terça-feira, 13 de novembro de 2018

BILOXI



Down around Biloxi
Pretty girls are swimmin’ in the sea
Oh they all look like sisters in the ocean
The boy will feel his pail with salted water
And the storms will blow from off towards New Orleans

Biloxi, Jesse Winchester

Jesse Winchester é um singer-songwriter dos anos 70 que, tal como tantos outros (Paul Siebel, Steve Goodman, Steve Young, …) é mais conhecido pelas versões que outros fizeram das suas músicas do que propriamente pelos seus originais.

Winchester nasceu no Louisiana e passou a adolescência entre o Mississippi e o Tennessee,   tendo fugido para o Canadá em 1967 por se recusar a combater no Vietname. E foi no Canadá, com a ajuda de alguns dos membros  dos The Band, que lançou os seus primeiros álbuns.

Foram dois grandes amigos meus  “muito lá de casa” quem me apresentou a Jesse Winchester. Tom Rush, que incluiu “Biloxi” no seu álbum “Long End of the Rainbow”, de 1970, e Ian Mathews que, com os Mathews’s Southern Confort, foi buscar “The Brand New Tennessee Waltz” para o álbum “Later That Same Year”, também de 1970.

 “Biloxi” faz parte do primeiro álbum de Jesse Winchester e deixa transparecer  a nostalgia dos tempos de menino em que ele brincava na areia da praia de Biloxi,  como se, lá longe no frio do Canadá,  o autor se interrogasse a si próprio, melancolicamente,  se alguma vez teria a possibilidade de a voltar a ver.

Sempre gostei muito dessa música, sobretudo na versão do Tom Rush, talvez, quem sabe,  por ser também  muito nostálgico das praias onde passei a minha infância.

Deixei New Orleans debaixo de chuva torrencial e meti-me a caminho de Biloxi pela 90, para seguir o mais possível junto ao mar. Quando lá cheguei tinha acabado de chover há pouco e havia no ar aquele cheiro agradável a praia depois da chuva, tornando muito apetecível um pequeno passeio pelo areal. Mas tinha prometido à minha Mulher uma tarde inteirinha de praia em Golf Shores, no Alabama, onde o tempo parecia estar bem melhor, e ainda tinha umas boas duas horas de estrada pela frente…

Antes de partir olhei para trás uma última vez.  Tal como na canção, os sinais da tempestade ainda se faziam sentir lá para as bandas de New Orleans. 

Não havia raparigas bonitas na praia, mas garanto-vos que as vi entrar no mar… 

Imagem e texto de Luís Mira

domingo, 11 de novembro de 2018

THE WHITE ALBUM - 50th ANNIVERSAY


Brian Southall, 15,95 €.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

SAIU HOJE!


O álbum, dito "branco", faz 50 anos no dia 22 de Novembro.

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

"HALLOWEEN PORTUGUÊS"



Lenga-lenga às portas das residências no Bairro Marechal Carmona, em Coimbra (anos 60), com uma abóbora na mão e uma vela acesa dentro (parecida com a imagem).

Se não houvesse abóbora, servia uma caixa de sapatos...

Levava-se também a saca do pão (das Mães) para guardar as oferendas.

bolinhinhos e bolinhós
para mim e para vós
para dar aos finados (sepultados)
que estão mortos e enterrados
à porta da bela cruz
truz truz truz
ó senhora que está lá dentro
sentada num banquinho
faz favor de vir cá fora
p'ra nos dar um bolinhinho (ou tostãozinho)

Se a resposta fosse positiva:

esta casa cheira a vinho
aqui mora um anjinho (santinho)

esta casa cheira a broa
aqui mora gente boa

Se a resposta fosse negativa:

ferrão, ferrão
esta casa vai ao chão

esta casa cheira a unto
aqui mora algum defunto

tráz tráz
aqui mora o Satanás

esta casa cheira a alho
aqui mora um espantalho

esta casa cheira mal
aqui mora um animal

Um "halloween português" muito antes da actual mania, sem tradições nacionais.

terça-feira, 30 de outubro de 2018

DISCO PROIBIDO


A VOZ DO DONO - 8 E 016-40033 M - 1969

Passos Escondidos (José Matildes) - Amo As Mulheres Do Meu País (Manuel Alegre/José Matildes) - Amor (José Matildes) - Biafra (José Matildes).

