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sexta-feira, 18 de outubro de 2019
FERNANDO PESSOA
RR - RREP 0041
Permiti Que Vos Dedique Uma Balada (Carlos Bastos) - Fim (Mário de Sá Carneiro/Carlos Bastos) - Fado do Trinta e Um (Pereira Coelho/João Alves Coelho) - Dá A Surpresa de Ser (Fernando Pessoa/Carlos da Maia).
Carlos Bastos foi dos primeiros a cantar Fernando Pessoa.
terça-feira, 16 de abril de 2013
EU ME CONFESSO, LENA
RR - RREP 0012 - 1967
Special Dream (Paulo Machado/Duo Scary) - A Man From The Coalmine (Paulo Machado/João Videira Santos) - Mais Feliz Do Que Nunca (Paulo Machado) - Eu Me Confesso (Paulo Machado)
Formados por Carlos Emílio Pinto
da Silva, 18 anos, viola solo, José Pinto Silveira Machado (Paulo Machado), 21
anos, natural de Angola, voz, José Aureliano Camiña Vieira (José Táboas), 18
anos, descendente de espanhóis, bateria, Francisco Manuel Soares Martins, 17
anos, viola-baixo, e José Augusto Octávio Brites, 18 anos, viola ritmo, os
Keepers iniciaram a sua carreira discográfica em 1967 com “Special Dream” (na imagem), onde se inclui a balada “Eu Me Confesso, Lena”, uma
declaração de amor a Lena Alhinho, então namorada de Paulo Machado, irmã de
Carlos Alhinho, futebolista caboverdiano que se fez na Académica de Coimbra.
Cada elemento do conjunto tinha um ordenado mensal de nove mil escudos e eram fãs de Simone, Rui de Mascarenhas e Fernanda Baptista, nomes do chamado nacional-cançonetismo.
Em 1968, já com Joaquim Salvado, 19 anos, teclista, editam o segundo EP (Riso & Ritmo Discos RREP 0027) que inclui canções da Eurovisão, “La La La” e “Congratulations”, uma versão portuguesa da canção jugoslava, “Um Dia”, e um original de Paulo Machado, “I Don’t Want To Be A Liar Again”.
Terminaram a carreira discográfica
no mesmo ano de 1968 com um original de Carlos Bastos, ex-Chinchilas (“Girl DoYou Want To See My World”) e uma versão de “Light My Fire”, dos Doors (Riso
& Ritmo Discos RREP 0043).
Em formações posteriores,
participou o actual advogado Agostinho Pereira de Miranda.
Paulo Machado morreu em Angola no dia 04 de Agosto de 2015.
Luís Pinheiro de Almeida
Paulo Machado morreu em Angola no dia 04 de Agosto de 2015.
Luís Pinheiro de Almeida
domingo, 18 de novembro de 2012
CARLOS BASTOS
RR - EP 0052
O Homem Que Veio Do Futuro - Diário Da Vida - A História De Uma Princesinha - Retrato Do Borrachinho
Originais de Carlos Bastos, ex-membro dos Chinchilas, e autor de uma fantástica versão fadista de "Hey Jude", dos Beatles.
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
FINALMENTE!
DICOSSETE - CD 947000 - 1993
Proud Mary (John Camenron Fogerty) - It's Now Or Never (Eduardo di Capua/Giovanni Capurro/Aaron H. Schroeder/Holly Gold) - Hey Jude (Lennon/McCartney) - The Shadow Of Your Smile (Johnny Mandel/Paul Francis Webster) - I Want To Hold Your Hand (Lennon/McCartney) - Satisfaction (Jagger/Richards) - El Condor Pasa (tradicional) - There's A Kind Of Hush (Geoffrey Stephens/Leslie D. Reed) - From Russia With Love (John Barry) - Till There Was You (Meredith Wilson)
Após alguns anos de busca, eis finalmente o CD original da Discossete com os clássicos anglo-saxónicos ao estilo fado castiço de Carlos Bastos. Os CDRs podem recolher...
Carlos Bastos é acompanhado à guitarra por Mário Pacheco (anda Pacheco!, será?) e à viola por Jorge Fernando.
Luís Pedro Fonseca, que produz, toca contrabaixo, acordeão, percussões e teclados.
O arranjo de "Hey Jude" é de António Chaínho.
A fotografia é de José Carlos Nascimento e o design de João Carlos Lourenço (Joba).
O disco foi gravado e misturado por Nuno Pimentel em 1992 nos estúdios Xangrilá.
