terça-feira, 8 de abril de 2008

FEVERS


LONDON OD 1005

Mar de Rosas (Rose Garden) - Seu Olhar (Temptation Eyes) - Não Devo Mais Ficar (Have You Ever Seen The Rain) - Angel Baby

Cortesia de Fernando Baptista

ROSA MOTA


Em Abril de 1993, já lá vão 15 anos!!!, durante a viagem presidencial de Mário Soares a Londres, descobri no "What's On" a existência de uma banda de rock com o nome de Rosa Mota.

Não foi difícil convencer os meus companheiros de profissão a ir ao Water Rats, uma espécie de Rock Rendez-Vous londrino, assistir a um concerto da banda. Até porque Soares ia a caminho da Escócia e nós tínhamos a noite livre.

Como é fácil de verificar pela foto, houve no final do concerto farta e interessante confraternização.

Durante alguns anos troquei informações com a banda. Mandava-me os discos, autografados, notícias, como o contrato com a Mute, chegaram-me a pedir para falar com Rosa Mota para não haver melindre com o nome, o que cheguei a fazer.

Rosa Mota, a atleta, acabaria por confessar ao "Jornal de Notícias" que se sentira "muito orgulhosa" pela "usurpação" do seu nome.

Em Londres, a banda explicou-nos que tinha escolhido o nome de Rosa Mota pela "muita admiração" que tinha pela atleta portuguesa e também porque desejava ser uma "banda-maratona" com "muitos anos de vida".

Os nomes dos músicos: Julie Rumsey (voz e guitarra), Ian Bishop (voz e guitarra), Sacha Galvagna, italiana, (guitarra), Michelle Marti, espanhola, (guitarra) e Justin Chapman (bateria).

Os nomes dos jornalistas: Fernando Ramos (Rádio Nova, hoje RTP), Duarte Moral ("Público", hoje assessor de António Costa na CML), José Manuel Saraiva ("Expresso", hoje escritor) e Maria José Azevedo (RTP).

A fotografia é de Clara Azevedo ("Expresso").

Agora, imaginem a surpresa da banda quando viu entrar pelo clube dentro 15 barulhentos jornalistas portugueses, tantos quantos éramos ao princípio, mas nem todos aguentaram o "caos controlado" da banda indie de Camden Town.

OUTRA RARIDADE DE BOB DYLAN


A coisa mais valiosa que terei de Bob Dylan, além da excelência dos seus discos, é esta caixa especial (não se vê muito bem na imagem) de "The Bootleg Series Volumes 1-3 Rare And Unreleased 1961-1991".

Só se fizeram 1.300 cópias, unicamente para a Europa, e esta é a caixa nº 0355. Há um certificado comprovativo e placa.

Bob Dylan é um ídolo para mim. Tenho um respeito por ele que me assusta. É parte da minha rebeldia que está nele retratada. É que nem sequer consigo discuti-lo. É um dogma para mim.

Já o vi três vezes ao vivo, vou vê-lo quarta em Oeiras, no dia 11 de Julho.

MAIS JOVEM GUARDA


Esta é uma caixa de 5 CDs comemorativa dos 30 anos da Jovem Guarda. Só a comprei por causa da versão de "O Calhambeque" de Caetano Veloso, já que abomino "sucessos originais regravados" como é o caso.

Para repôr a verdade, o meu amigo Marcelo Fróes está a coordenar no Brasil uma série de relançamentos da Jovem Guarda nas suas versões originais.

QUEM NÃO GOSTA DA JOVEM GUARDA?


