segunda-feira, 12 de agosto de 2019

HÁ 24 ANOS!


New Musical Express, 12 de Agosto de 1995

the battle of britpop.

sábado, 27 de julho de 2019

WAITING TO TAKE YOU AWAY



Record Collector, vol. 2 Revolution (1965-67) - 10,99 €

O 3º volume Ascension (1968-2019) sai em Setembro.

segunda-feira, 22 de julho de 2019

HÁ 73 ANOS!


Time, 22 de Julho de 1946

No interior, três páginas sobre Portugal da autoria de Percy Knaught, chegado a Lisboa a 31 de Maio.

Salazar é descrito como "padrezinho".

Segundo Manuel Catarino ("Salazar", Cofina, 2018), "a edição deixa Salazar indignado" e "a revista é imediatamente proibida em Portugal", proibição que se manterá "até ao fim da ditadura".

domingo, 21 de julho de 2019

SPACE ODISSEY


Consta que no dia 21 de Julho de 1969 a Humanidade deu um enorme salto em frente.

Precisamente às 2.56 UTC...

Mas eu não dei por nada...

Tinha sido um fim-de-semana desgastante a subir e a descer arribas entre a Praia da Adraga e a Praia
da Ursa com o meu amigo João Pedro, e quando os pais dele me depositaram em casa no Domingo à
hora do jantar, não obstante toda a juventude dos meus 16 aninhos, estava arrasado e só queria ver a cama à minha frente...

Pedi lá em casa para, na altura própria, me acordarem.

Mas ninguém me veio chamar...

Esquecidos pela emoção do momento ou por se estarem, pura e simplesmente, a borrifar para o puto,
nenhuma santa alminha se lembrou de me vir acordar, como lhes tinha pedido...

Assim, terei sido das poucas pessoas deste Mundo dito civilizado a perder esse momento histórico.

Mas quando na manhã do dia seguinte me levantei e vi, irritado, as imagens em repetição, larguei dois ou três berros ofensivos para quem estava à minha volta e jurei que ainda um dia haveria de ir ali...

Ali não era a lua, claro está, mas Cape Canaveral, de onde Armstrong, Aldrin e Collins tinham partido cinco dias antes.

E o facto de só ter cumprido a promessa quase 50 anos depois não teve, para mim, qualquer importância...

A caminho do mítico lugar, e sem saber muito bem o que me iria esperar, comecei a salivar imaginando o que gostaria que fosse.

Os americanos, de tão profissionais que são, não iriam deixar de me impressionar com uma magnífica
e diversificada exposição. Certamente que haveria, imaginei eu, um espaço destinado ao Cinema de
temática espacial, outro destinado à Música, um outro ainda à Literatura, e por aí fora...

Em relação ao Cinema, não poderia haver qualquer dúvida... Então não tinha o cinema de ficção
começado, precisamente, com uma deliciosa “Viagem à Lua” (Georges Méliés, 1902)...? E não deram
as viagens espaciais, por todo o Mundo e não apenas na América, pano para mangas ao Cinema,
desde os tempos do mudo (o dinamarquês “A Trip to Mars” de 1918, o soviético “Aaelita”, de 1924 , o alemão “Uma Mulher na Lua” de 1929, ...) até aos grandes Clássicos dos dias de hoje, passando por
todos aqueles magníficos pequenos filmes de série B dos anos 50 (“Destination Moon”, “Forbiden
Planet”, “From the Earth to the Moon”, “Day the Earth Stood Still”, “Earth vs. Flying Saucers”, são tantos, meu Deus...!), em que tantas vezes naves espaciais e Seres vindos de outros Planetas mais não eram do que fantasmas do outro lado da Cortina, próprios daqueles anos de “guerra fria”.

Na Literatura iria encontrar Jules Verne e H. G. Welles, claro está, e tinha quase a certeza de que
também iria descobrir, algures no fundo da sala e em tamanho gigante, um poster daquela inesquecível capa do Tintim e da sua “Viagem à Lua”, da minha meninice. Mas também não deixaria de encontrar por lá, certamente, uma homenagem a todos aqueles pequenos/grandes escritores da Ficção Cientifica dos anos 40/50 (Arthur C. Clark, Isaac Asimov, Philip K. Dick, ...) os quais, com exceção do Stanislaw Lem e do Ray Bradbury, só conheço de ouvir falar e de ter visto alguns dos seus livros adaptados ao Cinema, porque desde muito cedo o meu coração balançou sempre muito mais para o romance policial do que para a FC...

