sábado, 25 de abril de 2009

25 ABRIL: GUARDA VERMELHA


7 comentários:

filhote disse...

Não é piada nem falta de respeito pela figura em causa, mas quando eu era criança, e via a figura do Ribeiro Santos pintada nas paredes, pensava que era um Beatle.

Uma dessas pinturas, sobreviveu anos a fio na parede de um dos prédios do largo da igreja de Santos-o-Velho.

A propósito, tive um excelente professor de português no Liceu Pedro Nunes que se chamava Ribeiro Santos... terá alguma relação com o outro Ribeiro Santos? Alguém sabe?

Gouveia disse...

AHAHAHAHAHAHAHAH
AHAHAHAHAHAHAHAHA
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH!

E o Arnaldo de Matos foi roadie em Hamburgo...

ié-ié disse...

Cheguei a sentar-me ao lado de Ribeiro Santos na Faculdade. A Mãe chamava-se Maria Antónia Leitão Ribeiro Santos e o Pai Vasco Artur Ribeiro Santos.

LT

JC disse...

E foi morto na minha faculdade... Na mesma reunião em que o José Lamego foi ferido. Não assisti: estava no VietMafra e, por isso, era aluno voluntário.

ié-ié disse...

Isso. A Biblioteca Museu República e Resistência, com a colaboração da AAFDL, publicou em 1998 um livrito de 70 págs sobre esses acontecimentos.

Fui revê-lo e ver como MRPP dominava na altura (70/71/72...) a Faculdade: Eduardo Lobo, Ribeiro Santos, Pedro Palhinha, Rita Freitas, João Isidro, Luís Guerra, Carlos Gaspar, Duarte Teives, Maria José Morgado, Saldanha Sanches, João Caupers, José Lamego, Galamba, Fernando Rosas...

O Pai do Ribeiro Santos era médico.

LT

Luis disse...

Deixem que me apresente: O meu nome é Luís, sobrinho mais velho de "Ribeiro Santos".
O meu tio "zé Tó" como lhe chamavamos brincava muito connosco mas quando estava metido nos seus pensamentos a andar para trás e para a frente na sala de jantar, não gostava de ser interrompido! Chegava mesmo ao ponto de ralhar connosco. Não me lembro de ele alguma vez nos ter batido.
A minha avó costumava dizer que ele não era gastador; usava os sapatos até se romperem e comia até se sentir satisfeito. Acho que raramente repetia o prato.
Não sei se era filiado em algum partido. Embora conste que era do MRPP, ou o MRPP se aproveitou da sua morte para o criar num "mártir". Como já disse não sei!...
O que sei é que também não era nenhum santo!... Era humano! Não gostava de injustiças, da guerra colonial, da censura e da polícia da altura. primava pela liberdade e igualdade de direitos. Mas acho que isso é comum a todos nós. Nós também não gostavamos de ser perseguidos e de ver a nossa vida privada violada sempre, a todo o momento.

ié-ié disse...

Caro Luís:

Fui companheiro do teu Tio na Faculdade de Direito de Lisboa. Fui também dirigente associativo e, verdade se diga, na altura, não dei por muita militância político/estudantil do teu Tio.

Em todo o caso, curvo-me perante a sua memória.

LT