
domingo, 23 de março de 2008
sábado, 22 de março de 2008
ACIDENTE NO MEU TANQUE

Com jeito, tudo cabe neste blog. É tudo rock 'n roll!!!
Por isso, deixem-me partilhar convosco o que me "estragou" o almoço deste sábado de Páscoa: isso mesmo um automóvel afocinhou no meu tanque.
Felizmente, não há feridos graves. Um automóvel despistou-se na EN 16, em Pinheiro de Lafões, voou pela vedação e aterrou no tanque.
E ninguém deu por isso. Foi preciso o meu sobrinho-neto de 2 anos gritar "bulança", "bulança" ("ambulância" em linguagem de adultos) para darmos conta do sucedido.
No dia 10 de Dezembro de 2008 caiu outro carro no mesmo tanque (desta feita, sem imagem).
Comentário do irmão caçula: o próximo paga bilhete...
Por isso, deixem-me partilhar convosco o que me "estragou" o almoço deste sábado de Páscoa: isso mesmo um automóvel afocinhou no meu tanque.
Felizmente, não há feridos graves. Um automóvel despistou-se na EN 16, em Pinheiro de Lafões, voou pela vedação e aterrou no tanque.
E ninguém deu por isso. Foi preciso o meu sobrinho-neto de 2 anos gritar "bulança", "bulança" ("ambulância" em linguagem de adultos) para darmos conta do sucedido.
No dia 10 de Dezembro de 2008 caiu outro carro no mesmo tanque (desta feita, sem imagem).
Comentário do irmão caçula: o próximo paga bilhete...
SAN REMO 1961

DISQUES POP - MPO 3.056 - 1961
FESTIVAL DE SAN REMO 1961 - TONY DALLARA
Na televisão a preto e branco do antes 25 de Abril, a transmissão do Festival da Canção de San Remo era uma festa. O meu pai era um assíduo e interessado espectador. De todos os que viu ficou-lhe uma canção: “Al Di La”, vencedora na edição de 1961. Não descansou enquanto não comprou o disco.
Mas uma noite ouviu no programa “Quando o Telefone Toca”, a versão de “Al Di La” cantada pela Connie Francis. Passou anos à procura dessa versão. Nunca a encontrou. Faltava ainda muito tempo para aparecer o “Amazon” e Companhia.
Também andei à procura mas também não tive sucesso. Só há uns vinte anos encontrei, numa colectânea da Connie Francis, a tal versão do “Al Di La”, mas o meu Pai já não estava cá para a ouvir.
Como “Mr. Ié-Ié” vai passar a Páscoa ao seu solar nortenho, com um bocadinho de sorte, há-de encontrar, por um cantinho perdido, a capa do “EP” da “Connie Francis a cantar o “Al Di La”.
Colaboração de Gin-Tonic
FESTIVAL DE SAN REMO 1961 - TONY DALLARA
Na televisão a preto e branco do antes 25 de Abril, a transmissão do Festival da Canção de San Remo era uma festa. O meu pai era um assíduo e interessado espectador. De todos os que viu ficou-lhe uma canção: “Al Di La”, vencedora na edição de 1961. Não descansou enquanto não comprou o disco.
Mas uma noite ouviu no programa “Quando o Telefone Toca”, a versão de “Al Di La” cantada pela Connie Francis. Passou anos à procura dessa versão. Nunca a encontrou. Faltava ainda muito tempo para aparecer o “Amazon” e Companhia.
Também andei à procura mas também não tive sucesso. Só há uns vinte anos encontrei, numa colectânea da Connie Francis, a tal versão do “Al Di La”, mas o meu Pai já não estava cá para a ouvir.
Como “Mr. Ié-Ié” vai passar a Páscoa ao seu solar nortenho, com um bocadinho de sorte, há-de encontrar, por um cantinho perdido, a capa do “EP” da “Connie Francis a cantar o “Al Di La”.
Colaboração de Gin-Tonic
A DANÇA QUE NÃO PEGOU
sexta-feira, 21 de março de 2008
FATS DOMINO
C'EST FINI...
