quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

ELAS


ALVORADA - N-97-49 - edição portuguesa (1971)

Nós Não Somos Nada (Carlos Portugal) - Eu Canto P'ra Ti (Carlos Portugal)

Arranjos e direcção de Orquestra de Pedro Osório e produção de Carlos Portugal.

Dizem-me que uma das Elas é Isabel Amora, uma das primeiras vozes do ié-ié português.

Não sei se é verdade...

O duo participou na inauguração do Apolo 70, em Lisboa, no dia 26 de Maio de 1971.

A CHAMINÉ DE LAVEIRAS


Um bom restaurante popular em Caxias!

Boa cozinha e bons preços, mas um pouco barulhento!

Para quem aprecia há comida africana como "caril de camarão à moçambicana" e "moamba à angolana".

quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

REGRESSO AO LOCAL DO CRIME 08


A vida é um charuto
morrão, cinza e candeia.
Uns fumam-na depressa
alguns saboreiam-na.

Manuel Machado em Cantos Andaluzes

Colaboração de Gin-Tonic

HASTA SIEMPRE


MOVIEPLAY - SP 20.170 - edição portuguesa

Hasta Siempre (Carlos Puebla) - Todo Por La Reforma Agraria (Carlos Puebla)

Distribuição Procope (Portugal), sob licença Egrem-Areito, Havana, Cuba.

INTRIGUE


ISLAND - ILPS 9648 - edição original (1981)

Side One

Sweetheart - Intrigue (B. Brierley) - Easy In The City  - Strange One (J. Mavety/T. Stannard) - Tenderness

Side Two

For Beautie's Sake - So Sad - Eye Communication - Truth, Bitter Truth

"Intrigue" é uma das mais belas canções jamais cantadas por Marianne Faithfull (digo eu, é claro!).

SOLAR DOS BICOS


Rua dos Bacalhoeiros, 8 A-B, Lisboa

A cozinha nem é má, os preços são razoáveis, mas ir ao restaurante em fim de semana de cruzeiros é proibitivo!

Não que o restaurante esteja cheio, mas a quantidade de turistas na Baixa provoca o caos no trânsito. Impossível!

terça-feira, 21 de Outubro de 2014

REGRESSO AO LOCAL DO CRIME 07


O detective saiu também. A porta fechou-se. O barulho confuso lá fora dilui-se um pouco e Breeze e eu sentámo-nos a olhar um para o outro atentamente.

Passado um pouco, Breeze cansou-se de olhar para mim e tirou um charuto da algibeira. Rasgou a película de celofane com um canivete, cortou a ponta do charuto e acendeu-o com todo o cuidado, girando-o de encontro à chama e segurando o fósforo ainda mais um pouco a olhar pensativamente para nada. 


Deu algumas profundas fumaças no charuto para se assegurar de que ele ardia da maneira que ele gostava, sacudiu o fósforo com gestos lentos e inclinou-se para o pousar no peitoril da janela aberta. 


Depois fitou-me mais um pouco.


- Você e eu – declarou – vamos entender-nos.


- Isso é óptimo – respondi.


Raymond Chandler em "A Janela Alta," Colecção Vampiro nº 155, Livros do Brasil, Lisboa s/d

GIVE MY LOVE TO LONDON


NAIVE DRAMATICO - DRAMCD 104 - 2014

Give My Love To London (Marianne Faithfull/Steve Earle) - Sparrows Will Sing (Roger Waters) - True Lies (Marianne Faithfull/Edward Harcourt/Dimitri Tikovoi) - Love More Or Less (Marianne Faithfull/Tom McRae) - Late Victorian Holocaust (Nick Cave) - The Price Of Love (Donald Everly/Phil Everly) - Falling Back (Marianne Faithfull/Anna Calvi) - Deep Water (Marianne Faithfull/Nick Cave) - Mother Wolf (Marianne Faithfull/Patrick Leonard) - Going Home (Leonard Cohen/Patrick Leonard) - I Get Along Without You Very Well (Hoagy Carmichael)

Ao contrário do que se diz no plástico do CD, Roger Waters, por exemplo, não participa na gravação do disco. É apenas o autor de "Sparrows Will Sing".

