sexta-feira, 27 de março de 2009

25 ABRIL: LUTA DE CLASSES


"MFA E Luta De Classes", Ramiro Correia, Pedro Soldado e João Marujo, edição de José Fortunato, 1976, 372 págs.

FRIGORÍFICO DE COCA-COLA EM MARINHAIS


CABINA DE BENFICA


Só daqui a uns 40 anos é que vão dar o devido valor a esta imagem.

BLITZ - MARÇO DE 2009


100º SINGLE DE CLIFF RICHARD


EMI - 2033837 - edição portuguesa (1989)
The Best Of Me - Move It - Lindsay Jane

Este é o 100º single de Cliff Richard... há 20 anos!!!

HOTEL DE CALDELAS


À ESPERA DE QUÊ?


Já repararam nos lugares de estacionamento que nos estão a obnubilar?

BEATLEMANIA


POLYDOR - 2 001 743 - edição portuguesa (1977)

Discobeatlemania (I Saw Her Standing There/Twist And Shout/ Eleanor Rigby/Get Back/Day Tripper/Sgt. Pepper/Ob La Di Ob La Da) - Kiss Me

quinta-feira, 26 de março de 2009

25 ABRIL: MEU POVO


"Meu Povo Minha Terra", Galvão de Melo, Edições Rolim, 1980, 408 págs.

25 ABRIL: CONTINUAR PORTUGAL


"Continuar Portugal", Galvão de Melo, Edições Rolim, 1980, 350 págs

25 ABRIL: CAPITÃES-GENERAIS


"Os "Capitães Generais" E Os "Capitães Políticos"", tenente-coronel Luís Ataíde Banazol, capa de Dorindo de Carvalho, Prelo, 1976, 150 págs, 50$00

25 ABR: A ORIGEM DO MFA


"A Origem Do Movimento Das Forças Armadas", tenente-coronel Luís Ataíde Banazol, capa de Dorindo de Carvalho, 1974 (Junho), Prelo, 100 págs, 35$00

25 ABRIL: OS CAPITÃES


“Os Capitães – Análise Crítica da Sua Formação”, tenente-coronel Luís Ataíde Banazol, capa de Dorindo Carvalho, Prelo, 1974 (Novembro), 94 págs, 30$00.

À JANELA COM RAYMOND CHANDLER


Faz hoje precisamente 50 anos que morreu Raymond Chandler, na pequena cidadezinha costeira de La Jolla, poucas milhas a norte de San Diego.

Chandler foi vitima de uma pneumonia fulminante, mas os últimos anos da sua vida foram penosos e em constante degradação, fruto da solidão (a mulher morrera uns anos antes), do alcool e de tendências depressiva se auto-destruidoras que, em boa verdade, sempre teve.

Chandler chegou a fazer, até, uma tentativa de suicídio, que muitos consideram ter sido encenada com o deliberado intuito de chamar a atenção sobre si próprio. Um repórter brincalhão de um jornal de La Jolla, que não devia gostar muito dele, escreveu, sobre o facto, uma notícia em puro "estilo de Chandler", que começava assim:

Os suicídios ocorrem de diversas maneiras: uns em traje de noite, outros despidos, alguns ao ar livre, outros na água. A minha tentativa sucedeu no banho, embora a pudesse ter feito no esgoto... Quando se é bem sucedido no suicídio, é uma tragédia; quando se falha, é uma farsa".

Aqui há uns bons trinta anos atrás, quando era um leitor inveterado de romances policiais "negros", elaborei uma teoria muito própria sobre a influência de La Jolla na escrita do Chandler e, sobretudo, sobre o facto de nos seus últimos livros Philip Marlowe nos aparecer mais "humano", menos sarcástico e de coração mais amolecido.

Pensava então eu que teria sido, justamente, a troca do bulício de Los Angeles por uma pacata cidadezinha de praia, retiro de milionários reformados, quem teria operado esse milagre no próprio Chandler e, por extensão, no seu personagem principal....

Chandler e a sua mulher, Cissy, mudaram-se para La Jolla em 1946, tinha ele 58 e ela 76 anos. Isto significa que foi em La Jolla que Chandler escreveu "The Little Sister" e "The Long Goobbye" (este também parcialmente escrito em Inglaterra), dois dos livros dele de que mais gosto e onde se nota bem a tal evolução na personalidade de Marlowe de que atrás vos falei.

