sábado, 7 de fevereiro de 2009

QUEM É QUEM


Os Xutos dão hoje na Olga Cadaval, em Sintra, um concerto acústico, já esgotado.

EASY BEATLES


BOULEVARD - MCPS 4064 - edição britânica (1966)

Antes que os meus reguladores me avisem, sei que esta capa já aqui foi publicada.

Repito-a porém para agradecer publicamente aos Pais de Nuno Sebastião a gentil oferta.

ZIPPO DOS OASIS


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

SFAX


12 de Setembro de 1990

YÉ-YÉ NA RTP EM 69



Por um bambúrrio de sorte - ou melhor, ter sorte dá trabalho - encontrei esta semana num alfarrabista de Lisboa este Anuário da RTP, precisamente do ano que estou a pesquisar, de 1969.

Pois bem, no que aos Programas Musicais Ligeiros diz respeito, é possível determinar que conjuntos yé-yé e/ou aparentados passaram então pelo único canal de televisão em Portugal.

Convém recordar que 1969 foi o primeiro ano da chamada primavera marcelista, para os que acreditaram nela, ou seja, uma abertura tímida do regime ditatorial de Salazar até então em vigor.

No intróito desta secção, lê-se no Anuário:

Também em relação ao trabalho do Serviço de Programas de Variedades se tentou a renovação. Procurou-se a participação do público; procurou-se ter com ele um contacto mais directo; buscou-se o seu calor, as suas palmas, as suas reacções vivas; tentou-se saber, imediatamente, qual a sua opinião. "Zip-Zip" foi a grande experiência feita desta política renovadora.

Da longa lista de artistas nacionais que durante 1969 passaram pela RTP, deixem-me destacar os yé-yés ou aparentados:

Carlos Portugal, EFE 5, Emotion, Fluído, Intróito, Lilly Tchiumba, Novarum, Objectivo, Sheiks, Shegundo Galarza, Conjunto Sem Nome, Sindicato, Thilo's Combo, Daniel, Duarte & Ciríaco, Duo Ouro Negro, Fernando Tordo, Filarmónica Fraude, José Jorge Letria, Manuel Freire, Nuno Filipe, Padre Fanhais, Paulo de Carvalho, Quinteto Académico + 2...

No que aos artistas estrangeiros diz respeito, eis alguns nomes que participaram em programas realizados pela própria RTP:

Alberto Cortez, Baden Powell, Caetano Veloso, Chico Buarque da Hollanda, Dalida, Edu Lobo, Georgie Fame, Gilberto Gil, Joaquin Diaz, Long John Baldry, Luis Aguillé, Mutantes, Nara Leão, Pop Tops, Rika Zarai, Foundations, Vinicius de Moraes, Wallace Collection.

PÁGINA UM


Anúncio de Janeiro de 1969, no primeiro aniversário do programa de rádio.

AH! AH! WILLIAM GILMAN ERA PORTUGUÊS!


COLUMBIA - SLEM 2144

Povo Que Lavas No Rio - Caminho De Deus - Acho Inúteis As Palavras

Lê-se na contracapa deste EP, cortesia de Gin-Tonic.

"The Gramophone", a revista mais qualificada no mundo do disco, referia-se, no seu número de Dezembro de 1962, pela pena do crítico William Gilman, ao último LP de Amália Rodrigues, nos seguintes termos:

"O ano de 1962 deu-nos alguns esplêndidos LPs e a minha maior dificuldade consistiu em classificar por ordem os seus intérpretes.

"Darei o primeiro lugar a Amália Rodrigues (Columbia 33 SX 1440) - uma das melhores artistas que Portugal jamais teve - uma vez que este disco é o melhor de todos os que lhe conhecço. Amália tem aquele dom que transforma um grande artistas num virtuoso.

"De tal forma ela se identifica com as suas interpretações, que hoje em todo o mundo o Fado é sinónimo de Amália Rodrigues".

Da avalanche que constitui a produção mundial, em confronto com os maiores artistas internacionais, o exigente crítico inglês deu a primazia a Amália. Nenhum artista poderia aspirar a mais alta e significativa homenagem. Nenhumas outras palavras poderiam consagrar melhor o extraordinário talento de Amália Rodrigues.

Ah! Ah! Ah!

Conheci muito bem William Gilman, infelizmente já falecido, trabalhei com ele em jornalismo, passeei com ele por Londres, é tão português quanto eu! E sabe tanto de música quanto eu de críquete! (quando o conheci... fiz com ele um texto sobre os 20 anos do Hard Rock Cafe de Londres).

Exigente crítico inglês?!?!?! Exagero...

PARAFUSOS DO VALE DO VOUGA


Quem falou em cavilhas das linhas ferroviárias?

UM PEQUENO PORMENOR


O calceteiro na sua labuta. Pena a sombra...

QUE FIGURÕES!


QUO VADIS, OASIS?



KNEBWORTH


A HOSPITALIDADE DOS OASIS


O MAIOR QUE JAMAIS VI



Este foi o maior concerto que jamais vi, maior em termos de multidão: 125 mil pessoas!

Foi no dia 11 de Agosto de 1996, no famoso Knebworth, nos arredores de Londres.

Na véspera, os Oasis já tinham dado outro concerto para o mesmo número de pessoas, ou seja, um quarto de milhão em dois dias seguidos. É obra!

No meu dia, além dos Oasis, tocaram também os Cast, Charlatans, Kula Shaker e Manic Street Preachers, um verdadeiro festival de brit-pop.

