quinta-feira, 27 de Novembro de 2014

PROCOL'S NINTH


CHRYSALIS - CHR.1080 - edição britânica (1975)

Side One

Pandora'x Box - Fools Gold - Taking The Time - The Unquiet Zone - The Final Thrust

Side Two

I Keep Forgetting - Without A Doubt - The Pipers Tune - Typewriter Torment - Eight Days A Week (Lennon/McCartney)

Comprado numa HMV londrina, provavelmente na Oxford Street, em 1975.

A produção - coisa rara numa banda britânica - é de Jerry Leiber e Mike Stoller.

TRANS


GEFFEN RECORDS - GEF 25019 - edição portuguesa (1982)

1

Little Thing Called Love - Computer Age - We R In Control - Transformer Man - Computer Cowbay

2

Hold On To Your Love - Sample And Hold - Mr. Soul - Like An Inka

Na minha opinião, um dos discos menos conseguidos de Neil Young, demasiado "computadorizado".

Comprado algures no tempo na discoteca do Apolo 70.

MUNCHIE


Praça das Flores, 40, Lisboa - 215 941 802

Hamburgueres... dos bons!

quarta-feira, 26 de Novembro de 2014

REGRESSO AO LOCAL DO CRIME 43


Quando os meus filhos nasceram, o fumo do meu cachimbo recebeu-os um a um, como uma nuvem de boas vindas. Uma nuvem feita de imaginação e de sonho. Todas as minhas casas ficaram impregnadas desses odores – a cada um o seu perfume…

Mais tarde, quando me separei, os meus filhos confessavam-me que sentiam a falta do cheiro do meu cachimbo. Pelo menos ficou-lhes o meu rasto… Efémero, como qualquer fumo.

António Carvalho, «Diário de Notícias» s/d

Colaboração de Gin-Tonic

CASH-IN


ROCK MELON MUSIC LTD - RMMCD 110 - 2014

Puro "cash-in": 6 versões de "There's A Place", 4 de "I Saw Her Standing There", 3 de "Misery", 4 de "From Me To You", 3 de "Thank You Girl", 3 de "Hold Me Tight", 3 de "Don't Bother Me" e 37 segundos de "I Want To Hold Your Hand", tudo de 1963 (hence the date!).

Nem uma palavra!

Safa-se o som: esplêndido!

Mas é cansativo: ouve-se uma vez e guarda-se, talvez para sempre...

PRAÇA SONY


Construída para a EXPO-98, a Praça Sony, com o seu ecrã gigante designado por JumboTron, foi palco de interessantes concertos até aos anos 2000 e um dos ex-libris da Exposição.

Foi desmantelada em 2006.

Que me lembre e, creiam, é muito difícil lembrar o que se passou naqueles loucos meses da Exposição, vi (ou, pelo menos, estive no local) concertos dos Xutos e Pontapés (30 de Maio de 1998), Gene (15 de Junho), Catatonia (17 de Junho), Foo Fighters (22 de Junho), Garbage (23 de Junho), Aterciopelados, banda colombiana (16 de Julho), Ringo Starr (18 de Agosto), no que foi o primeiro concerto de um Beatle em Portugal, e, já depois da EXPO, Oasis (17 de Maio de 2000), no seu primeiro concerto em território nacional.

Mas outros, diz a Blitz, por lá houve como Lou Reed, um Festival Super Bock Super Rock (com Morphine, Spiritualized, Van Morrison).

Outros: BB King, Caetano Veloso, Cesária Évora, Delfins, Gabriel o Pensador, Gal Costa, Gilberto Gil, Joaquin Cortez, Madredeus, Maria Bethânia, Marisa Monte, Morcheeba, Simply Red, Sheryl Crow (tenho uma vaga ideia de alguns destes).

O local onde outrora esteve a Praça Sony é actualmente propriedade da Associação Industrial Portuguesa que, no sítio, deseja construir um hotel e um centro de congressos.

Até hoje...

GRAND HOTEL


CHRYSALIS - 6307 511 - edição original (1973)

Side One

Grand Hotel - Toujours L'Amour - A Rum Tale - T.V. Ceaser

Side Two

Souvenir Of London - Bringing Home The Bacon - For Liquorice John - Fires (Which Burnt Brightly) - Robert's Box

Sou muito fã de Procol Harum, ponto final!

Aqui, os Procol Harum eram Gary Brooker, Alan Cartwright, BJ Wilson, Mick Grabham, Chris Copping e ainda Keith Reid, que era o letrista.

Foi um dos meus álbuns preferidos na minha juventude universitária.