E O JOE DASSIN?
quinta-feira, 20 de março de 2008
THE SOUNDS OF THE SIXTIES

Um livro despretensioso com as listas do nosso contentamento. Por exemplo esta, minúscula, com os programas pop mais interessantes da TV britânica:
Thank You Lucky Stars (ITV)
Ready, Steady, Go! (BBC) - terminou em 1965
Top Of The Pops (BBC) - começou na primeira semana de 1964
The Monkees (BBC)
Juke Box Jury (BBC)
A25

Vou gozar o fim de semana alargado da Páscoa na Região de Lafões, mais propriamente no concelho de Oliveira de Frades, no Vale do Vouga.
E fui buscar este recorte do Diário Popular de 04 de Agosto de 1970 onde se fala de auto-estrada entre Vilar Formoso e Aveiro.
Pois bem, esta auto-estrada, a A25, só viria a ser aberta ao público na sua total extensão de 200 km entre Vilar Formoso e Aveiro no dia 30 de Setembro de 2006 - 36 anos depois! -, não sem que antes tivesse existido o mortífero IP 5.
É interessante saber que o traçado do IP 5/A 25 foi delineado por Carlos Carvalhas, natural de S. Pedro do Sul e futuro secretário-geral do PCP, e Machado Rodrigues, que foi membro de um governo do PS, que, à altura, trabalhavam no Ministério dos Transportes.
E fui buscar este recorte do Diário Popular de 04 de Agosto de 1970 onde se fala de auto-estrada entre Vilar Formoso e Aveiro.
Pois bem, esta auto-estrada, a A25, só viria a ser aberta ao público na sua total extensão de 200 km entre Vilar Formoso e Aveiro no dia 30 de Setembro de 2006 - 36 anos depois! -, não sem que antes tivesse existido o mortífero IP 5.
É interessante saber que o traçado do IP 5/A 25 foi delineado por Carlos Carvalhas, natural de S. Pedro do Sul e futuro secretário-geral do PCP, e Machado Rodrigues, que foi membro de um governo do PS, que, à altura, trabalhavam no Ministério dos Transportes.
PRIMEIRO SINGLE ESTEREO PORTUGUÊS

Por falar em Objectivo - no anterior post -, lembrei-me do primeiro single estereo português. E fui buscar este recorte do "Século Ilustrado", de 11 de Julho de 1970:
Para lançamento do primeiro disco "single" estereofónico gravado em Portugal, a "Movieplay" ofereceu "cocktail" em Cascais, onde apresentou, ao vivo, o conjunto pop Objectivo, dito português.
São cinco os seus componentes: Kevin Hoidale (organista e director do conjunto), Jim Cregan (viola), Bas Le Riche (viola), Zé Nabo (solista e baixo) e Zé da Cadela (bateria).
A sessão, muito originalmente anunciada ao longo de vários dias, agradou, de um modo geral, a todos quantos são adeptos daquele género musical, filiado no estilo dos Rolling Stones.
Quanto ao Objectivo, revelou-se um conjunto instrumentalmente bastante bom (uma referência especial para Kevin Hoidale e Zé da Cadela), se bem que no plano vocal deixe muito a desejar.
Com uma aparelhagem sonora verdadeiramente atroadora, demasiado explosiva para o tamanho da sala que a encerrou, o Objectivo não permitiu que durante a sua actuação, a atenção dos auditores pudesse fixar-se em qualquer outro motivo. Afinal o que se pretendia...
O leitor que acaba de ler esta notícia responda-me a esta simples questão: qual é o primeiro single esterofónico português? (ver resposta nos comentários).
JAMES MALCOLM SERGEANT

POLYGRAM - 6031 101 - 1979
Ana (José Cid) - O Homem Que Vendia Balões (Mike Sergeant/José Cid)
Arranjos, direcção de orquestra e produção de Mike Sergeant.
Mike Sergeant foi um dos músicos estrangeiros relevantes na música portuguesa.
Nasceu em Stirling, na Escócia, e fez parte dos Marmalade, segundo confessou ao jornalista António Pires no livro "As Lendas Do Quarteto 1111", como guitarrista substituto. Não se sabe é se chegou a gravar alguma coisa, designadamente "Ob-La-Di Ob-La-Da". No lo creyo!
Diz também que integrou os Studio 6, que vieram a Portugal em 1968 fazer o Carnaval na Ronda. Não sei se chegaram a conhecer os Beatles, mas eram - diz MS - agenciados por Brian Epstein.