O Ritmo Da Chuva (Rhythm Of The Rain) - Demétrius (1970)
Faça Alguma Coisa Pelo Nosso Amor - Vips (1967)
Tema Para Jovens Enamorados (Theme For Young Lovers) - Jet Black's (1966)
Perto Dos Olhos, Longe Do Coração - Marcos Roberto (1981)
O Milionário (The Millionaire) - Incríveis (1960)
Dominique - Giane (1960)
A Volta - Vips (1977)
Não Presto Mais Te Amo - Demétrius (1967)
Vá Embora Daqui - Marcos Roberto (1967)
Menina Linda (I Should Have Known Better) - Vips (1965)
Cavalgada- Incríveis (1970)
Roda Gigante - Arturzinho (1960)
Professor Apaixonado - Nilton César (1960)
Filme Triste (Sad Movies) - Demétrius (1970)
Corina, Corina - Demétrius 81963)
É Tão Fácil Dizer - Marcos Roberto (1977)
El Relicário - Clevers (1960)
Amor, Amor, Amor - Marcos Roberto (1981)
Rock Do Saci - Demétrius (1963)
Pombinha Branca - Joelma

Claro que há discos melhores!

O VERDADEIRO POSTER


E eis o poster original de Milton Glaser, cortesia de JC.

Segundo JC, o poster foi distribuído com as primeiras cópias de "Greatest Hits", de 1967, valendo hoje umas 250 libras com o disco ou umas 90 sem o vinil.

O meu blog é que ficou mais rico com esta colaboração. Obrigado.

No site de Milton Glaser vai estar à venda em breve por um preço mais razoável (pelo menos é o que prometem).

HENRIQUE VIANA


O Sétimo de Algés - Ó Calianas, Cala A Boca

António Chainho está aqui também. Se tivesse boa memória, daria uma excelente entrevista!

Cortesia de Fernando Baptista

"MORE THAN WORDS"


Já que estamos a recordar capas de revistas, este número da "Guitar World", de Janeiro de 1992, fará as delícias dos saudosistas do Benfica.

AQUI ESTÁ!


Filhote tinha mencionado este cartaz sessentista de Bob Dylan.

Além de vários artigos sobre Bob Dylan, este número, de 30 de Março de 1968, publica a história de Fernando Adrião, excelentes fotos de Gageiro e um não menos fantástico texto de Roby Amorim sobre o Nordeste transmontadno e - bruxas! - um artigo sobre Charlton Heston.

O camarada Rato tem o wallpaper.

PROCURADORIA DOS ESTUDANTES ULTRAMARINOS


E estes caderninhos de Cinema, os meus amigos cinéfilos conhecem?

segunda-feira, 7 de abril de 2008

UMA BANDA DO INTERIOR



EDIÇÕES ROSSIL - 1982

Diligência Do Rock - Zé Lindoco E Os Durões

Produção de Sérgio Castro e Luís Flor

Cortesia de Fernando Baptista

CINÉFILO


Esta revista já aqui foi citada por mais do que uma vez. Quase tudo gente do cinema. O director era Fernando Lopes e o chefe de redacção António-Pedro Vasconcelos. Na redacção estava ainda João César Monteiro.

DOMINIQUE


MARFER M.CH. 2006

“The Singing Nun”, de Soeur Sourire, foi um dos álbuns mais vendidos nos anos 60, 500.000 exemplares na Europa, permanecendo durante 10 semanas consecutivas no 1º lugar do Top dos Estados Unidos.

Continha uma canção, “Dominique”, que se tornou um “best-seller”.

“Dominique”, juntamente com “Tous Les Chemins”, canções do álbum da Irmã Sorriso, aparecem neste EP em versão portuguesa de Paulo Queiroz e cantadas pela brasileira Giane, que é acompanhada pela Orquestra Chantecler.

Giane canta também “Não Sou Ninguém” e “Saudade Que Não Foi Sequer Saudade”.

Segundo informação, retirada de “Os 100 Álbuns Mais Vendidos”, Editorial Estampa, em 1966 a Irmã Sorriso deixou a música e financiou uma escola por ela criada para crianças autistas.

Em 1985, atormentada por problemas pessoais e dificuldades com a escola, suicidou-se.