EP proibido antes do 25 de Abril por inclusão de um poema de Manuel Alegre.

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

WARZONE


CHIMERA MUSIC - CHIM-52 - 2018

Inclui uma versão, simpática, de "Imagine".

BOB DYLAN


UNCUT, 259, December 2018, 5,50 £

Vem aí novo disco de Marianne Faithfull.

Na crítica à nova edição de "The Beatles", a revista dá 9 em 10 e recomenda que ouçamos "Not Guilty", "Good Night" e "Long, Long, Long".

JOHN LENNON


Retro, nº 4, Out/Nov/Dez 2018, 12,25 €

A revista é francesa, mas o que tem de ser, tem muita força.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

SKY TRAIL


BMG - 2017

Contém "Amelia", de Joni Mitchell.

THE WHITE ALBUM


"The White Album - Revolution, Politics & Recording: The Beatles And The World In !968", Brian Southall; Carlton Books, 2018, 192 págs., 14,99 £.

Magnífico é qualificativo insuficiente.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

PÊSSEGO SEM AÇÚCAR


ABBEY ROAD STUDIOS


Os estúdios da EMI (hoje Abbey Road), em Londres, tinham na década de 40 um "dress code" rigoroso: os técnicos do som usavam bata branca e os admnistrativos fato escuro com gravata.

A coisa era de tal maneira que Churchill quando lá foi gravar em 1947 disse que pareceria que estava num hospital...

Os estúdios têm uma colecção de mais de 800 microfones (dizem que a maior do Mundo) e que um dos dos Beatles - um AKG D20 - está marcado para que mais ninguém o pudesse utilizar.

Um dos pianos no estúdio Dois tem ainda as marcas dos cigarros de John Lennon.

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

JESUS


ESTÚDIO - EEP-50193

Jesus (Jeremy Faith) - Não Deixarei De Te Amer (Paco Bandeira) - Que Será - Dá-me A Tua Mão E Canta (Carlos Canelhas/António de Sousa Freitas)

Arranjos, orquestra e córos sob a direcção de Pedro Osório.

A Canção "Jesus" foi proibida na Emissora Nacional em 1972.

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

DISCO PROIBIDO


RAPSÓDIA - EPF 5.488

Por despacho interno de 21 de Abril de 1972, assinado por Alberto Represas, a Emissora Nacional proibiu a inclusão nos seus programas deste EP, "Cantares Ao Desafio (vol. 4)", de Manuel Alves Pêta e Rosa Sousa.

O EP inclui quatro temas popuares, "Canto A Chula E A Cana Verde", "A Mulher Não É Canalha", "Enganos" e "Heróis de Portugal".

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

HÁ 46 ANOS


Ribeiro Santos foi morto pela PIDE faz hoje 46 anos!

Imagem de João Soares.

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

"THE BEATLES"


Mojo nº 300, Novembro 2018, 9,9 €

Dada a capa, a expectativa era grande, mas o conteúdo revelou-se frouxo.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

THE HOUSE OF THE RISING SUN


There is a house in New Orleans
They call the Rising Sun
And it’s been the ruin of many a poor boy
And God I know I’m one

(“The House of the Rising Sun” – Versão Animals, 1964)

Já desde os tempos do velho John Ford que sabemos que quando a lenda suplanta os factos, publica-se a lenda…

E a lenda diz que a primeira gravação relevante do chamado Folk-Rock foi “Mr. Tambourine Man”, que os Byrds de Roger McGuinn gravaram em Abril de 1965 e lançaram em Junho do mesmo ano.

Mas “The House of the Rising Sun”, na versão dos Animals de Eric Burdon, foi gravada em Maio
de 1964 e lançada em Junho do mesmo ano, antecedendo, portanto, em cerca de um ano a gravação dos Byrds.

E há até quem garanta que foi precisamente esta versão dos Animals que levou Bob Dylan a tomar a decisão de ligar a sua música à corrente elétrica, o que acabaria por acontecer em estúdio com as gravações de “Bringing It All Back Home” e, sobretudo, “Highway 61 Revisited”, e em público no Newport Folk Festival, na célebre noite de 25 de Julho de 1965, para grande desespero do Pete Seeger que terá procurado a todo o custo encontrar um machado para lhe cortar os cabos elétricos da guitarra…

Porquê então este tão flagrante lapso histórico…?