Quando os Studio 6 acabaram, Mike Sergeant regressou em 1969 a Portugal para tocar no Quinteto Académico+2, mas não chegou a gravar com a banda. Saíu em finais de 1969 para os Objectivo, com quem esteve no Festival de Vilar de Mouros de 1971.
O guitarrista escocês esteve depois no Quareto 1111, nos Green Windows e nos Gemini, fazendo parte presententemente da banda de José Cid, com quem gravou, nomeadamente, o internacionalmente aclamado álbum "10.000 Anos Depois Entre Vénus E Marte" (1978).
Ana (José Cid) - O Homem Que Vendia Balões (Mike Sergeant/José Cid)
Arranjos, direcção de orquestra e produção de Mike Sergeant.
Mike Sergeant foi um dos músicos estrangeiros relevantes na música portuguesa.
Nasceu em Stirling, na Escócia, e fez parte dos Marmalade, segundo confessou ao jornalista António Pires no livro "As Lendas Do Quarteto 1111", como guitarrista substituto. Não se sabe é se chegou a gravar alguma coisa, designadamente "Ob-La-Di Ob-La-Da". No lo creyo!
Diz também que integrou os Studio 6, que vieram a Portugal em 1968 fazer o Carnaval na Ronda. Não sei se chegaram a conhecer os Beatles, mas eram - diz MS - agenciados por Brian Epstein.
Quando os Studio 6 acabaram, Mike Sergeant regressou em 1969 a Portugal para tocar no Quinteto Académico+2, mas não chegou a gravar com a banda. Saíu em finais de 1969 para os Objectivo, com quem esteve no Festival de Vilar de Mouros de 1971.
O guitarrista escocês esteve depois no Quareto 1111, nos Green Windows e nos Gemini, fazendo parte presententemente da banda de José Cid, com quem gravou, nomeadamente, o internacionalmente aclamado álbum "10.000 Anos Depois Entre Vénus E Marte" (1978).
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Quarteto 1111
quarta-feira, 19 de março de 2008
BEATLES EN CASTELLANO

Por sugestão do Rato, fui atrás desta colectânea de versões de clássicos dos Beatles por nomes espanhóis. Não há supresas, mas em duplo CD sempre ficam mais bem arrumadinhas. Obrigado.
SIROP TYPHON
HERVÉ VILARD
AIMABLE, SON ACORDÉON ET SON ORGUE

DISQUES VOGUE - EPS. 1330 - 1962- edição francesa
Acreditem que é verdade: nos bailes das tardes de domingo, era ao som destas músicas que a malta da rua, e outras à volta, dançava.
Sim, os bailes eram ao domingo, porque ao sábado havia aulas de manhã, e os que trabalhavam, como marçanos, em mercearias e retrosarias, outros como aprendizes de ofícios vários, algumas das raparigas como aprendizes de modista, tinham o sábado todo ocupado.
Estudantes e trabalhadores, rapaziada do meu tempo, nos bailes de domingo. Que não eram todos os domingos, apenas de quando em vez, ou como se dizia então, quando o rei fazia anos.
Hei-de voltar a estas músicas, a estes bailes para lhes contar, em poucas palavras, como aquilo era. Um tremendo gozo, digo-vos.
Mas, por hoje, fiquemo-nos pelo Sr. Aimable a panóplia de acordéons, a sua camisinha espampanante, o seu relógio, no braço direito, para aparecer na fotografia.
Aimable, sorridente, tem entre dentes um charuteco. Hoje, a rapaziada da ASAE mandaria retocar a fotografia para lhe retirar a beata, a bem dos costumes…
Aimable toca três slows: “Quando Calienta el Sol”, “Chariot”, “J’Entends Siffler le Train” e um twist, pois então: “Les Comédiens”, uma velha canção de Charles Aznavour.
Colaboração de Gin-Tonic
Acreditem que é verdade: nos bailes das tardes de domingo, era ao som destas músicas que a malta da rua, e outras à volta, dançava.
Sim, os bailes eram ao domingo, porque ao sábado havia aulas de manhã, e os que trabalhavam, como marçanos, em mercearias e retrosarias, outros como aprendizes de ofícios vários, algumas das raparigas como aprendizes de modista, tinham o sábado todo ocupado.