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quinta-feira, 26 de abril de 2012
quarta-feira, 18 de maio de 2011
GENTLEMEN

António Sousa Freitas (bateria), Jorge Carp (viola-baixo), Jaime Queimado (viola-ritmo) e Claude Carp (viola-solo)
Os Gentlemen (1963-1965) foram a banda de acompanhamento de Daniel Bacelar em 3 dos 7 discos do Ricky Nelson português.
Constituíram-se em 1963 com Claude Carp (viola-solo), o irmão Jorge Carp (viola-baixo), Chico (viola-ritmo) e João Silveira (bateria).
Em Setembro de 1963, participaram com Daniel Bacelar no Concurso Tipo Shadows, no cinema Roma, em Lisboa.
Em 1965, com a formação constante na imagem, os Gentlemen gravaram o seu último disco com Daniel Bacelar, após o que se separaram, com o regresso dos irmãos Carp a França para conclusão dos estudos.
Jaime António Pinheiro Simões Queimado fez aos 10 anos a sua primeira guitarra, com uma embalagem de madeira, a régua da escola, uns pregos e o fio de pesca do Pai e aos 13 já tinha a sua primeira banda - Golden Stars - com Fernando Tordo, João Guerra e Carlos Bastos.
Cantávamos a vozes, tipo Golden Gate Quartet ou Trio Odemira, mas também Ricky Nelson e até Cliff Richard. Eu tinha umas maracas, só o Carlos Bastos sabia tocar viola, por curiosidade alugada na Escola Duarte Costa, lembra Jaime Queimado.
Depois dos Golden Stars, Jaime Queimado forma uma segunda banda, cujo nome não se recorda, com o irmão Luís e ainda Rui Bettencourt (bateria) e Duarte Mendes (viola-ritmo e voz). O repertório era Cliff Richard e Shadows.
Sem falsa modéstia, o Conjunto Mistério não nos chegava aos calcanhares. Ainda pensámos concorrer ao Concurso Tipo Shadows, mas éramos só uma grande banda sem material.
Ainda em 1963, Jaime Queimado integra a segunda formação dos Telstars, (não participou na gravação do disco), um dos primeiros conjuntos yé-yé portugueses e, segundo afirma, um dos primeiros a cantar Beatles em Portugal.
Depois da experiência dos Telstars, Jaime Queimado parte para os Fanatics, outro grupo instrumental, onde pontuava Michel, le chéf, não chegando a gravar o único EP do conjunto.
Nos bailes, os Fanatics tinham um coro feminino de três chanteuses, Katie (suiça-alemã), Marianne (anglo-francesa) e Nicole (francesa-argelina), o que era inédito.
Depois dos Fanatics, Jaime Queimado foi para os Gentlemen para acompanhar Daniel Bacelar tendo gravado o EP de 1965, após o que voltou a mudar de agulha e foi integrar os Claves post-Concurso Yé-Yé para substituir Luís Pinto de Freitas, enquanto Manuel Costenla substituía José Athouguia na bateria.
Desta vez, fui para o baixo. A experiência, basicamente Beatles, durou pouco tempo, devido a um grave acidente de viação de João Ferreira da Costa (órgão) e também porque eu não quis tocar "Quero Que Vá Tudo Pró Inferno", lembra, sorridente, Jaime Queimado.
Veio depois uma fase a duo com Fernando Tordo para animar as festas da Central School Of English, após o que ambos integraram os Deltons, com Luís Moutinho e Luís Antero.
Os Who, os Hollies eram as referências que nos distinguiam. Éramos um grupo diferente. A fase, dita yé-yé, já tinha acabado.
Jaime Queimado é também compositor, tendo sido co-autor, por exemplo, de "Então Dizia-te", que Duarte Mendes defendeu no Festival RTP da Canção de 1970.
António Manuel Sousa Freitas, filho do poeta de Buarcos, Sousa Freitas, autor, por exemplo, de "Nunca Direi Adeus" (Sérgio Borges) e de "Figueira da Foz" (Maria Clara), nasceu em Lisboa a 03 de Maio de 1947 e aos 14 anos já tocava bateria com Luís Waddington, que viria mais tarde a pertencer ao Conjunto Mistério.
Em 1964 integrou a segunda formação dos Telstars, de onde saiu com Jaime Queimado para os Fanatics e depois para os Gentlemen, onde também gravou o EP de 1965 de Daniel Bacelar.
Para mudar de ambiente, Tó Freitas fixou-se depois em Coimbra onde viria a integrar o Conjunto Universitário Hi-Fi com quem gravou o primeiro EP do grupo, dedicando-se depois ao jazz, no Quinteto de Jazz da Associação Académica.