Por se entender que Folk-Rock é uma coisa americana e os Animals serem ingleses…? Porque
Roger McGuinn, proveniente do meio Folk de Greenwich Village mas já fortemente influenciado pela música dos Beatles, teorizou, de facto, acerca do Folk-Rock, e Eric Burdon não…?

Inclino-me mais para o “efeito Bob Dylan” e por “Mr. Tambourine Man”, na sua versão acústica, ter tido muito mais impacto no meio musical americano daqueles tempos do que “The House”, relativamente obscura na altura, “outside a small circle of friends” da Folk mais tradicional…

Não foi para discutir a genealogia da Folk-Rock que aqui venho hoje, mas a verdade é que isto é como as cerejas…

Qualquer turista saloio que goste um bocadinho de música e que passe por New Orleans vai querer saber onde fica “The House of the Rising Sun”. E eu não fui exceção, claro está…

Alguns, mais crédulos, arriscam-se a comer o gato por lebre que qualquer guia turístico local lhes queira impingir e até podem trazer para casa um “íman” de recordação para colar no frigorifico...

Mas aqueles mais precavidos que se lembrarem de fazer uma simples investigação prévia na Internet já sabem ao que vão e não têm quaisquer ilusões...

É que é impossível, nos dias de hoje, garantir onde ficava tal Casa.

Mesmo a origem da Casa é motivo para grandes discussões. Um bordel…? Uma prisão…? Um
hospital para tratamento de doenças venéreas…? Um lar para acolhimento e “recuperação” de
meninas de má fama…?

Um livro já foi dedicado ao assunto (Ted Anthony – Chasing the Rising Sun, The Journey of an
American Song - 2007), mas acabou por ser, ele próprio, inconclusivo quanto à origem e à
localização.

É que durante os mais de quatro séculos que se pensa que a canção tem, a sua letra sofreu constantes alterações, cada uma delas lançando uma pista distinta.

A própria localização da Casa em New Orleans pode ser duvidosa….

Segundo Ted Anthony, a canção terá a sua origem numa balada inglesa do Séc. XVI que, como muitas outras, foi trazida para a América através das primeiras vagas de colonos. A partir daí e por intermédio daquilo a que se convencionou chamar o “Folk Process”, a letra foi sendo alterada à medida que passava de região para região, e de geração para geração. No início do Séc. passado a canção já era conhecida por “Rising Sun Blues” e é possível que a escolha da cidade se fique a dever ao simples facto de New Orleans ser, na altura, um enormíssimo antro de má fama, tal como, em
geral, toda a região do Delta do Mississipi.

Mas se não há “verdade histórica”, não faltam os palpites…

Um deles diz que no atual nº 826-830 da St. Louis Street (ver imagem) existiu em meados do Séc. XIX um bordel gerido por uma tal Madame Marianne DuSoleil Levant e que viria daí a origem do nome. Esta teoria foi atrativa durante muito tempo e o então proprietário da casa chegou a convidar Eric Burdon para ir lá passar uns dias, convite esse que foi aceite. Burdon ajudou à festa, cantou várias vezes a canção e afirmou que tinha sentido uma estranha comunicação entre a casa e ele (“the house was talking to me…”, disse ele na altura).

Outro garante que a casa na sua origem era realmente um bordel, mas que ficava no que é hoje o Hotel Villa Convento, no nº 616 de Ursulines Avenue.

Outro ainda afirma que a casa era o antigo Rising Sun Hotel, de inícios do Séc. XVIII, que ficava
no nº 535-37 da Conti Street. Escavações recentes teriam trazido à luz vestígios do que fora anteriormente um bordel, pelo que o enigma estaria, finalmente, esclarecido…

Ainda outro assegura que a casa era um Hospital que faria parte integrante do que é hoje o Old Ursuline Convent, no nº 1100 de Chartres Street.

Um outro afirma que a Casa não seria mais do que a velha “Old Parish Prison”, que teria existido entre 1834 e 1894 em Treme Street. Parece que no cimo de um dos portões de ferro do edifício estava o desenho de um sol nascente, e daí…

E outros mais lugares haveria a citar e a visitar mas, para mim, de brincadeira já bastava….