Em relação à Música, Kubrick fez com que não pudéssemos deixar de imaginar passeios no espaço
sem ouvirmos o Danúbio Azul mas, muitos anos mais tarde, Clint Eastwwod provou que também
poderemos ter a mesma sensação ao som dos velhos “standards” da Música Popular Americana.

Mas foi ao relembrar as músicas da minha adolescência que deparei com uma coincidência que nunca
antes me tinha vindo à cabeça: então não é que uma das bandas que mais gosto de usar em longas
viagens de carro pela estrada fora (os Byrds...) foi, entre o amor pelos aviões de Roger McGuinn e o
pavor de andar neles de Gene Clark, também aquela que mais atenção dedicou à música espacial...?


E não me refiro, apenas, às suas músicas que acabaram por ser catalogadas como “space rock” (Mr.
Spaceman, “CTA – 102”, “Eight Miles High”, ...), muitas delas meras metáforas de outras “trips” e
outros espaços, mas a homenagens mais óbvias e singelas, como “Spacey Oyssey” do álbum “The
Notorious Byrd Brothers”, que antecipa Kubrick ao se inspirar na mesma “short story” de Arthur C.
Clarke que viria a dar origem ao “2001”, mas também, e acima de tudo, a “Armstong, Aldrin and Collins”, do LP “Ballad of Easy Ryder”, que celebra o lançamento da Apollo 11 e que começa com a contagem decrescente, passa ao accionamento dos motores e acompanha o barulho da nave a subir enquanto é lançada pelos ares:

Minus 20 in counting ... 19..18..17..16..15..14..13..12..11..10..9..8..7..6..5..
We have ignition ... 3..2..1
We have lift off

E depois a voz de Roger McGuinn:

Armstrong, Aldrin and Collins were launched away is space
Millions of hearts were lifted, proud of the human race
Space controla at Huston , Radio Command
The team below that gave the go, they had God’s helping hand

E quanto mais pensava nisto tudo rolando pela 528 a caminho de Cape Canaveral, mais salivava...

E foi assim, com um sorriso no rosto, que finalmente entrei no Kennedy Space Center, disposto a
degustar todos estes meus pequenos prazeres...

E depois....

Bem, depois foi um tremendo soco no estômago...

O espaço era gigantesco, mas estava inteiramente devotado à Técnica, à história da exploração
espacial e à propaganda da NASA, e tudo o mais foi esquecido. Como, aliás, teria sido de esperar, não fosse eu o otimista que sou, os americanos borrifaram-se nas outras formas de Cultura e da sua
ligação às viagens espaciais...!

Poderia ter almoçado com um astronauta veterano...

Teria sido possível, se não tivesse chegado a deshoras, apanhar um “shuttle” para a base da rampa de
lançamento dos foguetões...

Poderia ter tido (como na realidade tive...) a sensação de viver uma simulação de lançamento no
interior de uma nave espacial...

Mas dos meus pequenos prazeres, nicles...

Desolado e sabendo que a Técnica pouco me interessava, limitei-me a fazer render o investimento
deambulando pelo meio de foguetes, foguetões, vai-vem espaciais, ogivas e outros peças de
inquestionável interesse histórico, como a réplica da cápsula da amaragem do Apollo 11, mas que não
me aqueciam o coração...

E foi entristecido que, com a minha mulher e a minha filha, me meti de novo ao caminho, em direcção a Daytona Beach.

Mas ainda me ri para comigo à saída, lembrando-me do Bowie e do seu Major Tom, bem capaz de
ainda andar lá por cima às voltas a rir-de de todos nós:

Ground control to Major Tom
Grand control to Major Tom
Your circuit’s dead, there’s something wrong...

Can you hear me, Major Tom...?
.............................................................................
.............................................................................
.............................................................................
Here am I floating ‘round my tin can
Far above the moon
Planet heart is blue
And there’s nothing I can do...

PS: Quanto à evolução da Humanidade, estamos conversados...

Texto de Luís Mira

QUEM DESCOBRE A GRALHA?


Diário de Lisboa, 21 de Julho de 1969.

quarta-feira, 17 de julho de 2019

terça-feira, 16 de julho de 2019

BOM LEITÃO


Júlia Duarte, rua da Costa, 7, Murtede - 231 202 129

Pouco conhecido, mas excelente leitão!

sexta-feira, 12 de julho de 2019

JOAQUIM DOS LEITÕES


Rua do Arnado, 3 - 3000-060 Coimbra - 239 829 020

Pode-se evitar.

domingo, 7 de julho de 2019

EMISSORA NACIONAL


Uma força do Campo de Tiro da Serra da Carregueira, comandada pelo major Frederico Morais e pelo capitão Oliveira Pimentel, ocupou a Emissora Nacional no 25 de Abril de 1974 (objectivo "Tóquio").

quarta-feira, 3 de julho de 2019

PLACA Nº 5


Largo de São Sebastião da Pedreira, Lisboa

Mais uma acção militar do BC 5 no 25 de Abril.

