sábado, 4 de outubro de 2008

SCARLETT JOHANSSON


RHINO - 2006

JC trouxe Scarlett Johansson à colação e eu lembrei-me que a rapariga também canta.

Summertime (Scarlett Johansson) - The Sweetest Gift (Ewan McGregor) - In My Daughter's Eyes (Taraji P. Henson) - My Heart Is So Full Of You (Jennifer Garner) - Make You Feel My Love (Jeremy Irons) - Lullabye (Goodnight, My Angel) (John Stamos) - Little Child (Lucy Lawless) - The Wish Song (Marissa Jaret Winokur) - The Greatest Discovery (Eric McCormack) - No One Is Alone (Victor Garber) - Nightshift (Julia Louis-Freyfus) - Golcen Slumbers (Nia Vardalos) - Lullabye In Ragtime (John C. Reilly) - Good Night (Teri Hatcher).

JAMES DEAN MORREU HÁ 53 ANOS


"Dream as if you'll live forever. Live as if you die today" - James Byron Dean

Aquela manhã de sexta-feira nascera solarenga e uma ligeira brisa no ar deixava antever um excelente dia para a viagem que há tanto tempo vinha imaginando.

As filmagem de "The Giant" estavam concluídas e terminada estava também a proibição de participar em corridas de automóveis a que, por contrato, estava comprometido. Mas o bichinho não tinha parado de crescer dentro de si.

Aos 24 anos era já um actor célebre e mais célebre se tornaria ao banalizar todos os "monstros do Cinema" que consigo contracenavam no filme do velho George Stevens. Poderia ter a seus pés (quase) todas as belas mulheres que desejasse. Podia, se quisesse, comprar um bólide novo todos os dias, durante os próximos anos. Poderia até, se lhe apetecesse, mandar tudo bugiar, partir para uma ilha deserta e aí se refugiar durante os próximos anos, certo de que regressaria sempre em plena glória.

Mas isso não lhe bastava.

Necessitava do prazer da velocidade. Do roncar dos motores. Do cheiro da borracha no asfalto. De sentir a traseira do carro fugir-lhe em plena curva e colocá-la de novo, sem pestanejar, dentro da pista. Gostava da luta sem tréguas pela próxima curva. Ser o último a travar, mas sem que isso significasse saltar pela ravina fora, como no "Rebel". Passar por todos os outros e receber antes de todos os outros a "bandeira de xadrez".

E de sentir a coroa de louros à volta do pescoço... Não o James Dean, "the youngest bright star of Hollyood", mas, simplesmente, o jovem e tímido Jim Dean of Indiana, como haveria de lhe chamar mais tarde Phil Ochs na canção que lhe dedicou. E há já muito tempo, desde as gloriosas tardes de Palm Springs e de Bakersfield, que não sentia esse sabor inebriante da vitória...

O seu velho 356 Speedster também já estava a ficar ultrapassado e de há muito que na sua cabeça já estava o novissímo 550 Spyder, que havia visto em pista uns meses antes. Por isso o comprou logo que pode e com ele se inscreveu nas corridas de Salinas, que teriam lugar nesse fim de semana.

Deram-lhe o número 130. Mandou pintar na traseira a expressão "Little Bastard", talvez na esperança de ser assim visto por todos os seus adversários...

Durante a manhã, uma longa passagem pela garagem para as últimas afinações. Um café na loja em frente com o pai, que lhe viera dar um abraço de "boa sorte". E então a fatídica decisão é tomada: em vez de levar o carro no atrelado, como tinha pensado, levá-lo-ia ele próprio estrada acima, pela montanha.

Daria para puxar bem o motor antes das corridas, verificar que tudo estava bem e aproveitar da melhor maneira essa magnífica tarde. Para o que desse e viesse, levaria a seu lado o mecânico, Rolf Wutherick, que ficaria atento ao mais leve e estranho ruído do motor, enquanto ele iria aos ésses pela estrada fora, transbordando de felicidade como uma criança a quem tivessem oferecido um brinquedo novo, deixando que o vento lhe varresse os cabelos na planície...