No meio de todo este imbróglio, a única coisa que se pode garantir como verdadeira é que existe, de facto, em New Orleans uma “The House of Rising Sun”: é um Bed and Breackfast que fica do outro lado do rio que os proprietários nomearam em homenagem à canção, mas sem qualquer pretensiosismo quanto à sua origem…

Mas deu-me imenso gozo este périplo pelo French Quarter, à procura da casa do sol nascente…

Como gosto de mistérios e de “filmes de época” a preto e branco, prefiro imaginar um fim de
história ao estilo dos velhos filmes góticos da Hollywood dos anos 40….

Neblina, muita neblina vinda das bandas do rio invade uma casa antiga num beco esconso,
pobremente iluminado por um frágil candeeiro de rua… Um gato afasta-se, furtivamente…. E a
câmara começa a recuar muito lentamente até que o enquadramento se torne cada vez mais
pequeno e tudo acabe num fundido a negro enquanto ao longe se começa a ouvir, baixinho, o
inconfundível acorde da guitarra elétrica de Hilton Valentine, um dos mais emblemáticos de
toda a história da Música Popular…

There was a house in New Orleans
They call the rising sun….

Texto e imagem de Luís Mira

terça-feira, 2 de outubro de 2018

GEOFF EMERICK MORREU HOJE


Geoff Emerick morreu hoje com 72 anos.

Foi um dos engenheiros de som dos Beatles, tendo trabalhado nomeadamente em "Revolver", "Sgt Pepper", "The Beatles" e "Abbey Road".

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

FATS DOMINO


O livro de crónicas de Sam Shepard, “Day Out of Days” (2010), contém uma deliciosa história
àcerca da forma como Fats Domino foi salvo nas inundações de New Orleans de 2005 provocadas pelo furação Katrina.

Vou tentar abreviar, embora a crónica tenha onze páginas…

As equipas de salvamento, que procuravam avidamente sobreviventes da catástrofe em locais
menos acessíveis, depararam com Fats Domino sentado em cima do telhado de sua casa, que
era a única parte da dita que não se encontrava submersa pelas águas. Fats estava
impecavelmente vestido de smoking, laço e sapatos de verniz italianos, como se tivesse sido
apanhado pela borrasca no preciso momento em que se preparava para sair de casa para dar um concerto.

Com alguma dificuldade, o avantajado Fats foi transferido para o barco de salvamento, tendo-se sentado na parte traseira com ar pensativo.

A crónica não o diz, mas imagino que a parte dianteira do barco se tenha empinado um bocadinho…

Passado algum tempo um grito estridente assustou toda a gente… O barco balouçava perigosamente e Fats, de pé, apontando para algo que estaria dentro das águas e que só ele parecia ver, gritava como um louco:

O meu piano! O meu querido piano branco…! É preciso salvá-lo…

Antes que alguém pudesse fazer qualquer coisa já Fats saltava para dentro de água e, nadando
desajeitadamente, tentava alcançar o seu piano.

Era um piano enorme de cauda, que devia ter sido belíssimo nos seus tempos áureos.

Fats, com toda a sua determinação, conseguira alcançá-lo e agarrava-se a uma das pontas com
quantas forças tinha. Mas a força da água era muita e de tempos a tempos piano e Fats submergiam, para voltarem à tona alguns metros mais adiante.

As equipas de salvamento, entretanto, alcançaram-no e insistiam com ele para que largasse o
maldito piano e regressasse ao barco, perante a situação de risco em que se encontrava. O piano era enorme, diziam-lhe, e não havia qualquer hipótese de o transportar…

Mas Fats recusava-se a largar o piano, agarrando-se ao que podia dele como se fosse a coisa
mais preciosa que existisse na sua vida. Ou se salvavam ele e o piano, dizia, ou não se salvaria
nenhum deles…

Perante tamanha intransigência e não se sabe vinda de onde, uma corda enorme foi atada ao
piano e Fats Domino, sempre agarrado a ele como o Capitão Ahab à baleia branca, foi finalmente transportado em segurança até terra firme.