Estudantes e trabalhadores, rapaziada do meu tempo, nos bailes de domingo. Que não eram todos os domingos, apenas de quando em vez, ou como se dizia então, quando o rei fazia anos.
Hei-de voltar a estas músicas, a estes bailes para lhes contar, em poucas palavras, como aquilo era. Um tremendo gozo, digo-vos.
Mas, por hoje, fiquemo-nos pelo Sr. Aimable a panóplia de acordéons, a sua camisinha espampanante, o seu relógio, no braço direito, para aparecer na fotografia.
Aimable, sorridente, tem entre dentes um charuteco. Hoje, a rapaziada da ASAE mandaria retocar a fotografia para lhe retirar a beata, a bem dos costumes…
Aimable toca três slows: “Quando Calienta el Sol”, “Chariot”, “J’Entends Siffler le Train” e um twist, pois então: “Les Comédiens”, uma velha canção de Charles Aznavour.
Colaboração de Gin-Tonic
terça-feira, 18 de março de 2008
A PINT OF LAGER - CRÓNICA DE LONDRES

A pint of lager... belga! Stella Artois, tirada fininho e devagarinho. A acompanhar um steak com cebola vermelha em tiras fritas, num ambiente de barulho embutido, emoldurado a madeira de cerejeira, com muitos anos em cima.
O primeiro pub de Londres, onde entrei, tem nome de músico: Paxton, porque se chama Paxtons´s Head, com o letreiro bem visível à entrada, dependurado sobre a porta e decorado à séc.XIX. Típico, boa frequência, junto a Knightsbridge. A ponte dos cavaleiros refere-se a um imaginário constante na topografia londrina.
A minha primeira vista de Londres, como cidade, ao vivo e a cores, foi... à noite e à saída de um metro, vindo de Heathrow, em direcção à estação do morro da Torre.
Tower Hill, estação de metro igual a tantas outras por essa Europa fora, sugere logo um ambiente diferente, mal se colocam as botas, do lado de fora da entrada no Tubo.
O ambiente, passa a barbacã, das traseiras da Torre onde em séculos passado se matou muita gente, a machado manuseado por carrasco embuçado.
À noite, a pequena alameda que conduz à grande rua que mostra a Ponte da Torre, é uma metáfora de Londres: o passado misturado no presente. Um centro medieval plantado no séc. XXI, com nevoeiro e alamedas mal iluminadas.
A última visita, com surpresas destas, foi em Veneza, há alguns anos atrás. Entrar num vaporetto, à tardinha, vindo directamente do bulício do aeroporto e do autocarro pejado, e logo a seguir deparar com o Rialto, é comparável a semelhante viagem temporal, com uma diferença de vulto.
Enquanto Veneza transporta sempre a Renascença ao longo dos canais, Londres parece uma cidade com sítios, onde os tempos se confundem. Ao lado deste tempo, permanecem memórias de séculos passados, numa harmonia notável.
Tomar um táxi, neste ambiente, torna-se ainda mais esquisito, porque os carros vêm sempre da direita e não são iguais a outros. Mas amplos no interior, permitem o transporte como se fossem riquexós de luxo.
Logo a seguir, caminhar perto das docas e ver as marinas em sequência de bairro, com barcos de grande porte e luxo a condizer que não se descortina como dali sairão, convoca o mistério do nevoeiro.
Londres, de dia, é um deslumbramento constante, para quem chega pela primeira vez, com os preconceitos lidos na escrita de outros.
A visita à Tate Modern leva muitos minutos de viagem a pé, pelas margens do Tamisa, com passagem pelos edifícios do Parlamento, com a torre mais pequena do que aparentam as imagens iconográficas da cidade.
A abadia de Westminster, ali perto, é lugar de fotografia. As ruas e os autocarros de cor fixa a vermelho, torna-se lugar de vista permanente.
As pontes sobre o Tamisa, na aproximação à roda gigante para turista ver, conduzem-nos aos lugares de museu e a sítios inesquecíveis, como o Teatro Global de Shakespeare, pertinho da ponte dos frades negros, onde Roberto Calvi ficou pendurado, nos anos oitenta do século que passou.