De Giane nunca mais ouvi falar.

Este disco foi comprado em 23 de Julho de 1966 na discoteca “Grande Feira do Disco”, na Rua Forno do Tijolo em Lisboa e que, como tantas outras, já não existe.

Colaboração de Gin-Tonic

O FAMOSO GRECO


Alguém invocou o Greco, a famosa garagem do Vasco Canhão Ágoas (vide assinatura), em Coimbra, já para lá dos limites do Bairro Marechal Carmona.

As sábados e aos domingos em que não havia bola no Calhabé, lá íamos munidos com o gira-discos portátil e os 45s para a garagem do Vasco Pum! Pum!.

Havia uma fila de cadeiras onde elas se sentavam. Quando a música começava era o ataque. E até havia truques e conluios para sacar a eleita à primeira, sobretudo para as canções de constituir família.

MAIS UMA REVISTA FRANCESA


Para dizer a verdade, não sou grande fã de revistas francesas nem das norte-americanas. Sempre fui pró-britânico.

O nome desta revista é bem esgalhado, mas nas papelarias ou eu me engasgava a pedi-la ou a pessoa do outro lado do balcão não entendia.

Este número é de Janeiro/Fevereiro de 1991.

ROCK & FOLK


Cortesia de Vítor Soares

domingo, 6 de abril de 2008

SECOS & MOLHADOS


CONTINENTAL - SLP 10.112 - edição brasileira (1973)

Face A

Sangue Latino (João Ricardo/Paulinho Mendonça) - O Vira (João Ricardo/Luli) - O Patrão Nosso De Cada Dia (João Ricardo) - Amor (João Apolinário/João Ricardo) - Primavera Nos Dentes (João Apolinário/João Ricardo)

Face B

Assim Assado (João Ricardo) - Mulher Barriguda (João Ricardo/Solano Trindade) - El Rey (João Ricardo/Gerson Conrad) - Rosa De Hiroshima (Gerson Conrad/Vinicius de Moraes) - Prece Cósmica (João Ricardo/Cassiano Ricardo) - Rondó Do Capitão (João Ricardo/Manoel Bandeira) - As Andorinhas (João Ricardo/Cassiano Ricardo) - Fala (João Ricardo/Luli)

Para este álbum, os Secos & Molhados eram formados por Ney Matogrosso, voz, João Ricardo, voz, violões de 6/12 cordas, harmónica, Gerson Conrad, voz e violões de 6/12 cordas, e Marcelo Frias, bateria e percussão.

Ver comentários no post de Padre Fanhais.

VIEIRA DA SILVA

DECCA SPN 187 G - 1974

Os Lobos: Eles Estão Aí - O Povo Há-de Vencer

José Cid e Mike Sergeant participam neste single.

Cortesia de Fernando Baptista

TU SOZINHO NÃO ÉS NADA


POLYDOR 10.025 CR - 1970

Retalhos De Uma Noite - Antes De Ti - Erguer A Voz E Cantar - Sei De Uma Menina

“Erguer a voz e cantar” é uma canção que vem ao encontro daquilo que há dias “Mr. Ié-Ié” manifestava, ao preferir a canção de intervenção pré-25 de Abril do que a que se lhe seguiu.

Daqui também resvala essa frase batida, que tem tanto de terrível como de ambígua: então éramos felizes só que não o sabíamos.

É uma canção-chave dos “filhos da madrugada”. Não havia encontro, reunião, passeio, o que quer que se fizesse naqueles tempos, que não aparecesse o “canta amigo canta, vem cantar a nossa canção, tu sozinho não és nada, juntos temos o mundo na mão”, fazendo vincar a ideia de que nenhum homem é uma ilha isolada, que ninguém ganha a Volta à França sozinho ou, como se pode ler no bonito poema, “Tecendo a Manha” , de João Cabral de Melo Neto: “um galo sozinho não tece uma manhã, ele precisará sempre de outros galos”.

