segunda-feira, 3 de março de 2008

DEMÓNIOS À SOLTA NA 2ª ELIMINATÓRIA


Os madeirenses Demónios Negros, do actualmente televisivo Luís Jardim, foram os vencedores da 2ª eliminatória do Concurso Ié-Ié que se realizou no dia 04 de Setembro de 1965, no Teatro Monumental, em Lisboa. Obtiveram 35 pontos.

O segundo lugar foi para os Twist Star, de Póvoa de Sta Iria, com 25 pontos, o terceiro para os Fliers, de Cascais, com 20,5.

Depois do podium, ficaram Primavera Em Sintra (Sintra, 13,5 pontos) e os Kalyfas (Torres Novas, 10 pontos).

Segundo a reportagem da revista "Rádio & Televisão, os Demónios Negros eram formados por Alberto Manso, 17 anos, vocalista e baterista, Tiago Camacho, 17, viola baixo, Luís Jardim, 15, viola ritmo, e Óscar Gonçalves, 18, viola solo.

Nesta época, com 15 anos, Luís Jardim bem poderia ter sido o viola ritmo (se não houve lapso da revista), mas hoje em dia, com residência em Londres, o madeirense é sobretudo conhecido como percussionista (sangue latino?).

Atentem à lista de participações de Luís Jardim que eu consegui reunir e que seguramente estará incompleta:

David Gilmour, Dream Academy, David Bowie, Clime Fisher, Kirsty MacColl, Lisa Stansfield, Rolling Stones, Dusty Springfield, Oleta Adams, Hothouse Flowers, Chimes, Black, Robert Palmer, Soul II Soul, Annie Lennox, Betsy Cook, Paul McCartney, Cat Stevens, Bryan Ferry, Malcolm McLaren.

Regressando ao ié-ié puro e duro:

Os Demónios Negros, ainda segundo a mesma reportagem, vestiam fatos com riscas pretas e gravatas com riscas encarnadas e cantaram "It's Not Unsual", "Teu Amor" e "Kansas City". Cabelos muito compridos, estilo beatle.

São todos estudantes, tendo começado por formar um grupo de futebol e só depois veio o conjunto musical (sic). Empolgaram o público do Monumental e os maiores aplausos foram para o baterista.

Os Twist Star era um grupo curioso, já que eram formados por operários nas Oficinas de Material Aeronáutico e em duas empresas locais: Jaime Carmo Alves, 20 anos, viola solo, Manuel Alves, 19, vocalista e viola baixo, Joaquim Rosado, 22, viola baixo, Fernando Lourenço, 20, bateria, e João Rodrigues, 19, viola ritmo.

Todos de camisa branca e laço castanho escuro. O casaco é da mesma cor e tem o emblema do conjunto. Fundou-se há um ano. É seu dirigente artístico o antigo elemento da orquestra de Belo Marques, François Venturini. Gastaram 60 contos nos instrumentos e actuam em festas no Ribatejo.

Os Fliers, de Cascais, eram formados por Fernando Manuel Catado, 22 anos, bateria, José Manuel Cerqueira, 22, viola solo, Júlio Ribeiro, 22, vocalista e viola ritmo, e Armando Rocha, 23, viola baixo.

Cantaram "La Bamba", "I'm The One", "My Bonnie" e "I Saw Her Standing There".

Os Kalyfas, de Torres Novas, eram formados por João Julião (guitarra), João Luís Alves (baixo), Rui Venâncio, mais tarde dos Xarhanga (bateria), Joaquim Varela (guitarra-ritmo) e José Galamba (voz).

Rui Venâncio foi eleito o melhor baterista do Concurso, tendo recebido uma medalha das mãos de representantes do Movimento Nacional Feminino, organizador do Concurso.

SYLVA KOSCINA COM LUÍS PIÇARRA


A esbelta Sylva Koscina foi a starlette convidada para os 25 anos da "gloriosa carreira artística ao serviço da música de Portugal" de Luís Piçarra que se realizou no dia 23 de Abril de 1964 no Pavilhão dos Desportos, em Lisboa.

