segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

CARTA AO PAI NATAL


Todos os anos, de há muitos para cá, muitos mesmo, escreve uma carta ao venerando sacripanta de barbas e casacão vermelho, com posto de correio em Rovaniemi, lá para o Circulo Polar Árctico, plena Lapónia, onde, dizem, os dias são azuis, que lhe coloque, no cantinho esquerdo da árvore de Natal, uma garrafa de verdadeira água tónica, para que ele possa beber o perfeito «gin-tonic».

 Não pede a lua, apenas uma garrafinha de tónica.

Ele explica o que é isso da verdadeira água tónica: é a que tem quinino.

 A que se vende por aí tem hidrocloreto de quinino.

 Faz uma certa diferença...

 Foi o José Duarte quem lhe disse que a tónica com quinino, empresta ao «gin» um sabor único, um sabor de paraíso.

 De fazer inveja aos deuses, acrescentou.

É com isso que ele se contentava neste Natal.

 Sabe que não vive em Sirius, mas ficava feliz.

E o Khaled, o dono do mini-mercado-de-conveniência aqui da rua, já lhe garantiu que arranjará limões com casca amarela.

No fundo vive de coisas simples, pequenas alegrias, pequenas esperanças.

 Sorri, quando lhe desejam Bom Natal, mas sabe, também, que quando se estende uma mão, raras vezes se encontra outra.

Texto de Gin-Tonic

domingo, 10 de dezembro de 2017

UNCHAINED MELODIES


HALLMARK - SHM 3245 - 1988

Além do inevitável "Unchained Melody", mas na versão original de Al Hibbler, há ainda muitas outras preciosidades como "Love Letters" (Pat Boone), "Hearts Of Stone" (Fontane Sisters), "Hold Me, Thrill Me, Kiss Me" (Karen Chandler), "Crying In The Chapel" (Rex Allen), "Autumn Leaves" (Roger Williams), "PS I Love You" (Hilltoppers).

A capa e o alinhamento encaixam na perfeição no perfil do Rato!

Este LP custou-me 900$00.

THE SOUTH AFRICAN CONNECTION


TEAL RECORDS - HRLSA 100 - edição sul-africana (1987)

Não inclui nenhuma das figuras da capa, nem tão-pouco, Johnny Clegg, esse sim sul-africano ou Manfred Mann.

sábado, 9 de dezembro de 2017

UMA HISTÓRIA DE AMOR


PARAMOUNT RECORDS - LP-S-86-1 - 1970

Música de Francis Lai.

REVOLUTION


ELEKTRA - 960873-1 - 1989

Esta banda sonora inclui versões de "Revolution" (Beatles) por Mike + the Mechanics, "Darling Be Home Soon" (Lovin' Spoonful) por Phoebe Snow e "Run Through The Jungle" (Creedence Clearwater Revival) por Georgie Satellites.

JOHN LENNON SHOT DEAD


Liverpool Echo, 09 de Dezembro de 1980.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

ON AIR


POLYDOR - 670 274-0 (2017)

Excelente alinhamento - que pode ser visto aqui - e um não menos excelente som!

E, para terminar, uma excelente capa e um não menos excelente investimento!

THE BELLS OF DUBLIN


RCA VICTOR - RD 60824

The Bells of Dublin – Past Three O’ Clock – St. Stephens Day Murders – Il est né – Don Oiche – I Saw Three Ships A Sailing – A Breton Carol - Carol Medley (O The Holly She Bears a Berry, God Rest Ye Merry Gentlemen, The Boar’s Head) – The Wexford Carol – The Rebel Jesus – Skyline - O Holy Night - Medley ( The Wren! The Wren!, The Arrival of the Wren Boys, The Dingle Set, The Wren in the Furze, A Dance Duet, Brafferton Village, The Piper Through the Meadows Strayed, This Is the Season to be Merry – Medley Final( Once in Royal David’s City, Ding Dong Merrily on High, O Come All Ye Fairhful)

Todos os discos de Natal lhe dão prazer, mas tem um carinho muito especial por este disco dos The Chieftains.

Todos os intérpretes de que gosta, deviam ter um disco de Natal, e quando não têm, ele, num qualquer disco, inventa uma canção que derrame o espírito natalício.

Os instrumentos característicos da música irlandesa, que a tornam reconhecível logo aos primeiros acordes, os sons dos vinte sinos da Catedral de Dublin, na véspera de Natal, as participações especiais dos The Renaissance Singers, Elvis Costello, Kevin Conneff, Marianne Faithfull, Nolwen Monjarred, Nanci Griffith, Jackson Browne, Rickie Lee Jones, Suzie Katyama, The Voice Squad, a soberba interpretação de "O Holy Night" por Rickie Lee Thomas e Suzie Katayama, um bem-disposto medley marca o fim de festa, a puxar o pezinho para a dança, e em que todos os intervenientes tocam e cantam e até se sente o esvoaçar da espuma das canecas de Guinness.

Bob Claypool, crítico musical:

Se existe no mundo uma música mais bela do que a dos Chieftains, então eu nunca a ouvi.