E bem servido...

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

MONTES CLAROS, 1959


16 de Julho de 1959

Montes Claros? Lisboa? Já não me lembro! Será em Monsanto?

MEGAFONE DIGITAL


Ex-baterista dos Farras, dos Deltons, dos Sheiks, da Filarmónica Fraude, Luís Moutinho esteve hoje à noite na SIC Notícias metralhando o telespectador com as suas noções de marketing e de comportamento de consumidores em tempo de crise, de que, aliás, é mestre.

Filho de Pedro Moutinho e de Maria Leonor, Luís é hoje em dia professor universitário na Escócia e geralmente coonsiderado um dos crâneos europeus de marketing.

Quase fiquei cansado de ouvir, tal a velocidade com que fala... deve ser do ritmo dos anos 60!

Ah! E teve uma frase que eu vou adoptar e que acho genial: os blogues são megafones digitais!

Com 60 anos, Luís Moutinho saiu há mais de 30 de Portugal para fazer o seu mestrado em Inglaterra, na Universidade de Shefield, onde também se doutorou.

Partiu, então, para o Brasil, onde permaneceu durante um curto período. Foi professor em várias escolas nos Estados Unidos da América, nomeadamente na Universidade do Arizona.

Em 1986 voltou para a Europa, para a Universidade de Glasgow. Foi nessa altura que se apaixonou pela Escócia. "Sou escocês adoptado", define-se. Três anos mais tarde ganhou a Cátedra na Universidade do País de Gales.

Permaneceu em Inglaterra durante 7 anos, mas a paixão pela Escócia foi mais forte, para onde regressou para ganhar a primeira "Cátedra de Fundação" de sempre em Marketing atribuída pela Universidade de Glasgow, onde é professor catedrático.

Conhecido pela sua pesquisa académica e científica, conta com 17 livros editados na área do Marketing, além de cerca de 250 artigos científicos publicados.

ESTRANHÍSSIMO LP


CBS - KLD 4501 - edição sul-africana (s/data)

Este LP é estranhíssimo! Para já, roda a 16 2/3 e tem hora e meia de música, muito mais do que os agora nossos CDs. E não conheço pick-ups com esta velocidade.

Outra grande curiosidade é que se trata de um LP da orquestra de Dan Hill com a voz de João Maria Tudella em 5 canções: "Escuta", "Coimbra/Sempre Sempre Amor", "Cha Cha Em Lisboa", "Ninguém Me Ama/Copacabana" e "Lisbon Antigua/Canção do Mar".

UMA DAS ÚLTIMAS FOTOS DA FRAUDE


Esta é uma das últimas fotografias da Filarmónica Fraude, dos tempos do Casino. 1970/1971.

Em cima, da esquerda para a direita, Edmundo Silva, Luís Waddington e João José Pinheiro Brito.

Em baixo, pela mesma ordem, Luís Linhares e Luís Moutinho.

Esta formação não chegou a gravar o que quer que seja.

A COLA DO DANIEL


Cortesia de Daniel Bacelar

CAPITOL TOWER


Já lá não está ninguém, mas a torre é um ícone de LA, senão mundial.

Cortesia de Teresa Lage

NOEL GALLAGHER


A primeira vez que vi um Oasis ao vivo foi no festival da Creation no Royal Albert Hall, em Londres, no dia 04 de Junho de 1994, festival genialmente intitulado Undrugged.

Além de Noel, que me lembre, participaram ainda no Festival 18 Wheeler, Arthur Lee (Love), BMX Bandits, Bob Moulder (Sugar), Boo Radleys, Creation, Idha, Jazz Butcher, Jesus and Mary Chain (com Mazzy Star), Pete Astor, Ride, Times e Velvet Crush.

Jesus Christ! Hoje em dia não seria possível uma coisa tal!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

LONDRES, 2009


27 de Janeiro de 2009

SANDIE SHAW CANTA PATTI SMITH


POLYDOR - POSP 811 - edição inglesa (1986)

Frederick (Patti Smith) - Go Johnny Go (Sandie Shaw/Mark E Nevin)

AFONSINHOS DO CONDADO


POLYDOR - 89 124-2 - 2001

A Salsa das Amoreiras - Sambinha para Gorbachev - Rolar no Chão - A Bordo do "Challenger" - Noites Quentes - Ska da Ilha - No Parque Mayer - Menina Sensação - Rapariguinha - Querida Guida - Fumo no Ar - Ao Luar - Prima Vera - No Pátio dos Sarilhos - O Navio - É Hoje O Dia - Macaquinho Nicolau - Mambo Xalima

O Nuno Faria era o baixo eléctrico (e também compositor, mas não único, claro) deste divertido trio do final da década de 80.

FLOR DE LARANJEIRA


PHILIPS - 431 922 PE - 1969

Flor de Laranjeira - Problema da Escolha - Menino - O Milhões

Este é o 1º EP da Filarmónica Fraude, editado no dia 19 de Março de 1969.

A produção é de João Martins, da "23ª Hora".

Da esquerda para a direita, António Antunes da Silva (guitarra), João Manuel Viegas Carvalho (guitarra, só participou nesta gravação, tendo abandonado o conjunto para prosseguir os estudos), João José Pinheiro Brito (voz), José João Parracho (baixo), Júlio Vital dos Santos Patrocínio (bateria) e António Luís Linhares Corvelo de Sousa (teclas).