Custou-me 199$00 algures...

terça-feira, 25 de Novembro de 2014

REGRESSO AO LOCAL DO CRIME 42


Finou-se, ontem, o capítulo das caixas de cigarrilhas. Como aconteceu com os charutos, não houve recurso a marcas espalhadas pela internet.

Entende lembrar que as caixas e maços que aqui têm surgido, foram comprados ou oferecidos.

Os charutos, por serem mais baratos, comprava-os em Badajoz.

Não é bem como a história que o avô lhe contava que era mais barato ir cortar o cabelo a Cacilhas. O cabelo não era para ali chamado, o importante, naqueles domingos de antigamente, era a petisqueira, maior fora o dia, maior a romaria.

Óbvio que se tivesse em conta o preço da gasolina e das portagens, os charutos ficavam bem mais caros do que comprados em Lisboa.

Acontece que por motivos, que não vêm à colação, esses custos corriam por conta de terceiros.

Dias de vinhos e rosas.

Para entrar no tabaco para cachimbo, montou este cenário.

Não lhe foi possível digitalizar as caixas de tabaco.

Tentou fotografá-las, mas não saiu nada de jeito.

Para o cenário, para além das caixas, colocou uns cachimbos e uns LPs de jazz e "crooners"

Achou catita.

Vagamente recorda-se que, quando os cachimbos eram acessíveis, antes de se tornarem um culto de idiotice saloia – como os vinhos, os charutos…etc…, etc… -   comprou um cachimbo na "Caravela", ali ao Rossio – já não existe, é uma loja de trapos – subiu depois ao 1º andar, que funcionava como Discoteca, e comprou um LP do Tony Bennett.

 Há-de colocar a capa em post à parte, pois trata-se de um rapaz que muito aprecia.

Uma vaga ideia, disse ele, e apenas isso, ou a formulação para chegar a um qualquer lugar sem saber qual.

As latas que se podem ver são marca «Revelation», «Clan» e «Captain Black».

As primeiras marcas de tabaco de cachimbo que fumou, foram o incontornável «Mayflower», o «Clan», e quando os tostões não chegavam, nem para mandar cantar um cego, o portuguesíssimo «Gama».

Mais tarde fixou-se no «Revelation», uma agradável «Smoking Mixture» da «Philip » e que nos pacotes, em lugar do estúpido «Fumar Mata», dos dias de hoje, tinha «it’s mild and mellow».

Nos finais dos anos 70 deixaram de o comercializar e, mais tarde, descobriu o «Captain Black».

Conheceu-o através de um agente de navegação em Ponta Delgada.

Na primeira vez que apareceu no escritório, aqui em Lisboa, deixou um inebriante perfume, que mais tarde o Paulo Rodrigues definiu como sabor a caramelo.

Na altura não se vendia em Lisboa, mas o Nascimento lembrou-se que tinha um cunhado a trabalhar da Base Aérea das Lajes e passou a receber latas de meio quilo de «Captain Black», a um preço mais que “five Stars”.

Saudades, diz ele.

Colaboração de Gin-Tonic

FALTA UM MÊS


Livros, música, tecnologia...

THE SHADOWS VOCALS


EMI - EG 260075 - edição britânica (1984)

1

The Bandit (1962) - Saturday Dance (1959) - Feelin' Fine (1959) - 4 - Don't Be A Fool (1959) - Baby My Heart (1961) - Lonesome Fella (1959) - All My Sorrows (1961) - Mary Anne (1965) - My Way (1966) - Will You Be There (1966)

2

A Little Bitty Tear (1965) - Me Oh My (1964) - That's The Way It Goes (1964) - Stay Around (1966) - One Way To Love (1966) - The Day I Met Marie (1967) - The Dreams I Dream (1966) - Don't Make My Baby Blue (1965) - This Hammer (1964) - Be Bop A Lula (live) (1959)

Apesar de ser, provavelmente, o mais conhecido conjunto instrumental da música pop, os Shadows (todos eles) também sabiam cantar...

NATAL: DECORAÇÕES


Para quem tem subsídios...

NATAL: REINO DA BRINCADEIRA


Cara vez mais o Natal é para os mais miúdos...

NATAL: BACALHAU E AZEITE


De hoje a um mês...

JÁ É NATAL?