Na passagem para a outra margem pela ponte pedonal, a imagem da grande catedral de S. Paulo surge pelo lado nascente, com milhentas pessoas a atravessar o rio, onde enormes barcaças ainda transportam centenas de contentores de cada vez.
No caminho, a Sociedade Real de aguarelistas, inaugura uma exposição de um sócio. O ambiente é inglês, tal como a arte da aguarela. O presidente autoriza que se fotografe uma aguarela particular e refere depois que é o autor, perguntando o porquê do interesse nessa, em particular. Ora, por causa do motivo: uma imagem de actividade industrial de fio galvanizado.
A volta pelos parques relvados no centro da cidade confirma o gosto acentuado dos londrinos pelas árvores, plantas e flores. Em todo o lado, há cuidados nelas, e as ruas estão limpas e asseadas.
Os lugares de referência, em roteiro, não têm surpresas, a não ser pela dimensão. Parecem maiores, nas imagens de divulgação. Buckingham não é muito grande. A praça fronteira é relativamente dimensionada e até o sítio do governo é numa rua pequena e pouco adequada a receber manifestações de massa.
Os lugares de centro, de Picadilly à City, concentram lojas de grande luxo, pequenos centros comerciais de luxo certo e ruas de visita prazeirenta.
No sítio onde se visitam mercados ao ar livre, com destaque para Portobello, há uma rua paralela que concentra habitações de grande luxo, e condomínio e apartamento, com Ferraris e Porsches na rua.
No mercado, o cafarnaum de um Sábado de manhã permite ver os londrinos misturados com turistas, em número de ganho para estes.
À saída do Tube em Notting Hill, polícias fardados distribuem profusamente folhetos com avisos em várias línguas: cuidado com os carteiristas.
Não há, porém, perigos à vista. Londres parece segura, como cidade, mesmo à noite.
Na avenida que encabeça a viragem para Portobello, algumas lojas, vendem coisas usadas, entre as quais, discos. LPs, livros, revistas antigas e à escolha. Um paraíso para coleccionadores e para curiosos de coisas passadas e publicadas.
As crónicas das visitas a esses templos do Tempo, ficam para outro lugar, na Loja da Esquina.
Colaboração de José Forte
Obrigado! A imagem é da responsabilidade do editor.
O primeiro pub de Londres, onde entrei, tem nome de músico: Paxton, porque se chama Paxtons´s Head, com o letreiro bem visível à entrada, dependurado sobre a porta e decorado à séc.XIX. Típico, boa frequência, junto a Knightsbridge. A ponte dos cavaleiros refere-se a um imaginário constante na topografia londrina.
A minha primeira vista de Londres, como cidade, ao vivo e a cores, foi... à noite e à saída de um metro, vindo de Heathrow, em direcção à estação do morro da Torre.
Tower Hill, estação de metro igual a tantas outras por essa Europa fora, sugere logo um ambiente diferente, mal se colocam as botas, do lado de fora da entrada no Tubo.
O ambiente, passa a barbacã, das traseiras da Torre onde em séculos passado se matou muita gente, a machado manuseado por carrasco embuçado.
À noite, a pequena alameda que conduz à grande rua que mostra a Ponte da Torre, é uma metáfora de Londres: o passado misturado no presente. Um centro medieval plantado no séc. XXI, com nevoeiro e alamedas mal iluminadas.
A última visita, com surpresas destas, foi em Veneza, há alguns anos atrás. Entrar num vaporetto, à tardinha, vindo directamente do bulício do aeroporto e do autocarro pejado, e logo a seguir deparar com o Rialto, é comparável a semelhante viagem temporal, com uma diferença de vulto.
Enquanto Veneza transporta sempre a Renascença ao longo dos canais, Londres parece uma cidade com sítios, onde os tempos se confundem. Ao lado deste tempo, permanecem memórias de séculos passados, numa harmonia notável.
Tomar um táxi, neste ambiente, torna-se ainda mais esquisito, porque os carros vêm sempre da direita e não são iguais a outros. Mas amplos no interior, permitem o transporte como se fossem riquexós de luxo.
Logo a seguir, caminhar perto das docas e ver as marinas em sequência de bairro, com barcos de grande porte e luxo a condizer que não se descortina como dali sairão, convoca o mistério do nevoeiro.
