segunda-feira, 1 de outubro de 2018
HÁ 30 ANOS
Faz hoje 30 anos que comprei na famosa rua Arbat, em Moscovo, este interessante quadro em madeira de John Lennon.
Tinha ido à capital soviética ver um concerto dos Big Country e nesse mesmo dia, 01 de Outubro de 1988, Mikhail Gorbatchov substituiu Andrei Gromyko na liderança da União Soviética, o princípio do fim da URSS.
BLOGUE FAZ HOJE 11 ANOS
Este blogue, moribundo, faz hoje 11 anos, mais ainda vai respirando.... com assistência.
PROIBIDO FUMAR
Hoje não passa pela cabeça de alguém puxar de um cigarro nos transportes públicos.
Mas até 1 de Outubro de 1968, faz hoje 50 anos, isso era possível.
Mesmo depois, só para desafiar a autoridade ditatorial de então, havia prevaricadores...
sexta-feira, 28 de setembro de 2018
HOJE, COM O PÚBLICO
"Imensa Saudade" para assinalar os 20 anos da EXPO 98.
Rui Simões, 74 anos, é um cineasta com créditos ("Deus, Pátria, Autoridade" (1976) e "Bom Povo Português" (1980))), foi também o primeiro empresário dos Sheiks.
domingo, 23 de setembro de 2018
sábado, 22 de setembro de 2018
terça-feira, 11 de setembro de 2018
11 DE SETEMBRO
Monumento lisboeta, no cruzamento da Estados Unidos com a de Roma, às vítimas do 11 de Setembro em Nova Iorque.
domingo, 9 de setembro de 2018
segunda-feira, 3 de setembro de 2018
TWIST!
LA VOZ DE SU AMO - 7EPL 13.691 - edição espanhola (1961)
Let's Twist Again - Let The Sunshine In - You Can Have Her - A Hundred Pounds Of Clay
terça-feira, 21 de agosto de 2018
PRIMAVERA DE PRAGA: 50 ANOS
"Diário Popular", 21 de Agosto de 1968
Esta foi a primeira de 13 manchetes consecutivas que o vespertino de Lisboa deu à invasão da Checoslováquia pelas tropas do Pacto de Varsóvia (com excepção da Roménia) lideradas pela União Soviética.
Foi o fim da chamada Primavera de Praga, durante a qual - oito meses - Alexander Dubcek tentou amenizar o regime comunista.
Imperou todavia a teoria da "soberania limitada", imposta por Brejnev.
O tiroteio começou às 06H25 TMG (como então se dizia) na Rádio Praga. Cinco minutos depois foi ocupada a televisão.
Morreram 72 pessoas e mais de 700 ficaram feridas.
As tropas invasoras começaram a retirar no dia 26 de Agosto, após acordos obtidos em Moscovo.
A Rússia só viria a pedir desculpa pelo seu acto no dia 04 de Dezembro de 1989, já depois da queda do muro de Berlim.
À época da invasão, encontrava-se em Praga uma delegação portuguesa de cientistas que participavaa no XXII Congresso Internacional de Geologia.
Ninguém deu pelos acontecimentos e todos sairam sem problemas do país.
Eram eles Moitinho de Almeida, chefe dos Serviços Geológicos da Direcção-Geral de Minas e Serviços Geológicos, Barros Carvalhosa, dos mesmos serviço, Orlando Gaspar, geólogo dos Serviços de Fomento Mineiro, Décio Tadeu, professor do Instituto Superior Técnico, Carlos Teixeira, da Faculdade de Ciências de Lisboa, Francisco Eduardo Lapido-Loureiro, chefe da Divisão de Geologia do Instituto de Investigação Científica de Angola, Artur de Figueiredo Nunes, director do Instituto de Investigação Científica de Moçambique e Georges Frizbyfzewfki, dos Serviços Geológicos da Direcção-Geral de Minas e Serviços Geológicos.
Os acontecimentos de Praga tiveram consequências em todo o Mundo, também no seio dos partidos comunistas.
Em Portugal, o PCP começou por dar apoio a Dubcek, após uma visita de Álvaro Cunhal a Moscovo, os comunistas portugueses alinharam com os soviéticos, provocando dissidências várias e importantes, como Cândida Ventura.
segunda-feira, 13 de agosto de 2018
FILIPE MENDES MORREU HOJE
Não sei se era bom ou mau guitarrista, ou mesmo assim-assim. Não era isso que me motivava!
