecutivos números um no top britânico de álbuns (aliás a totalidade da sua discografia oficial)

Primeiro grupo a separar-se!!!

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

CHARLES AZNAVOUR


BARCLAY - SP 25.004 - 1976

Mes Emmerdes - Mais C'Était Hier