segunda-feira, 14 de junho de 2021
domingo, 25 de abril de 2021
sexta-feira, 25 de dezembro de 2020
sábado, 21 de novembro de 2020
segunda-feira, 16 de novembro de 2020
domingo, 20 de setembro de 2020
sábado, 19 de setembro de 2020
sexta-feira, 18 de setembro de 2020
MRPP FAZ 50 ANOS
Há 50 anos, a 18 de Setembro de 1970, nascia o MRPP.
Com excepção do MRPP, toda - repito, toda - a restante constelação de grupos marxistas-leninistas que viria a surgir em Portugal “descendeu”, por via direta ou enviezada, de um primeiro núcleo de dissidência “de esquerda” do PCP que foi o CMLP - Comité Marxista-Leninista Português.
Um dos companheiros de Álvaro Cunhal na fuga de Peniche, Francisco Martins Rodrigues, protagonizou essa histórica dissidência que, em Portugal, tal como aconteceu em outros países, refletiu a conflitualidade sino-soviética, que se estabeleceu após o XX Congresso do PCUS, que consagrou a desestalinização.
O organograma dos MLs, como então chamávamos a um conjunto infinito de organizações que por aí andava, era de uma imensa complexidade. Se isso já confundia, e muito, os cidadãos portugueses no pós-25 de abril, a quem era muito difícil perceber a diferença entre o PCP-ML “fação Mendes” e o PCP-ML “fação Vilar”, bem mais confusos estavam, nos tempos da Revolução de 1974, os estrangeiros que nos procuravam, fosse por mero “turismo” político, fosse para reportar profissionalmente a “Revolução dos Cravos”.
O José Rebelo, à época correspondente do “Le Monde”, em Portugal, recordar-se-á de uma longa e “pedagógica” conversa a que me chamou, num quarto do Hotel Mundial, com esse “monstro” do jornalismo político francês que era Marcel Niedergang, a quem eu procurei detalhar as diferenças e importância real de todas aquelas siglas. À época, eu era um “expert” autodidata nessa área.
E recordo-me bem da surpresa do celebrado autor dos “Les Vingt Amériques Latines” quando lhe expliquei que o grupo ML mais “na moda”, que era o MRPP, que enchia as paredes de Lisboa com vistosos murais, pouco ou nada tinha a ver com a origem dos restantes grupos, em especial que não recebia qualquer apoio chinês (nem da Albânia), nem político nem em espécie.
O MRPP (Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado) foi o único dos movimentos ML que surgiu por uma via diferente. Lembro-me bem de ter detetado, no auge das polémicas emergentes nas reuniões oposicionistas no Palácio Fronteira, no caminho para as “eleições” do “marcelismo” que tiveram lugar em outubro de 1969, uma linha política “de novo tipo” (para usar um termo leninista), cujo discurso já então me soava a diferente do dos MLs tradicionais.
Daí viria a surgir, como mais tarde se apurou, muito assente na Faculdade de Direito de Lisboa, aquilo que seria designada por EDE (Esquerda Democrática Estudantil), uma organizaçao que, durante muitos anos, o MRPP considerava insultuoso que pudesse ser identificado como sendo a sua origem. Mas foi.
Era gente que já tinha andado pelo PCP, com atividade nas lutas universitárias e anti-coloniais, na esmagadora maioria dos casos estudantes e alguns escassos operários, numa época em que ter estes últimos nas hostes de qualquer grupo dava imenso “cachet” revolucionário. O MR, como simplificadamente nos referíamos então ao grupo, lá acabaria por ter os seus operários, e até alguma residual presença sindical.
O PCP viria a ser o principal ódio de estimação do MRPP. Nisso não se diferenciava muito dos restantes ML, que igualmente contestavam que o partido de Cunhal pudesse reivindicar o estatuto de ser o “partido comunista”. Mas enquanto alguns MLs já se consideravam a si próprios essa mesma “vanguarda da classe operária”, o MRPP afirmava que ainda não estavam criadas as condições, “objetivas e subjetivas”, para dar o passo para a criação do “verdadeiro partido da classe operária”.