Londres, de dia, é um deslumbramento constante, para quem chega pela primeira vez, com os preconceitos lidos na escrita de outros.
A visita à Tate Modern leva muitos minutos de viagem a pé, pelas margens do Tamisa, com passagem pelos edifícios do Parlamento, com a torre mais pequena do que aparentam as imagens iconográficas da cidade.
A abadia de Westminster, ali perto, é lugar de fotografia. As ruas e os autocarros de cor fixa a vermelho, torna-se lugar de vista permanente.
As pontes sobre o Tamisa, na aproximação à roda gigante para turista ver, conduzem-nos aos lugares de museu e a sítios inesquecíveis, como o Teatro Global de Shakespeare, pertinho da ponte dos frades negros, onde Roberto Calvi ficou pendurado, nos anos oitenta do século que passou.
Na passagem para a outra margem pela ponte pedonal, a imagem da grande catedral de S. Paulo surge pelo lado nascente, com milhentas pessoas a atravessar o rio, onde enormes barcaças ainda transportam centenas de contentores de cada vez.
No caminho, a Sociedade Real de aguarelistas, inaugura uma exposição de um sócio. O ambiente é inglês, tal como a arte da aguarela. O presidente autoriza que se fotografe uma aguarela particular e refere depois que é o autor, perguntando o porquê do interesse nessa, em particular. Ora, por causa do motivo: uma imagem de actividade industrial de fio galvanizado.
A volta pelos parques relvados no centro da cidade confirma o gosto acentuado dos londrinos pelas árvores, plantas e flores. Em todo o lado, há cuidados nelas, e as ruas estão limpas e asseadas.
Os lugares de referência, em roteiro, não têm surpresas, a não ser pela dimensão. Parecem maiores, nas imagens de divulgação. Buckingham não é muito grande. A praça fronteira é relativamente dimensionada e até o sítio do governo é numa rua pequena e pouco adequada a receber manifestações de massa.
Os lugares de centro, de Picadilly à City, concentram lojas de grande luxo, pequenos centros comerciais de luxo certo e ruas de visita prazeirenta.
No sítio onde se visitam mercados ao ar livre, com destaque para Portobello, há uma rua paralela que concentra habitações de grande luxo, e condomínio e apartamento, com Ferraris e Porsches na rua.
No mercado, o cafarnaum de um Sábado de manhã permite ver os londrinos misturados com turistas, em número de ganho para estes.
À saída do Tube em Notting Hill, polícias fardados distribuem profusamente folhetos com avisos em várias línguas: cuidado com os carteiristas.
Não há, porém, perigos à vista. Londres parece segura, como cidade, mesmo à noite.
Na avenida que encabeça a viragem para Portobello, algumas lojas, vendem coisas usadas, entre as quais, discos. LPs, livros, revistas antigas e à escolha. Um paraíso para coleccionadores e para curiosos de coisas passadas e publicadas.
As crónicas das visitas a esses templos do Tempo, ficam para outro lugar, na Loja da Esquina.
Colaboração de José Forte
Obrigado! A imagem é da responsabilidade do editor.
THE MANFRED MANN R&B ALBUM
EMI - 8 54055 2 - 1996
Groovin' - Can't Believe It - What You Gonna Do? - Don't Ask Me What I Say - Hoochie Coochie - Man - Smokestack Lightning - I'm Your Kingpin - Bring It To Jerome - Without You - Let's Go Get Stoned - Watermelon Man - I Put A Spell On You - Driva Man - Call It Stormy Monday - What Did I Do Wrong - I've Got My Mojo Working - Down The Road Apiece - Watch Your Step - LSD - One In The Middle - Did You Have To Do That - Sticks And Stones - Cook-A-Hoop - The Way You Do The Things You Do - You've Got To Take It - Hubble Bubble (Toil And Trouble)
Groovin' - Can't Believe It - What You Gonna Do? - Don't Ask Me What I Say - Hoochie Coochie - Man - Smokestack Lightning - I'm Your Kingpin - Bring It To Jerome - Without You - Let's Go Get Stoned - Watermelon Man - I Put A Spell On You - Driva Man - Call It Stormy Monday - What Did I Do Wrong - I've Got My Mojo Working - Down The Road Apiece - Watch Your Step - LSD - One In The Middle - Did You Have To Do That - Sticks And Stones - Cook-A-Hoop - The Way You Do The Things You Do - You've Got To Take It - Hubble Bubble (Toil And Trouble)
São gravações entre 1963 e 1966.
segunda-feira, 17 de março de 2008
AUTOCOLANTES DO PREC

Já que veio à liça o autocolante do "Companheiro Vasco" no disco de Carlos Alberto Moniz e porque este blog é um grande guarda-chuva onde muita coisa cabe, aqui vai o que talvez seja o mais famoso autocolante do PREC, da autoria de João Abel Manta.
