quarta-feira, 19 de outubro de 2011

A MULA DA COOPERATIVA


COLUMBIA - 8E 016 40042 M

A Mula da Cooperativa (Max) - A Coisa (Green/João Nobre) - O Magala (O Trinta e Um) (João Nobre) - O Homem do Trombone (João Nobre)

Colaboração de Humberto Madeira na "Mula" e no "Trombone".

terça-feira, 18 de outubro de 2011

THE SHADOWS STRING HITS


EMI E 072 – 07 126 - 1979

Side One

Riders in The Sky – Parisienne Walkways - Classical Gas - Theme From The Deep Hunter (Cavatina) – Bridge Over Troubled Water – You’re The One That I Want

Side Two

Heart of Glass – Don’t Cry For Me Argentina – Song For Duke – Bright Eyes – Rodrigo’s Guitar Concerto de Aranjuez – Baker Street

Já era cliente assíduo, quando o Joe Gould lhe disse que o gin ligava a bomba da memória.

Joe Gould tinha aquilo a que os psicólogos chamam memória total, e aventurou-se ainda mais.

Um dia começou a ver estrelinhas, o físico que consultou disse-lhe, com um sorriso de gozo ao canto da boca, que, se não tivesse cuidado, não reduzisse a pedalada, qualquer dia até estrelinhas deixava de ver, não via nada.

Moderou-se, um quase milagre sobre a terra.

Mas, por vezes, acrescenta um dedal a mais, e a coisa dá-lhe para o bem-disposto, para a saudável provocaçãozinha.

Quando soube do anúncio das últimas troikadas, mandou descer um gin bem servido..

Deu-lhe para pegar num disco que há muito não ouvia.

E surgiu-lhe a tal provocaçãozinha de, em terra beatleana, dizer que os ditos lhe disseram pouco, mas que os Shadows, esses sim, deram-lhe a volta ao caco.

De repente, viu-se sentado, com o pai, no 2º Balcão do “Império”, (1962?), assistindo a “The Young Ones”.

As peripécias de um enredo preso por arames passou-lhe ao lado, o Cliff idem, mas o que lhe ficou bem vincado – para sempre! – foram aqueles passes de mágica, aquele trinar de guitarras, aquele “The Pice Pipe” que o deixou fã, incondicional, dos Shadows.

Que se lixasse o Clif, mais os violinos do Norrie Paramor, os Shadows é que eram.

O disco que foi buscar é este, e ouvir “Cavatina” remeteu-o para um livro inócuo, de um obscuro auTor, a última vez que dele ouviu soube, foi no tempo na AD, e dava-o como governador civil de Faro.

O autor é Horácio Tavares de Carvalho, o livro foi recomendado para publicação, Maio 1983, pelo Júri do Prémio Literário Círculo de Leitores, e chama-se justamente “Cavatina”:

- Não gosto do género, Miss Wallace.

- Que género prefere, Mr. Eisenberg?...

- Nunca tive um tipo preferido.

- Todos os homens que dizem isso são topa-a-tudo…

- Eu, por acaso não sou, Miss Wallace.

- Não se irrite homem.

- Não estou irritado, miss…

- … Sheila.

- “Deer Hunter”.

Olhou-o e viu-o muito longe dali. Talvez as violas de Hank Marvin e de Bruce Welch e a bateria de Brian Bennett lhe tivessem despertado qualquer recordação bem arquivada. Uma recordação com quase vinte anos… Por muito certinho que tu sejas, Kurt, pelo menos uma vez na vida, deves ter dançado com a música destes tipos, E, pelo menos uma vez na vida, deves ter sentido estes sons baterem-te no peito como um murro.

Se danço, Mr. Eisenberg? Claro que danço. Ou julgas que sou uma dessas que só dançam no meio da confusão, quando estão em manada, e que fogem mal chega o “slow”?

- Como se chama isto?

- Outra vez!? “Deer Hunter”.

- Gosto desta música.

Quem não gosta desta música está morto.

Os deuses são imortais…

- E, quando começam a conversar, pisam os outros…

Em tua casa devem ter-te ensinado que não se fala com a boca cheia. Deviam ter-te dito que também não se fala quando se dança uma música destas, patudo indecente.

Colaboração de Gin-Tonic

STONES NA ALEMANHA


DECCA - DLD 25460 - edição alemã (1971)

Look What You've Done - Blue Turns to Grey

Este single alemão tem capa em formato booklet com 8 páginas com fotos dos Stones.

Colaboração de Pedro Brandão, em Sarajevo

APRIL IN PORTUGAL


DECCA - DL 8881

Side One

Sempre Que Lisboa Canta (Rocha) - Fora De Portas (Piedade) - Tudo Isto É Fado (Carvalho) - Fado De Vila Franca (Nobre) - Por Deus Te Peço (Coelho Filho) - April In Portugal (Raul Ferrão/Jimmy Kennedy)

Side Two

Petitcoats Of Portugal (Durso/Mitchell/Kahn) - Rosa Engeitada (Ferrão) - Fado De Santarém (Loureiro) - Les Lavandières Du Portugal (Popp/Lucchesi) - Nem Às Paredes Confesso (Trindade) - Fadistas De Bairro Alto (Aleixo)

This album comprises a collection of some of the most popular and delightful music of and about Portugal... authentically interpreted in the lush orchestral style of Bert Kampfert and his orchestra.