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sábado, 24 de abril de 2010
CARLOS BASTOS

RR - RREP 0082
É Loucura (Júlio de Sousa) - Chaves da Vida (Reinaldo Varela/Júlio de Sousa) - Fado do Lenço (Francisco Viana/Carlos Bastos) - Saudade Vai-te Embora (Júlio de Sousa)
Carlos Bastos em registo tradicional.
É Loucura (Júlio de Sousa) - Chaves da Vida (Reinaldo Varela/Júlio de Sousa) - Fado do Lenço (Francisco Viana/Carlos Bastos) - Saudade Vai-te Embora (Júlio de Sousa)
Carlos Bastos em registo tradicional.
domingo, 4 de maio de 2008
CARLOS BASTOS ENSINA TORDO E PALMA
Carlos Bastos é um tesouro escondido da música popular portuguesa. Quem não rejubila com as suas vibrantes versões ao melhor estilo de fado rufia de verdadeiros ícones da pop-rock anglo-saxónica como "Hey Jude", "Satisfaction", "Proud Mary" e/ou "It's Now Or Never"?
Fui descobri-lo no Algarve.
Abraçado à sua Slammer Hammer e com uma caixa de ritmos computadorizada faz o circuito de hotéis na zona de Albufeira para deleite de turistas nacionais e internacionais.
Carlos Alberto da Costa Bastos Gonçalves, 61 anos, tem uma história rica, mas pouco conhecida no yé-yé português.
Jovem, muito jovem, foi corrécio com Jorge Palma, tendo esta ambos internados no Colégio de Mouriscas, no Sardoal, a 20 km de Abrantes.
"O Jorge Palma é três anos mais novo do que eu e já era um exímio pianista. Se ele diz que eu lhe ensinei acordes de viola, é porque é verdade. Eu é que já não me lembro", confessa-me Carlos Bastos num intervalo da sua actuação no Hotel Balaia Atlântico.
"Do que me lembro, mas foi mais tarde, foi de ensinar uns toques de guitarra ao Fernando Tordo. Andávamos no Colégio Moderno em Lisboa e fechávamo-nos na casa de banho a fumar e a ensaiar a duas vozes com as canções dos Conchas.
"Eu aprendi guitarra aos 14 anos com um primo. Toquei com o Tordo, o Tó Queimado e o João Guerra. Já não me lembro como se chamava o grupo".
Uma das coroas de glória de Carlos Bastos foi a sua participação, como viola-acompanhamento, com 19 anos, nos Chinchilas que no dia 29 de Agosto de 1966 conquistaram no Teatro Monumental em Lisboa o 6º lugar do Concurso Yé-Yé, organizado pelo Movimento Nacional Feminino.
Antes, tinham ganho um concurso em Tomar e outro na Costa do Sol.
Além de Carlos Bastos, os Chinchilas eram então Vítor Mamede (16 anos, bateria), Alfredo José (17 anos, viola-baixo), José Machado (16 anos, pianista) e Mário João (19 anos, viola-solo).
Em Dezembro de 1965, Filipe Mendes tinha estado nesta formação para uma das eliminatórias do concurso.
Carlos Bastos ainda esteve nos Sharks de quem tanto já se falou neste blogue, mas todas as minhas tentativas no sentido de obter informações precisas resultaram infrutíferas.
"Lamento, já não me lembro muito bem", foi a resposta invariável. Mas ainda teve um lampejo para se recordar que fez parte também de uma banda espanhola, Los Tubarones, com o mesmo Filipe Mendes, dos Chinchilas, e ainda com Pino (venezuelano), Zé Black e Quicá.
Carlos Bastos está no Algarve desde 1969.
A discografia pode ser observada no seu site, mas eu permito-me destacar o EP ZIP 30.040/S com "Manuel Poliglota" e "Hey Jude", com arranjos de António Chainho.
Esta versão de Carlos Bastos inclui-se na rara colectânea "All You Need Is Lisboa", editada pela EMI-VC em 2004 com versões portuguesas dos Beatles.
Colaboração de Luís Pinheiro de Almeida
Fui descobri-lo no Algarve.
Abraçado à sua Slammer Hammer e com uma caixa de ritmos computadorizada faz o circuito de hotéis na zona de Albufeira para deleite de turistas nacionais e internacionais.
Carlos Alberto da Costa Bastos Gonçalves, 61 anos, tem uma história rica, mas pouco conhecida no yé-yé português.
