domingo, 22 de maio de 2011

THE ABBEY ROAD SESSIONS


Exposição de fotografias de Iain MacMillan em Londres.

Entretanto, os estúdios de Abbey Road, que estão a comemorar 80 anos, lançaram um concurso para a escolha de um hino.

Inaugurado em 1931 pelo compositor Edward Elgar com uma apresentação de sua canção patriótica "Land Of Hope And Glory", o estúdio procura agora compositores originais, ainda não descobertos.

Os hinos vencedores serão gravados no estúdio Um de Abbey Road, onde foram gravadas as sequências de "Star Wars" e a apresentação ao vivo de "All You Need Is Love", transmitida via satélite.

O compositor Eric Whitacre vai reger a Orquestra Sinfónica de Londres para as gravações dos hinos.

"Queremos encontrar os grandes hinos de nosso tempo," disse Whitacre.

O concurso termina a 15 de Julho.

MOVIMENTO


ARTHOUSE SONY MUSIC - 8 86979 00992 9 - 2011

Festa da Vida (José Calvário/José Niza) - Perto (Paulo de Carvalho) - Fui Ter Com A Madrugada (Pedro Jordão/Rui Malhoa) - Flor Sem Tempo (José Calvário/José A. Sottomayor) - Verão (Pedro Osório/José Alberto Diogo) - Começar de Novo (Nóbrega e Sousa/David Mourão-Ferreira) - Psst-Psst All Around Lisbon (Thilo Krasmann/Van Nixon) - Acreditar (Carlos Mendes/José Alberto Diogo) - Louco (João Paulo Agrela/Sérgio Borges) - Setembro (Jorge Domingo/Jerónimo Bragança) - E Depois do Adeus (José Calvário/José Niza)

Demasiado Paul Weller para o meu gosto e canções demasiado obscuras (algumas). Como seria o "Hully Gully do Montanhês"?

Movimento é um projecto de Miguel Ângelo (ex-Delfins) com Gomo, Marta Ren e Selma Uamusse.

EXPO 98 FAZ HOJE 13 ANOS


A EXPO-98 faz hoje 13 anos, mas o mapa do Parque das Nações, em Lisboa, que lhe sucedeu, necessita de ser actualizado.

Apesar de datado de Fevereiro de 2011, o mapa já não reflecte a realidade do parque, sobretudo no que diz aos novos edifícios e aos que, tendo sido projectos, não passaram disso mesmo.

E o mapa continua ao contrário...

TRAVESSA DO CEGO


Freguesia das Mercês, Lisboa.

PÃO DE CANELA


Bela esplanada na Praça das Flores, em Lisboa, mas como restaurante é melhor passar ao lado.

Já agora, o outrora excelente Conventual, na mesma Praça, está encerrado... há muito!

CASA DO POVO DE ALJUSTREL


DEVAGARINHO, MUITO DEVAGARINHO...


A passo, muito, muito, de caracol...

RUA FRESCA


Figueira da Foz

Cortesia de Fernando Correia de Oliveira

sábado, 21 de maio de 2011

SPACE


VOGUE JUGOTON - SV 88948 - edição jugoslava (1977)

Magic Fly - Ballad For Space Lovers

A balada do disco tem pouco mais de 2 minutos, o que não dá para nada... mesmo quando se tem 15 anos!

Colaboração de Pedro Brandão, em Sarajevo

DECCA ANOS 50


DECCA -45-BM 05644

Anastasia - Written On The Wind

The Victor Young Singing Strings.

RUSTY ANDERSON


Erguendo uma taça de vinho branco, Rusty Anderson confidenciou-me: "Lisboa é uma cidade linda e se lá estivesse agora beberia um vinho muito melhor do que este!".

Foto tirada ontem, 20.05.2011, no bar da piscina do Hotel Copacabana Palace, Rio de Janeiro.