Shepard afirma que a história lhe fora contada por um desconhecido durante uma viagem de avião e que, já quase ao aterrar, não resistiu a perguntar ao seu interlocutor se a história que este lhe tinha acabado de contar era mesmo verdadeira... O outro hesitou, suspirou, olhou o teto do avião e por fim exclamou: “Mas que diferença é que isso faz…?”

Factos são factos e é sabido, de fonte segura, que Fats Domino foi efetivamente salvo quando
se encontrava sentado no telhado da sua casa… A questão do traje a preceito e do piano branco, essa já poderá ser outra história…

Mas, como diriam os nossos amigos italianos, “si non e vero, e bene trovato”…!

Lembrei-me desta história quando me dirigia de carro para a casa de Fats Domino em New Orleans, no número 1208 da Caffin Avenue

Naquela manhã de Agosto chovia copiosamente, como nós, europeus, não sabemos o que é chover… Em poucos minutos as ruas ficaram inundadas e quanto mais o maldito gps me mandava virar à direita ou à esquerda, mais me aproximava de zonas onde a altura da água era cada vez maior… Via-me rodeado de Jeeps e camiões e eram cada vez menos os carrosligeiros, como o meu, que encontrava…

Pensei em desistir da aventura, mas sabia muito bem que nunca me iria perdoar a mim próprio não ter ido ver a casa de Fats Domino, estando já lá tão perto. Tanto mais que Fats era um dos meus músicos favoritos dos anos 50 e “Blueberry Hill” uma das que certamente escolheria se tivesse de fazer uma seleção pessoal das músicas desse tempo.

Avancei, portanto, rezando baixinho, e lá acabei por descobrir a casa.

A água, por essa altura, chegar-me-ia quase aos joelhos se porventura cometesse a loucura de sair do carro. E abrir a janela seria ver todo o interior do carro inundado, rapidamente…

Depois de várias tentativas, consegui uma única fotografia que se visse… (ver imagem).

E não pude andar por lá a bisbilhotar, como sempre gosto de fazer. Pisguei-me rapidamente, não me fosse acontecer a mim o que sucedeu ao pobre Fats: ser encontrado sentado em cima do tejadilho do meu carro. E sem qualquer piano branco a que me agarrar…

Texto e imagem de Luís Mira

HÁ 30 ANOS


Faz hoje 30 anos que comprei na famosa rua Arbat, em Moscovo, este interessante quadro em madeira de John Lennon.

Tinha ido à capital soviética ver um concerto dos Big Country e nesse mesmo dia, 01 de Outubro de 1988, Mikhail Gorbatchov substituiu Andrei Gromyko na liderança da União Soviética, o princípio do fim da URSS.

BLOGUE FAZ HOJE 11 ANOS

Este blogue, moribundo, faz hoje 11 anos, mais ainda vai respirando.... com assistência.

PROIBIDO FUMAR


Hoje não passa pela cabeça de alguém puxar de um cigarro nos transportes públicos.

Mas até 1 de Outubro de 1968, faz hoje 50 anos, isso era possível.

Mesmo depois, só para desafiar a autoridade ditatorial de então, havia prevaricadores...

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

HOJE, COM O PÚBLICO


"Imensa Saudade" para assinalar os 20 anos da EXPO 98.

Rui Simões, 74 anos, é um cineasta com créditos ("Deus, Pátria, Autoridade" (1976) e "Bom Povo Português" (1980))), foi também o primeiro empresário dos Sheiks.

HOJE, COM O PÚBLICO


Para assinalar os 20 anos do encerramento da Exposição.

domingo, 23 de setembro de 2018

OUTONO ACABA DE NASCER


nasceu às 02H54.

sábado, 22 de setembro de 2018

COCA-COLA RUSSA


Do Mundial da bola.

Cortesia de António Pinheiro de Almeida.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

11 DE SETEMBRO


Monumento lisboeta, no cruzamento da Estados Unidos com a de Roma, às vítimas do 11 de Setembro em Nova Iorque.

domingo, 9 de setembro de 2018

MAO TSÉ TUNG MORREU HÁ 42 ANOS


Diário Popular, 09 de Setembro de 1976.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

MOTOR CLÁSSICO


Motor Clássico, nº 1, SET/OUT 2018, director: Sandro Mêda.

TWIST!


