quinta-feira, 28 de maio de 2015

A COCA-COLA E A PRIMA


Estas salvaram-se do "tsunami" doméstico: uma clássica britânica e a sua prima de baunilha.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

FÃ PORTUGUESA EXULTA COM McCARTNEY


A decisão de gastar um mês de ordenado para viajar a Londres e assistir a um único concerto não é fácil!

Mais ainda, quando fui pesquisar a agenda de concertos do Sir Paul McCartney, no início de Março, estava a poucas horas da abertura da venda de bilhetes para os concertos na Europa.

E também o pensamento de que ia ver o concerto só porque era o Beatle Paul em pessoa, mesmo que “já não cantasse”, deixava-me com remorsos de gastar o meu precioso dinheiro…

De notar que já vi o Paul em 89, em 93 e em 2004 no primeiríssimo Rock In Rio Lisboa, da primeira fila, bem no centro!

E então, para que não viesse a ficar arrependida, decidi que ao menos uma vez na vida ia assistir ao soundcheck do Sir Paul e ver o concerto de um bom lugar, mesmo que para isso ficasse sem a quantia que me daria, por exemplo, para comprar uma guitarra, objecto que faz parte da minha lista de desejos (já tenho mais do que uma guitarra, claro), dado que toco quase diariamente, por gosto, sozinha ou acompanhada, para mim ou para os outros, com ou sem remuneração…

Também se diga que comecei a tocar guitarra por causa dos Beatles, há uns bons 30 anos…

Bem, tudo passa tão rápido!

Mesmo tendo estado um tempo considerável a apreciar a performance do Paul e da banda na O2 Arena, London, 23 de Maio de 2015, visto que, somando o tempo do soundcheck e do show, foram quase 5 horas de festa, perto de 60 músicas ao todo, parece um sonho! E isto pela magia da sua música, por ver ali à minha frente o mentor daquele “mundo fantástico”, pelos músicos de topo que o acompanham…

O concerto foi absolutamente fabuloso!

O receio que eu tinha de que o Sir Paul já estivesse com pouca energia desvaneceu-se logo na primeira música do soundcheck. E tudo o que se passou nas horas seguintes provou que Paul McCartney é absolutamente único na postura perante a Música! A sua jovialidade é inacreditável!

Toca, canta, fala e move-se como se tivesse 17 anos, tão facilmente como respira, e o seu sentido de humor é o mesmo dos velhos tempos… E no fim do concerto não mostrou mínimo sinal de cansaço!

O reportório musical, também único na sua extensão, qualidade, alegria e positivismo, dava para fazer duas dúzias de concertos de 3 horas só com grandes êxitos sem repetir nenhuma música!!! Existiu alguém, até agora, com este perfil, para além do Sir Paul? Digam-me quem, porque eu não conheço…

Em relação ao público, é de todas as idades e de todas as nacionalidades (falei com brasileiros e japoneses, por exemplo), e são muitos os fãs dedicados, a ver pelos cartazes que levavam. Cheguei a ver casais que afirmam ter-se conhecido por causa do gosto comum pela música dos Beatles!!!

Por outro lado, eu receava que o público permanecesse sentado, pelo menos em parte do concerto, coisa que para mim é impensável num concerto destes. Mas graças a Deus e ao Sir Paul, o público esteve sempre de pé, e eu pude dançar, sentir a música e aproveitar todos os momentos!

Tive uma excelente vista do palco porque, além de estar na sétima fila, praticamente no centro, não tinha ninguém muito alto à minha frente.

Acho que me ficou a 3 euros por minuto (LOL), mas não me arrependo! Ah, e claro, fui sozinha do Porto.

Quanto aos temas tocados, claro que varreram a vastíssima carreira, sendo que várias canções dos Beatles e dos Wings foram estreia nesta digressão. Também tocou temas recentes, como o lindíssimo “Hope For The Future”, o romântico “My Valentine” e o divertido “Queenie Eye”, músicas de estilos muito diferentes e com muita “personalidade”, que não se esperaria que fossem compostas por alguém de 70 anos…

Penso que ele também gosta sempre de tocar alguns temas de rock’n’roll, o que é uma “curtição”, e o facto é que o concerto tem um ritmo quase alucinante, e todos os músicos (incluindo o Paul) tem uma performance excelente, uma pedalada incrível!