O disco até é (muito) interessante.

Sou fã (muito) de Marianne Faithfull desde o início, desde as suas gravações dos anos 60, mas, provavelmente, a canção de que mais gosto por ela cantada é "Intrigue", do álbum "Dangerous Acquaintances", de 1981, talvez por razões emocionais.

Para dizer a verdade, tenho 2 singles e/ou EPs da senhora, 8 LPs e 31 CDs, alguns vão aparecendo por aqui.

WONDERWALL MUSIC


Na última semana ouvi mais vezes "Wonderwall Music", de George Harrison, do que nos 46 anos de vida do primeiro álbum a solo do Beatle e o primeiro da Apple.

Há instrumentais indianos? Sim, há, mas nem tantos, nem tão chatos como há 46 anos eu senti.

Há uma espécie de can can, um c&w e, nesta nova edição da caixa, para os mais aficionados dos Beatles, um take alternativo, instrumental, de "The Inner Light", e ainda uma faixa, quase inédita, dos Remo Four, amigos dos Beatles, "In The First Place".

Esta canção só foi descoberta em 1998.

Mas há mais curiosidades:

Esta edição de 2014 traz à luz, finalmente, quem participa nas gravações além dos músicos indianos, 11. Um deles é o próprio George Harrison (piano, guitarra) que muitos julgavam ter apenas composto e produzido o LP.

Mas há mais:  também Eric Clapton (Eddie Clayton) e Ringo Starr (Richie Snares) participam em "Ski-ing", curiosamente a única canção de um Beatle cuja utilização foi autorizada para os Kula Shaker em "Gokula".

O álbum foi gravado nos estúdios da EMI, em Londres, (futuros Abbey Road Studios) e nos estúdios da HMV em Bombaim, Ìndia.

O disco é a banda sonora do filme "Wonderwall", do norte-americano Joe Massot, com Jack McGowran e Jane Birkin.

O inlay contém um texto lindo do músico indiano Nitin Sawhney, com quem Paul McCartney já trabalhou em 2008, e outro de Kevin Howlett, com bastante informação, onde se fica a saber, por exemplo, que foi através dos Byrds que George Harrison ficou a conhecer a música de Ravi Shankar.

"Wonderwall", o filme, tem outras conexões com os Beatles. O guarda-roupa e a parede foram concebidos pelos Fool, o colectivo neerlandês que pintou, por exemplo, a boutique Apple dos Beatles e o Mini de George Harrison.

A capa do LP é da autoria do norte-americano Bob Gill, inspirada por Magritte.

Em 2001, Philip Glass descreveu George Harrison no "New York Times" como um world music catalyst.

A restauração do álbum foi feita, entre outros, por Paul Hicks, filho de Tony Hicks, dos Hollies, e parceiro de George Harrison nos New No2.

MEALHEIROS


O tradicional, o moderno e o publicitário.

segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

REGRESSO AO LOCAL DO CRIME 06


Deixei de fumar há uma semana. Embora contemple ocasionalmente o suicídio e tenha espancado três tipos no metropolitano (estavam a passar à frente), julgo que enfrento o desconforto com equanimidade. O que me choca é a mentira. Apesar das garantias, já contraí uma gripe e pedras no rim. Quando fumava tinha uma saúde de ferro, agora estou às portas da morte. Isto deve fazer parte de um plano para me fazer deixar o álcool.

Luis M. Jorge no blog Declínio e Queda

TONY HAZZARD


ISLAND - 86.643-I - edição espanhola (1973)

A

Loudwater Band - The Potter - Sweet Ruby Nite-Time (It's Time To Blow Out The Stars) - Blossom - Paul McCartney - I Think I'm Getting Over You

B

How Can A Woman Like You Smile - Wheels - Got To Be Me Got To Be You - Mamma - Chorleywood Bottom Rag

Todas as canções foram escritas, compostas, arranjadas e produzidas por Tony Hazzard.