LA VOZ DE SU AMO - 7EPL 13.691 - edição espanhola (1961)

Let's Twist Again - Let The Sunshine In - You Can Have Her - A Hundred Pounds Of Clay

terça-feira, 21 de agosto de 2018

PRIMAVERA DE PRAGA: 50 ANOS


"Diário Popular", 21 de Agosto de 1968

Esta foi a primeira de 13 manchetes consecutivas que  o vespertino de Lisboa deu à invasão da Checoslováquia pelas tropas do Pacto de Varsóvia (com excepção da Roménia) lideradas pela União Soviética.

Foi o fim da chamada Primavera de Praga, durante a qual - oito meses - Alexander Dubcek tentou amenizar o regime comunista.

Imperou todavia a teoria da "soberania limitada", imposta por Brejnev.

O tiroteio começou às 06H25 TMG (como então se dizia) na Rádio Praga. Cinco minutos depois foi ocupada a televisão.

Morreram 72 pessoas e mais de 700 ficaram feridas.

As tropas invasoras começaram a retirar no dia 26 de Agosto, após acordos obtidos em Moscovo.

A Rússia só viria a pedir desculpa pelo seu acto no dia 04 de Dezembro de 1989, já depois da queda do muro de Berlim.

À época da invasão, encontrava-se em Praga uma delegação portuguesa de cientistas que participavaa no XXII Congresso Internacional de Geologia.

Ninguém deu pelos acontecimentos e todos sairam sem problemas do país.

Eram eles Moitinho de Almeida, chefe dos Serviços Geológicos da Direcção-Geral de Minas e Serviços Geológicos, Barros Carvalhosa, dos mesmos serviço, Orlando Gaspar, geólogo dos Serviços de Fomento Mineiro, Décio Tadeu, professor do Instituto Superior Técnico, Carlos Teixeira, da Faculdade de Ciências de Lisboa, Francisco Eduardo Lapido-Loureiro, chefe da Divisão de Geologia do Instituto de Investigação Científica de Angola, Artur de Figueiredo Nunes, director do Instituto de Investigação Científica de Moçambique e Georges Frizbyfzewfki, dos Serviços Geológicos da Direcção-Geral de Minas e Serviços Geológicos.

Os acontecimentos de Praga tiveram consequências em todo o Mundo, também no seio dos partidos comunistas.

Em Portugal, o PCP começou por dar apoio a Dubcek, após uma visita de Álvaro Cunhal a Moscovo, os comunistas portugueses alinharam com os soviéticos, provocando dissidências várias e importantes, como Cândida Ventura.




segunda-feira, 13 de agosto de 2018

FILIPE MENDES MORREU HOJE


Não sei se era bom ou mau guitarrista, ou mesmo assim-assim. Não era isso que me motivava!

Sei sim que perdi hoje um bonito amigo e que não tive ocasião de me despedir dele. Estivémos quase, mesmo quase, não foi Luis? No dia 31 de Julho (ainda guardo o horário das visitas) e eu a despedir-me dos netos a caminho de França.

Adeus, Filipe, gosto muito de ti e tenho uma grande dívida de gratidão para contigo.

Sei que não gostavas (detestavas mesmo!) de "Calmas São As Imagens", para mim, uma das melhores músicas portuguesas de sempre, feita por ti. E eu sempre te azucrinava para a tocares (o Vitor Mamede que o diga!).

No dia 16 de Maio de 2015, nos 50 anos dos Chinchilas, tocaste-a especialmente para mim, com um novo arranjo, do outro mundo.

"Foi a primeira vez que a tocámos ao vivo", confessaste-me e escreveste no alinhamento: "para o LPA com um grande abraço de grinaldas sonoras".

Chorei, como choro hoje!

Não é por acaso que nunca te tratei como Phil Mendrix!

Um beijo, Filipe!

Luís Pinheiro de Almeida

Imagem de Teresa Lage

domingo, 12 de agosto de 2018

O NASCIMENTO DA FILARMÓNICA FRAUDE


Célebre artigo de Fernando Assis Pacheco no "Diário de Lisboa", no dia 12 de Agosto de 1968 - faz hoje 50 anos -, e que deu a conhecer a Filarmónica Fraude.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

DESCALÇOS EM TEMPOS DE BOTAS


"Descalços Em Tempos De Botas", João Almeida, Editorial Futura, 2014, 272 págs, 12 €.

