
Os madeirenses Demónios Negros, do actualmente televisivo Luís Jardim, foram os vencedores da 2ª eliminatória do Concurso Ié-Ié que se realizou no dia 04 de Setembro de 1965, no Teatro Monumental, em Lisboa. Obtiveram 35 pontos.
O segundo lugar foi para os Twist Star, de Póvoa de Sta Iria, com 25 pontos, o terceiro para os Fliers, de Cascais, com 20,5.
Depois do podium, ficaram Primavera Em Sintra (Sintra, 13,5 pontos) e os Kalyfas (Torres Novas, 10 pontos).
Segundo a reportagem da revista "Rádio & Televisão, os Demónios Negros eram formados por Alberto Manso, 17 anos, vocalista e baterista, Tiago Camacho, 17, viola baixo, Luís Jardim, 15, viola ritmo, e Óscar Gonçalves, 18, viola solo.
Nesta época, com 15 anos, Luís Jardim bem poderia ter sido o viola ritmo (se não houve lapso da revista), mas hoje em dia, com residência em Londres, o madeirense é sobretudo conhecido como percussionista (sangue latino?).
Atentem à lista de participações de Luís Jardim que eu consegui reunir e que seguramente estará incompleta:
David Gilmour, Dream Academy, David Bowie, Clime Fisher, Kirsty MacColl, Lisa Stansfield, Rolling Stones, Dusty Springfield, Oleta Adams, Hothouse Flowers, Chimes, Black, Robert Palmer, Soul II Soul, Annie Lennox, Betsy Cook, Paul McCartney, Cat Stevens, Bryan Ferry, Malcolm McLaren.
Regressando ao ié-ié puro e duro:
Os Demónios Negros, ainda segundo a mesma reportagem, vestiam fatos com riscas pretas e gravatas com riscas encarnadas e cantaram "It's Not Unsual", "Teu Amor" e "Kansas City". Cabelos muito compridos, estilo beatle.
São todos estudantes, tendo começado por formar um grupo de futebol e só depois veio o conjunto musical (sic). Empolgaram o público do Monumental e os maiores aplausos foram para o baterista.
Os Twist Star era um grupo curioso, já que eram formados por operários nas Oficinas de Material Aeronáutico e em duas empresas locais: Jaime Carmo Alves, 20 anos, viola solo, Manuel Alves, 19, vocalista e viola baixo, Joaquim Rosado, 22, viola baixo, Fernando Lourenço, 20, bateria, e João Rodrigues, 19, viola ritmo.
Todos de camisa branca e laço castanho escuro. O casaco é da mesma cor e tem o emblema do conjunto. Fundou-se há um ano. É seu dirigente artístico o antigo elemento da orquestra de Belo Marques, François Venturini. Gastaram 60 contos nos instrumentos e actuam em festas no Ribatejo.
Os Fliers, de Cascais, eram formados por Fernando Manuel Catado, 22 anos, bateria, José Manuel Cerqueira, 22, viola solo, Júlio Ribeiro, 22, vocalista e viola ritmo, e Armando Rocha, 23, viola baixo.
Cantaram "La Bamba", "I'm The One", "My Bonnie" e "I Saw Her Standing There".
Os Kalyfas, de Torres Novas, eram formados por João Julião (guitarra), João Luís Alves (baixo), Rui Venâncio, mais tarde dos Xarhanga (bateria), Joaquim Varela (guitarra-ritmo) e José Galamba (voz).
Rui Venâncio foi eleito o melhor baterista do Concurso, tendo recebido uma medalha das mãos de representantes do Movimento Nacional Feminino, organizador do Concurso.
O segundo lugar foi para os Twist Star, de Póvoa de Sta Iria, com 25 pontos, o terceiro para os Fliers, de Cascais, com 20,5.
Depois do podium, ficaram Primavera Em Sintra (Sintra, 13,5 pontos) e os Kalyfas (Torres Novas, 10 pontos).
Segundo a reportagem da revista "Rádio & Televisão, os Demónios Negros eram formados por Alberto Manso, 17 anos, vocalista e baterista, Tiago Camacho, 17, viola baixo, Luís Jardim, 15, viola ritmo, e Óscar Gonçalves, 18, viola solo.
Nesta época, com 15 anos, Luís Jardim bem poderia ter sido o viola ritmo (se não houve lapso da revista), mas hoje em dia, com residência em Londres, o madeirense é sobretudo conhecido como percussionista (sangue latino?).
Atentem à lista de participações de Luís Jardim que eu consegui reunir e que seguramente estará incompleta:
David Gilmour, Dream Academy, David Bowie, Clime Fisher, Kirsty MacColl, Lisa Stansfield, Rolling Stones, Dusty Springfield, Oleta Adams, Hothouse Flowers, Chimes, Black, Robert Palmer, Soul II Soul, Annie Lennox, Betsy Cook, Paul McCartney, Cat Stevens, Bryan Ferry, Malcolm McLaren.
Regressando ao ié-ié puro e duro:
Os Demónios Negros, ainda segundo a mesma reportagem, vestiam fatos com riscas pretas e gravatas com riscas encarnadas e cantaram "It's Not Unsual", "Teu Amor" e "Kansas City". Cabelos muito compridos, estilo beatle.
São todos estudantes, tendo começado por formar um grupo de futebol e só depois veio o conjunto musical (sic). Empolgaram o público do Monumental e os maiores aplausos foram para o baterista.
Os Twist Star era um grupo curioso, já que eram formados por operários nas Oficinas de Material Aeronáutico e em duas empresas locais: Jaime Carmo Alves, 20 anos, viola solo, Manuel Alves, 19, vocalista e viola baixo, Joaquim Rosado, 22, viola baixo, Fernando Lourenço, 20, bateria, e João Rodrigues, 19, viola ritmo.
Todos de camisa branca e laço castanho escuro. O casaco é da mesma cor e tem o emblema do conjunto. Fundou-se há um ano. É seu dirigente artístico o antigo elemento da orquestra de Belo Marques, François Venturini. Gastaram 60 contos nos instrumentos e actuam em festas no Ribatejo.
Os Fliers, de Cascais, eram formados por Fernando Manuel Catado, 22 anos, bateria, José Manuel Cerqueira, 22, viola solo, Júlio Ribeiro, 22, vocalista e viola ritmo, e Armando Rocha, 23, viola baixo.
Cantaram "La Bamba", "I'm The One", "My Bonnie" e "I Saw Her Standing There".
Os Kalyfas, de Torres Novas, eram formados por João Julião (guitarra), João Luís Alves (baixo), Rui Venâncio, mais tarde dos Xarhanga (bateria), Joaquim Varela (guitarra-ritmo) e José Galamba (voz).
Rui Venâncio foi eleito o melhor baterista do Concurso, tendo recebido uma medalha das mãos de representantes do Movimento Nacional Feminino, organizador do Concurso.






