Sometimes I wish that I could write a song like Paul McCartney
Everytime he does is good - it's so disheartening
Everytime I sit down to scrawl
It never turns out like Paul's does
I'm beginning to hate the style of T.H.
I wish I was McCartney.

Not so long ago I was brought up in the North of England
If you think I can't rhyme you're right - nothing rhymes with England
But if you gave the problem to Paul
You can bet your sweet life he'd solve it
There's no strings attached - got a plan hatched
To assassinate McCartney

He's the best soul singer in the land apart from Joseph Cocker
He's got a whole lotta bread, as much, I'm sure, as Lady Docker
But I got to give him his due - he's a mean cotton pickin' bluesman
'Cos he writes the songs that make me long to write like McCartney

Colaboração de João Pinheiro de Almeida

ELTON JOHN


DJM - 8E 006 92 490 M - edição portuguesa

Friends - Honey Roll

Comprado na Frineve por 54$50.

domingo, 19 de Outubro de 2014

REGRESSO AO LOCAL DO CRIME 05


Nunca percebi que era feio fumar. E ele não achava que era um hábito comunista, apenas que não era de mulher. Há imensas coisas que dizem sobre Salazar e não são verdade. 

Ele fumava charuto, quando tinha a república em Coimbra com o Cardeal Cerejeira. Mas deixou porque o fumo fazia-lhe pessimamente aos olhos. 


Só a minha tia Carolina Asseca – que foi a última senhora porque quem ele teve um encantamento, até diziam que iam casar – fumava ao pé dele.


Cecília Supico Pinto, ex presidente do Movimento Nacional Feminino, Diário de Notícias, 16 de Fevereiro de 2007

LX 70


"LX 70", Joana Stichini Vilela, Nick Mrozowski e Pedro Fernandes, D. Quixote, 2014, 312 págs., 27,90 €

Trata-de do irmão mais novo do LX 60.

Este novo volume, semelhante ao anterior graficamente, fala de muita coisa, dos bares, das discotecas, dos filmes, das feministas, do "franjinhas", do pré-25 de Abril, do 25 de Abril, dos Genesis, do PREC, Gabriela Cravo e Canela, Coca-Cola, etc...

HUNTER DAVIES


"The Beatles Lyrics", Hunter Davies, Weidenfeld & Nicolson, 2014, 376 págs, 32,50 €

Oh meu Deus!

Colaboração de Teresa Lage

sábado, 18 de Outubro de 2014

REGRESSO AO LOCAL DO CRIME 04


Mas reparando que escolhera um charuto, distraidamente o trincara:

- Oh! Perdão, minha senhora… ia fumar sem saber se V.Exª…

Ela saudou descendo as longas pestanas:

- O cavalheiro pode fumar; o Sanches não fuma, mas eu até aprecio o cheiro.

Eça de Queiroz em A Ilustre Casa de Ramires, Lello & Irmão, Porto s/d.

ARTUR GARCIA


"Espectáculo", nº 7, Agosto de 1965

AS QUATRO MÃES


A pergunta que todas elas, secretamente, se colocavam era:  será que ele ainda se lembra de mim…?

Que se lembrava de todas  era evidente, pelas lembranças que nunca se esquecia de lhes enviar dos quatro cantos do Mundo por ocasião dos  seus  aniversários e do Natal…

Mas o que elas queriam dizer era:  será que ele ainda se lembrava de como lhe ensinavam a rezar e lhe cantavam uma canção de embalar antes de adormecer…? De como lhe passavam, suavemente, pomada pelo peito, ao deitar,  quando havia uma ameaça de doença…?  Lembrar-se-ia ele da primeira vez que fora à escola e do lindo bibe que levava vestido…? De como estava bonito na primeira vez que cantou no coro da igreja…?

E do carinho e do amor…?