Jovem, muito jovem, foi corrécio com Jorge Palma, tendo esta ambos internados no Colégio de Mouriscas, no Sardoal, a 20 km de Abrantes.
"O Jorge Palma é três anos mais novo do que eu e já era um exímio pianista. Se ele diz que eu lhe ensinei acordes de viola, é porque é verdade. Eu é que já não me lembro", confessa-me Carlos Bastos num intervalo da sua actuação no Hotel Balaia Atlântico.
"Do que me lembro, mas foi mais tarde, foi de ensinar uns toques de guitarra ao Fernando Tordo. Andávamos no Colégio Moderno em Lisboa e fechávamo-nos na casa de banho a fumar e a ensaiar a duas vozes com as canções dos Conchas.
"Eu aprendi guitarra aos 14 anos com um primo. Toquei com o Tordo, o Tó Queimado e o João Guerra. Já não me lembro como se chamava o grupo".
Uma das coroas de glória de Carlos Bastos foi a sua participação, como viola-acompanhamento, com 19 anos, nos Chinchilas que no dia 29 de Agosto de 1966 conquistaram no Teatro Monumental em Lisboa o 6º lugar do Concurso Yé-Yé, organizado pelo Movimento Nacional Feminino.
Antes, tinham ganho um concurso em Tomar e outro na Costa do Sol.
Além de Carlos Bastos, os Chinchilas eram então Vítor Mamede (16 anos, bateria), Alfredo José (17 anos, viola-baixo), José Machado (16 anos, pianista) e Mário João (19 anos, viola-solo).
Em Dezembro de 1965, Filipe Mendes tinha estado nesta formação para uma das eliminatórias do concurso.
Carlos Bastos ainda esteve nos Sharks de quem tanto já se falou neste blogue, mas todas as minhas tentativas no sentido de obter informações precisas resultaram infrutíferas.
"Lamento, já não me lembro muito bem", foi a resposta invariável. Mas ainda teve um lampejo para se recordar que fez parte também de uma banda espanhola, Los Tubarones, com o mesmo Filipe Mendes, dos Chinchilas, e ainda com Pino (venezuelano), Zé Black e Quicá.
Carlos Bastos está no Algarve desde 1969.
A discografia pode ser observada no seu site, mas eu permito-me destacar o EP ZIP 30.040/S com "Manuel Poliglota" e "Hey Jude", com arranjos de António Chainho.
Esta versão de Carlos Bastos inclui-se na rara colectânea "All You Need Is Lisboa", editada pela EMI-VC em 2004 com versões portuguesas dos Beatles.
Colaboração de Luís Pinheiro de Almeida
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quinta-feira, 24 de abril de 2008
TIM "FOLK-ROCK"
Tim, dos Xutos e Pontapés, juntou um punhado de músicos amigos e está a ensaiar uma nova direcção para a sua carreira a solo a que muitos já designam por "folk-rock".
A experiência tem estado a ser feita - e continuará a sê-lo em Maio - na Fábrica Braço de Prata, em Lisboa, um local magnífico para este tipo de concertos intimistas tipo "unplugged".
Para uma assistência de 50 pessoas, entre as quais notáveis como Jorge Palma (com uma t-shirt do Café Fresco, da Zambujeira do Mar), David Ferreira (que segurou a letra de "Tejo") e João Teixeira, novo patrão da EMI, Tim deliciou com uma banda de quatro excelentes músicos, João Cardoso (piano), Moz Carrapa (guitarra), Fernando Júdice (baixo) e Fred (bateria), todos sentados, o que deu uma perspectiva ternurenta.
Bem disposto, mas algo intimidado por estar a um metro da assistência e, sobretudo, por ficar de costas para os restantes músicos, Tim aos poucos e poucos foi-se libertando do estigma e ofereceu um magnífico concerto, aliás bem coadjuvado.
"Gosto de tocar com músicos e o equívoco é que estou a tocar de costas para eles", queixou-se Tim, mas era o espaço que tinha.
"Um E Outro", "Contraluz", "O Gato E A Manta De Lã", "Turbilhão", "Desencontro", "Sobrescrito", "Tejo Que Levas As Águas", "instru mentol" (uma bela peça instrumental ainda inacabada), "A Hora Das Gaivotas", "Voar", "Fado Do Encontro", "O Último Barco", "No Cimo Do Monte", "Epitáfio" e "Por Quem Não Esqueci" foram as canções entoadas.
Como é que eu sei as canções todas?