Texto de Gin-Tonic

E O NATAL JÁ AQUI...


quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

GREENPEACE


GEFFEN - GHS 24236 - 1989

U2, Berlinda Carlisle, Sting, Bryan Ferry, Lou Reed, Eurythmics, Pretenders, INXS, Talking Heads, Simple Minds, Waterboys, REM, Bryan Adams, Martin Stephenson and the Daintees...

CAPA ENGENHOSA


WB - WX255 - 1989

Produção de Richard Perry.

JOHNNY HALLYDAY MORREU HOJE


Johnny Hallyday morreu hoje aos 74 anos, vítima de cancro.

Não era grande fã, mas gostava especialmente deste "L'Idole Des Jeunes" e também de "Retiens La Nuit".

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

MÃO MORTA E CHARLES MANSON


1998

Só com a morte recente de Charles Manson fiquei a saber que os Mão Morta também fizeram uma canção "Charles Manson" (credo!).

THE SOUND OF SUN


SUN RECORDS - SAM 3 - M - 1988

Rufus Thomas, Prisonaires - Little Junior - Malcolm Yelvington, Carl Perkins, Johnny Cash, Roy Orbison, Billy Riley, Jerry Lee Lewis, Bill Justis, Charlie Rich.

E O NATAL JÁ TÃO PERTO...


segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

MEC E O PROFESSOR ESTEVES CARDOSO


Há tempos, da forma saborosa como só ele o consegue fazer, Gin-Tonic fez publicar aqui um pequeno texto onde, a propósito dos Smiths,  recordava uma história que me teria ouvido contar há muitos anos atrás, envolvendo o Miguel Esteves Cardoso (MEC).

Tudo nessa história está correto, com exceção de um pequeno pormenor que agora me atrevo a corrigir, para salvar a honorabilidade do Professor Esteves Cardoso…!

Na verdade, nunca em aula alguma me recordo de ter o Professor Esteves Cardoso evocado temas relacionados com música, cinema, cocktails, charutos, tomates da Dona Marcelina  ou qualquer outro dos seus prazeres íntimos e pessoais.

As aulas do Professor Esteves Cardoso eram muito sóbrias e, para ele, trabalho era trabalho e conhaque era conhaque. E, manifestamente, Sociologia Política era trabalho e só trabalho…

O que algumas vezes  acontecia  era no final das aulas  sairmos os dois a conversar sobre qualquer coisa escolar e, naquele longo corredor que separava a sala de aulas do hall de entrada do ISCTE, eu me enchia de coragem e  o abordava, numa de conhaque, sobre assuntos de música. 

MEC nunca se furtava a essa pequena conversa,  a qual se processava sempre a ritmo acelerado e sem nunca abrandar o passo, como se aquela situação de ter de misturar o Professor Esteves Cardoso com o MEC o incomodasse…

A história dos Smiths vem daí e não foi debitada em plena aula, tal como Gin-Tonic, talvez por culpa minha, o deu a entender…

Mas também me lembro muito bem da última conversa desse estilo que tivemos, porque me deu a ideia de que ambos saímos dela com algum desconforto.

Ter-lhe-ei perguntado o que é que havia de música irlandesa recente verdadeiramente interessante e a resposta dele deixou-me estupefacto: “Você já conhece os Dubliners…?”

“Olha que caraças”, disse eu para com os meus botões… “Então eu pergunto a este gajo por qualquer coisa de novo na música irlandesa e ele responde-me os Dubliners…! Só faltou perguntar se também conhecia  os Chieftains…!!!”

Foi como perguntar o que é que havia de novo no Fado e alguém me responder: “Você conhece o Carlos do Carmo…?”

A resposta que me saiu para o MEC  - “Sim, mas esses são muito comerciais…!” - mereceu da parte dele um simples esgar, acompanhado de um “Mas são muito bons…”

E a conversa acabou aí e não mais voltou a haver mais nenhuma.

É verdade que a resposta o poderá ter levado a pressupor algum pretensiosismo da minha parte, mas sem razão porque quem conhece os meus gostos sabe bem que sempre gostei muito dos Dubliners e até considero o seu fundador, Ronnie Drew, uma das personagens mais fascinantes da música irlandesa contemporânea.

Mas, por essa altura, eu já tinha mergulhado em Planxty, Sands Family (com os manos a solo e em grupo), nos primeiros Clannad, como mais tarde haveria de mergulhar em Dervish,  e aquilo que procurava era algo desse estilo, se quisermos,  mais simples e mais fiel às verdadeiras raízes da música irlandesa.

Os Dubliners enchiam estádios.  Estes grupos pequenos teatros de bairro ou de província…

MEC não o percebeu. Ou, se calhar, não tinha era mesmo nada para me aconselhar…

Texto de Luís Mira

TOM WAITS NÃO TEM UM DISCO DE NATAL


Asylium Records - ASY 53099 (1978)

Side 1

Somewhere – Red Shoes by the Drugstore – Christmas Card from a Hooker in Minneapolis – Romeo Is Bleeding - $29.00

Side 2

Wrong Side of the Road - Whistlin Past the Graveyard – Kentucky Avenue – A Sweet Little Bullet From a Pretty Blue Gun – Blue Valentines

Tom Waits é um rapaz muito cá de casa.