Será que ele ainda se lembrava do carinho e do amor que lhe dedicavam, procurando assim colmatar, em quadruplicado, o carinho e o amor que a sua pobre mãe, que não resistira ao parto,  já não tinha ido a tempo de lhe dar…?

Aquele postal recebido há poucas semanas mudara por completo a sua pacífica existência. O barco atracaria no porto da aldeia durante algumas horas para reabastecimentos e elas iriam tê-lo de novo a seu lado.

Com uma alegria juvenil que há muito não se lembravam de sentir limparam completamente a casa,  já de si sempre asseada… Enceraram o soalho e os móveis, limparam os tapetes,  mudaram os cortinados, puseram flores em todos as jarras.  Para o quarto dele, quase  sempre fechado, tricotaram uma colcha nova e uma grande almofada para a cabeceira da cama, com o seu nome bordado.

Todas elas se lembravam como se fosse hoje daquele fim de tarde em que ele lhes confessara que o mar chamava por ele, e que tinha de partir. Quando subia ao monte para ver os barcos desaparecer no horizonte o seu coração batia com mais força e a sua cabeça enchia-se de sonhos de lugares distantes e de paraísos perdidos que esperavam por ele…

Custasse o que custasse, teria mesmo de partir…

E partiu, deixando-as num mar de lágrimas.

Depois chegavam postais de lugares longínquos, a maioria dos quais nunca tinham sequer ouvido falar. De quando em vez uma carta com meia dúzia de frases de circunstância que as deixavam loucas de satisfação e que liam, à vez, durante noites a fio.

As lembranças que invariavelmente recebiam pelos anos e pelo Natal eram cuidadosamente colocadas numa estante no canto da sala que, assim cheia, era como que uma espécie de altar que tivessem erguido em memória do seu menino.

Mas agora, aquele último postal tinha-lhes trazido a boa notícia que tanto aguardavam.

Agora, ao fim de tantos anos, iriam tê-lo por uma noite…

Uma só noite ao fim de tantos anos…

Mas certamente que iriam fazer durar essa noite…

Depois de lhe servirem a sopa da terra, as costeletas de borrego e o pudim de ovos de que tantas saudades dizia ter,  subiriam com ele até ao quarto para o deixarem descansar, dar-lhe-iam um beijo e um abraço de despedida e ficariam ali, todas juntas, de vigilância  à porta do quarto. Quando tivessem a certeza de que já estaria em sono profundo, entrariam de mansinho com um candelabro na mão e ficariam ali sentadas aos pés da cama, a vê-lo dormir pela noite fora. E talvez que alguma delas tivesse coragem para  lhe passar os dedos pelos cabelo e lhe dar um beijo na testa, como no antigamente…

O dia  amanhecera  bonito e haviam posto o melhor dos seus vestido, o avental e a touca, como nos dias de festa.

Embora tivessem passado a boa nova e houvesse muitos amigos no porto à sua espera, elas queriam ser as primeiras a vislumbrar o barco no fio do horizonte. As primeiras a vê-lo, a acenar-lhe os braços, a enviar-lhe beijos…

Muito mais cedo do que seria necessário subiram o monte e instalaram-se à sua espera, os quatro corações a baterem  de ansiedade e de uma alegria esfusiante.    

Mas será que ele ainda se lembrava…?

Beijinhos, abraços e bom fim de semana!

Colaboração de Luís Mira

Obs:  Fotografia tirada em Point Clark, Ontário, Canadá.

MACCA NO BRASIL


Jornal Destak
Edição nº 1496 Ano 7
14.10.2014 Terça-feira

Macca volta às primeiras páginas cariocas.

Novos shows anunciados para o final deste ano... Cariacica (10/11), Brasília (23/11), e São Paulo (25/11)... deseja-se avidamente data no Rio... e, na página 14, Jagger e Macca lado a lado...

E assim se vê a força da religião Beatles por estas bandas!