Dezenas de artistas participaram nesta festa, como Fernando Conde e o seu conjunto, Vítor Gomes e os Gatos Negros, José Dores (Zeca do Rock), Carlos Ramos, Fernando Farinha, Hermínia Silva, Alice Amaro, Artur Garcia, Artur Garcia, Madalena Iglésias, Mara Abrantes, Maria José Valério, Max, Tony de Matos.

"O Luís Piçarra, que era meu grande amigo e fazia a gentileza de ser meu fã (como eu dele), usava anel de brazão familiar e o seu nome completo era: Luís Raúl Janeiro Caeiro de Aguiar Barbosa Piçarra Valterazzo y Ribadaneira.

"Era natural de Pizões, Moura, Alto Alentejo, onde se encontravam as propriedades dos seus antepassados, que visitámos juntos", conta Zeca doRock.

Cortesia de Zeca do Rock

AH FADISTA!


FF EP 0070 - 1971

Um Cartaz P'ra Recordar - Digam - Trazia Um Nome - Riso de Criança

Armando Pires é uma figuraça, antigo companheiro da rádio, no meu caso e no do Vítor Soares, da Rádio Comercial.

Mas andou por outras, se bem me lembro, e foi um dos formadores da Rádio Azul, em Setúbal, uma das primeiras livres em Portugal, obra de Jorge Simões, outro notável da rádio portuguesa.

Além de ter dar formação na Rádio Azul, Armando Pires ainda foi fazer uma perninha na Rádio Pal, em Palmela, que nasceu de uma cisão da primeira.

Armando começou cedo, em 1962, na Rádio Ribatejo, em Santarém. Onze anos mais tarde ingressou no Rádio Clube Português. Reformou-se ao serviço da Rádio Comercial e Antena Um.

O jornalista-fadista ainda foi homem da palavra escrita na France Press e no "Europeu" e fez também parte do grupo fundador da Cooperativa TSF.

Ah! E mestre em pingue-pongue!

Neste EP, que Armando Pires dedica à memória do poeta Manuel Andrade, o jornalista-fadista é acompanhado por António Chainho à guitarra e José Maria Nóbrega à viola.

Um agradecimento a Maria João Rocha.

5 MINUTOS DE JAZZ


Tinha 17 anos e, pela primeira vez, ganhei um prémio num passatempo radiofónico, nos "5 Minutos de Jazz".

O José Duarte fez um blindfold test aos ouvintes e eu acertei dizendo que se tratava da orquestra de Count Basie, mas não soube escrever correctamente o nome do tema.

Ainda assim, recebi um pacote de livros da colecção Miniatura da Livros do Brasil.

Várias obras do Romain Rolland e do Graham Greene, que há 39 anos fui buscar à Rádio Renascença, e que ainda hoje guardo no meu baú.

Colaboração de Vítor Soares

FRANKIE LAINE


HALLMARK PDA 016

“Mr. Mouse” diz-nos que no dia em que nasceu a canção que estava então em voga era o “I Believe”, cantada pelo Frankie Laine.

Tinha oito anos quando “Mr. Mouse” nasceu e lembro-me de o meu pai ter comprado um “Popular Favourites” da Philips em que, para além de outras canções e cantores, estava o “I Believe” cantado pelo Frankie Laine.

Gosto muito dessa canção e volta e meia dou comigo a trauteá-la. Lembro-me de num “TV Clube” da Televisão-Portuguesa-a-Preto-e-Branco, ver um cantor brasileiro, de nome Francisco Egídio, a cantar, sentado numa escada, a versão portuguesa de “! Believe”.

Há uns 25 anos mandei vir de Londres uma antologia do Frankie Laine onde, para além de “I Believe”, podemos encontrar grandes êxitos como: “Jezebel”, “Granada”, “Your Cheatin’Heart", “A Woman in Love”, “Sixteen Tons” e “High Noon” que é a canção tema do filme, com o mesmo nome, de Fred Zinnemann com Gary Cooper e Grace Kelly.