O concerto tem dois encores (pelo menos, que me lembre - sim, tem - nota do editor) e um dos últimos temas tocados é o “Helter Skelter”, que “deita a casa abaixo” e eu AMO!!! E nem falemos do “Live And Let Die” que literalmente incendeia a casa!!!!!! “Another Girl”, “All Together Now”, “Paperback Writer”, “Lady Madonna”, um delírio…

Momento verdadeiramente alto em todos os sentidos (a frente do palco subiu e elevou o Paul para tocar sozinho duas músicas em guitarra acústica) foi “Here Today”, dedicado a John Lennon…

Podia ficar aqui horas a escrever sobre todas as canções que ele tocou, sobre as memórias que trazem e os sentimentos que despertam, mas seria infindável…

Em suma: THANK YOU, PAUL! Obrigada por tanta alegria em tantos corações!!!!! LOVE YOU, LOVE YOU, LOVE YOU, LOVE YOU… (The End)

Texto de Cristina Pacheco, em Valongo (Porto)
Imagem de Teresa Lage

UN HOMME ET UNE FEMME


DURIUM - DAT 10042 - edição portuguesa

Un Homme Et Une Femme - Winchester Cathedral - Misty - Febbre Nera

NESTA CASA: HMV


A HMV voltou ao sítio que historicamente lhe pertence: 363 Oxford Street (Londres) depois de ter sido uma loja Foot Locker.

Acho que é a única discoteca (loja de discos) de Oxford Street, onde já houve outra HMV, Virgins, Our Price...

Esta placa foi descerrada em 2000 por George Martin e o regresso da HMV à sua antiga morada foi assinalada in loco por Paul McCartney no dia 18 de Outubro de 2013.

HÁ 50 ANOS PARA TUDO...


"The Beatles - 50 Fabulous Years", Robert Rodriguez, 2009, 7,99 £ (Foyles, Londres)

Muito interessante!

NESTA CASA: JOHN LENNON


34 Montagu Square, Londres

Casa de Ringo Starr (1965), onde também viveu Jimi Hendrix com Chas Chandler (1967).

Local das fotos de "Two Virgins", de John e Yoko (1968).

Foi aqui também que a polícia encontrou cannabis, o que levou a uma condenação de John por droga (18 de Outubro de 1968).

John Lennon e Yoko Ono viveram aqui até finais de 1968, quando Ringo se desfez da casa.

Como Ringo Starr felizmente ainda não morreu não tem direito a citação.

FOYLES


Foyles Bookshop, 107 Charing Cross Road, Londres

Paragem obrigatória em Londres.

Já não encontrei o "velhote" que sabia o paradeiro dos livros, sem necessidade de computadores.

Ah! Agora, já há computadores, elevadores e até um café!

UK Bookseller of the Year 2013.

Ver informação aqui.

VINMAG


Uma das grandes novidades da nova Londres são estas lojas de "coisas antigas": um regalo para os olhos, um desastre para a carteira!

Ver aqui.

NESTA CASA: FERNANDO PESSOA


Rua Passos Manuel, 24, Lisboa.

A tia Anica era Ana Luísa Xavier Pinheiro Nogueira, única tia materna, casada com o agrónomo João Nogueira de Freitas.

GAMADO DO FEICEBUQUE


terça-feira, 26 de maio de 2015

O OURO E O TRIGO


AMIGA - 845140 - edição da RDA (1977)

Carlos Paredes (Meister der portugiesischen Gitarre) - "Das Gold Und Das Getreide" ("O Ouro e o Trigo")



A.1 Introduktion
A.2 Das Gebirge Und Die Ebene
A.3 Palasttanz
A.4 Tanz Der Bauern
A.5 Durst Und Tod
A.6 Zur Erinnerung An Eine Bäuerin
A.7 Erster Mai

B1 Grüne Jahre
B2 Marionette
B3 Melodie
B4 Portugiesische Tänze
B5 Divertimento
B6 Variationen In D-Moll

Gravado em Fevereiro de 1977 durante o  7º Festival da Canção Política  de Berlim.