Numa altura em que se assinalam os 50 anos do AVC de Salazar, este título é um achado!

O livro é de 2014, mas só agora tomei conhecimento dele por uma nota do Manuel Falcão no "Jornal de Negócios".

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

SALAZAR CAIU HÁ 50 ANOS!


Carta de Boticas de 07 de Setembro de 1968:

Fiquei admirada quando ouvi notícias àcerca da doença do "Velho" na Televisão. Não sabia de nada. Diziam que foi um hematoma. Deve ter sido de alguma queda. Quem o teria empurrado?


nota de edição - Salazar caiu da cadeira no dia 03 de Agosto de 1968, mas pediu (ordenou) que o incidente não fosse revelado. Só a 06 de Setembro, mais de um mês depois, seriam públicos alguns pormenores.

domingo, 29 de julho de 2018

DELAS


"Delas", nº 1, revista dominical do "Diário de Notícias", 29 de Julho de 2018, director: Pedro Lucas.

Mais uma insonsa revista dominical do DN, mas melhor do que as outras.

sábado, 28 de julho de 2018

FESTIVAL DE DOÇARIA


Hoje e amanhã em Vouzela.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

COCA-COLA CHINESA


Pelo menos na China, a Coca-Cola fez uma edição especial do Campeonato do Mundo de Futebol.

domingo, 22 de julho de 2018

DN INSIDER


DN Insider, nº 1, 22 de Julho de 2018.

As revistas dominicais do Diário de Notícias" continuam uma desgraça!

domingo, 15 de julho de 2018

DN LIFE


DN LIFE, nº 1, 15 de Julho de 2018 - editora executiva. Catarina Pires

Um desastre completo, do ponto de vista gráfico e substantivo.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

BUNGALOWS NA PRAIA VERDE


13 de Julho de 1968

segunda-feira, 9 de julho de 2018

A BELA DE DIA


Belle de Jour, de Luis Buñuel, cinema Londres (Lisboa), 09 de Julho de 1974.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

ESTADO NOVO


Durante o Estado Novo, competia ao Governo autorizar que se se atendesse o público em mangas de camisa.

Foi o que aconteceu, por exemplo, aos empregados de balcão da Mexicana, em Lisboa, conforme relata o "Diário Popular" de 04 de Julho de 1968.

Reza assim esta fotografia:

Os empregados de balcão da pastelaria "Mexicana", na avenida Guerra Junqueiro, foram autorizados, por decisão do Ministério das Corporações, a trabalhar, a partir de hoje, em mangas de camisa. Por que não? Nesta época de calor intenso servir (encalorado) uma "bica" ou (em estado de "derretimento") um refrigerante, é desagradável à vista, pouco higiénico e péssimo para o empregado. Os que trabalham na "Mexicana" (como se pode ver na gravura) fazem-no, agora, com muito mais alegria - e menos calor.

domingo, 1 de julho de 2018

CHELSEA DRUGSTORE (50 ANOS)


Hoje em dia trazemos os discos das discotecas em sacos de plástico (que também vou juntando), mas outrora vinham em sacos de papel.

Desses tempos ainda guardo alguns como da Valentim de Carvalho, Estabelecimentos Electro-Ouro Lda, HMV (363 Oxford Street, Londres, a dos Beatles), Selfridges (também tinha discoteca, não sei se ainda tem), Sounos, I Was Lord Kitchener's Valet e Gear (todas em Carnaby Street), Harlequin Records (que tem um anúncio ao "Top Of The Pops") e Chelsea Drugstore (King's Road).

Gosto de todos, mas tenho especial carinho pelo saco meio roxo do Chelsea Drugstore, pelo que ele representa e pelo tempo que lá passei em 1970.

O Chelsea Drugstore foi inaugurado em Julho de 1968 e manteve-se até Maio de 1971. Ficava situado na esquina da Royal Avenue com a King's Road, sendo esta última, juntamente com Carnaby Street, um dos ícones da Swinging London.

Foi o primeiro drugstore britânico e foi construído com base no francês Le Drugstore na não menos famosa Boulevard de St Germain, em Paris, onde também vivi bons tempos.