Que a velocidade era excessiva, comprova-o o polícia que o mandou parar e a multa que lhe passou... Mas, que diabo, o objectivo da viagem não era o de "pisar ovos" e ver a paisagem. Para isso teria escolhido a Highway 1 e iria sempre junto ao mar... Uma última paragem à beira da estrada. Um último café... A parte mais díficil da viagem estava feita. A grande montanha tinha ficado para trás. Agora, seriam umas míseras 28 milhas sempre a descer até Paso Robles e aí, então, tomaria a auto-estrada direitinha até Salinas.

Donald Gene Turnipseed e o seu velho Ford não deveriam estar ali, naquele sítio e àquela hora. E, se estivessem, deveriam ter pensado que aquele pontinho cinzento que se vislumbrava lá no alto da colina não iria chegar ao cruzamento da 46 com a 41 à pouca velocidade a que eles iam, mas à velocidade do som...

Mas estavam, e não pensaram....

E, assim, entraram directamente para a História do Cinema. Eram 17H30 do dia 30 de Setembro de 1955, fez agora precisamente 53 anos.

Depois de ter visto, não tenho a mais pequena dúvida de como tudo se passou. Ainda hoje aquele cruzamento (entre a 46 e a 41) é perigosíssimo, já que se faz a alta velocidade...

A estrada donde vinha o JD começa a descer acentuadamente e é o momento ideal para pôr "prego a fundo". Aparentemente, a visibilidade é boa, mas a estrada é traiçoeira. E às 17H30 de um final de Setembro o sol já devia ir baixo e as possibilidades de encadeamento aumentavam, mesmo com os óculos de sol.

O mais estranho, nos americanos, é que lhe levantaram um busto no Griffith Observatory, de Los Angeles, onde decorrem duas cenas do "Rebel Without a Cause" e ali, no lugar onde morreu, uma simples placa, daquelas que podemos pôr debaixo do braço e levar para casa, assinala o acontecimento.

Duas ironias do destino:

- poucas semanas antes, JD gravara, para a televisão, um pequeno "spot" publicitário para a "Segurança Rodoviária", alertando para os riscos do excesso de velocidade nas auto-estradas e terminando com um "tenham cuidado, porque a vossa próxima vítima posso muito bem ser eu", enquanto brincava com o laço da maneira como o faz naquela célebre cena do "Gigante";

- O amigo fotógrafo Sanford Roth, que já o havia fotografado várias vezes antes, iria acompanhá-lo nas corridas desse fim de semana. Foi buscá-lo a casa bem cedo e, por isso, a última manhã da vida de JD ficou profusamente ilustrada para a posteridade.

Colaboração de Luís Mira

MAIS UM SÍMBOLO DA EXPO ABAIXO


Concedo que o JumboTron já era arqueologia tecnológica e que a parede encarniçada tivesse os seus detractores, mas é (mais) um símbolo da EXPO '98 que desaparece.

A Praça Sony, que tantas noites de sã loucura proporcionou a milhares de portugueses felizes, vai dar lugar a um hotel e ao Centro de Congressos da FIL, ao que se sabe.

Ainda por cima, 10 anos depois, não há ainda (pelo menos por enquanto) um livro, um DVD que nos perpetue na memória os 132 loucos dias da Expo.

PETER, PAUL AND MARY


WARNER BROS EP 63 M

Oh, Rock My Soul – Rocky Road – Quit Your Low Down Ways

Para além de tudo o mais, do que Mr. “Ié-Ié gosta é de singles e de EPs.

O escriba faz-lhe a vontade.

Este é o primeiro EP que comprei de Peter Paul and Mary.

Foi em 25 de Outubro de 1966 na Discoteca Universal.

Para além de “Oh, Rock My Soul”, uma canção que sempre me há-de empolgar, gosto daquele expressivo sorriso da Mary Travers que se pode ver na capa.

Por um destes dias há mais Peter Paul and Mary.

Colaboração de Gin-Tonic

ALL YOU NEED IS LOVE


São 5 DVDs fantásticos num total de 14 horas e 45 minutos!

O registo, a história de uma época!

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

WEDDING SONGS


SPARROW - 1994

Comprei esta colectânea por ter sido o único sítio onde encontrei uma linda canção de Noel Paul Stookey, "Wedding Song (There Is Love)", que só tinha em single de vinil.