Carlos Alberto Moniz na guitarra e Jutta Hofman no discurso.

Colaboração de Pedro Brandão, em Ankara

MARIO LANZA



RCA - TP 357 - edição portuguesa

Granada - Ave Maria - Ave Maria - Valencia

ALL YOU NEED IS LOVE


WEA - 22924-9318-7 - edição portuguesa (1984)

Seve Seans - All You Need Is Love (Lennon/McCartney) - The Killing Moon - Stars Are Stars - Villiers Terrace

COCA-COLA ex-LIFE


Estado caótico da minha querida Coca Cola Life depois de uma viagem Londres-Lisboa no porão do Airbus A-320 "Luís de Freitas Branco" da TAP.

HMV DE REGRESSO


A histórica HMV, em Oxford Street, está de volta, como tinha noticiado o NME em 2013.

Acho que é a única, tudo o resto desapareceu: Virgin, Tower Records, Our Price, Music & Video Exchange...

VIVA O CONCERTO!


Papelinhos do concerto de Paul McCartney no O2, em Londres.

Apanhei-os do chão!

The best things in life are free, disse-me um dia Paul McCartney apontado para os pavões nos jardins do seu estúdio no sul de Inglaterra.

NOEL GALLAGHER


Foi este o único disco que consegui comprar na minha recente expedição a Londres.

E só o comprei por causa da epicidade (DR) do meu encontro de hoje na Antena 3 com o querido amigo Pedro Gonçalves (Oasis versus Blur, dizem eles...).

Vamos ver (ouvir)...

segunda-feira, 25 de maio de 2015

YOKO ONO EM ANGOLA


APPLE - 8E 006-05183 - edição portuguesa em Angola

Listen, The Snow Is Falling - Happy Xmas (War Is Over)

MONSIEUR CANNIBALE


A VOZ DO DONO - 7 LEM 3159 - edição portuguesa

Monsieur Cannibale - Les Yeux Bleus - On Est Si Bien - Elles Sont Futées

domingo, 24 de maio de 2015

BOB AZZAM


BARCLAY - BCGE 28313 - edição espanhola (1961)

Amen Twist - Le Grand Départ - Vieni Vieni - Un Petit Grain de Sable

VIVA O SPORTING


ALVORADA - AEP 60658

Viva o Sporting (Jaime Filipe/Artur Ribeiro) - Cantinho de Morais (Mário Simões) - Qual É A Coisa Qual É Ela (Mário Simões) - Sportinguista (Tavares Belo/Jaime Filipe/Artur Ribeiro)

sábado, 23 de maio de 2015

BRUTAL!


Brutal!

Parafraseando Vítor Gaspar, brutal é o adjectivo mais eloquente que encontro para definir o concerto que Paul McCartney, 72 anos, deu hoje no magnífico O2, de Londres, o primeiro da digressão europeia de "Out There".

E este é o 17º concerto do Beatle que vejo, pelo que já nada me deveria surpreender.

Mas surpreendeu.

Em poucas linhas:

Apesar dos seus 72 anos, Paul está um jovem! Não sei o que anda a fazer, que médicos consulta, que clínicas frequenta, o certo é que a sua aparência física, mobilidade em palco e voz desmente o que poderia ser óbvio.

Venho de um concerto triste de Roberto Carlos, que tem sensivelmente a mesma idade do Beatle, e o que vi no palco de Lisboa foi uma desilusão, um ídolo sem voz. As minhas expectativas para Londres não eram por isso muito altas.

Engano redondo!

Paul McCartney está em excelente forma física e com a voz ainda no sítio, o que não deixa de constituir um espanto.

Uma coisa é certa: ninguém ficou sentado durante as duas horas e meia de concerto!

O concerto ainda vive à base dos Beatles - 60 por cento -, mas, paulatinamente, Paul começa a tomar as rédeas da sua carreira a solo, com destaque também para os Wings.