To the encyclopedist, Portugal is a republic in the south-west part of the Iberian Peninsula - the world's largest producer of cork; according to the travel bureaus, it'a a tourist mecca; to the Portuguese themselves, it's home sweet home.

Songwriters, on the other hand, like to expound on the traffic-stopping appeal of "The Petticoats Of Portugal". They find a special appeal in "Les Lavandieres Du Portugal" ("The Washerwomen Of Portugal") and the elegant "Fadistas" (men-about-town). In essence, this sparkling collection magnificently captures the flavor of "April In Portugal".

Bert Kampfert, the well-known European composer-conductor-attagner, was born in Hamburg, Germany. An outstanding instrumentalist, he plays with equal skill the clarinet, saxophone, piano and accordion (his favorite). Early in his career, Mr. Kampfert joined the then-popular Hans Busch band. He then worked in the capacity of conductor and accordion soloist for the Danzig and Northwest Germanu broadcasting stations. Recently, he has contributed the arrangements and accompaniment for several of world-famous Freddy's latest spectacular hits.

And now, if you'll close your eyes and listen... it's April In Portugal.

A capa é lindíssima, pena que não haja indicação do autor e do local.

SOLAR DOS FRANGOS


Amoreira, Alcabideche, Estoril.

Rápido e barato! E a comida não é má!

IBIS NO PARQUE DAS NAÇÕES


Um novo hotel está a surgir no Parque das Nações, em Lisboa. É o Hotel Ibis Expo que está a ser construído no que outrora foi um mini-parque de estacionamento do edifício-sede da Parque EXPO.

Com o anúncio da extinção, a Parque EXPO também já não necessita dos lugares de estacionamento a céu aberto.

O local teria dado para uma bela sardinhada no tempo dos Santos Populares...

O hotel terá 8 andares e um prazo de dois anos para a construção.

AVENIDA DO ULTRAMAR


Cascais

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A LUTA CONTINUA!

Por mera coincidência, diverti-me há muito pouco tempo a fazer um texto evocativo dos tempos em que lutava com os meus Amigos mais chegados a estas coisas da Música, para lhes impingir os meus gostos musicais.

Abreviando, era assim qualquer coisa como Led Zeppelin, Deep Purple, Black Sabbath e Ten Years After de um lado, e Tim Buckley, Tim Hardin, Tom Paxton e Tom Rush do outro, só para não sair da letra T…

David contra Golias, está bom de ver…

É claro que, ao longo dos tempos, muito mais atenção foi sendo dada aos primeiros, do que aos segundos.

Veja-se, como exemplo, o arquivo que está do lado direito deste blogue: Tim Buckley safa-se por ter um filho chamado Jeff, que também é Buckley…; Paxton sobrevive à custa da “música de crianças”…. Mas de Tim Hardin e de Tom Rush nada consta, embora eu me lembre muito bem que andou por aqui um EP meu deste último, dos seus primeiros tempos.

Mas o autor de “No Regrets” não conta para o totobola deste blogue e nem sequer um mísero espaço de ficheiro para a posteridade merece ocupar…

Repare-se, como outro bom exemplo, o que sucedeu agora com “Living in the Material World”, do Scorsese, sobre a Vida e Obra de George Harrisson … Ele foi “post” com bilhetes, crónicas de privadíssimas ante-estreias, imagino que com canapés e “amuse de bouche” a condizer, organização de excursões ao São Jorge, crónicas que esperamos todos nós, ansiosamente, do outro lado do Atlântico, eu sei lá…

E, ao mesmo tempo, ninguém se lembrou de informar que o “doclisboa” vai também passar, no dia 23 de Outubro às 19H00 e no dia 26 do mesmo mês às 22H00, o documentário “Troubadours”, de Morgan Neville.

O texto do Programa apresenta este filme da seguinte forma:

Na aurora dos turbulentos anos 1960, ganhou proeminência um novo estilo de canção e de cantautor, marcado pela introspecção vulnerável e pela emoção crua e nua. Estas vozes entusiasmantes invadiram Los Angeles, que emergia como o coração da cena musical americana: Carole King, James Taylor, Joni Mitchell, Kris Kristofferson, Jackson Browne.

Para além do rebuscamento da linguagem (estas da “introspecção vulnerável” e da “emoção crua e nua” são do outro mundo…!) e da irritação que sempre me provocou a palavra “cantautor”, percebe-se bem que o escriba que fez isto não faz a mais pequena ideia do que está a falar…

Porque a cena que o documentário vai retratar (a das “ladies of the Canyon”, certamente, com a sua corte de amigos…) não ocorreu “na aurora dos turbulentos anos 1960”, mas sim no final… E porque toda essa boa gente que “invadiu” Los Angeles já vinha de outros lados, nomeadamente de Greenwich Village, que foi onde o mais importante verdadeiramente aconteceu...