Colaboração de Pedro de Freitas Branco, no Rio de Janeiro

PS- Rusty Anderson é o viola-solo da banda de Paul McCartney

CACILHEIRO DO TEJO


Seixal já não tem a Mundet nem a Siderurgia Nacional, mas tem uma belíssima marginal ao longo da baía - uma espécie de malecón - e um cacilheiro como restaurante e música de jazz com roqueiros dos anos 70, como Mário Gramaço (Roquivários) e Filipe Larsen.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

3º EP DE NATÉRCIA BARRETO (1968)


PARLOPHONE - JGEP 12014 - edição sul-africana (1968)

Primavera do Amor ("Those Were The Days") (Gene Raskin/Maria José Arriaga) - Naquela Manhã D'Oiro (Júlio Correia) - Óculos de Sol" ("Sunglasses") (JD Loudermilk/Al Rodrigo) - Canção Para Uma Noite (Júlio Correia/Pereira Pinto)

Esta é a edição original de "Óculos de Sol", o grande, mas inesperado, êxito de Natércia Barreto. Tão inesperado foi, que nem sequer era a faixa principal do EP.

Maria Natércia Mesquita Barreto Pereira, conhecida artísticamente como Natércia Barreto e/ou Techa, nasceu em Vila de João Belo, hoje Xai-Xai, em Moçambique, no dia 07 de Junho de 1950.

Começou muito cedo a cantar no Rádio Clube de Moçambique.

Deu numerosos espectáculos por Moçambique e África do Sul, ganhou prémios da imprensa de Moçambique, dois concursos de Rainha da Rádio, um em 1965 e outro em 1970.

Ganhou também o 1º prémio de interpretação num festival da canção organizado por Luís Piçarra em 1967, ano em que começou a gravar para a EMI, a convite do director artístico da editora, Joe Nofal.

O primeiro disco (Parlophone JGEP 12010) foi editado em Moçambique em 1968 com versões portuguesas de “San Francisco” e de “Eternally” e duas canções originais do poeta, escritor e jornalista moçambicano Guilherme de Melo, com músicas dos maestros Artur Fonseca e António Gavino.

O grande sucesso, "Óculos de Sol", só viria a ser editado ao 3º EP, em 1968 ( na imagem).

“Óculos de Sol” é a versão portuguesa de “Sunglasses”, da autoria de John D. Loudermilk, também autor de “Road Hog” (“Calhambeque”), que tinha sido gravado em 1965 por Skeeter Davis e em 1967 por Sandy Posey.

Al Rodrigo, autor da versão, já falecido, também era artista e cantava em espectáculos portugueses na África do Sul.

Esta canção não era para ter sido gravada, pois já havia uma outra canção arranjada para eu gravar, mas como a SPA não permitiu, o Al Rodrigo foi contactado por um dos directores da EMI, Joe Nofal, que lhe pediu para fazer a versão de "Sunglasses/Óculos de Sol" quase de um dia para o outro, em virtude de o estúdio já estar marcado para eu gravar.

Assim, na véspera da gravação, tinha acabado de chegar de Moçambique, tive que aprender a melodia e a letra à pressa, mal sabendo que essa canção iria fazer tanto sucesso!, lembra Natércia Barreto em declarações a este blogue.

Al Rodrigo viria a co-produzir o último disco de Natércia Barreto.

UHF NAS BANCAS - € 8,99


Matas-me Com O Teu Olhar (António Manuel Ribeiro/Miguel Fernandes, 2005) - Quando (Dentro De Ti) (António Manuel Ribeiro, 1998) - Jorge Morreu (António Manuel Ribeiro, 1999) - Dança Comigo (Até O Sol Nascer) (António Manuel Ribeiro, 1999) - Uma Palavra Tua (António Manuel Ribeiro, 1999) - O Menino (Canção da Beira Baixa) (popular/Edmundo Bettencourt, 2007) - Dançando Na Noite (António Manuel Ribeiro, 1998) - Só Eu Sei Porquê (António Manuel Ribeiro/António Côrte-Real, 1998) - Se Fosses Minha (António Manuel Ribeiro/António Côrte-Real, 1998) - Faz De Conta É Um País (António Manuel Ribeiro, 2003) - O Vento Mudou (João Magalhães Pereira/Nuno Nazareth Fernandes, 2010) - Alguém (Que Há-de Chegar) (António Manuel Ribeiro/António Côrte-Real, 1999) - Por Essa Mulher (António Manuel Ribeiro/António Côrte-Real, 2007) - Cromados & Limalha (António Manuel Ribeiro, 2007)

Dou de barato a BD (não sou fã), mas há textos de Luís do Ó e Pedro Teixeira e uma boa discografia dos UHF.

