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sábado, 2 de dezembro de 2017

CRUISIN' 1967


INCREASE RECORDS - INCM 2012 - 1973

Bela capa e excelente conteúdo com, por exemplo, "Society's Child" (Janis Ian), "I Think We're Alone Now" (Tommy James and the Shondells), "Snoopy vs The Red Baron" (Royal Guardsmen), "98.6" (Keith), "The Rain, The Park And Other Things" (Cowsills) e "Incense And Peppermints" (Strawberry Alarm Clock).

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

ONDE ESTAVAS TU?


MUSIC FOR PLEASURE - MFP41 5707 1 - 1985

Agora tido como pedófilo, embora já falecido, Jimmy Saville foi uma figura importante na cena musical britânica.

Neste LP, por exemplo, estão preciosidades como "Kites" (Simon Dupree), "With A Little Help From My Friends" (Young Idea), "Let's Go To San Francisco" (Flowerpot Men), "It Must Be Him" (Vikki Carr), "Excerpt From A Teenage Opera" (Keith West), "I've Been A Bad, Bad Boy" (Paul Jones), "A Whiter Shade Of Pale" (Procol Harum), "Edelweiss" (Vince Hill), "Thank U Very Much" (Scaffold).

Baptista Bastos e os seus apaniguados têm a mania de que foi ele quem inventou a frase "onde estavas tu?".

Mentira! Mentira!

A frase é antiga, oriunda, presumo, do Chile dos tempos de Allende.

Mesmo que não seja - o que duvido - os ingleses já a usavam na primeira metade da década de 80, como neste disco, onde se perguntava where were you when Flowerpot Men said "let's go to san francisco and Procol Harum turned "a whiter shade of pale".

Mais um mito que vai ao chão!

Já agora, duvida-se que Baptista Bastos alguma vez tenha entrevistado Paul McCartney, já que não falava inglês.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

PREÇO FIXO


Campanha da União dos Grémios dos Comerciantes do Porto, em Maio de 1967, há 46 anos.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

O RELÓGIO


Rua do Olival, Lisboa.

O Relógio abriu no dia 13 de Maio de 1967. Era uma boîte elitista do artista plástico Francisco Relógio e que em 1970 dá lugar ao Stone's de Manecas Mocelek, que já geria, desde Maio de 1968, o Ad Lib na rua Barata Salgueiro, em Lisboa, propriedade de João de Castro.

Pedro Leitão assinou a decoração de estilo oriental do Ad Lib.

A colaboração entre Mocelek e Leitão não era novidade. Ambos já tinham criado, dois anos antes, a 27 de Dezembro de 1965, o Van Gogo, na Travessa da Alfarrobeira, em Cascais.

Fonte: "LX 60", Joana Stichini Vilela e Nick Mrozowski, D. Quixote, 2012

domingo, 18 de abril de 2010

BARÕES, FUTUROS STEAMERS


Conjunto Barões na Incrível Almadense em Dezembro de 1967, banda que deu origem aos Steamers.

Da esquerda para a direita, Jorge Faro (bateria), Mário Jorge (viola-ritmo), Fernando Tapadinhas (o Tap) (viola baixo), Luis Ramos (Franjas) (guitarra) e Tino Borges (voz).

Colaboração de Luís Futre

terça-feira, 6 de abril de 2010

EXITOS DE 1967


EMI - 7 95209 2 - edição espanhola (1990)

Frente A Palacio (Los Pekenikes) - 98.6 (Los Angeles) - Hablemos Del Amor (Raphael) - Buenas Vibraciones ("Good Vibrations") (Los Javaloyas) - Sgt Peppers ("Sgt Pepper's") (Los Mustang) - Codo Con Codo (Bruno Lomas) - Romance Anónimo (Maria Ostiz) - Anouschtka (Los Pasos) - Yo No Se ("Je Ne Sais Pas") (Gema) - Por Que Te Vas (Duo Dinâmico) - Snoopy Contra El Baron Rojo (Los Mustang) - En Un Rincon Del Alma (Alberto Cortez) - La Ayuda De La Amistad "With A Little Help From My Friend") (Los Angeles) - En El Desvan Antiguo De Mi Abuela (Bruno Lomas) - Amor Bravo (Lone Star) - Embustero Y Bailarin (Los Pekenikes) - Los Chico Del Preu (Karina y los Pekenikes) - Cuando Sali De Cuba (Los Javaloyas) - No Puedo Controlarme ("I Can't Control Myself") (Los Salvajes) - En El Sol ("Nel Sole") (Gelú)

segunda-feira, 5 de abril de 2010

DAYDREAM BELIEVER


RCA VICTOR - 42.000 - edição moçambicana (1967)

Daydream Believer - Goin' Down

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

LOVE: FOREVER CHANGES


Dos muitos álbuns produzidos durante a explosão psicadélica nos finais dos anos 60, o maior poderá ter sido o 3º álbum da banda de Los Angeles Love, "Forever Changes".