Bom, mas não foi para discutir estas coisas da História da Música que eu vi aqui hoje…

Se cá estou é para continuar a Cruzada, prosseguir a minha luta de há mais de 40 anos atrás em favor desta gente e desta Música.

Se Harrison e Scorsese são muito importantes, estes “Troubadors” também o são e bem mereciam uma referênciazinha, neste blogue, que diabo…!

A vitória é difícil, mas será nossa…!

Colaboração de Luís Mira

MÚSICAS DE PASSARINHOS

Naqueles tempos, já um tanto ou quanto isolado nos meus gostos musicais no meio dos meus amigos, agarrava-me com unhas e dentes àquela velha máxima que dizia que a Beleza estava nas coisas simples, levantava bem alto essa bandeira e esgrimia com eles, qual Errol Flynn rodeado de piratas por todos os lados…

Fosse a música “Heavy Metal”, “Hard”, “Acid”, “Progressive Rock”, ou lá o que lhe quisessem chamar, quando toda aquela amálgama instrumental começava a bulir com o meu sensível aparelho auditivo, era certo e sabido que me tinham à perna. Tal qual um mestre-escola de aldeia, pegava no ponteiro e batia-lhes no ombro, dizendo-lhes: “Meninos, deixem-se disso! A beleza está na simplicidade…!”

É claro que ficavam piores que estragados e me pagavam da mesma moeda…

Em boa verdade, havia muito de exagero e radicalismo em tudo o que dizíamos uns aos outros, mas essa era a forma de nos “picarmos” mutuamente. Nem eu odiava, de verdade, todas as “músicas deles” da maneira como lhes dizia que odiava, nem eles desprezavam as “minhas” da forma como o propagandeavam…

As lembranças dessas memoráveis discussões batem-me à porta em catadupa, e deixo-as entrar com um sorriso no rosto…

Opor à raiva de “Born to be Wild”, dos Steppenwolf, a ternura de “Tenderness”, da mesma banda, naquele álbum só para Senhoras…

Dizer-lhes que trocaria, sem pestanejar, todos os “Make Me Smile” ou “25 or 6 to 4”, dos Chicago, pela candura de “Colour My World”…

Vender-lhes Tim Buckley, quando eles me garantiam que Isaac Hayes é que era…

Garantir aos “stoneanos” que nutria muito mais simpatia por “Lady Jane”, “As Tears Go By” ou, mais tardiamente, “Wild Horses”, que cheirava a Gram Parsons por todos os lados, do que propriamente pelo Diabo…

Procurar convencê-los de que os seus queridos “Led Zeppelin” só se safavam de ser irremediavelmente maus, desde que lhes pudéssemos juntar a Sandy Denny, como sucedeu no quarto álbum…

Ou de que, dos Velvet Underground, só se aproveitavam as vocalizações da Nico no álbum da banana, “Pale Blue Yes”, “Candy Says”, “Sunday Morning” e muito pouco mais, mas que isso, por si só, já compensava bem todas as patifarias que eles fizeram à Humanidade…!

Dar a “extrema unção” aos Pink Floyd depois do “Dark Side…”, fazendo-os perceber que a caixa registadora que aí se ouvia era altamente sintomática daquelas que passariam a ser as principais preocupações da banda, a partir desse momento. E jurar a pés juntos que, para mim, a melhor música deles continuava a ser uma coisa tão simples e bela como “If”, do álbum da vaquinha…

Preferir as “doves” do Neil Young acústico aos “hawks” do eléctrico…

Confessar-lhes que era com músicas como “The End”, “Riders of the Storm”, “Blue Sunday” ou “Indiam Summer” que os “Doors” faziam acender o meu fogo interior…

Admitir que, sim senhor, “Bridge…”, “The Boxer”ou “Mrs. Robinson” eram grandes músicas, mas que eu as trocaria a todas, de bom grado, por duas ou três outras dos primeiros tempos (“Kathy’s Song”, “The Sun is Burning”, “Most Peculiar Man”, …)

Quanto aos Beatles, lembro-me de ter chateado os mais fanáticos garantindo-lhes que “Junk”, do primeiro LP do Paul, valia bem por cem “get backs”, com a vantagem de vir em dose dupla…

E de John, sempre preferi músicas como “Love” e “Look at Me”, à florzinha no cano da espingarda de “Imagine”.

Sim, eu sei que muitas dessas letras eram demasiado simplistas e repetitivas, tipo “amorzinho” para ali e “minha querida” para acolá… E que falar de Amor nesses tempos de cólera não era, politicamente, muito correcto. Mas, na parte que me diz respeito, que se lixasse! Nunca precisei muito da letra das músicas para me agitar a consciência…

É que, mesmo no domínio da Folk, música tradicionalmente mais “de intervenção”, esse gosto pelas coisas mais singelas se mantinha: a tristeza serena de “For the Good Times”, do Kris Kristofferson; o minimalismo de Mickey Newbury; a música a saber a terra depois da chuva, do Gordon Lightfoot; a imagem de um caixão a partir numa velha estação de comboios, com “Louise” lá dentro, na canção do Paul Siebel; “Close the Door Lightly”, de Eric Andersen; “Everytime”, do Tom Paxton; “Changes” ou “When I’m Gone”, do Phil Ochs; “Farewell, Farewell”, dos Faiport; “The Game is Over”, do John Denver: “Whithered and Died”, de Richard e Linda Thompson; “Love Hurts”, do Granm Parsons; “Sweet Baby James, pela voz do Tom Rush; Tim Hardin e “Misty Roses”; ….