O alinhamento deveria ser objecto de análise, já não é tão óbvio quanto isso para um Beatle. Inclui os tradicionais êxitos, é certo, mas essa torrente já é mesclada com sonoridades há muito não escutadas, algumas verdadeiras surpresas como "Listen To What The Man Said", "Temporary Secretary", "Another Girl", "Ninety Hundred Eighty Five", "All Together Now" ou "Hi Hi Hi".

Visualmente, o espectáculo é mais sóbrio no que diz respeito às imagens dos Beatles, mas ganha em luminosidade e em jogos de luz. O próprio Paul está mais sóbrio, já não conta as mesmas histórias de sempre. É mais eficaz em termos de comunicação.

Um dos pontos altos do concerto foi a participação de Dave Grohl, dos Nirvana/Foo Fighters, para a rendição de "I Saw Her Standing There".

Um último apontamento para notabilizar o excelente pavilhão onde decorreu o concerto, o O2, ex-Millenium Dome, em Greenwich, que albergou os Jogos Olímpicos em 2012.

É gigantesco (custa acreditar que só tenha lotação para 20 mil), tem uma acústica irrepreensível e é uma autêntica cidade aberta ao público, com restaurantes (até frango assado à portuguesa!), bares, cafés, lojas, cinemas, entretenimentos vários. É uma obra de arquitectura de Richard Rogers.

Há espaços para exposições, estava agora lá uma sobre Elvis Presley, com memorabilia vinda expressamente de Graceland, como automóveis, motas e até a cadeira de barbeiro onde o Rei cortou o cabelo quando foi para a tropa.

É a segunda maior arena da Grã-Betanha, depois da de Manchester, mas a de maior uso em todo o Mundo. O nosso Pavilhão Atlântico é um menino ao pé deste esbelto recinto.

Havia gente de todo o mundo para assistir ao concerto, sobretudo japoneses, mas ao meu lado ficou um casal de noruegueses e duas filas atrás de nós um fã português de Guimarães de quem nos perdemos no final.

Antes do concerto, alguns afortunados foram brindados com souvenirs e um jantar vegetariano, é claro!, numa organização sem espinhas!

Alinhamento do concerto de Paul McCartney:

- Eight Days A Week
- Save Us
- Can't But Me Love
- Listen To What The Man Said
- Temporary Secretary
- Let Me Roll It
- Paperback Writer
- My Valentine (dedicado a Nancy)
- Nineteen Hundred Eighty Five
- The Long And Winding Road
- Maybe I'm Amazed (dedicado a Linda)
- I've Just Seen A Face
- We Can Work It Out
- Another Day
- Hope For The Future
- And I Love Her
- Blackbird
- Here Today (dedicado a John Lennon)
- New
- Queeny Eye
- Lady Madona
- All Together Now
- Lovely Rita
- Eleanor Rigby
- Being For The Benefit Of Mr. Kite
 - Something (dedicado a George Harrison)
- Ob-La-Di, Ob-La-Da
- Band On The Run
- Back In The USSR
- Let it Be
- Live And Let Die
- Hey Jude

- Another Girl
- Hi Hi Hi
- I Saw Her Standing There (com Dave Grohl, dos Nirvana/Foo Fighters em palco)

- Yesterday
- Helter Skelter
- Golden Slumbers/ Carry That Weight/ The End

Texto: Luís Pinheiro de Almeida, em Londres
Imagem: Teresa Lage, em Londres

ESTÁ A SER, ESTÁ A SER...


The O2, Londres

É HOJE!


Londres.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

LIFE WITH LIONS


ZAPPLE - ST-3357 - edição inglesa

Side One

Cambridge 1969 (Lennon/Ono)

Side Two

No Bed For Beatle John (Lennon/Ono) - Baby's Heartbeat (Lennon/Ono) - Two Minutes Silence (Lennpn/Ono) - Radio Play (Lennon/Ono)

Foto de Susan Wood, design de John Lennon e Yoko Ono.

Em "Cambridge 1969", John Lennon toca guitarra.