Cortesia de Filhote, do Rio de Janeiro

DUO OURO NEGRO


"Plateia", 18 de Outubro de 1966

sexta-feira, 17 de Outubro de 2014

REGRESSO AO LOCAL DO CRIME 03


Nunca tinha ouvido um elogio tão forte e sentido, a um não fumador activo, pelos frequentadores do seu escritório.

Embora ele nunca fumasse, nunca proibiu ninguém de fumar no seu espaço de trabalho e local de abrigo e de escrita, nem mesmo depois das proibições oficiais e da "publicidade assassina" nos maços de cigarro.


Depois de escutar os amigos, quase sem jeito, desculpou-se que sempre gostou do cheiro do tabaco.


Mas do que ele gosta muito, muito mais do que do cheiro do tabaco, é da liberdade.


Luís Eme no blog O Largo da Memória

Colaboração de Gin-Tonic

BEATNICKS


RÁDIO TRIUNFO - RT 51-8 - 1981

Blue Jeans - Magia

Originais de Jorge Casanova.

MADALENA IGLÉSIAS


"Espectáculo", nº 3, Abril de 1965.

quinta-feira, 16 de Outubro de 2014

REGRESSO AO LOCAL DO CRIME 02


Disse ele que hoje começava com as charutadas.

Dêem-lhe, no entanto, a permissão de ziguezaguear um pouco e começar a falar de cigarrilhas.

Eram da marca Alto, mais tarde chamaram-lhe Mercator, as primeiras cigarilhas que fumou.

Só depois daquele dia inicial, inteiro e limpo, os cordões da bolsa abriram ligeiramente e houve a possibilidade de, no tempo do recebimento do ordenado, que era recebido no último dia de cada mês em dinheiro vivo, comprar um charuteco.

Guarda ainda a embalagem metálica do Petit Coronation, made in Havana, da marca Punch de D. Fernandez Palício & Co.

As cigarrilhas comprava-as, avulso, na capelista da Avenida General Roçadas, propriedade da D. Arlete e que ficava entre a Retrosaria Luís e a Barbearia Olímpica.

Nessa capelista também comprou todos os Salgaris, todos os Walter Scott, editados pela Romano Torres.

As cigarrilhas avulso custavam vinte cinco tostões.

Sabe o preço porque no interior da tampa da caixa, a D. Arlete escreveu o preço.

Porque no dia em que o filho nasceu, comprou

Porque no dia em que o filho nasceu, comprou todas as cigarrilhas que a caixa continha e guardou-a como peça de museu, museu dos gostos, dos vícios, dos prazeres da vida.

É esta a caixa.

Num tasco, ao fundo da Calçada do Carmo, junto às escadinhas que dão caminho até à Rua 1º de Dezembro, ocorreu uma jantarada, com amigos, para comemorar o feliz acontecimento.

O tasco ainda lá está e com o mesmo nome: Restaurante O Adriano, mas hoje com um aspecto-todo-CEE e, por isso, mais caro e sem a qualidade de outros tempos.

Berbigões ao natural, filetes de bacalhau, chocos com tinta para uns, escalopes para outros e montanhas de garrafas de vinho verde Casal Garcia.

Final com Pudim Flan, café, aguardente 1920 e as tais cigarrilhas Alto.

À meia-noite, o tasqueiro disse que tinha de fechar a porta.

Alguém alvitrou uma descida aos infernos para umas ginjinhas no Largo de São Domingos.

Depois das ditas, com ou sem elas, uns bateram asas para caselas e outros partiram com a intenção de despejar uns fininhos ao balcão da Portugália e jogar uma bilharada.

É Proibido o Massé!

Às 2 da manhã começou o piscar das luzes a anunciar o fecho de portas.

Era Fevereiro, caía uma morrinha, e as últimas cigarrilhas foram fumadas num banco do Jardim Constantino.

Ao chegar a casa, tropeçou no capacho, um mero centímetro de altura, se tanto.

A mãe estava acordada.

Ainda a ouviu dizer, com o seu costumado glamour.

- Vens bonito!

Colaboração de Gin-Tonic