Em La Jolla foi também escrito "Playback", embora em fase de evidente declínio criativo. No final de "Playback", Marlowe compromete-se até a casar com uma tal Linda Peters, filha de um milionário de Palm Springs, coisa impensável há uns anos atrás! E no livro seguinte, "Poodle Springs", vamos encontrá-lo já casado... Mas Chandler só teve tempo de escrever os quatro primeiros capítulos deste livro, que seria terminado trinta anos depois por Robert B. Parker, num livro que chegou a ser editado em Portugal pelas "Edições 70", com o título "A Morte Veste de Seda".

A leitura, uns anos mais tarde, da biografia de Chandler escrita por Frank MacShane ("The Life of Raymond Chandler", 1976) desfez em pedaços a minha "brilhante teoria". Segundo MacShane, Chandler odiava La Jolla e a maioria das pessoas de La Jolla. Para ele, La Jolla era "a nice place- for old people and their parents"! Achava o sítio um "subúrbio reaccionário" tão "distinto" que só lhe apetecia vir para rua "gritar palavrões"...! E só tinha aceite mudar-se de Los Angeles para possibilitar à sua mulher, dezoito anos mais velha do que ele, um fim de vida mais tranquilo, compensando-a, assim, das malandrices que lhe tinha feito ao longo da vida.

Ainda segundo MacShane, Chandler vivia numa magnifica vivenda situada numa elevação, cujo salão tinha uma enorme janela estrategicamente virada sobre o mar. As poucas pessoas que visitavam o casal ficavam maravilhadas perante tamanha beleza mas, para Chandler, tudo não passava de banalidades ("que se lixe a vista!", respondia...) .

É que, heresia das heresias!, o nosso Homem odiava o mar ("Too much water! Too much drowning!" dizia ele...). Eu, que pensava que Chandler levantava os olhos da sua máquina de escrever e olhava fascinado o pôr-do-Sol para se inspirar, fiquei a saber que o malandro escolhera para escritório o quarto mais escondido do mar que havia lá por casa.

E se levantava os olhos da máquina de escrever, não era para se deliciar com visões do Pacífico, mas sim para passar a mão pelo pêlo da sua gata persa chamada Taki, pela qual Chandler tinha mais consideração do que aquela que devotava à maioria dos mortais.

Em La Jolla, Chandler levava uma vida relativamente solitária, feita de pequenas rotinas só alteradas quando era obrigado a receber visitantes relacionados com a sua vida profissional. Ignorava a "vida social" local e desprezava a maioria das gentes de Hollywood que por lá tinham a sua casa de praia. Dava-se bem com o empregado dos correios, o vendedor dos jornais, o mecânico, o dono da livraria, o seu contabilista e pouco mais.

O seu único amigo no meio era o também escritor Jonatham Latimer, que era igualmente argumentista em Hollywood, tal como tinha sucedido no passado com Chandler.

Chandler era irrascível. Fervia em pouca água e cortava a direito, fosse com quem fosse. Conta MacShane que um dia Chandler estava a jantar num restaurante com outras pessoas, quando o empregado de mesa lhe veio transmitir um recado: o todo poderoso Edgar Hoover, dono e Senhor do FBI, também estava no mesmo restaurante e convidava-o a juntar-se a ele na sua mesa para um "drink".

"O diabo que o carregue!", respondeu Chandler ao empregado...! Consta que o outro trepou pelas paredes e ameaçou pôr o FBI a investigá-lo a fundo...!

É claro que, estando lá tão perto, fui ver La Jolla e procurei a casa de Chandler. A morada que havia retirado do livro do MacShane (Camino dela Costa, 6005) revelara-se, porém, difícil de encontrar, num sítio tão grande e estando eu sem GPS.

Tentei num posto turistico mas, se tivesse perguntado por Liedson ou Nuno Gomes, certamente que a jovem que estavado outro lado do balcão não teria feito maior cara de espanto do que aque me fez quando lhe perguntei por Raymond Chandler! Nada que a biblioteca do burgo não possa resolver, disse para comigo. Mas a impossibilidade de encontrar em La Jolla um alojamento que não fosse a preço proibitivo levou-me a ter de desistir da ideia de lá dormir e a zarpar directamente para Los Angeles.

Mas ainda tive tempo de perceber porque é que a costa de La Jolla, e sobretudo a La Jolla Cove, são consideradas a Riviera da Califórnia.Tudo muito bem arranjado, lojas excelentes, restaurantes de magnífico aspecto, tudo a cheirar a muitíssimo dinheiro, tal como tive ocasião de sentir na pele pelos preços que me pediam por um quarto de hotel. A tarde estava cinzenta e feia, mas deu para perceber que tudo aquilo era, de facto, muito bonito.