Arthur Lee, cantor principal e a sua força motriz. Devastado pelas tensões da Guerra Fria, o massacre no Vietname, os motins nas ruas das principais cidades americanas.

O mundo que ele tinha idealizado não era uma utopia, mas um lugar escuro e sinistro. Raios de “luz” ocasionais conseguiam entretanto entrar na sua melancolia (em busca pela originalidade, Lee às vezes tinha problemas em dar continuidade as suas canções).

Desde início, os Love prosperaram na combinação de dois compositores incompatíveis: Lee, natural de Memphis, cresceu no ghetto de L.A. Crenshaw e fortemente influenciado por Mick Jagger. Em contrapartida, Bryan Maclean, filho de um arquitecto de Hollywood (vizinho de Elisabeth Taylor e a sua primeira namorada, Liza Minelli), foi criado dentro da musica clássica e das normas de Broadway.

"Você ouve mais a minha influência sobre Arthur do que a sua influência sobre mim", disse a um jornalista da "Psichedelic Sounds". "O que você tem nos Love é um negro de Los Angels a compor musicas show”.

Em 1968, os Love estavam a começar a desmororar-se e alguns membros da banda voltaram às drogas psicadélicas e às substâncias mais difíceis como a heroína.

Lee estava ficando cada vez mais desiludido, pois o grupo não tinha atingido a altura alcançada por Jim Morrison .

Apesar de ter na altura apenas 22 anos, Lee tinha-se tornado cada vez mais fatalista, convencido de que iria morrer em breve e que o seu próximo álbum seria o seu testamento final.

Sabendo que não poderia competir com os sons electrónicos do seu amigo Jimi Hendrix, Lee decidiu reduzir o seu som, tornando-o mais calmo e introspetivo.

O grupo gravou “Forever Changes” acusticamente sentado em círculo. Às faixas foram depois acrescentadas as orquestrações.

Jac Holzman, da Elektra, disse: “Arthur Lee é um dos poucos génios que conheci" e acrescentou que as tendências de Lee para a inércia e isolamento custaram-lhe uma carreira.

P.S. Lee foi condenado a 12 anos de prisão por supostamente ameaçar um vizinho com uma arma. Arthur Lee morreu em 03 de Agosto de 2006. Bryan Maclean moreu em 25 de Dezembro de 1998.

Colaboração de Humberto Polido

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

FOR WHAT IT'S WORTH


ATLANTIC - ATT 360 - edição moçambicana (1967)

For What It's Worth - Do I Have To Come Right Out And Say It

domingo, 25 de outubro de 2009

FERNANDA BACELAR


"Magazine", 24 de Junho de 1967

terça-feira, 7 de julho de 2009

À ATENÇÃO DE CAMILO


Diário Popular, 24 de Fevereiro de 1967

E a boîte chamava-se Ié-Ié.

ÊXITO DA MINI-SAIA EM 66/67


Diário Popular, 30 de Janeiro de 1967, 1ª página, legenda:
A imagem não nos foi enviada de nenhuma capital europeia. Obteve-a, esta manhã, o nosso repórter-fotográfico, num estabelecimento lisboeta, em plena Baixa.

Num momento de menor afluência da clientela jovem, as empregadas do estabelecimento - que lançou resolutamente meses atrás a mini-saia - arrumam um dos balcões da casa, que a multidão de clientes costuma virar do avesso...
No interior do vespertino, escreve-se:

A Baixa de Lisboa tem, desde há perto de um ano já, uma amostra da Carnaby Street de Londres, a rua da juventude e da originalidade, que desencadeou no Mundo a epidemia "pop" das mini-saias, das camisolas finas de gola alta, dos jaquetões imitando velhos dólmans de Marinha, das calças em boca-de-sino.