AN EASY CHRISTMAS


CRIMSON - CRIMCD326 - 2001

The Most Wonderful Time Of The Year (Andy Williams) - The Christmas Song (Nat King Cole) - Santa Baby (Eartha Kitt) - Let It Snow, Let It Snow, Let It Snow (Dean Martin) - Have Yourself A Merry Little Christmas (Judy Garland) - Mary's Boy Child (Harry Belafonte) - White Christmas (Bing Crosby) - Silent Night (Al Green) - Rudolph The Red Nosed Reindeer (Crystal Gayle) - Snowbird (Anne Murray) - Winter Wonderland (Don McLean) - Please Come Home For Christmas (Charles Brown) - I'll Be Home For Christmas (Doris Day) - Sleigh Ride (Andy Williams) - Silver Bells (Crystal Gaye) - Santa Claus Is Comin' To Town (Don McLean) - God Rest Ye Merry Gentlemen (Perry Como) - Al Green (What Christmas Means To Me) - Peace On Earth/Little Drummer Boy (David Bowie and Bing Crosby) - Happy New Year (Michael Ball)

Além da música, este CD, com uma bela capa, oferece receitas de cocktails.

25 DE NOVEMBRO


O mais curioso é que, além de jornalista da ANOP, era simultaneamente alferes miliciano no COPCON, no Forte do Alto do Duque (Lisboa).

Outros tempos...

A minha "carreira" militar terminou precisamente no 25 de Novembro.

ACORDAI FORÇAS ARMADAS


FÉNIX - FAT-315-EP - 1975

Acordai Forças Armadas- Vira dos Peditórios - Aviso-te Soldado e Marinheiro - Velho

segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

REGRESSO AO LOCAL DO CRIME 41


O fumo é sagrado.

Ele concorda.

Os índios comunicavam por sinais de fumo.

Na peugada de uma velha canção da Rita Lee, amiúde dizia que um dia havia de ser índio.

Tanto o disse, que a filha Sara, por um Natal, lhe trouxe de Bruges, um machado índio.

Volta e meia olha-o na parede e, com alguma ponta de melancolia, constata que não sabe muito bem por que raio queria ser índio e a Rita Lee, que pedia para bailarem com ela, também nunca lhe explicou, bem explicadinho, esse tal porquê.

Na vida que até agora vai correndo, os dedos das mãos chegam para contar os cigarros, mais um menos um, que fumou.

O prazer-vício-abençoada-maldição, desdobra-o por charutos, cigarrilhas e cachimbos.

Publica hoje a última caixa de cigarrilhas.

Amanhã, encetará caminhos de cachimbadas.

Juntamente com os charutos, a parte nobre da fumarada sagrada.

«Fumo Sagrado» é o título de um livro do cubano Guillermo Cabrera, que o tem acompanhado nestas andanças.

Aproveita para o citar:

Confesso, contudo, estar convencido de que fumar não é o mesmo que escrever.
Os charutos, em especial, são como o cinema: uma arte que é indústria, uma indústria que faz arte. Como os filmes, os charutos são o material de que são feitos os sonhos. A minha ideia de felicidade é estar sentado sozinho no vestíbulo de um velho hotel depois de um jantar tardio, quando já se apagaram as luzes da entrada. É então que, na obscuridade, fumo em paz o meu charuto: aquilo que no passado foi uma fogueira primitiva na floresta, é agora uma brasa civilizada que reluz na noite como um farol para a alma.

Colaboração de Gin-Tonic

OBSCURED BY CLOUDS


STATESIDE - 8E 062-05 054 - edição portuguesa (1972)

A

Obscured Bly Cloud (Waters/Gilmour) - When You're In (Pink Floyd) - Burning Bridges (Wright/Waters) - The Gold It's In The... (Waters/Gilmour) - Wots... Uh The Deal (Waters/Gilmour) - Mudmen (Wright/Gilmour)

B

Chilhood's End (Gilmour) - Free Four (Waters) - Stay (Wright/Waters) - Absolutely Curtains (Pink Floyd)

Banda sonora do filme "La Vallée", de Barbet Schroeder, com Bulle Ogier, Jean Pierre Kalfon e Michael Gothard.

Do meu ponto de vista, um dos melhores álbuns de Pink Floyd.

HAWKS & DOVES


WARNER BROS - REP 54109 - edição portuguesa (1980)

Face 1

Little Wing - The Old Homestead - Lost In Space - Captain Kennedy

Face 2


Stayin' Power - Coastiline - Union Man - Comin' Apart At Every Nail - Hawks & Doves

domingo, 23 de Novembro de 2014

REGRESSO AO LOCAL DO CRIME 40


Admite que é um chato e, mesmo não sendo um fumador inveterado, fuma por prazer, quando lhe apetece, quando as circunstâncias o puxam para aí, não concorda, de modo nenhum, com as sanções que em todo o mundo se generalizaram para a proibição de fumar em bares e restaurantes.

Que os Estados Unidos, esses campeões da democracia, já determinaram que não se pode fumar em jardins, nas praias, nos parques, nem mesmo em casa, se alugada ela é.

Não coiso nem deixam coisar.

Não mais que um total desrespeito pela liberdade individual.