Sentado no banco que aqui veem, não fui capaz de imaginar como é que Chandler tinha conseguido ficar imune a tanta beleza. A Alma tem razões que a razão desconhece...

Vou homenagear Chandler relendo "O Imenso Adeus", não naquela nova versão que foi agora editada, mas na velhinha da Vampiro, com tradução do Mário-Henrique Leiria. Se ela, de tão usada, não se desfizer nas minhas mãos, claro está...

Colaboração de Luís Mira

SUPERESTRELAS DA MÚSICA PORTUGUESA


Apresentado por António Sala, este flexível de 33 rotações é um disco de promoção das Selecções para a caixa de 8 LPs "Superestrelas da Música Portuguesa", editada nos anos 80.

Cortesia de Fernando Correia de Oliveira

Ó ZÉ VAI LAVAR OS PÉS


MOVIEPLAY - FP 27.012 - 1996

Só agora consegui encontrar uma versão em CD de uma modinha da Beira Alta, pelo Rancho Regional de Manhouce, que tem o sugestivo título de "Zé, Vai Lavar Os Pés".

Tinha-a em EP, já aqui retratado, agora consegui o CD em condições também curiosas: na FNAC-Colombo custava € 12,90, mas na FNAC-Chiado trouxe-o por € 5,90.
Porquê?

Não sei! Só sei que temos de andar de olho vivo!

Ó Zé, ó Zé
Ó Zé, pequenino é
Ó Zé vai lavar a cara
Vai lavar a cara
Vai lavar o pé

EUROTRASH


EMI - 7243 4 95062 - 1998

Ao procurar por um hino da Eurovisão, dei conta destas fantásticas versões de canções da Eurovisão por bandas que da Eurovisão praticamente nada têm:

Saint Tropez (Brigitte Bardot) - Save Your Kisses For Me (Kenickie) - Poupée De Cire, Poupée De Son (Dubstar and Sacha Distel) - Ding A Dong (Edwyn Collins) - La La La (St Etiènne) - Volare (Dean Martin) - All Kinds Of Everything (Terry Hall & Sinead O'Connor) - What's Another Year (Shane MacGowan and the Popes) - Ooh Yeah (Eva Henger) - A Ba Ni Be (Fox Force 5) - Congratulations (Annie Christian) - Waterloo (Bananarama) - Variations On Te Deum (Eurovision Theme) (808 State) - A Song For Eurotrash (Antoine De Caunes & Kate Robbins).

quarta-feira, 25 de março de 2009

25 ABRIL: UM POETA RECORDA-SE


“Um Poeta Recorda-se - Memórias de Uma Vida”, Armindo Rodrigues, Edições Cosmos, 1998, 349 págs.

25 ABRIL: RELAÇÃO DE BORDO


“Relação de Bordo”, Cristóvão de Aguiar, Campo das Letras, 199, 426 págs.

25 ABRIL: SOLDADOS SOCIALISTAS


“Os Soldados Socialistas de Portugal”, Márcio Moreira Alves, capa de Sebastião Rodrigues, Iniciativas Editoriais, 1975 (Dezembro), 317 págs, 50$00

25 ABRIL: CARTAS DA PRISÃO


"Cartas da Prisão" José Magro, capa de Luís Filipe da Conceição, Edições Avante, 1975 (Fevereiro), 110 págs.

25 ABRIL: 48 ANOS DE FASCISMO


"48 Anos de Fascismo em Portugal”, textos recolhidos por Carme D. Carvalhas, Livraria Ler, 1974 (Junho), 197 págs, 150$00.

BEATLES vs STONES


No Leblon, Rio de Janeiro, discutiu-se Beatles vs Stones ou vice-versa.

Estive na plateia. A Lizzie Bravo também. O debate até "esquentou", porém, ficou mais uma vez comprovado que entre Beatles e Rolling Stones não há vencedores nem vencidos.

O score assinala sempre um empate, dividindo as duas bandas o título de "banda definitiva da British Invasion". E, verdade seja dita, ainda não foi inventado um "qualidómetro" que defina quem são os melhores.

Decididamente, música não é "esporte" e as duas torcidas acabaram celebrando a magia das duas bandas. Os viscerais Stonemaníacos e os mais cerebrais Beatlemaníacos.

Apenas se chegou a uma conclusão: no céu, Beatles e Stones; na terra, o resto da rapaziada.


Colaboração de Filhote

COIMBRA MONUMENTAL


"Coimbra", Correia de Azevedo, s/editora indicada, s/data, 160 págs.

A arte monumental portuguesa dedicada à cidade de Coimbra.

TARZAN TABORDA


25 de Março de 1969