Depois do RCP, uma força comandada pelo capitão Bicho Beatriz, já falecido, e com quem trabalhei na EXPO 98, tomou o QG/RML, hoje Inspecção-Geral do Exército.

A operação teve o nome de código "Canadá".

PLACA Nº 04


travessa estêvão pinto, Lisboa (Campolide)

terça-feira, 2 de julho de 2019

domingo, 30 de junho de 2019

PLACA Nº 02


rua Sampaio e Pina, 24

quinta-feira, 27 de junho de 2019

FAZ HOJE 16 ANOS


Ego, nº 1, 27 de Junho de 2003

domingo, 16 de junho de 2019

OSCAR SAINTAL


TRIANON - 4639 - edição francesa

J'AIME LES FILLES


VOGUE - EPL 8636 - edição francesa (1967)

L'Idole - Les PetitesAnnonces - J'Aime Les Filles - J'Ai Tout Lu, J'Ai Tout Bu

Canções originais de Lanzmann e Dutronc.

Cortesia de Duarte Vilarbedó Loureiro.

sexta-feira, 14 de junho de 2019

FAZ HOJE 66 ANOS


Notícias do Algarve, nº 1, 14 de Junho de 1953, director: João Adelino Dias Pena

quarta-feira, 12 de junho de 2019

UM ACTO FALHADO


Rua D. João V, N3 Aroeira - 212 972 180

Por mim, não vale a pena...

sexta-feira, 7 de junho de 2019

JÁ SAIU!


Luís Pinheiro de Almeida nasceu e viveu em Coimbra até aos 17 anos. Foi aí que, em 1963, ouviu pela primeira vez os Beatles e partilhou a sua nova paixão com os amigos do Bairro e do Liceu.

Em 1965, quando veio viver para Lisboa, descobriu um novo mundo que passou a relatar, quase diariamente, aos seus amigos de Coimbra.

As cartas que escrevia para o amigo Jó (Jorge Carvalho, falecido em 2017), na altura vocalista do grupo Protões, com o registo do que acontecia em Lisboa sobre discos, rádio, cinema, bailes, jornais, concertos, vivências, tudo, ajudaram, segundo Jó, a encurtar a distancia entre Coimbra - uma cidade onde não existia informação e o Mundo.

Outro amigo de Coimbra, Rui Mesquita Branco, conta que quando recebia as cartas do Luís, o Jó convocava os amigos para sua casa e as novidades eram "devoradas linha a linha" por todos.

Agora, é graças a Jó que guardou essas cartas durante 50 anos que podemos descobrir como era, nos anos 60, o dia a dia de um miúdo de 17 anos ....fã dos Beatles, em Lisboa.

As cartas reunidas neste livro são um verdadeiro documento porque nos falam, na linguagem da época, dos discos, dos tops, dos programas de rádio, dos filmes, dos namoros, das férias de um teenager português numa época muito diferente da de hoje.

"Luís Pinheiro de Almeida Com os Beatles - "Caro Jó" (com prefácio do colega de Faculdade do Luís - Marcelo Rebelo de Sousa) à venda na Feira do Livro no stand da Sistema Solar (D 16).

Texto de Teresa Lage

quinta-feira, 6 de junho de 2019

FAZ HOJE 16 ANOS


Flash!, nº 1, 06 de Junho de 2003

quarta-feira, 29 de maio de 2019

sábado, 11 de maio de 2019

ESPACIAIS E BEATLES


RAPSÓDIA - EPF 5.394 - 1968

O Circo (Fernando Barradas) - When I'm Sixty-Four (Lennon/McCartney) - Dies Irae (DR) - Take Me Back, Back, Back (António Moura/Roger Purnell).

Com este EP, conclui hoje a colecção das versões portuguesas de ié ié de canções dos Beatles.

sábado, 4 de maio de 2019

FAZ HOJE 58 ANOS


Foguetão, nº 1, 04 de Maio de 1961, director: Adolfo Simões Muller.

CALDEIRADA


A Medrôa, rua Goltz de Carvalho, 44 - 3080-295 Buarcos - 969 865 272

façam-me um favor e a vós próprios: se e quando passarem por Buarcos (terra da minha Mãe) não perdoem a caldeirada do Zé Pinto.

divinal!