Uma voz que, segundo a revista Rolling Stone, tem alcatrão suficiente para asfaltar uma auto estrada inteira.

Ele acrescentaria que Tom Waits tem, na sua voz, nos seus poemas, uma força e um encanto capazes de abalar túmulos.

Gosta de todos os seus discos e tem sempre muita dificuldade em explicar como este cúmplice da noite lhe provocou a doce mania de ficar dependente das suas canções.

Só tenho problemas com o álcool quando já não tenho mais nada para beber.

E põe-se denunciar o piano, em alto e bom canto, que é ele que está bêbado e mais ninguém, ou dizer com uma voz, condoída de noites sem sono, de que nunca conheci uma mulher como tu e a gente, do lado de cá do gira-discos, a saber que ele já conheceu mais de mil.

Tanto quanto sabe, Tom Waits não tem um disco de Natal, e que bem que isso lhe assentaria, mas conhece duas canções, pelo menos, que a sua boa vontade vai considerar serem de Natal.

Uma é «Innocent When You Dream» do álbum «Franks Wild Years» e que faz parte da banda sonora de «Smoke», filme de Wayne Wang e Paul Auster.

Outra é «Christmas Postcard From A Hooker In Minneapolis», do álbum «Blue Valentine».

Desta se transcreve a letra, com tradução de João Lisboa, retirada de «Nocturnos», edição bilingue, publicado pela Assírio & Alvim e que, para além da tradução dos poemas, tem uma muito interessante entrevista com Tom Waits.

Postal de Natal De Uma Puta Em Minneapolis

Olá Charley, estou grávida
E a viver na rua 9
Mesmo por cima de uma livraria nojenta
À beira da Euclid Avenue
Deixei de meter droga
E parei de beber Whisky
O meu homem toca trombone
E trabalha no caminho de ferro

Ele diz que gosta de mim
Ainda que o bebé não seja dele
Diz que o vai criar como a um verdadeiro filho
Ofereceu-me um anel que a mãe costumava usar
E sai comigo para dançar
Todos os sábados à noite.

E Charley, penso sempre em ti
Todas as vezes que passo numa bomba de gasolina
Por causa da brilhantina que usavas no cabelo
E ainda tenho aquele disco de Little Antony e os Imperials
Mas roubaram-me o gira-discos
O que é que se há-de fazer?...

Olha Charley, quase dei em doida
Quando o Mário foi de cana
Por isso voltei para Omaha
Para viver com os meus velhos
Mas toda a gente que eu conhecia
Ou morreu ou estava presa
Então voltei para Minneapolis
E desta vez penso que vou ficar por cá

Sabes Charley, pela primeira vez desde o acidente
Parece-me que sou feliz
Só queria ter agora todo o dinheiro
Que costumávamos gastar em droga
Comprava um parque de carros usados
E não vendia nenhum
Para usar um diferente em cada dia
A condizer com a maneira como me sentisse

Oh Charley, por amor de Deus, queres saber toda a verdade?
Não tenho nenhum marido
Ele não toca trombone
E preciso de dinheiro emprestado
Para pagar ao advogado
E, olha, Charley, devo sair com pena suspensa
No dia de S. Valentim.

Texto de Gin-Tonic

domingo, 3 de dezembro de 2017

THE ISLAND STORY


ISLAND - ISL 25 - edição espanhola (1987)

A Island é uma das mais significativas editoras britânicas com nomes como U2, Roxy Music, Bob Marley, Frankie Goes To Hollywood, Jimmy Cliff, Millie, Grace Jones, Cat Stevens...

QUE DOIS...


Notícias Magazine, 03 de Dezembro de 2018.

COOKING VINYL


COOKING VINYL - GRILL 00215 - 1988

Colectânea da editora com nomes como Horseflies, Michelle Shocked, Oyster Band, Mekons, Clive Gregson and Christine Collister e Edward II & the Red Hot Polkas.

sábado, 2 de dezembro de 2017

CRUISIN' 1967


INCREASE RECORDS - INCM 2012 - 1973

Bela capa e excelente conteúdo com, por exemplo, "Society's Child" (Janis Ian), "I Think We're Alone Now" (Tommy James and the Shondells), "Snoopy vs The Red Baron" (Royal Guardsmen), "98.6" (Keith), "The Rain, The Park And Other Things" (Cowsills) e "Incense And Peppermints" (Strawberry Alarm Clock).

JAZZ EN VERVE


VERVE - POL 281 - 1987

Tem uma excelente versão de "Something", dos Beatles, por Chet Baker.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

ROCK MACHINE


CASTLE COMMUNICATIONS - CCSLP 224 - 1989

Não são das bandas/artistas que mais aprecio, mas reconheço-lhes valor, como Moby Grape, Leonard Cohen, Blood, Sweat and Tears, Electric Flag, Tim Rose, Byrds Mike Bloomfield & Al Kooper...

UM BOM ÁLBUM!


Primeiro álbum a solo de Liam Gallagher, dos Oasis.

Uma bela surpresa!