E mesmo no que respeita ao Deus Dylan, se precisasse de escolher uma música dele para me aconchegar, escolheria “I’ll Be Your Baby Tonight”, assim mesmo baixo, muito baixinho, tal qual ficou gravada no “John Wesley Harding”…

Felizmente, a lista é interminável...

Andávamos nós nestas alegres polémicas quando, um belo dia, lhes levo um disco, penso que da Shirley Collins com os “Albion County Band”. Quem conhece estas sonoridades, sabe bem que não se trata de coisa fácil de entrar nos ouvidos. É uma música com um forte sabor bucólico, rural e medieval, muitas vezes feita apenas de vocalizações “a cappella”, ou então com recurso a instrumentos da época onde pontuam flautas, oboés, harpas e outros afins. Um prazer muito especial, que primeiro se estranha e depois entranha, como diria o Poeta…

Começamos então a ouvir o disco quando, de repente, alguém salta e com um ar vitorioso me dispara à queima roupa: “Afinal, o que tu gostas mesmo é de músicas de passarinhos…!!!”

Foi a risota geral, a começar por mim…

Então estes sacaninhas, que nunca se preocuparam nada com os periquitos de “Cirrus Minor”, dos Pink Floyd, com as gaivotas de Salty Dog, ou com os peidos de “Our Song”, de Waters/Geesin, tinham agora o descaramento de acusar a minha música de ser “de passarinhos”…!!! Haveriam os parvalhões de ouvir, muitos anos mais tarde, “From Gardens Where We Feel Secure”, da Virgínia Astley, para ficarem a saber o que era, não só música de “passarinhos”, mas também de borboletas, pirilampos, vacas, suínos e tudo mais o que mexe no campo…!

O certo é que da fama não me livrei e a expressão ficou para a posteridade. Quando, ao longo dos tempos, nos voltávamos a encontrar pelas esquinas da vida, a inevitável pergunta lá vinha: “E então, como é que estamos de músicas de passarinhos…?”

Mas as discussões não iriam durar muito mais tempo. Cada um de nós foi à sua vida e, a determinada altura, eu próprio me refugiei, de vez, no convento da Música Folk, de onde só saí para o mundo exterior em muito raras ocasiões.

Não o digo com grande orgulho, porque a ignorância nunca aproveita a ninguém, mas confesso-vos que sou perfeitamente incapaz de reconhecer, hoje, uma única música de gente de nomeada como Rick Wakeman, Police, Queen, Aerosmith, Duran Duran, Suzy Quatro, Supertramp, 10CC, AC/DC, B52, Sex Pistols, Clash, Ramones, Ian Dury, Prince, só para referir uns quantos que me vêm agora à cabeça… Passaram-me completamente ao lado, tanto mais que já tinha deixado de ouvir rádio há muito tempo…

Em boa verdade, passei como um autista pela segunda metade dos anos 70 e a maior parte dos 80. Um naufrago perdido no oceano, que só voltaria a dar à costa com as águas suaves de Margo Timmins e dos Cowboy Junkies, e de mais alguma gente dessa época ligada à chamada “estética 4AD”…

Mas esta lenga-lenga de hoje vem a propósito de quê, perguntar-me-ão vocês agora…???

É fácil de explicar: porque me lembrei destas histórias quando, um destes dias, acordei a apetecer-me ouvir “Cadence and Cascade”, dos King Crimson, que também é “música de passarinhos” e uma das minhas preferidas da banda de Robert Fripp.

Ok, perfeito…! Mas o que é que esta nobre gente tem a ver com o que acontece ou deixa de acontecer “in the wake of Luís Mira”…?

Nada, é claro…

Talvez eu esteja mas é saudoso de uma boa polémica sobre estes temas, e queira deitar o barro à parede…

Mas acho que não...

Bem lá no fundo, provavelmente o que me apeteceu foi fazer uma espécie de declaração de Amor a esta Música que amo e com quem vivo há mais de 40 anos…

Perdoem-me, como se deve perdoar a todos os apaixonados.

Bom Outono para todos, quando ele, finalmente, chegar!

Do meu lado, garanto-vos que com muita “música de passarinhos”, que sabe bem ouvir no quentinho, com as folhas a cair lá fora e a chuva a bater leve, levemente, nas vidraças. Como se de uma velha Companheira se tratasse e, ao fim de todos estes anos de vida em comum, ainda nos deitássemos os dois a meio da tarde, de mãos dadas…

Colaboração de Luís Mira

A IDEIA DE FAZER UM CONJUNTO...