Giving You The Rest Of My Life (Bob Carlisle) - I.O.U. Me (Bebe and Cece) - No Remedy For Love (Susan Ashton) - Go There With You (Steven Curtis Chapman) - All I Ever Wanted (Margaret Becker) - God Causes All Things To Grow (Steve Green) - Amen! Praise And Glory (Michael Card) - All I Long For (Michael English and Susan Ashton) - To Keep Love Alive (Out Of The Grey) - Wedding Prayer (Wendy and Mary) - Friends For Life (Debby Boone) - Over And Over (Annie Herring) - Wedding Song (There Is Love) (Noel Paul Stookey).

CLIFF RICHARD EM PORTUGAL


Ainda não vi e acho que não vou ver este DVD, mas achei que tinha de o ter. Lembro-me de ter entrevistado Cliff no Algarve nos anos 80 e, com paciência, autografou-me tudo o que eu quis.

Por isso, acho que lhe devia isto. E até pode ser que precise do DVD um dia mais tarde.

Além do mais estava em saldo na FNAC-Colombo (Lisboa): passou de € 24,50 para € 5,99.

LOS BRAVOS NO CINEMA


O filme estreou-se no cinema Monumental, em Lisboa, no dia 19 de Fevereiro de 1969. Acho que nunca o vi, pelo menos não me lembro.

JOSÉ GUARDIOLA


VERGARA 35.0.088 C - 1964

"Non Ho L'Età (Per Amarti)" em castelhano, bem como "Una Lacrima Sul Viso".

GENE CLARK


EDSEL ED CD 263 - 1967-1988

Echoes - Think I'm Gonna Feel Better - Tried So Hard - Is Yours Is Mine - Keep On Pushin' - I Found You - So You Say You Lost Your Baby - Elevator Operator - The Same One - Couldn't Believe Her - Needing Someone

Gene Clark, Chris Hillman, Bill Rinehart, Clarence White, Mike Clarke, Glen Campbell, Jerry Kole e Leon Russell são os heróis desta jornada.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

CHICO BUARQUE DE HOLLANDA



MANTECA WORLD MUSIC - 2001

A Banda - Sonho De Um Carnaval - Quem Te Viu, Quem Te Vê - Roda Viva - Carolina - Funeral De Um Lavrador - Pedro Pedreiro - Logo Eu? - Retrato Em Branco E Preto - Um Chorinho - A Rita - Meu Refrão - Será Que Cristina Volta? - Ela Desatinou - Lua Cheia - Onde É Que Você Estava - Desencontro - Até 2ª Feira - Madalena Foi Pró Mar - Olé Olá

Não sou especialmente fã de Chico Buarque de Hollanda, mas aprecio sobremaneira a fase inicial da sua carreira.

PÁGINAS AMARELAS DE BOLSO


Uma boa ideia! Porque não se lembraram mais cedo?

UM LIVRO INTERESSANTE


"A Matemática das Coisas", Nuno Crato, Gradiva, 2008, 246 págs, € 13

Aqui se pode saber, por exemplo, porque é que as folhas A4 têm a forma e as medidas que têm.

Cortesia de Pedro Almeida

AGENDA CULTURAL DE LISBOA


A Agenda assinala os 10 anos da morte de José Cardoso Pires (1925-1998) com uma entrevista a Inês Pedrosa, autora da "Fotobiografia de José Cardoso Pires" e uma grande reportagem sobre os locais lisboetas do escritor.

Mas tem muito mais...

MORTE E VIDA SEVERINA


Quem diria que esta peça com música de Chico Buarque de Hollanda foi representada em Portugal, em Maio de 1966, com o patrocínio do Ministério da Educação Nacional!

LIVERPOOL SOUND COLLAGE


Chegou a pensar-se que Paul McCartney incluiria neste álbum o famoso e até hoje completamente desconhecido "Carnival Of Light".

Nada feito!

A grande surpresa deste disco é a participação dos Super Furry Animals.

DANIEL BACELAR PIRATA, POR UMA VEZ...


Daniel Bacelar não quis ficar atrás do aniversário do blogue e ofereceu uma ultra-pirata-doméstica gravação de Ricky Nelson que mais ninguém tem (nem o próprio...).

OUTRA PRENDA DA AIDA


ORFEU TSAT-301 - 1981

Marmelada - Muamba, Banana e Cola

PRENDAS, PRENDAS, PRENDAS!


ORFEU TS 325 - 1983
Portuguesa Bonita - Saudade, Saudade

Aida Santos quis assinalar este aniversário com muitas prendas. Esta é uma delas!