Lembra ter lido que fumar tem muito de cão: aproxima-se para nos servir e ajudar nas dificuldades, quando queremos ficar sozinhos , quando queremos partilhar algo, quando queremos, tão só, que nos deixem fazer o que a alma, seja lá o que isso for, lhe pede mesmo que…

Fumar mata?

O fumo prejudica segundos, terceiros e por aí fora?

Quizas, quizas, quizas.

Como lhe diz a voz azul do Nat King Cole.

E a libertação de aerossóis das torres de refrigeração das indústrias?

E a libertação do fumo dos escapes dos automóveis?

E a violência doméstica?

E os atropelamentos na s passagens de peões?

E a estupidez?

Ah! A estupidez!..., a velha, dramática e constante estupidez…

O mundo nunca foi grande espingarda mas a globalização deixou-o completamente dentro do reino da loucura.

 Péssima loucura, porque há loucuras boas e louváveis.

Um ponto dessa má loucura é o que nos divide entre fumadores e não fumadores.

Assim como Somerset Maugham, no século passado, escreveu que a grande divisão da humanidade era entre os que tomavam banho matinal e os que não tomavam.

Bom, parece que se perdeu… tinha mais qualquer coisa para dizer, mas o que era, estatelou-se naquela parte branca e em ruínas do seu cérebro e não consegue encontrar porta.

Tempo para acender uma "Café Crème" que são as cigarrilhas que, nestes tempos de crise, lhe vão valendo.

Colaboração de Gin-Tonic

FUTUROS BADFINGER


New Musical Express, 23 de Novembro de 1968.

PAVILHÃO DOS DESPORTOS


Situado no Parque Eduardo VII, em Lisboa, o Pavilhão dos Desportos (Pavilhão Carlos Lopes) foi idealizado pelos arquitectos Guilherme e Carlos Rebello de Andrade e Alfredo Assunção Santos para a Grande Exposição Internacional do Rio de Janeiro, abrindo a 21 de Maio de 1923.

Mais tarde seria reconstruído em Lisboa e chamado Palácio das Exposições. A sua abertura deu-se em 3 de Outubro de 1932 com a Grande Exposição Industrial Portuguesa.

Foi adaptado para eventos desportivos em 1946, tendo-se lá disputado o Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins em 1947.

Em 1984, muda o nome em homenagem ao atleta português Carlos Lopes.

Foi encerrado em 2003 e mantém o seu futuro em aberto.

Nos anos 70 abriu as suas portas ao rock, onde vi, por exemplo, 10.000 Maniacs (14 de Outubro de 1989) e Hothouse Flowers (20 de Junho de 1993), depois de ter assistido, nos anos 60, a muitos jogos internacionais de hóquei em patins.

Mas muitos outros concertos ocorreram no Pavilhão, como, por exemplo, Pete Seeger (02 de Dezembro de 1983), documentado em disco, Nick Cave (1988), Vaya Con Dios (1990), Marillion, Jesus and Mary Chain, Van Morrison.

Os Delfins gravam em 1990 um concerto para a RTP e no mesmo ano a Sétima Legião gravou um DVD.

Em tempo, realizou-se também no local um Festival Ié-Ié.

O Pavilhão dos Desportos sempre foi utilizado pela Casa da Imprensa para os espectáculos de entrega dos seus Prémios:

14 de Fevereiro de 1963: Maria de Lourdes Resende, António Calvário, Jorge Machado, Trio Odemira, Eugénia Lima;

01 de Fevereiro de 1964: Simone de Oliveira, Rui de Mascarenhas, Trio Odemira;

03 de Abril de 1965: Simone de Oliveira, Tony de Matos, Conjunto Académico João Paulo;

04 de Março de 1967: Madalena Iglésias, Sérgio Borges, Rock's;

03 de Fevereiro de 1968: Antónia Tonich, Rui de Mascarenhas, Quarteto 1111, Em Órbita;

08 de Fevereiro de 1969: Lenita Gentil, Nicolau Breyner, Duo Ouro Negro, Carlos Paredes;

04 de Abril de 1970: Fernando Tordo, Manuel Freire, José Afonso.

Fontes: BLITZ, Wikipédia, "Casa da Imprensa - 100 Anos de História - 1905-2005", Afonso Serra e Mário Branco, Campo das Letras/Casa da Imprensa, 2006

EMPRESÁRIO DOS BEATLES... O TANAS!


Rádio & Televisão, 20 de Abril de 1968

Quem a revista chama de "empresário dos Beatles" é Peter Brown. Fez parte da equipa de Brian Epstein, é certo, mas nunca foi "empresário dos Beatles", propriamente dito...

ANÚNCIO DE "THE BEATLES"


NME, 23 de Novembro de 1968