A ideia de fazer um conjunto musical de três guitarras eléctricas e bateria surgiu entre mim e Duarte Brás, caloiros acabados de chegar a Coimbra em 1961/62, eu de Angola e o Duarte dos Açores.

Conhecemo-nos na sede da AAC (Associação Académica de Coimbra), então ainda no “Palácio dos Grilos”, atrás dos “Gerais”, onde dávamos uns toques de viola na Tuna Académica e aprendíamos o acompanhamento à viola do Fado de Coimbra com o velho barbeiro da AAC.

O Duarte tocava e cantava bem músicas modernas de rock e country, por exemplo do Elvis, Paul Anka, Willie Nelson, Bob Dylan, porque na Ilha Terceira (sua terra natal) estava a Base Americana das Lajes e portanto havia muita e fácil divulgação desse tipo de música.

Comecei a acompanhá-lo nessas músicas, em dueto, improvisando os solos das mesmas. Com esse formato musical chegámos a tocar em algumas festas no Hotel Avenida durante o ano de 1962.

Com o aparecimento dos êxitos internacionais dos Shadows e Cliff Richard, Beatles, Byrds, Animals, Chats Sauvages, Chaussettes Noires, Richard Antonhy, Johnny Hallyday, Eddy Mitchell e outros do género, apercebemo-nos de que tínhamos que alargar o formato do nosso grupo e formar um conjunto que pudesse interpretar as músicas em voga desses famosos artistas.

Conversando com amigos e colegas, soube que o Nuno Figueiredo (meu colega nas Engenharias) tinha jeito para tocar bateria, além de a casa dele ter uma garagem onde podíamos ensaiar. O problema era comprar os instrumentos, amplificadores e microfones, assunto que ficou resolvido quando o pai do Nuno, entusiasmado pela ideia, se ofereceu para ser o “fiador” da compra a prestações dos instrumentos e equipamentos.

Assim nasceu o embrião do nosso conjunto, ainda “coxo” e sem nome. Faltava alguém que tocasse viola baixo e que de preferência tivesse a sua própria guitarra e alguém que cantasse músicas de baile, se possível italianas, pois estavam na moda, mas não eram do estilo do Duarte: Domenico Modugno, Pepino de Capri, Bobby Solo, Rita Pavone, Marino Marini, etc.

Já estávamos em 1963 e então soubemos que um recente caloiro das Engenharias, o Zé Veloso, tocava bem solo/ritmo/baixo e até tinha uma viola eléctrica. Era a cereja no topo do bolo que nos faltava!

Marcámos com ele uma audição na tal garagem e qual não foi o nosso espanto quando o Zé nos aparece todo convencido com a sua guitarra eléctrica “made in Ançã”: uma velha viola de cavilhas, com um auscultador de galena preso com fita adesiva à caixa, para captar o som para o amplificador.

Dispensámos o instrumento, ficámos com o Zé, arranjámos uma guitarra eléctrica emprestada e nasceu assim o conjunto a que chamámos Álamos, de início só um quarteto: guitarra-solo Luís Colaço (Phil), guitarra-ritmo e vocalista Duarte Brás, guitarra-baixo Zé Veloso e baterista Nuno Figueiredo. Juntámos ao grupo, por pouco tempo, um vocalista amigo do Nuno, “puto” de Medicina, especialista a cantar música italiana, o Zé Hermano Gouveia.

Uns meses mais tarde, ouvi um caloiro moçambicano de Engenharia, da “República dos 1000-y-onários”, o Xico Faria, cantar o “Only You”, dos Platters, com uma voz maravilhosa e um estilo sensacional. Logo aí o convidei para uma audição com os Álamos onde foi aceite por unanimidade, o que nos permitiu alargar o nosso reportório a outro tipo de música, dos Platters, Ray Charles, Elvis e outros artistas do género.

Foi esse quinteto (com o Zé Pereira à bateria em substituição do Nuno) que trouxe o nosso sucesso em Coimbra, Bailes de Finalistas do Liceu D. João III, bailes de Faculade, Baile de Gala e Chá Dançante das Queima das Fitas de 1964/65/66/67/68 e muitas outras cidades de Portugal, onde tocámos em Bailes de Finalistas de Liceus e Colégios, célebres Bailes de Carnaval de Loulé e de Torres Vedras, Bailes de Réveillon no Casino Estoril, Casino da Figueira, Casino da Póvoa, Clube de Leça, Clube da Covilhã e Pousada de Alpedrinha.

Além destes bailes e festas ainda tocámos durante um mês de verão no Hotel Savoy, do Funchal, no “Officer’s Mess Club” da Base Americana das Lajes (Açores) e com o Orferão Académico de Coimbra em várias cidades de Angola. Fizémos também “shows” na Televisão em programas dedicados à propaganda da Queima das Fitas de Coimbra.

No auge da nossa carreira tivémos a possibilidade de tocar na Suíça, numa conhecida estância turística de Inverno, mas nem sequer analisámos a proposta, pois estávamos todos em idade militar, com adiamento por motivo de estudos, e não nos seria certamente concedida licença militar para nos ausentarmos para o estrangeiro, tanto mais que havia um angolano e um moçambicano no grupo.