Pena que "Jorge Morreu" não seja a edição original da Metro Som.

HOLLIES 63/68


EMI - 50999096242 2 1 - 2011

Um conjunto, 6 CDs, 158 canções, 6 horas, 40 minutos e 50 segundos de música por uma bagatela...

Ver alinhamento aqui.

(nota do editor: a imagem é a do booklet, não a da caixa dos CDs propriamente dita).

LEVI'S TÊM 138 ANOS


Faz hoje 138 anos que Jacobs Davis e Levi Strauss registaram a patente dos jeans tal como os conhecemos hoje.

Registada a patente, a Levis Strauss & Co. nunca mais parou de criar colecções.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

3º E ÚLTIMO EP DOS TITÃS (1969)


CLAVE - 18 - 1969

One Way Love (Fernando Costa Pereira) - Mira-me Maria (arranjo de Fernando Costa Pereira) - Janela Aberta (Fernando Costa Pereira) - We Gotta Make Love (Fernando Costa Pereira)

Este é o 3º e derradeiro EP da carreira discográfica dos Titãs, que decorreu entre 1963 e 1969 com um extenso lapso entre o 2º EP e este último, durante o qual os Titãs se transformaram radicalmente.

Com a entrada de José Lello, de instrumentos de sopros e com a vocalização das canções deixaram de ser um conjunto tipo Shadows.

Na capa do disco, Toni Carneiro (órgão), José Paias (sax alto, que não chegou a gravar o EP), António Braga (viola-baixo), já falecido), Fernando Costa Pereira (viola-solo), João Lourival (bateria) e José Lello (voz).

MADE IN PORTUGAL


"Time Out", nº 190, 18 a 24 de Maio de 2011, € 2,5

Esta semana, a revista tem curiosas informações sobre produtos genuinamente portugueses. Eis alguns exemplos:

pêra rocha - não se sabe se é verdade ou apenas mito, mas o nome da pêra dever-se-á a Pedro António Rocha, dono de uma quinta em Sintra, onde começaram a nascer pereiras meio esquisitas que davam pêras de forma invulgar;

Sumol - criada em 1954, terá sido a primeira bebida de sumo de fruta pasteurizada a surgir em Portugal. Que nome dar a um sumo para beber ao sol? Que tal... Sumol?;

Barral - creme gordo altamente hidratante criado em 1835 pelos irmãos Barral, professores da Escola Médica;

Dr. Bayard - no final dos anos 30, um jovem merceeiro da baixa lisboeta, Álvaro Matias, levava as compras a casa de um francês, Dr. Bayard, que lhe cedeu o segredo único dos rebuçados peitorais;

Coma Com Pão - foi lançado no final da década de 50 pela Regina e recuperado no ano passado pela Imperial, mas sem passas, que os portugueses não gostam. Coma Com Pão é uma espécie de sanduíche de chocolate;

Renova - com sede em Torres Novas, é a pioneira dos produtos descartáveis em papel. E já há papel higiénico preto (caro!), - incrível como ninguém se tinha lembrado antes... - guardanapos vermelhos e rolos de cozinha cor de rosa;

Fly London - a marca (sandálias, sapatos, botas, ténis) foi criada em Guimarães em 1999 e já voou para Londres e Copenhaga com lojas próprias. Tem uma bonita loja na avenida da Liberdade, 230, em Lisboa;

Lanidor - já não é só uma marca de roupa de senhora criada em 1966. Além de 128 lojas (até no Qatar, Jordânia, Equador, Chipre...), é agora também um spa, restaurante, tea room...;

Parfois - apesar do nome francês, a loja de acessórios visível em tudo quanto é centro comercial foi criada por Manuela Medeiros, em 1994;