Após ter sido criado em 1970, o MRPP foi progressivamente ganhando força junto de jovens setores intelectuais, bem como de uma juventude universitária, e mesmo liceal, que, “à esquerda” do PCP, se opunha à guerra colonial. O movimento não apenas se tornou na “bête noire” dos comunistas de Álvaro Cunhal como entraria em rápido confronto com os restantes ML, um conflito que chegou a assumir aspetos fisicamente violentos, anos mais tarde. Tinha então o seu famoso jornal “Luta Popular” e, como órgão teórico, o “Bandeira Vermelha” (sou proprietário de um exemplar do seu nº 1). Além disso, as suas múltiplas declinações sectoriais mantinham outros órgãos clandestinos de propaganda.
Por alturas do 25 de abril, o MRPP estava no auge das suas ações de rua. Manteve-se na clandestinidade, como algumas outras organizações congéneres, e confontrou-se com a ala do MFA que mais próximo estava do PCP. Fez então uma aliança tática com setores menos radicais das Forças Armadas e, sempre na sua lógica anti-PCP, assumiu uma prática política que o levou a muito polémicas ligações com setores conservadores (aliás, nada que o PCP-ML “fação Vilar” não tivesse também praticado). No período mais tenso do PREC de 1975, o MRPP esteve do lado do PS e do então PPD, “to say the least”.
Depois, ao ter sido impedido, por decisão política, de concorrer à Assembleia Constituinte, o MRPP iniciou o que viria a ser um percurso de crescente declínio. Daria ainda, no entanto, o passo político de se transformar formalmente em partido - o chamado PCTP-MRPP.
Desde 1970, o líder incontestado do MRPP, e do partido em que este se transformaria, havia sido sempre Arnaldo Matos, um madeirense, licenciado em Direito, que advogou em Lisboa. Chegou a estar afastado alguns anos do partido, mas acabaria por regressar à respetiva liderança. Até à sua recente morte, manteve um registo de expressão discursiva que se colou à caricatura que a história política portuguesa dele guarda.
Os antigos militantes do MRPP tiveram destinos muito diversos. Como regra que pode ter a suas exceções, mas que a meu ver resiste bem ao teste, pode dizer-se que quem entrou para o MRPP antes do 25 de abril, quando a prioridade da sua luta era a ditadura e a recusa da guerra colonial, está hoje politicamente à esquerda, como é, por exemplo, o caso de Fernando Rosas. Quem se ligou ao movimento após o 25 de abril, e nele foi aculturado na luta contra o PCP, acabou, em geral, à direita. O exemplo mais flagrante deste último grupo de pessoas será Durão Barroso.
Uma coisa é certa: dos partidos que por aí andam, ainda que alguns num registo quase apenas formal, só emergindo nos períodos eleitorais, aparentemente para poderem manter a subvenção financeira estatal anual, o PCTP-MRPP é hoje o segundo mais antigo, depois do PCP. O PS só viria a surgir em 1973.
Francisco Seixas da Costa
sábado, 12 de setembro de 2020
NESTA CASA: SALAZAR
Esta casa, em ruínas, na rua Bernardo Lima, 64, em Lisboa, foi a primeira residência "a sério" de Salazar na capital, de 01 de Abril de 1935 a 01 de Junho de 1938.
Daqui foi para São Bento onde viveu até morrer no dia 27 de Julho de 1970.
Depois de 25 de Abril de 1974, foi sede da UDP.
quarta-feira, 26 de agosto de 2020
sexta-feira, 21 de agosto de 2020
ANTÓNIO IGREJAS EM DISCO
O Sol Anda Lá No Céu (Fado do Mondego) (Carlos Diniz Figueiredo Junior) - Amélia (Luís Góis) - Laurinda (DR) - Fado da Saudade (Fado do 5º Ano Médico)
Arranjos e direcção de Thilo Krassman, produção de João Martins.
quinta-feira, 25 de junho de 2020
segunda-feira, 22 de junho de 2020
ELTON JOHN: SIM OU NÃO?
quinta-feira, 18 de junho de 2020
JOSÉ AFONSO EM OFIR
Foi em Ofir, que tem uma aprazível praia, que se realizou em 1969 a tão badalada convenção da Orfeu que teve a presença, entre outros de José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Tonicha, Florbela Queirós, Vieira da Silva, Francisco Naia, Long John Baldry e Foundations.
terça-feira, 16 de junho de 2020
RESTAURANTE CAÇANITO
restaurante o caçanito - av. arrais batista cera, praia de mira - 911 106 259
muito bom, a não perder, em cima da praia, peixe fresquíssimo.
segunda-feira, 15 de junho de 2020
sexta-feira, 12 de junho de 2020
UMA HISTÓRIA (MUITO) MAL CONTADA
Jornal I, 12 de Junho de 2020
Serenamente:
É triste, muito triste ver que o editor do (provavelmente) maior catálogo de música portuguesa dos anos 60/70 (pelo menos) o tenha vendido a uma super-editora em 1983 e venha agora dizer que "não percebe por que não nacionalizam a Orfeu", que o governo "não tem muita experiência nestas coisas", que é "uma estupidez, um absurdo, não haver discos da maior editora portuguesa".