A partir de 1967 e até à dissolução dos Álamos em 1969 por combustão espontânea (cuja data nenhum de nós se recorda) e sem nenhuns problemas internos, houve várias mudanças no formato e no estilo musical do conjunto, que aproveitou a extinção do Conjunto Ligeiro do Orfeão Académico e do Conjunto Scoubidous, para integrar o Rui Ressurreição (órgão eléctrico), Tozé Albuquerque (piano e xilofone) e ainda Carlos Correia-Bóris (guitarra solo e vocalista, saindo Duarte Brás que formou o duo Duarte e Ciríaco). Deixaram o grupo nessa altura o Xico Faria (para a tropa) e o Zé Pereira (substituído pelo Luís Monteiro).

Para a memória e para a estória dos Álamos ficam três coisas muito importantes: uma amizade estreita e fraternal entre os seus membros que perdura até hoje; um testemunho audio de três discos em vinil de 45 r.p.m, o 1º dos quais de qualidade medíocre; um grande grupo de fiéis amigos e colegas (a nossa velha e incondicional claque de apoio de Coimbra) que periodicamente reunimos em convívio ao som de boa música dos anos 60/70, com fartas comidas e bebidas e, claro está, fados de Coimbra para encerrar, em especial a Balada da Despedida do VI ano Médico, cujo genial autor e intérprete foi Fernando Machado Soares.

Colaboração de Luís Filipe Colaço, em Luanda

FERNANDO CONDE


ALVORADA - AEP 60769 - 1966

A Luz (Davis/João Videira Santos) - Esperarei (Poterat/Fernando Conde/João Videira Santos) - Stéphanie (Tony Crane/Johnny Gustafson/Fernando Conde/João Videira Santos) -Amar, Viver, Sonhar (Chuck Berry/Fernando Conde

Fernando José Simões Correia nasceu em Lisboa (Campo de Ourique) no dia 16 de Março de 1947.

Filho do empresário de espectáculos, Arlindo Conde, falecido a 14 de Setembro de 2011, com 88 anos, adoptou o apelido do Pai para compôr o seu nome artístico.

Por influência da profissão do Pai, foi crescendo no meio artístico, era fã de Elvis Presley e aprendeu a tocar guitarra com Zé Inácio, estreando-se ao vivo num Domingo de manhã em 1962 no Eden, em Lisboa, precisamente num dos programas do Pai, Passatempo PAC.

Lembro-me perfeitamente de que cantei "Blueberry Hill", de Fats Domino, acompanhado pelo Zé Inácio e pelo Ezequiel no órgão. O sucesso foi tanto que me convidaram logo para o Casino Estoril onde estive 15 dias. E aqui o sucesso voltou a ser tal que me chamaram para preencher todo o Verão..., recorda Fernando Conde, hoje em dia Pai de 9 filhos, quatro dos quais gémeos, e empresário de eventos com aluguer de iates via Internet.

Num dos Passatempos PAC, Fernando Conde conheceu os Electrónicos que passaram a ser a sua banda de acompanhamento.

No dia 07 de Setembro de 1963, Fernando Conde e os seus Electrónicos participaram no Teatro Monumental, em Lisboa, por iniciativa de Vasco Morgado, no Concurso do Rei do Twist, o primeiro grande concurso de ritmos modernos que se realizou em Portugal, cujos vencedores foram Victor Gomes e os Gatos Negros.

Uma semana depois, a 13 de Setembro, Fernando Conde e os Electrónicos voltam a juntar-se em palco, desta feita no cinema Roma, para a estreia do filme "Mocidade Em Férias", com Cliff Richard e os Shadows. O Conjunto Mistério (com Fernando Concha na voz) foi o vencedor deste Concurso Tipo Shadows.

Quatro meses mais tarde, nos dias 11 e 12 de Janeiro de 1964, foi a vez de um Festival de Ritmos Modernos, também no Monumental, com Zeca do Rock, Daniel Bacelar, Madalena Iglésias, Marina Neves, um espectáculo que correu para o torto, dada a disparidade da oferta em palco.

Pouco depois, Fernando Conde separou-se dos Electrónicos, já não acompanhando a digressão da banda na ilha da Madeira.

Na residência do Casino Estoril, Fernando Conde apaixona-se por uma bailarina das Bluebell Girls, Stéphanie, inglesa, a quem lhe dedica exactamente "Stéphanie" no disco que gravou em 1966 com os Satins (Alvorada, AEP 60769), uma banda inglesa que, na altura, passou uma temporada em Portugal.

Para o disco, fui obrigado a cantar em português. O Jaime Filipe não me deixou cantar em inglês que era o que eu queria. O português "não funcionava". O disco foi gravado numa noite no estúdio da Emissora Nacional.

Perdido de amores por Stéphanie, Fernando Condes, vestido com o seu smoking prateado, pegou no seu Renault Caravelle e foi atrás da bailarina para Madrid, onde se fixou algum tempo, actuando na televisão espanhola com os Mustang ou em palco com Johnny Hallyday ou os Animals.

Fui primeiro à televisão espanhola do que à portuguesa. Cheguei a ganhar 5 mil pesetas por dia, o que era uma fortuna.

