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quarta-feira, 6 de agosto de 2014
PADRE FANHAIS
ORFEU - ATEP 6325
Cantilena (Sebastião da Gama/Padre Fanhais) - Juventude (João Apolinário/Padre Fanhais) - Areia da Praia (Manuela Pina/Padre Fanhais) - Canção do Vento (texto bíblico, adaptação de Pedro Lobo Antunes).
Foto de Augusto Cabrita.
58 cêntimos na Feira de Queluz.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
FRANCISCO FANHAIS

ZIP-ZIP - ZIP 10.032/E
Corpo Renascido (Manuel Alegre/Pedro Lobo Antunes) - Canção da Cidade Nova (Fernando Melro/Francisco Fanhais) - Porque (Sophia de Mello Breyner Andresen/Franscisco Fernandes) - Descalça Vai Para A Fonte (António Cabral/Francisco Fanhais)
Arranjo e direcção musical de Thilo Krasmann
Corpo Renascido (Manuel Alegre/Pedro Lobo Antunes) - Canção da Cidade Nova (Fernando Melro/Francisco Fanhais) - Porque (Sophia de Mello Breyner Andresen/Franscisco Fernandes) - Descalça Vai Para A Fonte (António Cabral/Francisco Fanhais)
Arranjo e direcção musical de Thilo Krasmann
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Thilo Krasmann
quinta-feira, 2 de julho de 2009
FRANCISCO FANHAIS

ZIP-ZIP - LP 2.004/L - 1970
Lado 1
Meu Povo Que Jaz (César Pratas/Francisco Fernandes) – Corpo Renascido (Manuel Alegre/Pedro Lobo Antunes) – Os Labirintos (Garcia Lorca/Pedro Lobo Antunes) – Porque (Sophia de Mello Breyner/Francisco Fernandes) – Canto Do Ceifeiro (Eduardo Valente da Fonseca/Francisco Fernandes) – Cantata da Paz (Sophia de Mello Breyner/Rui Paz)
Lado 2
Poema (Ilídio Rocha/Padre Fanhais) – Descalça Vai Para A Fonte (António Cabral/Padre Fanhais) – À Saída Do Correio (António Cabral/Padre Fanhais) – As Pobres Solteiras (António Rebordão Navarro/Padre Fanhais) – Quadras Do Poeta Aleixo (António Aleixo/Padre Fanhais) – Canção Da Cidade Nova (Fernando Melro/Francisco Fernandes)
Faz hoje cinco anos que morreu Sophia de Mello Breyner Andresen.
Alexandre Lucas Coelho, no “Público” de 21 de Junho, descreve-nos uma viagem que fez pelo espólio da poetisa, que neste momento está a ser classificado no Centro Nacional de Cultura para ser doado à Biblioteca Nacional até Abril de 2010.
Este disco, do então Padre Fanhais, contém duas canções com poemas de Sophia: “Porque”, dedicado a Francisco Sousa Tavares, seu marido, com música de Francisco Fernandes, e “Cantata da Paz”, com música de Rui Paz.
No seu EP “Pastoral”, Mário Piçarra também canta “Porque” com música de sua autoria.
Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não
Colaboração de Gin-Tonic
Lado 1
Meu Povo Que Jaz (César Pratas/Francisco Fernandes) – Corpo Renascido (Manuel Alegre/Pedro Lobo Antunes) – Os Labirintos (Garcia Lorca/Pedro Lobo Antunes) – Porque (Sophia de Mello Breyner/Francisco Fernandes) – Canto Do Ceifeiro (Eduardo Valente da Fonseca/Francisco Fernandes) – Cantata da Paz (Sophia de Mello Breyner/Rui Paz)
Lado 2
Poema (Ilídio Rocha/Padre Fanhais) – Descalça Vai Para A Fonte (António Cabral/Padre Fanhais) – À Saída Do Correio (António Cabral/Padre Fanhais) – As Pobres Solteiras (António Rebordão Navarro/Padre Fanhais) – Quadras Do Poeta Aleixo (António Aleixo/Padre Fanhais) – Canção Da Cidade Nova (Fernando Melro/Francisco Fernandes)
Faz hoje cinco anos que morreu Sophia de Mello Breyner Andresen.
Alexandre Lucas Coelho, no “Público” de 21 de Junho, descreve-nos uma viagem que fez pelo espólio da poetisa, que neste momento está a ser classificado no Centro Nacional de Cultura para ser doado à Biblioteca Nacional até Abril de 2010.
Este disco, do então Padre Fanhais, contém duas canções com poemas de Sophia: “Porque”, dedicado a Francisco Sousa Tavares, seu marido, com música de Francisco Fernandes, e “Cantata da Paz”, com música de Rui Paz.
No seu EP “Pastoral”, Mário Piçarra também canta “Porque” com música de sua autoria.
Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não
Colaboração de Gin-Tonic
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sábado, 5 de abril de 2008
PADRE FANHAIS
ORFEU - ATEP 6325 - 1969
Cantilena - Juventude - Areia da Praia - Canção do Vento
Seguindo orientações do Papa Paulo VI, que instituíra o primeiro dia do ano como Dia Mundial da Paz e convidava os católicos a meditar sobre a Paz no mundo, no dia 31 de Dezembro de 1972, cerca de uma centena de católicos, em vigília, reuniu-se na Capela do Rato, em Lisboa, com esse objectivo: “Vemos, Ouvimos e Lemos não podemos ignorar”.
A PSP cercou a Capela e prendeu para cima de meia centena de pessoas. Mais tarde, alguns deles, foram entregues à PIDE/DGS e encarcerados no Forte de Caxias.
A ditadura não achava bem que se fizesse da Casa do Senhor um local de subversão e de indisciplina.
Dias depois, o Episcopado fazia saber que a vigília era “obviamente de caracterização melindrosa num país em guerra, como a que se processa no Ultramar” mas, clara e inequivocamente, condenava a iniciativa.
Os católicos começavam a enfrentar o regime. “Havemos de ser mais, eu bem sei", dirá um dia o Zeca Afonso.
Uns anos antes, em 1969, para espanto geral, um padre, Francisco Fanhais de seu nome, aparecia no Programa Zip-Zip, a cantar a balada “Cantilena”, com música de sua autoria para um poema de Sebastião da Gama.
Por esses tempos, Henrique Segurado, num poema, fazia a apologia dos pequenos nadas, lembrando a asa de uma mosca que introduzindo-se no gerador central deixara a cidade sem luz.
Saibamos antever a nossa meta no cadáver duma mosca incompleta".
Ainda em 1969, o Padre Fanhais edita este EP, onde surge a já citada “Cantilena”, e ainda “Juventude”, poema de João Apolinário (poeta que também é cantado também pelos Secos & Molhados - nota do editor), “Areia da Praia”, poema de Manuela Pina, ambos com música do Padre Fanhais e também “Canção do Vento”, um trecho bíblico com música de Pedro Lobo Antunes.
Este disco, como tantos outros, foram os tais pequenos nadas, os pauzinhos na engrenagem do regime, da então chamada “Primavera Marcelista”.
O 25 de Abril chegaria 5 anos depois.
A fotografia da capa é de Augusto Cabrita.
Colaboração de Gin-Tonic
Cantilena - Juventude - Areia da Praia - Canção do Vento
Seguindo orientações do Papa Paulo VI, que instituíra o primeiro dia do ano como Dia Mundial da Paz e convidava os católicos a meditar sobre a Paz no mundo, no dia 31 de Dezembro de 1972, cerca de uma centena de católicos, em vigília, reuniu-se na Capela do Rato, em Lisboa, com esse objectivo: “Vemos, Ouvimos e Lemos não podemos ignorar”.
A PSP cercou a Capela e prendeu para cima de meia centena de pessoas. Mais tarde, alguns deles, foram entregues à PIDE/DGS e encarcerados no Forte de Caxias.
A ditadura não achava bem que se fizesse da Casa do Senhor um local de subversão e de indisciplina.
Dias depois, o Episcopado fazia saber que a vigília era “obviamente de caracterização melindrosa num país em guerra, como a que se processa no Ultramar” mas, clara e inequivocamente, condenava a iniciativa.
Os católicos começavam a enfrentar o regime. “Havemos de ser mais, eu bem sei", dirá um dia o Zeca Afonso.
Uns anos antes, em 1969, para espanto geral, um padre, Francisco Fanhais de seu nome, aparecia no Programa Zip-Zip, a cantar a balada “Cantilena”, com música de sua autoria para um poema de Sebastião da Gama.
Por esses tempos, Henrique Segurado, num poema, fazia a apologia dos pequenos nadas, lembrando a asa de uma mosca que introduzindo-se no gerador central deixara a cidade sem luz.
Saibamos antever a nossa meta no cadáver duma mosca incompleta".
Ainda em 1969, o Padre Fanhais edita este EP, onde surge a já citada “Cantilena”, e ainda “Juventude”, poema de João Apolinário (poeta que também é cantado também pelos Secos & Molhados - nota do editor), “Areia da Praia”, poema de Manuela Pina, ambos com música do Padre Fanhais e também “Canção do Vento”, um trecho bíblico com música de Pedro Lobo Antunes.
Este disco, como tantos outros, foram os tais pequenos nadas, os pauzinhos na engrenagem do regime, da então chamada “Primavera Marcelista”.
O 25 de Abril chegaria 5 anos depois.
A fotografia da capa é de Augusto Cabrita.
Colaboração de Gin-Tonic
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