Sei sim que perdi hoje um bonito amigo e que não tive ocasião de me despedir dele. Estivémos quase, mesmo quase, não foi Luis? No dia 31 de Julho (ainda guardo o horário das visitas) e eu a despedir-me dos netos a caminho de França.
Adeus, Filipe, gosto muito de ti e tenho uma grande dívida de gratidão para contigo.
Sei que não gostavas (detestavas mesmo!) de "Calmas São As Imagens", para mim, uma das melhores músicas portuguesas de sempre, feita por ti. E eu sempre te azucrinava para a tocares (o Vitor Mamede que o diga!).
No dia 16 de Maio de 2015, nos 50 anos dos Chinchilas, tocaste-a especialmente para mim, com um novo arranjo, do outro mundo.
"Foi a primeira vez que a tocámos ao vivo", confessaste-me e escreveste no alinhamento: "para o LPA com um grande abraço de grinaldas sonoras".
Chorei, como choro hoje!
Não é por acaso que nunca te tratei como Phil Mendrix!
Um beijo, Filipe!
Luís Pinheiro de Almeida
Imagem de Teresa Lage
domingo, 12 de agosto de 2018
O NASCIMENTO DA FILARMÓNICA FRAUDE
Célebre artigo de Fernando Assis Pacheco no "Diário de Lisboa", no dia 12 de Agosto de 1968 - faz hoje 50 anos -, e que deu a conhecer a Filarmónica Fraude.
segunda-feira, 6 de agosto de 2018
DESCALÇOS EM TEMPOS DE BOTAS
"Descalços Em Tempos De Botas", João Almeida, Editorial Futura, 2014, 272 págs, 12 €.
Numa altura em que se assinalam os 50 anos do AVC de Salazar, este título é um achado!
O livro é de 2014, mas só agora tomei conhecimento dele por uma nota do Manuel Falcão no "Jornal de Negócios".
sexta-feira, 3 de agosto de 2018
SALAZAR CAIU HÁ 50 ANOS!

Carta de Boticas de 07 de Setembro de 1968:
Fiquei admirada quando ouvi notícias àcerca da doença do "Velho" na Televisão. Não sabia de nada. Diziam que foi um hematoma. Deve ter sido de alguma queda. Quem o teria empurrado?
nota de edição - Salazar caiu da cadeira no dia 03 de Agosto de 1968, mas pediu (ordenou) que o incidente não fosse revelado. Só a 06 de Setembro, mais de um mês depois, seriam públicos alguns pormenores.
Fiquei admirada quando ouvi notícias àcerca da doença do "Velho" na Televisão. Não sabia de nada. Diziam que foi um hematoma. Deve ter sido de alguma queda. Quem o teria empurrado?
nota de edição - Salazar caiu da cadeira no dia 03 de Agosto de 1968, mas pediu (ordenou) que o incidente não fosse revelado. Só a 06 de Setembro, mais de um mês depois, seriam públicos alguns pormenores.
domingo, 29 de julho de 2018
DELAS
"Delas", nº 1, revista dominical do "Diário de Notícias", 29 de Julho de 2018, director: Pedro Lucas.
Mais uma insonsa revista dominical do DN, mas melhor do que as outras.
sábado, 28 de julho de 2018
segunda-feira, 23 de julho de 2018
domingo, 22 de julho de 2018
DN INSIDER
DN Insider, nº 1, 22 de Julho de 2018.
As revistas dominicais do Diário de Notícias" continuam uma desgraça!
domingo, 15 de julho de 2018
DN LIFE
DN LIFE, nº 1, 15 de Julho de 2018 - editora executiva. Catarina Pires
Um desastre completo, do ponto de vista gráfico e substantivo.
sexta-feira, 13 de julho de 2018
segunda-feira, 9 de julho de 2018
quarta-feira, 4 de julho de 2018
ESTADO NOVO
Durante o Estado Novo, competia ao Governo autorizar que se se atendesse o público em mangas de camisa.
Foi o que aconteceu, por exemplo, aos empregados de balcão da Mexicana, em Lisboa, conforme relata o "Diário Popular" de 04 de Julho de 1968.