A canção é da autoria de Dimitri Tiomkin e Washington e recebeu um Óscar da Academia para a Melhor Canção.

Hoje muito poucos saberão quem é o Frankie Laine.

Colaboração de Gin-Tonic

JOSÉ FANHA


DIAPASÃO - 14007/G - 1977

Eu Sou Português Aqui (José Fanha/fundo musical de Pedro Caldeira Cabral) - Terra Mãe (Dulce Fanha/Joaquim Gil Nave)

Aqui vai uma capa muito "estética do miserabilismo", nem sequer neo-realista, muito lumpen, muito bidonville.

Mas na altura gostei do poema, quando Fanha o levou à "Cornélia". Eram os "salad days", claro.

Hoje, ao ver a capa e ler o texto da contra-capa, lembro-me de L P Hartley: "The past is a foreign country; they do things differently there".

Colaboração de JC

A foto da capa é de Rui Pacheco e o arranjo gráfico de M. Botelho.

Vozes de Adelaide Ferreira, Argentina Rocha, Fernando Tordo, Luísa Basto e Paulo de Carvalho.


Acústicas de Júlio Pereira, acordeão de Helder Reis, baixo de Paulo Godinho, Bateria de Vítor Mamede e flauta de Rão Kyao.


Arranjo e direcção musical de Júlio Pereira.

MAIS UM DE ALAN CLAYSON


Uma revisitação extremamente interessante dos primórdios e do período formativo de um número impressionante de bandas inglesas.

A quantidade de músicos provenientes do Norte de Inglaterra (mas não exclusivamente) que fizeram a "recruta" nos bas-fonds de Hamburgo enchia um Who's Who dos anos 60.

Colaboração de Queirosiano

A FAMÍLIA PITUXA DA TV


MOVIEPLAY SP 20.014 - 1972

"São Horas Meninos" tem letra de Maria João Duarte, presumo que a Mãe de Pedro Rolo Duarte, e música de Eugénio Pepe.

Colaboração de Teresa Lage

MAIS UM DO PARTIDO SOCIALISTA


EDIÇÃO DO PS

Vitória-Liberdade (José Faria/Pedro Jordão) - Mão-Flor (Jorge Guimarães/José António) - Internacional (tradução de Manuel Alegre) - Hino Nacional (Henrique Lopes de Mendonça/Alfredo Keil)

Canta Beatriz Ferreira, acompanhada por Fernando Freitas, Vital Pinto, Martinho da Assunção e José Maria da Nóbrega.

LISBOA RURAL (02)


Paredes-meias com a catedral do consumo, em Lisboa.

LISBOA RURAL (01)


Que bela quinta, parece-me que abandonada. Sabem onde fica?

EMPREGADO PRECISA-SE (02)

Vista geral da dita esplanada

domingo, 2 de março de 2008

A PRIMEIRA FOTO DE DANIEL BACELAR


Esta é a primeira fotografia de marketing de Daniel Bacelar quando o jovem Ricky Nelson português tinha apenas 17 anos.

A fotografia foi enviada às fãs em 1960, logo após Daniel Bacelar e os Conchas terem gravado o que é considerado o primeiro disco (EP) de rock feito em Portugal, "Caloiros da Canção 1".

Já agora, houve algum "Caloiros da Canção 2"?

ALGUÉM CONHECE?


A legenda desta foto, inserta no livro "The Beatles Apart", de Bob Woffinden (Proteus, 1981), reza que esta empregada do Hilton, em Amesterdão, é de nacionalidade portuguesa, mas infelizmente não a identifica.

Em tempos, enviei ao Hotel um email, solicitando a identificação, caso a tivessem, mas a resposta foi negativa.

Alguém conhece?

EMPREGADO PRECISA-SE (01)


E o insólito aconteceu.

Hoje, depois da caminhada habitual de uma hora pelo Parque das Nações, em Lisboa, sentei-me na esplanada da Tertúlia da Marina, para um retemperador creme de cenoura.