Em Espanha, gravei e editei na Hispavox um segundo disco em vinil de côr, em que canto, por exemplo, "Solamente Una Vez" e "Maria No Mas".

Foi por esta altura que perdi a oportunidade de ver Elvis Presley ao vivo em Paris. Hoje em dia, ainda me arrepio só de pensar nisso.

Pouco depois, Fernando Conde abandonou a carreira artística - ainda hoje me arrependo disso - e abraçou, com sucesso, o mundo dos negócios.

Ganhei muito dinheiro com o que não gostava e perdi muito dinheiro com o que gostava, confessa Fernando Conde que disse ter tido o seu primeiro Ferrari com menos de 30 anos. Comprei-o ao Zé Lampreia, da Trevauto.

Tive aviões particulares, iates, ganhei muito dinheiro na publicidade, fui um dos pioneiros do time sharing. Hoje já não tenho ambições, sou normalíssimo.

Luís Pinheiro de Almeida

RUA DIANA DE LIZ


Évora

domingo, 16 de outubro de 2011

J'AIME


LA VOIX DE SON MAÎTRE - EGF 858 - edição francesa

J'Aime - Chanson En Rondelles - Comme Toujours - Ceux Que J'Aime

BEACH BOYS


ORLADOR/CÍRCULO DE LEITORES - 72 044 - edição portuguesa (1979)

Lado A

Surfin' USA - Fun, Fun, Fun - I Get Around - Don't Worry Baby - Little Deuce Coupé - When I Grow Up (To Be A Man) - Help Me Rhonda - California Girls - Barbara-Ann - Sloop John B.

Lado B

You're So Good To Me - God Only Knows - Wouldn't It Be Nice - Good Vibrations - Then I Kissed Her - Heroes And Villains - Darlin' - Do It Again - I Can Hear Music - Break Away

RESTAURANTE PÉ NU


Restaurante Pé Nú, Praia de S. João, Costa de Caparica.

Não esquecer reservar uma zarzuela de peixe (964 000 747/926 222 519)

CASA DA JUVENTUDE DOS PRAZERES


Lisboa

RUA IVONE SILVA


Nossa Senhora de Fátima, Lisboa

sábado, 15 de outubro de 2011

MISSA DOS QUILOMBOS


ARIOLA - 20 1 649 - 1982

Um Lado

A DE Ó (Estamos Chegando) – Em Nome do Deus – Rito Penitencial (Kyrie) – Ofertório – Ladainha

Outro Lado

Aleluia – Rito da Paz – Comunhão – O Senhor é Santo – Louvação à Mariama – Marcha Final (De Banzo e De Esperança) – Invocação à Mariama

Gravado ao vivo na Igreja de Nossa Senhora Mãe dos Homens, Caraça, M.G. em Março de 1982.

Idealização, arranjo, regência de Milton Nascimento.

Produção e realização Mazola.

Se o Caetano Veloso soubesse que este blogue tem etiqueta para José Cid 120-entradas-120, e não tem nenhuma para Milton Nascimento, não pensaria o melhor deste kioske.

Surgem duas ou três referências a Milton, mas nenhuma capa.

Lembrou-se de remediar qualquer coisinha e ficou a pensar qual o disco de Milton para trazer até aqui.

Ele que não é de igrejas nem latinórios, escolheu esta “Missa dos Quilombos” e teria que ser este porque é um disco arrepiante. Arrisca a dizer que por ele se pode chegar aos caminhos do tal Cristo, que, alguns, dizem ter sido o primeiro comunista.

Quando soube da edição deste disco não descansou enquanto não o teve mas mãos. Socorreu-se de um amigo que, por sua vez, tinha, como amigo, um piloto da TAP e que, regularmente, fazia Lisboa/Rio de Janeiro.

Permite-se, invocando a boa vontade do dono do Kioske, transcrever o começo do texto que Pedro Casaldáliga, arcebispo de São Felix, escreveu para o encarte do disco, e que, juntamente com D. Helder da Camara, arcebispo de Olinda e Recife, D. José Maria Pires Arcebispo de João Pessoa, celebram a missa ao lado dos cantores músicos e dançarino deste projecto de Milton:

Em nome de um Deus supostamente branco e colonizador, que nações cristãs têm adorado como se fosse o Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, milhões de Negros vem sendo submetidos, durante séculos, à escravidão, ao desespero e a morte. No Brasil, na América, na África mãe, no Mundo.

Deportados, como "peças", da ancestral Aruanda, encheram de mão de obra barato os canaviais e as minas e encheram as senzalas de individuos desaculturados, clandestinos, inviáveis. ( Enchem ainda de sub-gente - para os brancos senhores e as brancas madames e a lei dos brancos - as cozinhas, os cais. os bordéis, as favelas, as baixadas, os xadrezes).

Mas um dia, uma noite, surgiram os Quilombos, e entre todos eles, o Sinai Negro de Palmares, e nasceu, de Palmares, o Moisés Negro, Zumbi. E a liberdade impossível e a identidade proibida floresceram, "em nome de Deus de todos os nomes", "que faz toda carne, a preta e a branca, vermelhas no sangue".