Trata-se de uma loja da rua da Vitória, espécie de irmã mais nova da tradicional casa Porfírios, pois pertence aos mesmos donos. Chama-se "Contraste" e é, sem sombra de dúvida, um dos estabelecimentos mais invulgares da capital.

A começar pela clientela: oitenta ou noventa por cento são jovens dos 14 aos 19, de ambos os sexos, à procura de umas calças roxas ou de uma saia constelada de ferragens metálicas...

Quanto às empregadas, a gerência entendeu, muito judiciosamente, que não deveriam destoar da freguesia: ei-las portanto, todas, muito novas, muito esguias, muito sorridentes, de calças ou de mini-saias (sim, de mini-saias!) - enfim, autênticamente "pops".

A certas horas do dia e ao sábado, em especial, a multidão de clientes jovens transborda e chega a formar bichas no passeio.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

quarta-feira, 24 de junho de 2009

A MAIS FASCINANTE DAS PROFISSÕES MODERNAS


Peça hoje mesmo, sem qualquer compromisso, o folheto informativo do curso de rádio e televisão por correspondência.

segunda-feira, 16 de março de 2009

AMERICA'S PSYCHEDELIC UNDERGROUND


CD da edição de Abril de 2009 da revista Mojo (nº 185).

The Sun Lights Up The Shadows Of Your Mind (First Crew To The Moon) - Johnny Was A Good Boy (The Mystery Friend) - Guess Things Happen That Way (Terry Manning) - (I've Got) Levitation (13th Floor Elevators) - Hurrican Fighter Plane (The Red Crayola) - Days Of Our Time (The Bubble Puppy) - A Question Of Temperature (The Balloon Farm) - The People In Me (The Music Machine) - Are You Gonna Be There (At The Love-In) (The Chocolate Watch Band) - Let's Take Our Love (The Ashes) - I'm Gonna Be Free (The Free Spirits) - Starvation (Golden Dawn) - Come Through (Endle St. Cloud) - You Don't Know (Live At The Avalon Ballroom, SF) (13th Floor Elevators)

sábado, 11 de outubro de 2008

JOSÉ AFONSO VEIO PARA FICAR


Há dias neste blogue, o Rato, num comentário, referia a partida de José Afonso, em 1967, de Moçambique para Lisboa.

Este recorte do “Diário de Lisboa” assinala a chegada a Lisboa de José Afonso. O ano é 1967 mas, lamentavelmente, não há indicação do dia e mês. O recorte estava colado numa folha, que tinha essas indicações, mas, com o tempo, ter-se-á descolado e perdeu-se algures.

A notícia, obviamente, terá sido esquartejada pela Comissão de Censura e começa assim: “O Dr. José Afonso, um dos mais válidos nomes da música e poesia portugueses, regressou agora de Moçambique".

“- Desembarquei sem um tostão no bolso, mas com seis meses de ordenado em atraso".

O censor deverá ter dormitado porque a afirmação é contundente e nada abonatório para o regime.

Questionado sobre o que fizera em Moçambique, José Afonso, sarcasticamente, diz:“- Ia a umas festas. As pessoas comiam croquetes e depois batiam palmas para trazerem o “urso”. Era então e assim que eu cantava…”

O repórter intervém e diz-nos: “José Afonso vem mais maduro, mais azedo, talvez endurecido por mais uma experiência. Um humor amargo-triste desprende-se da sua boca quando fala, mas quando ela se abra para cantar é a mesma voz de antes, talvez mais torturada, com mais intenção, mas tão límpida como sempre veículo de poesia válida que todos sentem, que todos entendem".

O programa P.B.X., do Rádio Clube Português, soube da chegada de José Afonso e anunciou-a.

A notícia do “Diário de Lisboa” refere que José Afonso gravou no Estúdio do RCP quatro canções que seriam transmitidas à noite no P.B.X. e que levaram quatro horas a ser gravadas.

“Estive muito tempo sem cantar. Estou sem caixa nenhuma”.

O repórter volta a intervir: “Mas quando arranca, é José Afonso, melhor do que nunca - ”…botas cardadas levantam pó…” (1)

No estúdio estavam presentes Carlos Paredes, o dr. Jorge Tuna, Durval Moreirinhas e outros amigos. O repórter sossega-nos então de que José Afonso “vem para ficar, vem para cantar.

“O ensino dá-me para o tabaco e para pagar a renda. Por isso vou cantar".