Esta imagem serviu para o autocolante e também para o calendário de 1975. No verso deste, escrevia-se "Façamos Um País Novo, Forças Armadas E Povo" e Também "Liberdade - Revolução - Liberdade".
Esta imagem serviu para o autocolante e também para o calendário de 1975. No verso deste, escrevia-se "Façamos Um País Novo, Forças Armadas E Povo" e Também "Liberdade - Revolução - Liberdade".
THIS IS MY SONG

VOGUE - EPL 8522 - edição francesa (1967)
This Is My Song (C'est Ma Chanson) - The Show Is Over - Colour My World - (I'm Begging You) Take Me Home Again
Já que “Mr. Ié-Ié” foi buscar a senhora, eis uma outra capa de Petula Clark. Bem bonita, por sinal, com “glamour”, como disse alguém.
A contracapa avisa-nos que Petula Clark “chante en anglais” com arranjos e produção de Tony Hatch.
No lado A canta “This is My Song”, canção escrita por Charles Chaplin para o seu filme “A Condessa de Hong Kong”, filme de 1966 com Sophia Loren e Marlon Brando e “The Show Is Over” uma canção da autoria da própria Petula Clark.
No lado B “Colour My World” e mais uma canção de sua autoria “(I’m Begging You) Take Me Home Again”.
A edição do disco é da Vogue e “Made in France”
“Why is my heart so light?
This Is My Song (C'est Ma Chanson) - The Show Is Over - Colour My World - (I'm Begging You) Take Me Home Again
Já que “Mr. Ié-Ié” foi buscar a senhora, eis uma outra capa de Petula Clark. Bem bonita, por sinal, com “glamour”, como disse alguém.
A contracapa avisa-nos que Petula Clark “chante en anglais” com arranjos e produção de Tony Hatch.
No lado A canta “This is My Song”, canção escrita por Charles Chaplin para o seu filme “A Condessa de Hong Kong”, filme de 1966 com Sophia Loren e Marlon Brando e “The Show Is Over” uma canção da autoria da própria Petula Clark.
No lado B “Colour My World” e mais uma canção de sua autoria “(I’m Begging You) Take Me Home Again”.
A edição do disco é da Vogue e “Made in France”
“Why is my heart so light?
Why are the stars so bright?
Why is the sky so blue
Since the hour I met you?”
Colaboração de Gin-Tonic
Colaboração de Gin-Tonic
INÍCIO DA RÁDIO COMERCIAL

Éramos três à mesa, unidos por este blog. Não nos víamos há uns bons 20 anos, mas este blog teve o condão de nos reaproximar: eu e os meus amigos e ex-companheiros de profissão Vítor Soares e Armando Pires.
No Portal das Laranjeiras, em Lisboa, quase ficámos até à hora de jantar, tal a conversa - e a má-língua - para pôr em dia.
Reviveram-se muitas histórias da rádio e do PREC. Muita gente (conhecida) da rádio ficou com as orelhas a arder.
Vítor Soares mandou-me depois a notícia da ANOP que relata o início da Rádio Comercial em Março de 1979.
Nesta grelha, o "Em Órbita" ia até às 21H00 com Jorge Gil e Jaime Fernandes (um dos que terá ficado com as orelhas a arder).
Entre as 15H00 e as 18H00 havia o "Rock Em Stock" com Jaime Fernandes (outra vez), Paulo Coelho, Rui Morrison e Luís Filipe Barros.
Quanto à Informação, Vítor Soares, que estava na Antena 1, foi com Rui Paulo da Cruz, chefe de redacção, para a recém-baptizada Rádio Comercial.