Estava um lindo dia de sol, mas a esplanada nem estava cheia, ao contrário do Cervejanário, do "Moscas", da Imperial e dos restantes, o que já prenunciava qualquer coisa de estranho.

E essa qualquer coisa de estranho aconteceu mesmo: fui o último cliente a falar com o empregado, após o que este desapareceu sem deixar rasto. Sem Rasto, portanto.

Saciado o creme de cenoura, pedi uma salada de frutas e um café, ao que o empregado anuiu, só que em vez de requisitar o pedido, acto contínuo subiu as escadas exteriores ao lado do restaurante, para o interior do Parque, e não mais apareceu. A sério!

Ainda tentei um esclarecimento no interior do restaurante, o que se provou impossível. "O homem desapareceu, não tem falta de respeito e de educação!", tentou explicar-me num português traiçoeiro uma empregada vagamente eslava.

O que se seguiu foi hilariante: os clientes da esplanada, felizmente jovens e bem dispostos, iam fazer os seus pedidos directamente na cozinha e, de regresso às suas mesas solarengas, traziam a cesta do pão e umas azeitoninhas para enganar a fome.

OS SHEIKS VISTOS POR SARDINE & TOBLERONI


78 ROTAÇÕES (02)


MELODIA 15.094 - Fernando Rolim

Vento Não Batas À Porta - Não Olhes Para Os Meus Olhos

Oferecido ao meu Pai no dia 25 de Novembro de 1956, seu aniversário. Eu tinha 9 anos.

MAIS UMA ENCICLOPÉDIA


Cortesia de Zeca do Rock

ROCK PORTUGUÊS EM PINTURA



Vitinho - como é conhecido - não é uma personagem qualquer.

Em Coimbra, vanguarda da cultura urbana musical, foi um dos expoentes dos Tédio Boys.

Mas foi em Londres que atingiu o seu zenite com os Parkinsons. Fugazmente, foram a banda mais querida na capital britânica do post-punk.

Hoje em dia, Vitinho, conhecido como Sardine, artista plástico, juntou-se a um amigo suiço, igualmente residente em Londres, Tobleroni, e toca de retratar a história do pop português desde sempre.

Intitulada "Espelho Meu", a exposição vai agora percorrer o País, numa vitalidade da imaginação e criatividade de Sardine & Tobleroni.

HOTEL ROSA


sábado, 1 de março de 2008

L'AN 2005


COLUMBIA - 8E 016-10673 M - edição portuguesa

L'An 2005 (In The Year 2525) - La Fille D'Ipanema (The Girl From Ipanema) - Regarde Sous Ton Balcon (Make Me An Island) - Daisy
Adquirido pelo irmão mais velho em Évora em Fevereiro de 1970.

NINGUÉM FALA DELA?


CARRERE 49593 - 1980 - edição francesa

Tiroli-Tirola - Não Te Cases

Aqui até parece um borracho.

MUNDO DA CANÇÃO Nº 1


Ainda antes do fim da década de 60 nasceu em Portugal o "Mundo da Canção".

O primeiro número da revista tinha 24 páginas e no Editorial explicavam-se os propósitos: "No plano nacional divulgar o mais possível todos aqueles que estão lutando para transformar e dar novos rumos à música Portuguesa. (...) No plano internacional, das canções que dia a dia nos chegam serão publicadas as letras das que maior êxito obtiverem entre nós".

Grande parte do nº 1 da "Mundo da Canção" era preenchido com letras de músicas internacionais, mas também lá estavam composições de José Afonso, Duarte e Ciríaco, padre Fanhais e Manuel Freire.

Podiam ainda ler-se textos sobre Carlos do Carmo, José Afonso, aniversários de vedetas e curiosidades.

Colaboração de Vítor Soares

ÚLTIMO CALHAMAÇO ENCICLOPÉDICO


Extremamente útil na área rock e soul norte-americanas. 881 páginas. A edição é de 1989.

INDEPENDANÇA


Os nomes mais alternativos era aqui que os encontrava. Para quem escrevia no Blitz, estes auxiliares de memória eram preciosos. Esta edição é de 1997.