Quanto a Elton John, já por aqui falado, não há provas, sobretudo fotos e/ou testemunhos da sua presença em Ofir, apenas a palavra de Arnaldo Trindade, já pouco lembrada, como já se viu.
LPA
RESTAURANTE PORTAS DO SOL
Restaurante Portas do Sol, Repeses, Viseu - 232 431 792
Bem simpático! Comi uns valentes panados com esparguete, o que não é vulgar.
quinta-feira, 14 de maio de 2020
ORANGE
VOGUE INT. 80279 edição francesa (1971)
Orange (Miguel Graça Moura/Fernando Matos) - Missão Impossível (F. Milano/A. D'Alco/L- Schifrin/arr Pop Five).
terça-feira, 12 de maio de 2020
MORREU ASTRID
Foi companheira de Stu Sutcliff e também de Klaus Voorman, entre outros, se calhar.
Morreu de "doença curta e grave" não identificada.
quinta-feira, 7 de maio de 2020
segunda-feira, 27 de abril de 2020
TO ELVIS, WITH LOVE
Os muros que ladeiam a casa de Elvis estão apinhados de mensagens dos seus fãs.
Da maneira como as mais recentes se sobrepõem, fiquei com a ideia de que todo o muro é lavado de
tempos a tempos para permitir novas levas de mensagens.
Aqui está uma respeitável senhora apanhada em pleno acto... Procurou, procurou e lá encontrou um
pedacinho onde escrever.
Comovente...
Cada um é como é e longe de mim censurar...
Deus sabe como sou fã de Gram Parsons e já andei a perseguir as suas memórias em todo o lado por onde caminhou, mas nunca me passaria pela cabeça deixar-lhe um bilhetinho...
Texto de Luís Mira
GRACELAND
I’m going to Graceland
Memphis, Tennessee
I’m going to Graceland
Poor boys and pilgrims with families
And we are going to Graceland
...........................................
...........................................
Ooh, ooh, ooh,
In Graceland, in Graceland
For reasons I cannot explain
There’s some part of me wants to see
Graceland
(Paul Simon – “Graceland”)
Paul Simon nasceu em 1941 e teria 13 anos quando Elvis Presley fez as suas primeiras gravações no “Sun Records”, em Memphis.
É natural, portanto, que sinta uma certa nostalgia em relação a Graceland, mesmo que não nos saiba explicar muito bem porquê.
Não é o meu caso.
Respeito a memória do Elvis e tudo o que ele representou para o surgimento de um novo tipo de música de que, muitos anos mais tarde, aprendi a gostar.
Também sei separar o trigo do joio, ou seja, as qualidades de Elvis, o cantor, das muitas vezes grotescas trapalhadas em que Elvis, o Homem, se viu envolvido ao longo da sua vida...
E se uma das primeiras músicas em língua inglesa que me lembro de ter gostado, em criança de 7 ou 8 anos, foi “Wooden Heart”, era preciso ter um coração de pedra para não ter ficado com um pouquinho do Elvis dentro de mim.
Mas isso não teria sido suficiente para me fazer voar para Memphis, Tennessee...
As memórias musicais que mais me aquecem o coração não habitam por aqui...
Mas também ir a Memphis sem passar por Graceland seria uma pura estupidez... E assim aconteceu.
Cheguei lá e – sacrilégio...!!! - acabei por não fazer a visita à casa.
Naquele lugar os cifrões giram à volta da nossa cabeça.
Não admira... É a casa mais visitada em todos os Estados Unidos da América.... Uma verdadeira máquina de fazer dinheiro!
Paga-se para ver o interior da casa, paga-se para ir ao “Meditation Garden”, onde se encontra o túmulo de Elvis, paga-se para ver a colecção de automóveis e de motas, paga-se para entrar nos dois aviões privados, eu sei lá... Só falta mesmo pagar para se poder respirar no interior...