Na frequência do antigo Rádio Clube Português, Rui Paulo da Cruz , Vítor Soares e mais uma dúzia de jornalistas, entre os quais Adelino Gomes, Joaquim Furtado, Armando Pires e Jorge Moreira (o grande JóJó, "voz de ouro"), procuraram retomar o espírito informativo do ex-RCP antes de ser nacionalizada, em 1975.
Segundo Vítor Soares, foi uma experiência abortada a partir de 1981 com as sucessivas incursões de influências partidárias na redacção da Comercial. Nesta fase, o socialista António Ribeiro foi o primeiro a assumir a Direcção de Informação.
Começaram as emissões já com a designação Rádio Comercial no dia 01 de Março, mas apenas com música e referências à Rádio Comercial (OM e FM) para que se fizesse a diferença dos antigos Programa 3 e Programa 4.
As primeiras grelhas de programas foram efectivamente para o ar em 12 de Março.
Eu considero que 01 de Março de 1979 é verdadeiramente o nascimento da RC, disse-me João David Nunes, primeiro director da estação.
No Portal das Laranjeiras, em Lisboa, quase ficámos até à hora de jantar, tal a conversa - e a má-língua - para pôr em dia.
Reviveram-se muitas histórias da rádio e do PREC. Muita gente (conhecida) da rádio ficou com as orelhas a arder.
Vítor Soares mandou-me depois a notícia da ANOP que relata o início da Rádio Comercial em Março de 1979.
Nesta grelha, o "Em Órbita" ia até às 21H00 com Jorge Gil e Jaime Fernandes (um dos que terá ficado com as orelhas a arder).
Entre as 15H00 e as 18H00 havia o "Rock Em Stock" com Jaime Fernandes (outra vez), Paulo Coelho, Rui Morrison e Luís Filipe Barros.
Quanto à Informação, Vítor Soares, que estava na Antena 1, foi com Rui Paulo da Cruz, chefe de redacção, para a recém-baptizada Rádio Comercial.
Na frequência do antigo Rádio Clube Português, Rui Paulo da Cruz , Vítor Soares e mais uma dúzia de jornalistas, entre os quais Adelino Gomes, Joaquim Furtado, Armando Pires e Jorge Moreira (o grande JóJó, "voz de ouro"), procuraram retomar o espírito informativo do ex-RCP antes de ser nacionalizada, em 1975.
Segundo Vítor Soares, foi uma experiência abortada a partir de 1981 com as sucessivas incursões de influências partidárias na redacção da Comercial. Nesta fase, o socialista António Ribeiro foi o primeiro a assumir a Direcção de Informação.
Começaram as emissões já com a designação Rádio Comercial no dia 01 de Março, mas apenas com música e referências à Rádio Comercial (OM e FM) para que se fizesse a diferença dos antigos Programa 3 e Programa 4.
As primeiras grelhas de programas foram efectivamente para o ar em 12 de Março.
Eu considero que 01 de Março de 1979 é verdadeiramente o nascimento da RC, disse-me João David Nunes, primeiro director da estação.
MANFRED MANN

Não será dos discos mais conseguidos dos Manfred Mann. Pessoalmente, acho-o com uma ligeireza pop um pouco excessiva, típica da fase em que o grupo começava a perder a direcção e a coerência. Apesar de preferir de longe a fase mais rhythm and blues, esta é das capas mais felizes.
Cortesia de Queirosiano
Cortesia de Queirosiano
PEDRO COUCEIRO

EMI 11C 00640529 F - 1980
A venda deste single ajudou-o a comprar o primeiro kart. Pedro Couceiro tinha então 10 anos. Chegou a ganhar o “Prémio Melhor Voz Nacional” no Festival Internacional da Figueira da Foz.
A venda deste single ajudou-o a comprar o primeiro kart. Pedro Couceiro tinha então 10 anos. Chegou a ganhar o “Prémio Melhor Voz Nacional” no Festival Internacional da Figueira da Foz.
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FORÇA, FORÇA, COMPANHEIRO VASCO
ZIP ZIP - 30069/G - 1975
Daqui O Povo Não Arranca Pé (Mário Castrim/Pedro Osório) - Companheiro Vasco (Alfredo V. de Sousa/Carlos Alberto Moniz/Pedro Osório)
Direcção musical de Pedro Osório.
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