terça-feira, 25 de março de 2008

UHF CELEBRA 30 ANOS NA AULA MAGNA


Os UHF celebram 30 anos de música com um concerto no próximo dia 28 de Março, sexta-feira, na Aula Magna, em Lisboa. Vai ser uma lição de cátedra.

António Manuel Ribeiro está em grande! Além dos dois volumes de Raridades que foram editados não há muito tempo, prepara pelo menos mais um que poderá incluir a primeira maqueta dos "Cavalos de Corrida", um dos clássicos do novo rock português.

Para finais de Abril, está prevista a edição de uma colectânea - "Os Anos Valentim de Carvalho" - em que o próprio AMR esteve envolvido e empenhado. A compilação tem a chancela de qualidade de Do Tempo Do Vinil.

Voltaremos a falar dela por aqui.

Para já, gostaria de vos aconselhar estes dois volumes de Raridades, intitulados "Canções Prometidas".

O primeiro volume inclui "Deste Lado Do Rio" (1979), "Estou De Passagem (Voo 079)" (1979), "Jorge Morreu" (1982), "Nove Anos" (1987), "Esta Mentira À Solta" (1989), "Geraldine" (1990), "Dois Numa Vida" (1993), "Joana (A Mais Bela)" (1998), "Por Essa Mulher" (1999), "Uma Valsa/Uma Dança" (2001), "A Lágrima Caiu" (2004), "Menino" (2005/07), "Canção De Roubar O Amor" (2005/07) e ainda uma 14ª canção escondida, uma versão acústica de "Coisa Boa".

O segundo volume contém "Violenta Violência" (1979), "Há Quem Diga" (1979), "Celebração" (1981), "De Um Artista" (1988), "No Portugal Dos Pequeninos" (1990), "Em Coimbra" (1992), "Glória Maria" (1997), "Sierra Maestra" (2000), "Do Zero" (2004), "Cromados & Limalha" (2005), "Matas-me Com O Teu Olhar" (2004), "Rua Do Carmo" (2006/07), "Grândola, Vila Morena" (2001/07), esta última com a participação de Samuel, Manuel Freire, José Jorge Letria e Vitorino.

Para cada uma das canções, António Manuel Ribeiro escreve pequenos, mas deliciosos, apontamentos.

4 comentários:

filhote disse...

Em 1980, os UHF eram a minha banda nacional. Aquele apoteótico concerto na festa do Se7e (Campo Pequeno) arrebatou-me...

Hoje, como banda, os UHF são uma sombra da formação original, ou seja, nem sequer são uma banda. Porém, AMR permanece igual a si próprio. Um verdadeiro combatente do Rock'n'Roll. E se eu estivesse em Lisboa não faltaria à festa dos 30 anos.

Também eu me sinto um "Rapaz do Caleidoscópio"...

filhote disse...

Ainda a propósito de UHF... alguém conhece o album "Comédia Humana" (início dos 90-BMG)????

Trata-se de um disco quase esquecido, mas para mim, dos melhores da História do Rock português... ouçam-no com atenção e vão ter uma grande surpresa... as canções estão polvilhadas de boas influências... Kinks, principalmente... um dia disse-o a AMR e ele sorriu, concordando...

Ah, e esqueci-me de contar... depois de ter visto em adolescente os UHF ao vivo, cumpri o sonho de partilhar um palco com eles. Foi em Tavira, 1999!!!

ivan disse...

Nunca me quiz comparar com zé carvalho,( não em termos de qualidade, pq até tem erros de execução em discos)) mas esta formação ser uma sombra dos UHF originais, não concordo.Se me disserem que houve em tempos alguns musicos que aqui passaram, que não mereceram vestir a camisola dos UHF em palco, concordo.Até parece q o Antonio deu um concerto sozinho....enfim. Pois é filhote, nem me lembro de ti em tavira (CABANAS) mas, dizeres q não somos uma banda? Estás mm muito enganado......se o concerto da Aula Magna foi bom, é pq existe uma grande cumplicidade entre a banda, o que da minha parte se vem construindo quase há dez anos. Para quem só fala do Á FLOR DA PELE....ouçam tambem - LA POP END ROCK ou SIERRA MAESTRA ou mesmo o HÁ ROCK NO CAIS...para não falar do DVD q está aí á porta. Deixo este comentário aqui, pq a banda q escreve a estoria do UHF hoje, merece algum respeito e os atentos sabem-no.

filhote disse...

Caro Ivan, vocês merecem o meu maior respeito. Fui mal interpretado, e talvez até tenha exagerado nas palavras utilizadas.

Aliás, quem me dera ter feito parte dos UHF, fosse em que fase fosse. Teria concerteza aprendido muito!

Quando escrevi que vocês são "uma sombra" da formação original, ou "nem sequer são uma banda", apenas me expressei como fã da primeira hora. E não como músico/colega. Ou seja, não os considerei uma banda no sentido clássico de um grupo de rapazes que crescem juntos, formam uma banda, fazem canções, e "conquistam o mundo".

Isto é, "uma sombra" não no sentido técnico/musical - até serão hoje porventura bem superiores -, mas no sentido da memória colectiva.

Por exemplo, quando vou ver o McCartney ao vivo, e do palco explode "Back in the USSR", imagino os Beatles à minha frente. O mesmo me acontece com outras bandas clássicas antigas, semi-desintegradas pelo tempo. Todavia, é uma verdadeira banda que está no palco. E que banda!

Por isso, peço desculpa se fui ofensivo de alguma forma.

(estive, sim, no show de Tavira/Cabanas. Sou o Pedro Freitas Branco dos Pedro e os Apóstolos!)

Grande abraço!