Claus Porto/Ach Brito - conhecida pelos sabonetes perfumados e pelas embalagens vintage. Até Oprah Winfrey assumiu ser fã. Foi fundada em 1887 por dois alemães e comprada em 1918 por Achiles de Brito;

Magnolia Caffé - nasceu em 2002 no Campo Pequeno, fruto das cabeças de Elsa e Pedro Pinto. Recriar a ideia de café como espaço de convívio, com jornais, livros e divulgação cultural;

H3 - hambúrgueres gourmet. A ideia é de Albano Homem de Melo, Miguel Van Uden, António Cunha Araújo e Victor Lourenço. E já há dois restaurantes com porta de rua, ambos em Lisboa, um no Chiado, o outro no Parque das Nações.

E fiquei com curiosidade de conhecer a Taberna Portuguesa na rua dos Lusíadas, 130, em Lisboa, onde há pão de Mafra em sacos de pano, o chão é de calçada à portuguesa, não entra a Coca-Cola, os preços vão dos dois aos sete euros, não há acompanhamentos, é tudo para comer com pão, o vinho é servido em jarros de barro...

ZECA DO ROCK


De seu nome verdadeiro José das Dores, Zeca do Rock foi dos primeiros rockers portugueses, tendo sido o primeiro músico nacional a gravar um "yeah" em "Sansão Foi Enganado", em 1961.

Eu cantava preferencialmente em inglês e usava muito esse tipo de exclamação, principalmente antes ou durante o solo orquestral, explica agora Zeca do Rock.

Nascido em Lisboa no dia 28 de Dezembro de 1943, Zeca do Rock sofreu primeiro a influência de Chuck Berry, Little Richard, Buddy Holly e outros, antes mesmo de conhecer Elvis Presley, que passou a ser então o seu ídolo.

Aprendeu a tocar viola no final da década de 50 com Fernando Alvim e a sua grande oportunidade surgiu em 1959 quando participou no programa "Bom Dia", de José de Oliveira Cosme, na Rádio Renascença, numa rubrica de novos talentos.

Foi aí que nasceu o nome de Zeca do Rock. Carlos Moutinho, apresentador do programa, considerou que José das Dores não era nome apropriado para artista e solicitou um nickname. Zeca, respondeu José das Dores.

Carlos Moutinho rabiscou então “Zeca, o Rei do Rock!”, mas ao ler o papel ao microfone não percebeu a sua própria letra e ficou, até hoje, Zeca do Rock.

Neste programa da Rádio Renascença começaram outros pioneiros do rock nacional, como Daniel Bacelar, os Conchas e Luís Cília que, à época, também se dedicava ao rock.

Depois de ter recusado gravar um EP em partilha com Tonicha, Zeca do Rock gravou o seu primeiro disco em 1961 (Alvorada MEP 60425), acompanhado pelo Conjunto de Manuel Viegas, com “Nazaré Rock” e “Dezassete”, ambas da autoria de Zeca do Rock, e “Menina” e “O Sansão Foi Enganado”, de Manuel Viegas.

Trata-se de um dos primeiros discos portugueses de rock, só batido pelos “Caloiros da Canção”, de Daniel Bacelar e dos Conchas, editado em 28 de Outubro de 1960 pela Valentim de Carvalho (Columbia SLEM 2062).

O estúdio onde gravámos era uma sala centenária na Costa do Castelo. Quando passava uma camioneta na rua ou um avião no ar tinha que se interromper a gravação. Eu estava com amigdalite e fervendo com 39 graus de febre e gravámos em duas horas, lembra Zeca do Rock.

Não foi por acaso que compus, cantei e gravei "Nazaré do Rock" no meu primeiro EP. Foi uma justa homenagem a uma localidade que eu considerava como meu segundo berço. Sou natural de Lisboa, freguesia de Santa Isabel, bairro de Campo de Ourique.

Em 1963, Zeca do Rock participou no filme "Pão, Amor e Totobola", de Henrique Campos, em cuja versão final é cortada mais de metade da sua actuação, em que cantava “Twist Para Dois”, de Aníbal Nazaré e Hélder Martins.