Porque o Tim fez o favor de me oferecer o alinhamento, autografando-o.
Ao estilo de "storyteller", Tim foi falando informalmente com a assistência, contando a génese das canções, como foram compostas, como surgiram e ainda tinha tempo para responder às bocas de Jorge Palma.
Já é tempo de os artistas portugueses com responsabilidade se enobrecerem com este tipo de concertos, que deveriam ser obrigatoriamente gravados para fruição universal.
Jorge Palma estava tão entusiasmado que se ofereceu para fazer um próximo.
Sempre animado, Jorge Palma fez questão de através deste blog mandar um abraço a José Almada (foi produtor do seu segundo álbum, "Não, Não, Não Me Estendas A Mão") e lamentou não poder estar presente num próximo encontro com Almada: "agora estou a cantar no Algarve".
E, no meio da conversa, fez-me uma revelação surpreendente:
"O que tu não sabes é que foi o Carlos Bastos que me ensinou os primeiros acordes de guitarra no colégio interno".
Tóing!
A experiência tem estado a ser feita - e continuará a sê-lo em Maio - na Fábrica Braço de Prata, em Lisboa, um local magnífico para este tipo de concertos intimistas tipo "unplugged".
Para uma assistência de 50 pessoas, entre as quais notáveis como Jorge Palma (com uma t-shirt do Café Fresco, da Zambujeira do Mar), David Ferreira (que segurou a letra de "Tejo") e João Teixeira, novo patrão da EMI, Tim deliciou com uma banda de quatro excelentes músicos, João Cardoso (piano), Moz Carrapa (guitarra), Fernando Júdice (baixo) e Fred (bateria), todos sentados, o que deu uma perspectiva ternurenta.
Bem disposto, mas algo intimidado por estar a um metro da assistência e, sobretudo, por ficar de costas para os restantes músicos, Tim aos poucos e poucos foi-se libertando do estigma e ofereceu um magnífico concerto, aliás bem coadjuvado.
"Gosto de tocar com músicos e o equívoco é que estou a tocar de costas para eles", queixou-se Tim, mas era o espaço que tinha.
"Um E Outro", "Contraluz", "O Gato E A Manta De Lã", "Turbilhão", "Desencontro", "Sobrescrito", "Tejo Que Levas As Águas", "instru mentol" (uma bela peça instrumental ainda inacabada), "A Hora Das Gaivotas", "Voar", "Fado Do Encontro", "O Último Barco", "No Cimo Do Monte", "Epitáfio" e "Por Quem Não Esqueci" foram as canções entoadas.
Como é que eu sei as canções todas?
Porque o Tim fez o favor de me oferecer o alinhamento, autografando-o.
Ao estilo de "storyteller", Tim foi falando informalmente com a assistência, contando a génese das canções, como foram compostas, como surgiram e ainda tinha tempo para responder às bocas de Jorge Palma.
Já é tempo de os artistas portugueses com responsabilidade se enobrecerem com este tipo de concertos, que deveriam ser obrigatoriamente gravados para fruição universal.
Jorge Palma estava tão entusiasmado que se ofereceu para fazer um próximo.
Sempre animado, Jorge Palma fez questão de através deste blog mandar um abraço a José Almada (foi produtor do seu segundo álbum, "Não, Não, Não Me Estendas A Mão") e lamentou não poder estar presente num próximo encontro com Almada: "agora estou a cantar no Algarve".
E, no meio da conversa, fez-me uma revelação surpreendente:
"O que tu não sabes é que foi o Carlos Bastos que me ensinou os primeiros acordes de guitarra no colégio interno".
Tóing!
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domingo, 13 de janeiro de 2008
"HEY JUDE", POR CARLOS BASTOS

ZIP - 30.40/S
Manuel Poliglota - Hey Jude (Lennon/McCartney)
Com um arranjo de António Chainho, Carlos Bastos tem aqui uma memorável interpretação de "Hey Jude", dos Beatles.
A este propósito, escreveu a insuspeita revista britânica Uncut na sua edição de Maio de 2004:
a delightful fado reading of "Hey Jude" taken at a canter on the pretty Portuguese guitarra (sic).
Manuel Poliglota - Hey Jude (Lennon/McCartney)
Com um arranjo de António Chainho, Carlos Bastos tem aqui uma memorável interpretação de "Hey Jude", dos Beatles.
A este propósito, escreveu a insuspeita revista britânica Uncut na sua edição de Maio de 2004:
a delightful fado reading of "Hey Jude" taken at a canter on the pretty Portuguese guitarra (sic).
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