Obrigado!

NEM CHEGOU A 10 € A CADA UM

Uns amigalhaços decidiram assinalar o primeiro aniversário do blogue para o qual tanto têm contribuído e... calhou uns 10 € a cada um...

As estórias que se contaram!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

NOVO "DÓLAR" NORTE-AMERICANO


HOTEL TURISMO


Cortesia de Fernando Pereira

QUE COISA!!!


OVAÇÃO OV-N-031 - 1987

Apoio cultural da Câmara Municipal de Oliveira do bairro na divulgação dos seus valores.

ROBERTO CARLOS


CBS 6535 - edição portuguesa

Eu Te Amo, Te Amo, Te Amo - Com Muito Amor E Carinho - Canzone Per Te - É Tempo Di Saper Amare

Já tínhamos visto a edição castelhana.

RÁDIO SIM, PORQUE NÃO?


Foi com enorme prazer que recebi um convite do grupo Renascença para estar presente na apresentação à Imprensa da sua mais recente criação, a Rádio Sim, dedicada à geração de 50, 60 e princípios de 70.

Antes de mais, os meus agradecimentos por se terem lembrado de mim. Acreditem que foi um prazer rever as nossas velhas glórias (claro que velhos são os trapos) bem de saúde e com uma boa disposição que, confesso, me surpreendeu.

Permitam-me salientar um pequeno pormenor que me sensibilizou profundamente que foi, a dada altura, o Paulo Alexandre ("Verde Vinho") dirigir-se a mim, dar-me um abraço, demonstrar pela conversa que se seguiu que estava perfeitamente a par das poucas coisas que fiz no meio musical, já lá vão mais de 47 anos, e isto tocou-me profundamente, pois nunca tínhamos sido apresentados.

Desculpem esta piroseira demasiado privada, mas tinha de contar....

Mas vamos ao evento em si. Extraordinária realização sobre todos os aspectos, foi tudo calculado desde o grafismo até ao ambiente para nos transportar, como disse antes, aos anos 50 e 60.

Foi apresentado um pequeno documentário relativo àquela época, ao que se seguiu a apresentação pelo presidente do grupo Renascença, cónego João Aguiar Campos, e pela directora da Rádio Sim, Dina Isabel, que explanou em mais pormenor os intuitos da estação.

Chamo a atenção de que, vulgarmente, estas apresentações são uma enorme chatice, mas o curioso é que, desta vez, a coisa foi tão bem feita e em familia, que até deu vontade de pedir mais.

Seguiu-se depois e devo confessar-lhes uma das coisas a que me foi dado assistir espantado e agradávelmente surpreendido que foi a actuação da Orquestra Ligeira do Exército e dos seus cantores que me deixaram totalmente colado à cadeira, eu e todos os presentes.

Estamos habituados àquelas "charangas" do Exército com aquele seu cunho militar (claro que lá terá de ser para dar aquele ar marcial), mas aqui assistimos a extraordinários músicos, dominando totalmente não só os instrumentos e as novas técnicas que nos brindaram com extraordinários arranjos das tais melodias dos anos 50 e 60 que nos são tão caras com uma roupagem moderníssima!!!!!

Depois, os seus quatro cantores (dois rapazes e duas raparigas) brindaram-nos com uma selecção de canções dos Beatles que, só vos digo, puseram o pessoal aos saltos.

Que extraordinárias vozes, que grandes músicos, os daquela orquestra, nunca esquecendo o seu maestro que nos faz lembrar que há uns anos ainda havia umas orquestras assim, infelizmente desaparecidas hoje em dia.

Um grande aplauso ao nosso Exército por nos dar uma grande lição de profissionalismo e dedicação, dando-nos, pelo menos, a esperança de que nem tudo está perdido, pois dentro ou fora do Exército temos ali grandes músicos e cheios de carisma.

Ficou tudo com sede por mais, mais música e novidades da nova estação que, atenção, muita atenção, já está a emitir em FM, em 102.2 (
ex-Rádio PAL, de Palmela - nota do editor), frequência que abrange Lisboa e Setúbal.

Vão lá e podem ter a certeza que não se arrependem!!!! É uma rádio práfrentex, não um ferro velho e, acreditem, há muito que uma estação de rádio assim fazia muita falta.

Colaboração de Daniel Bacelar