Do filme foi editado em 1963 um EP (Parlophone LMEP 1155) que inclui precisamente "Twist Para Dois". O filme só foi estreado no dia 23 de Janeiro de 1964.

O serviço militar obrigatório terminou com a carreira de Zeca do Rock em 1965, mas na Guiné ainda formou um conjunto de rock que actuou pelos aquartelamentos do território.

Em 1971, Sérgio Borges e o Conjunto João Paulo gravaram “Lavrador” (Columbia 8E 016 40119), adaptação de uma canção original de Zeca do Rock intitulada “Aguarela Portuguesa”, e em 1972 “God Of Negroes” (Columbia 8E 006 40192), que Zeca do Rock tinha composto na Guiné.

Anos depois, por motivos de ordem espiritual e filosófica, Zeca do Rock mudou-se para o Brasil, onde ainda hoje vive.

Em 2008, os Bunnyranch fizeram uma versão de “Sansão Foi Enganado”.

CRONOS, HOJE


Pelo 12º ano, Cronos – Pilares do Tempo traz-lhe as novidades mostradas nas grandes feiras do sector ou em eventos em que a Estação Chronographica esteve presente, um pouco por todo o mundo.

O suplemento de Relojoaria com maior tiragem no país, continua a “marcar a hora”. Uma produção editorial do universo Todo o Tempo do Mundo / All a World on Time.

Hoje, com o "Público".

quarta-feira, 18 de maio de 2011

GENTLEMEN


António Sousa Freitas (bateria), Jorge Carp (viola-baixo), Jaime Queimado (viola-ritmo) e Claude Carp (viola-solo)

Os Gentlemen (1963-1965) foram a banda de acompanhamento de Daniel Bacelar em 3 dos 7 discos do Ricky Nelson português.

Constituíram-se em 1963 com Claude Carp (viola-solo), o irmão Jorge Carp (viola-baixo), Chico (viola-ritmo) e João Silveira (bateria).

Com esta formação. gravaram dois discos com Daniel Bacelar em 1963 e em 1964.

Em Setembro de 1963, participaram com Daniel Bacelar no Concurso Tipo Shadows, no cinema Roma, em Lisboa.

Em 1965, com a formação constante na imagem, os Gentlemen gravaram o seu último disco com Daniel Bacelar, após o que se separaram, com o regresso dos irmãos Carp a França para conclusão dos estudos.

Jaime António Pinheiro Simões Queimado fez aos 10 anos a sua primeira guitarra, com uma embalagem de madeira, a régua da escola, uns pregos e o fio de pesca do Pai e aos 13 já tinha a sua primeira banda - Golden Stars - com Fernando Tordo, João Guerra e Carlos Bastos.

Cantávamos a vozes, tipo Golden Gate Quartet ou Trio Odemira, mas também Ricky Nelson e até Cliff Richard. Eu tinha umas maracas, só o Carlos Bastos sabia tocar viola, por curiosidade alugada na Escola Duarte Costa, lembra Jaime Queimado.

Depois dos Golden Stars, Jaime Queimado forma uma segunda banda, cujo nome não se recorda, com o irmão Luís e ainda Rui Bettencourt (bateria) e Duarte Mendes (viola-ritmo e voz). O repertório era Cliff Richard e Shadows.

Sem falsa modéstia, o Conjunto Mistério não nos chegava aos calcanhares. Ainda pensámos concorrer ao Concurso Tipo Shadows, mas éramos só uma grande banda sem material.

Ainda em 1963, Jaime Queimado integra a segunda formação dos Telstars, (não participou na gravação do disco), um dos primeiros conjuntos yé-yé portugueses e, segundo afirma, um dos primeiros a cantar Beatles em Portugal.

Depois da experiência dos Telstars, Jaime Queimado parte para os Fanatics, outro grupo instrumental, onde pontuava Michel, le chéf, não chegando a gravar o único EP do conjunto.

Nos bailes, os Fanatics tinham um coro feminino de três chanteuses, Katie (suiça-alemã), Marianne (anglo-francesa) e Nicole (francesa-argelina), o que era inédito.