Final da reportagem: “José Afonso veio para ficar. Agora, vai para o Algarve. Depois voltará em direcção ao Centro, mas não importa onde porque aqui vai ficar, cantando, ensinando, trabalhando em novas músicas, em novos poemas, porque agora terá mais diálogo do que em Moçambique, porque a velha realidade lhe dará novos pontos de partida, porque mais ele a sentirá.

José Afonso veio para ficar.

“Velas e remos a arder”, ele não é homem para deixar.”Diga-se, por fim, que num país oprimido, atrasado e inculto, notícias como esta do “Diário de Lisboa” tinham a sua importância porque diziam-nos, para além de outros sinais, que era mesmo possível pôr areia na engrenagem e fazê-la parar.

Da imprensa diária de então, apenas o “Diário de Lisboa” e o “República” se permitiam avançar com estas notícias. Quem viveu esses tempos saberá do que se está a falar. Sete anos depois desta notícia do “Diário de Lisboa”, aconteceria o 25 de Abril.

(1) Versos de “O Cavaleiro e o Anjo”, que constará do primeiro álbum gravado para a Orfeu. O contrato celebrado com Arnaldo Trindade estabelecia que José Afonso receberia 15 contos por mês e comprometia-se a publicar um álbum por ano.

Colaboração de Gin-Tonic

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

PENNY LANE/STRAWBERRY FIELDS FOREVER


PARLOPHONE LMEP 1267 - 1967 - edição portuguesa

Penny Lane - Love You To - Strwberry Fields Forever - Tomorrow Never Knows

O single inglês foi editado no dia 17 de Fevereiro de 1967, demorou dois meses a chegar a Portugal, onde foi publicado a 04 de Abril, como EP, com "Love You To" e "Tomorrow Never Knows".

No ano de saída em Portugal vendeu 4.281 cópias, uma das quais a da imagem, que me custou, na altura, 63$00 (€ 0,31).

Não vale a pena inventar histórias: "Penny Lane" não foi nº 1 em Inglaterra e ponto final. "Release Me", de Engelbert Humperdinck, vendeu muito mais, foi a nº1 e ponto final.

Aliás, "Penny Lane" nem sequer foi dos 10 singles mais vendidos na Grã-Bretanha nesse ano, cuja lista é a seguinte:

01 - Release Me - Engelbert Humperdinck
02 - There Goes My Everything - Engelbert Humperdinck
03 - Last Waltz - Engelbert Humperdinck
04 - Just Loving You - Anita Harris
05 - San Francisco (Flowers In Your Hair) - Scott McKenzie
06 - Puppet On A String - Sandie Shaw
07 - I'll Never Fall In Love Again - Tom Jones
08 - There Must Be a Way - Frankie Vaughan
09 - A Whiter Shade Of Pale - Procol Harum
10 - I'm A Believer - Monkees

Não deixa de ser curioso observar esta lista de um ano - 1967 - que é dos mais emblemáticos da chamada swinging London.

Mas "Penny Lane" foi a nº1 nos Estados Unidos e por isso está na colectânea "1", de 2000.

No próprio dia da edição na Grã-Bretanha, "Penny Lane" vendeu 100 mil cópias e 350 mil em três dias. E não, não houve divisão de vendas.

Aceitemos os factos como realmente aconteceram. À época, confesso que tive raiva do pimba, hoje acho-lhe graça e não perco uma boa compilação do senhor.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

DISCOS DE 1967 EM LISBOA


A avaliar por esta montra de discoteca de Lisboa, Adamo, Mireille Mathieu, Hervé Vilard, Cliff Richard, Françoise Hardy, Christophe eram os artistas mais vendáveis.

Muito longe, portanto, do que o Mundo ouvia e se deliciava nesse mágico ano de 1967.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

ASAE EM 1967


A "ASAE" prendeu em flagrante delito, em Outubro de 1967, um comerciante de Lisboa que "cobrou por dois sumos de laranja 48$00, quando devia cobrar apenas 12$00 (mais 30 por cento do que o preço legal".

Processou 10 senhorios por "recusa de passagem de recibo de rendas pagas".

Apreendeu e entregou a casas de caridade, como a lei preceitua, 8.494 pães de diversos formatos e pesos.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

SINALEIROS MAIS YÉ-YÉS

Em Agosto de 1967, o regime autorizou um uniforme mais ligeiro para os polícias-sinaleiros.