O Chelsea Drugstore era fantástico, com uma arquitectura moderna, mas os residentes não acharam muita piada pela concentração de jovens que provocava. Estava aberto 16 horas por dia, sete dias por semana. Fiz lá excelentes compras como o "Bridge Over Troubled Water", de Simon and Garfunkel, e o "Let It Be" (single), dos Beatles, comprado no dia 28 de Março de 1970, exactamente 13 dias antes da separação da banda.

Ainda guardo também, religiosamente, quase como novo, o single dos Dave Clark Five, "Everybody Get Together", que tanto me apraz. Ainda lá está a etiquetazita "Chelsea Drugstore". Coisas que só têm valor para mim...

O Chelsea Drugstore ficou especialmente famoso por Mick Jagger, dos Rolling Stones, o ter cantado em "You Can't Always Get What You Want", do álbum "Let It Bleed" (1969).

Stanley Kubrick também lá filmou cenas de "A Clockwork Orange".

Hoje em dia está lá aberto um McDonalds, sinal dos tempos.

Em King's Road lembro-me também muito bem do Chelsea Kitchen (as minhas cunhadas trabalharam lá) - um excelente restaurante, também já desaparecido. O mais curioso é que só agora, apenas há uma semana, descobri que o restaurante, nessa altura, era gerido por um português, Jorge Castilho, de Luanda.

Chelsea Kitchen está agora em 451 Fulham Road.

De King's Road lembro-me ainda de outro café - Picasso - e da boîte da moda - Bird's Nest - que era um castigo para lá entrar, tal o comprimento da bicha cá fora.

sábado, 30 de junho de 2018

FAZ HOJE 28 ANOS!


O maior festival de música a que alguma vez assisti. Knebworth, arredores de Londres, no dia 30 de Junho de 1990.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

HÁ 60 ANOS!


Coimbra, 25 de Junho de 1958

terça-feira, 19 de junho de 2018

A ÚLTIMA DANÇA EM GOA


"A Última Dança Em Goa - Música Popular Nos Últimos Anos Do Estado Da Índia Portuguesa", Joaquim Correia, capa (belíssima) de Joana Gomes (Ideias com História), prefácio de João Carlos Callixto, posfácio de Edgar Valles, Ideias com História, 2018, 208 págs., oferta do autor.

Mas que grande livro!

Inescapável para quem se interessa por este tipo de cultura dos anos 60 em Portugal e "all over the world".

O trabalho do Joaquim é tão mais relevante quanto é certo que se trata de uma investigação não só inédita como profunda!

Não havia nada publicado em Portugal sobre esta matéria e só lamento que a distribuição comercial do livro seja tudo menos eficiente.

Há umas 10 páginas sobre os Beatles.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

sexta-feira, 1 de junho de 2018

TINTIN Nº 1


Tintin, nº 1, 1 de Junho de 1968, director: Jaime Mas.

Faz hoje 50 anos.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

FONTE FAZ HOJE 70 ANOS.


A Fonte Monumental, em Lisboa, mais conhecida por Fonte Luminosa, faz hoje 70 anos!

Começou a ser planeada em 1938 pelos irmãos Carlos e Guilherme Rebello de Andrade (estilo português suave), tendo as esculturas ficado a cargo de Maximiano Alves (cariátides) e de Diogo de Macedo (Tejo e tágides). Os baixos-relevos (painéis laterais) são de Jorge Barradas.

Os jogos de luz foram concebidos pelo engenheiro espanho, Carlos Buígas.

A Fonte celebrizou o abastecimento regular de água à zona oriental de Lisboa e fechou com monumentalidade a Alameda D. Afonso Henriques.

Abandonada e degradada cinco anos, a Fonte foi restaurada e reinaugurada a 27 de Dezembro de 2012.

O interior da Fonte pode ser visitado ao sábado, entre as 15h e as 17h. Nessa visita é possível observar as tubagens e bombas, quase todas elas originais, que continuam a dar vida aos jogos de água.

A 19 de Junho de 1975 realizou-se na Alameda D. Afonso Henriques um comício do Partido Socialista (PS) que ficou conhecido como “Comício da Fonte Luminosa”.

terça-feira, 22 de maio de 2018

MORREU JÚLIO POMAR


Júlio Pomar, 92 anos, morreu hoje.

Em 1965 pintou estas imagens dos Beatles.