Depois dos Fanatics, Jaime Queimado foi para os Gentlemen para acompanhar Daniel Bacelar tendo gravado o EP de 1965, após o que voltou a mudar de agulha e foi integrar os Claves post-Concurso Yé-Yé para substituir Luís Pinto de Freitas, enquanto Manuel Costenla substituía José Athouguia na bateria.

Desta vez, fui para o baixo. A experiência, basicamente Beatles, durou pouco tempo, devido a um grave acidente de viação de João Ferreira da Costa (órgão) e também porque eu não quis tocar "Quero Que Vá Tudo Pró Inferno", lembra, sorridente, Jaime Queimado.

Veio depois uma fase a duo com Fernando Tordo para animar as festas da Central School Of English, após o que ambos integraram os Deltons, com Luís Moutinho e Luís Antero.

Os Who, os Hollies eram as referências que nos distinguiam. Éramos um grupo diferente. A fase, dita yé-yé, já tinha acabado.

Jaime Queimado é também compositor, tendo sido co-autor, por exemplo, de "Então Dizia-te", que Duarte Mendes defendeu no Festival RTP da Canção de 1970.

António Manuel Sousa Freitas, filho do poeta de Buarcos, Sousa Freitas, autor, por exemplo, de "Nunca Direi Adeus" (Sérgio Borges) e de "Figueira da Foz" (Maria Clara), nasceu em Lisboa a 03 de Maio de 1947 e aos 14 anos já tocava bateria com Luís Waddington, que viria mais tarde a pertencer ao Conjunto Mistério.

Em 1964 integrou a segunda formação dos Telstars, de onde saiu com Jaime Queimado para os Fanatics e depois para os Gentlemen, onde também gravou o EP de 1965 de Daniel Bacelar.

Para mudar de ambiente, Tó Freitas fixou-se depois em Coimbra onde viria a integrar o Conjunto Universitário Hi-Fi com quem gravou o primeiro EP do grupo, dedicando-se depois ao jazz, no Quinteto de Jazz da Associação Académica.

FLEET FOXES


BELLA UNION - BELLACD283 - 2011

Montezuma - Bedouin Dress - Sim Sala Bim - Battery Kinzie - The Plains/Bitter Dancer - Helplessness Blues - The Cascades - Lorelai - Someone You'd Admire - The Shrine/An Argument - Blue Spotted Tail - Grown Ocean

A espaços, o novo álbum dos Fleet Foxes faz-me lembrar Amazing Blondel, o que é agradável.

BENFICA FICOU HOJE EM LISBOA


A VOZ DO DONO - 7 LEM 3115

A Taça de Ouro (Conjunto Sem Nome) - Desgarrada Clubista (Maria José Valério e Luís Piçarra) - O Nosso Glorioso (Conjunto Sem Nome) - Hino do Sport Lisboa e Benfica (Órfeão do SL Benfica)

Cortesia de PPBEAT

terça-feira, 17 de maio de 2011

DEEP PURPLE


EMI - 50999 6281322 8 - 2010

CD1

Hush - One More Rainy day - Kentucky Woman - Wring That Neck - Emmaretta - The Bird Has Flown - Help - Hallellujah - April Part 1 - Speed King - Black Night - Living Wreck - Strange Kind Of Woman - I'm Alone - Fireball - Demon's Eye - Never Before - When A Blind Man Cries - Lazy

CD2

Smoke On The Water (studio) - Smoke on The Water (live) - Woman From Tokyo - Black Night (live) - Might Just Take Your Life - Coronarias Redig - Burn - Stormbringer - You Keep On Moving - Love Child - Gettin' Tighter - Child In Time - Painted Horse - Mistreated - Grabsplatter

ROCK PORTUGUÊS


"Música & Som", Agosto de 1981, 54 págs, 80$00

Número especial de 54 páginas sobre o rock português no início da década de 80, com textos sobre os Tantra, Frodo, Rui Veloso (Nuno Infante do Carmo), NZZN, Sala de Frutas, Street Kids (João Gobern), Adelaide Ferreira, UHF, Taxi, Iodo, Rock & Varius (Ana Rocha), GNR (Ricardo Camacho).

Cortesia de PPBEAT