Vindos "do fundo da terra", "da carne do açoite", "do exilío da vida", os Negros resolveram forçar "os novos Albores" e reconquistar Palmares e voltar a Aruanda.

E estão aí, de pé, quebrando muitos grilhões - em casa, na rua, no trabalho na igreja, fulgurantemente negros ao sol da Luta e da Esperança.

Para escândalo de muitos fariseus e para alívio de muitos arrependidos, a Missa dos Quilombos confessa diante de Deus e da História, esta máxima culpa cristã.

Na música do negro mineiro Milton e de seus cantores e tocadores, oferece ao único Senhor "o trabalho, as lutas, o martírio do Povo Negro de todos os tempos e de todos os lugares."

A Milton Nascimento há-de voltar.

Colaboração de Gin-Tonic

MIREILLE MATHIEU


BARCLAY - 71.210 M - edição francesa

La Dernière Valse – Seuls au Monde – Un Monde Avec Toi – Ponts de Paris

Acabará por partir, feito em chamas, para as altas montanhas, sem chegar a perceber o porquê, de gostar tanto de filmes, de canções, de cantores, de outras coisas mais, se entretém, volta e meia, com “remakes”, com “covers”.

Colaboração de Gin-Tonic

ANTENA


"Antena", nº 40, 15 de Outubro de 1966, 5$00

Esta revista, publicada faz hoje exactamente 45 anos, era propriedade do Rádio Clube Português.

O director era Júlio Botelho Moniz, o editor e chefe de redacção Fernando Peres. A redacção era constituída por Luís Filipe Costa, Matos Maia, Orlando Dias Agudo e Neves de Sousa.

NATAL À PORTA



MARFER - MEL 2-082 - edição espanhola (1967) - vinil cor de rosa/vermelho transparente

Natal Branco ("White Christmas") (Maria de Lourdes Resende) - A Paz do Natal ("Adeste Fideles") (Artur Garcia) - Sinos de Natal ("Jingle Bells") (Artur Garcia) - Noite Feliz ("Silent Night") (Mara Abrantes)

A orquestra Marfer foi dirigida por Shegundo Galarza.

BEADY EYE NO RIO DE JANEIRO


Comprei-o há mais de um mês e o show é apenas a 7 de Novembro... no entanto, todos os dias olho para ele... não vejo a hora de ver Beady Eye ao vivo num espaço tão íntimo como o Circo Voador!

Colaboração de Filhote, no Rio de Janeiro

PAUL McCARTNEY NA "CARAS"


Mais uma prova de como o Brasil ama os Beatles! Macca na capa, e, no interior, várias páginas com belas fotos da boda.

Colaboração de Filhote, no Rio de Janeiro

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

MELODIAS PARA SEMPRE


iPLAY - IPV 1863 - 2011

Nem Às Paredes Confesso (Fernanda Peres) - Não Percas A Esperança (Maria de Lurdes Resende) - Tudo Isto É Fado (Fernanda Baptista) - Quem Se Adora Não Se Encontra (Tony de Matos) - Morena da Raia (Luís Piçarra) - Fado Hilário (Alberto Ribeiro) - Fado Do Trabalho (José Viana) - Eu Dançaria Assim (Simone de Oliveira) - Sem Ti (António Calvário) - Bom Dia (Artur Garcia) - Coimbra Menina E Moça (Conjunto Mistério) - Partindo-se (Quarteto 1111) - Cavalos de Corrida (UHF) - A Noite Passada (Sérgio Godinho) - Sete Mares (Sétima Legião) - 125 Azul (Trovante) - Encosta-te A Mim (Jorge Palma) - Haja O Que Houver (Madredeus) - Fado (Heróis do Mar) - Traz Outro Amigo Também (Resistência)

Capa: Fernanda Bacelar, 1969

VOZES DA RÁDIO


iPLAY - IPV - 1862 2 - 2011

Regresso (António Calvário) - A Tal (Tony de Matos) - Cartas de Amor (Trio Odemira) - Caminho Errado (Luís Piçarra) - Marcianita (Daniel Bacelar) - Vocês Sabem Lá (Maria de Fátima Bravo) - Kanimambo ( João Maria Tudela) - O Amor É Louco (Carlos Ramos) - Aquela Janela Virada Pró Mar (Tristão da Silva) - Ó Zé Aperta O Laço (Maria Clara) - Embuçado (João Ferreira-Rosa) - Rpsinha dos Limões (Max) - Mãe (Artur Garcia) - Adeus (Júlia Barroso) - Não, Não, Não (Maria de Lourdes Resende) - De Degrau Em Degrau (Simone de Oliveira) - Não Sei (Marco Paulo) - Encontro Às Dez (Rui de Mascarenhas) - Maria Rita (Duo Ouro Negro) - Canção do Douro (Gina Maria)

Os viajantes deste blogue estão vingados!

Alguém meteu o "Marcianita", de Daniel Bacelar, nesta colectânea!

Finalmente!

Bem feita, Daniel, não estamos sozinhos!!!