Julgo que foi na “Estratégia da Aranha”, do Bertolucci, que ouvi ou li algo que me parece ter sido uma citação de Brecht e que dizia mais ou menos o seguinte: “felizes dos povos que não precisam dos seus heróis”.
Eu não tenho rigorosamente nada contra o facto de toda esta gente vir aqui em peregrinação saudar a memória do seu Herói.
Bem pelo contrário...
Ao inverso do que Brecht dizia em relação aos povos (mas ele falava num contexto político...), penso que no Cinema, na Literatura, na Música, em todas as Artes, em geral, infelizes daqueles que não têm os seus heróis e não sentem a necessidade de lhes prestar vassalagem.
Mas confesso que me incomoda bastante o cheiro a ganância que se sente no ar num lugar como este.
Fiz as contas por alto e uma curta visita não me ficaria por menos de 120 €...
Não sou forreta nem fundamentalista..... Seria uma vez na vida e em circunstâncias normais confesso que talvez me tentasse a ir, embora a Cristina me tivesse logo avisado que não estava nada p’raí virada.
Mas a casa encerrava às 17h00 e já passava das 16H00 quando lá chegámos. Teria de comprar o bilhete e apanhar um “bus” no outro lado da avenida, na zona onde estão os dois aviões privativos de Elvis, pelo que me restaria muito pouco tempo útil para a visita...
É claro que poderia lá ter ido no dia seguinte, mas se em circunstâncias normais já não consegui cumprir o programa que tinha estabelecido para dois dias em Memphis, se tivesse regressado a Graceland estava frito... É que se diz que isto fica em Memphis mas, na realidade, fica muitíssimo longe do centro da cidade.
Assim sendo, cheirei a propriedade por fora, li algumas das inscrições nos muros que a rodeiam, vi ao longe os dois aviões, o maior “Lisa Marie” e o mais pequeno “Hound Dog II”, comprei um catálogo para mim e algumas recordações para os amigos, e zarpei.
Mas não me despedi do Elvis para o resto da viagem porque, uma vez que iria andar lá por perto, ainda tinha previsto passar por Tupelo, no Mississippi, ver a casa onde ele nasceu, o que até se iria revelar bastante mais interessante, como na altura própria vos contarei.
PS:
Quem estiver interessado em dar uma olhadela ao interior da Casa não terá de ir a Graceland. Bastará ir ao YouTube....
Texto de Luís Mira
sábado, 25 de abril de 2020
POR QUEM OS SINOS DOBRAM
Uma vez, já não me lembro bem onde, li uma notícia que achei uma delícia...
Em Maranello, terra da Ferrari, o pároco da igreja tocava os sinos sempre que a equipa da casa ganhava uma corrida de Fórmula 1 e os “fieis” vinham a correr, trazendo o que tivessem à mão, e no adro da
igreja, todos juntos, faziam a festa.
Numa época em que a Igreja parece estar em quebra de simpatizantes (acredito que já esteve bem pior e que Francisco deu uma mãozinha...), isto seria uma boa maneira de arregimentar novos aderentes.
Imagino os sinos a ouvirem-se ao longe e os adeptos à saída da Luz, em vez de irem encher o Edmundo ou o Boa Esperança, a correrem como doidos em direção à Igreja de São Domingos de Benfica...
Não que de vez em quando não lhes ficasse bem acenderem uma velinha, mas não tenhamos ilusões.
Coisas destas só mesmo em Itália e com o “Cavallino Rampante”...
É verdade que sino não tem tocado muito nestes últimos anos. No ano passado só tocou três vezes, embora uma tenha sido pela vitória em Monza, o que para um italiano vale sempre muito mais, até
porque desde 2010 que tal não acontecia... Em 2018 (6) e 2017 (5) terá tocado mais vezes, mas a grande desilusão foi 2016, em que não tocou uma única vez, certamente que para grande desilusão do nosso
pároco, que terá perguntado a Deus porque lhe virou as costas...!
No que mais interessa, que são os títulos, o último Campeonato do Mundo por Equipas data de 2008, com Raikkonen e Massa, e o último piloto a sagrar-se Campeão do Mundo com um Ferrari foi Kimi
Raikkonen, em 2007.