O jornalista Mário Contumélias, reportando para a revista “Cinéfilo” de 6 de Abril de 1974 o I Encontro da Canção Portuguesa, que se realizara a 30 de Março, escrevia: “Fosse lá porque fosse, naquela noite, no Coliseu, senti-me . E isso não nos acontece todos os dias. Isso é importante!”.

“Estavam lá, não sei se já vos disse, 5 mil pessoas. Eram 10 horas, passavam 30 minutos da hora prevista para o começo do espectáculo. Cantava-se em coro “Canta, Canta Amigo Canta… Era assim que os 5 mil pediam que o espectáculo, também ele começasse".

Aquela noite, de finais de Março de 1974, fazia já antever o que, uma vintena de dias depois, veio a acontecer: a última página, o consumar-se o grito do poeta à rapariga para que ela não esquecesse que um dia iriam soltar a Primavera no País de Abril, o microfone que falaria numa noite às 4 e tal…

Este disco foi produzido por João Martins, uma bela voz, um enorme homem da rádio, um autêntico animal de rádio, para que se perceba bem aquilo que quero dizer. Pena, muita pena mesmo, que, para cima de um milhão de cigarros que fumou, mas que lhe deram muito prazer, o tenham levado tão cedo do nosso convívio.

(António Macedo também nos deixou em 1999, com 53 anos - nota do editor)

Todas as músicas são de António Macedo, também os poemas, excepto “Retalhos de Uma Noite” que é de Maurício Cunha.

Colaboração de Gin-Tonic

JAY AND THE AMERICANS




LIBERTY 11 C 008-83059 - edição portuguesa (1965)

Há discos que nos recordam histórias, lembram acontecimentos, encaminham-nos para um qualquer lugar, um qualquer tempo.

Este single dos Jay and the Americans lembra-me o Mundial de 66 em Londres, aquele Portugal-Coreia que deveria ser de visão obrigatória nas universidades de futebol, se as houvesse, aquela fotografia, tirada pelo repórter fotográfico Nuno Ferrari e que correu mundo: Eusébio, depois da derrota com a Inglaterra, a sair do Estádio de Wembley a limpar as lágrimas à camisola.

Não sei explicar como isto acontece. A canção está datada de 1965, mas estaria ainda na berra por altura do Mundial?

Sei apenas que comprei este disco uns bons dez anos depois do Mundial de 1966 e na contra capa apenas está o preço: 110$00. Creio mesmo que o disco é uma reedição.

Colaboração de Gin-Tonic

VILA FAIA


VALENTIM DE CARVALHO - IVCS 1027 - 1982

Vila Faia - Vila Faia (instrumental)

Cortesia de Fernando Baptista

UMA REVISTA SEM OASIS NA CAPA...


... porque os Oasis ainda não existiam!

sábado, 5 de abril de 2008

CARLOS ALBERTO MONIZ E MARIA DO AMPARO


RCA VICTOR PB-9358 - 1979

A Outra Banda - Camponês Dos Campos De Água

Cortesia de Fernando Baptista

DA MAIS ELEMENTAR JUSTIÇA

Zeca do Rock é um amigão. Pioneiro do rock lusitano, vive feliz no Brasil. Foi o comum amigo João Pedro Martins, que também vive feliz em Marinhais (a propósito, para quando a próxima patuscada?), que nos pôs em contacto.

Zeca do Rock nunca se fez rogado em colaborar comigo, muitas vezes a iniciativa até partiu dele próprio. Ainda tenho material do Zeca em pipeline (como se diz agora) para publicar.

É pois da mais elementar justiça que publicite aqui o novo blog do Zeca, até porque - hélas! - provavelmente terei tido alguma influência no seu ressurgimento (presunção e água benta...).

Zeca diz que adora polémicas inteligentes.

BILL HALEY A CORRER EM 78


Cortesia de Zeca do Rock