Mas acreditem que mesmo com tão longa espera, a fúria dos “tiffosi” não esmoreceu. Basta ver como a pista de Monza fica inundada de adeptos no final de cada corrida de F1 que lá se realiza.
Andei por Maranello à procura de uma igreja e até vi duas, mas esta que vos mostro é a que mais perto se encontra das instalações da Ferrari, pelo que pode muito bem ser aqui que o pároco manifesta a sua
satisfação...
Aqui, como é natural, cheira a Ferrari por todos os lados. Nos cartazes nas ruas, nas montras das lojas, nas janelas dos edifícios, eu sei lá...
Numa zona mais afastada do Centro, numa larga rotunda, um imponente “cavallino rampante” anuncia a entrada nos terrenos da Ferrari, onde coincidem, lado a lado, parte das antigas e as modernas instalações
fabris.
O maior pitéu, para quem gosta de automóveis, é, sem dúvida, a “Galleria Ferrari”, o Museu Automóvel da Ferrari.
Lá estão alguns dos principais modelos “de estrada”, desde o primeiro, o 166 MM Barcheta, até às grandes bombas tipo F40 dos anos 90.
Mas o verdadeiro êxtase reservado para as salas dedicadas à competição.
Lá encontramos o primeiro Ferrari de Competição, o 125 S, de 1947, com o qual a Ferrari ganhou pela primeira vez em Le Mans, em 1949.
Lá estão os carros com que a “Scuderia” ganhou os seus primeiros Campeonatos de Pilotos, a começar com o Ferrari Tipo 500 com que Alberto Ascari ganhou os Campeonatos de 1952 e 1953, o D 50 com que
Juan-Manuel Fangio ganhou em 1956, e o 246 Dino que deu a Mike Hawthorn o campeonato em 1958, ano dramático para a Scuderia quando dois pilotos morreram em pista (Luigi Musso em França e Peter
Collins na Alemanha) e o próprio Hawthorn morreria num acidente de viação, poucos meses após o final da época.
Mas também lá estão outras preciosidades: o 156 F1 de 1961 que foi pilotado por Phil Hill, a primeira miniatura de um Ferrari que tive em criança, o 312 com que Niki Lauda foi campeão do Mundo em 1977
e que também foi conduzido pelo malogrado Gilles Villeneuve, e algumas das viaturas conduzidas por Schumacher entre 2000 e 2004, quando foi campeão em cinco anos consecutivos.
Le Mans, é claro, também não podia faltar e, entre outras, por lá vi um exemplar do 275 LM que foi o último carro da marca a vencer em la Sharte em 1965 e foi, também, a primeira miniatura à escala 1:24
que me lembro de ter tido...
Mas nem só de carros vive o Museu Ferrari...
Para quem se interessar pela vertente técnica da competição (não é muito o meu caso...), estão lá expostos motores de diferentes épocas, caixas de velocidade, jogos de suspensão, pneus e outras
componentes das viaturas.
Outro espaço que nos encanta é o dedicado ao equipamento dos pilotos: capacetes, fatos, luvas, botas, e quanta emoção não se sente ao ver os que pertenceram àqueles que partiram desta Vida cedo demais, como é o caso de Gilles Villeneuve, cujos equipamentos aqui vos mostro.
Para além de tudo isto há cartazes, recortes de jornais, filmes da época e outros suportes de informação alusivos à História da Ferrari.
13 € foi quanto me custou a entrada neste Museu, há 10 anos atrás. Nada caro, para tão grande prazer...
Perto da “Galleria”, um “Stand” da Ferrari com diversos modelos à porta convida-nos para um “Test-Drive”. Ainda pensei lá ir, mas rapidamente desisti. A minha conta bancária não chegaria, certamente, para o depósito de caução que teria de lá deixar...
É por isso que a Ferrari é um sonho!
Só de o cheirar, até um cego o quer guiar... Lembram-se da cena do Al Pacino no “Perfume de Mulher”...?
Mas o Al Pacino do filme era rico e inconsciente, e eu sou um teso consciente...
Virei costas desolado e pela avenida fora dei por mim a pensar para com os meus botões, como o outro o fazia, embora com uma tentação muito mais prosaica, em plena manifestação do 25 de Abril:
“Um Ferrari, assim, jamais será p’ra mim...! Um Ferrari, assim, jamais será p’ra mim...! Um Ferrari,
assim................................”
Texto de Luís Mira


