Reza assim esta fotografia:
Os empregados de balcão da pastelaria "Mexicana", na avenida Guerra Junqueiro, foram autorizados, por decisão do Ministério das Corporações, a trabalhar, a partir de hoje, em mangas de camisa. Por que não? Nesta época de calor intenso servir (encalorado) uma "bica" ou (em estado de "derretimento") um refrigerante, é desagradável à vista, pouco higiénico e péssimo para o empregado. Os que trabalham na "Mexicana" (como se pode ver na gravura) fazem-no, agora, com muito mais alegria - e menos calor.
Foi o que aconteceu, por exemplo, aos empregados de balcão da Mexicana, em Lisboa, conforme relata o "Diário Popular" de 04 de Julho de 1968.
Reza assim esta fotografia:
Os empregados de balcão da pastelaria "Mexicana", na avenida Guerra Junqueiro, foram autorizados, por decisão do Ministério das Corporações, a trabalhar, a partir de hoje, em mangas de camisa. Por que não? Nesta época de calor intenso servir (encalorado) uma "bica" ou (em estado de "derretimento") um refrigerante, é desagradável à vista, pouco higiénico e péssimo para o empregado. Os que trabalham na "Mexicana" (como se pode ver na gravura) fazem-no, agora, com muito mais alegria - e menos calor.
domingo, 1 de julho de 2018
CHELSEA DRUGSTORE (50 ANOS)
Hoje em dia trazemos os discos das discotecas em sacos de plástico (que também vou juntando), mas outrora vinham em sacos de papel.
Desses tempos ainda guardo alguns como da Valentim de Carvalho, Estabelecimentos Electro-Ouro Lda, HMV (363 Oxford Street, Londres, a dos Beatles), Selfridges (também tinha discoteca, não sei se ainda tem), Sounos, I Was Lord Kitchener's Valet e Gear (todas em Carnaby Street), Harlequin Records (que tem um anúncio ao "Top Of The Pops") e Chelsea Drugstore (King's Road).
Gosto de todos, mas tenho especial carinho pelo saco meio roxo do Chelsea Drugstore, pelo que ele representa e pelo tempo que lá passei em 1970.
O Chelsea Drugstore foi inaugurado em Julho de 1968 e manteve-se até Maio de 1971. Ficava situado na esquina da Royal Avenue com a King's Road, sendo esta última, juntamente com Carnaby Street, um dos ícones da Swinging London.
Foi o primeiro drugstore britânico e foi construído com base no francês Le Drugstore na não menos famosa Boulevard de St Germain, em Paris, onde também vivi bons tempos.
O Chelsea Drugstore era fantástico, com uma arquitectura moderna, mas os residentes não acharam muita piada pela concentração de jovens que provocava. Estava aberto 16 horas por dia, sete dias por semana. Fiz lá excelentes compras como o "Bridge Over Troubled Water", de Simon and Garfunkel, e o "Let It Be" (single), dos Beatles, comprado no dia 28 de Março de 1970, exactamente 13 dias antes da separação da banda.
Ainda guardo também, religiosamente, quase como novo, o single dos Dave Clark Five, "Everybody Get Together", que tanto me apraz. Ainda lá está a etiquetazita "Chelsea Drugstore". Coisas que só têm valor para mim...
O Chelsea Drugstore ficou especialmente famoso por Mick Jagger, dos Rolling Stones, o ter cantado em "You Can't Always Get What You Want", do álbum "Let It Bleed" (1969).
Stanley Kubrick também lá filmou cenas de "A Clockwork Orange".
Hoje em dia está lá aberto um McDonalds, sinal dos tempos.
Em King's Road lembro-me também muito bem do Chelsea Kitchen (as minhas cunhadas trabalharam lá) - um excelente restaurante, também já desaparecido. O mais curioso é que só agora, apenas há uma semana, descobri que o restaurante, nessa altura, era gerido por um português, Jorge Castilho, de Luanda.
Chelsea Kitchen está agora em 451 Fulham Road.
De King's Road lembro-me ainda de outro café - Picasso - e da boîte da moda - Bird's Nest - que era um castigo para lá entrar, tal o comprimento da bicha cá fora.
Desses tempos ainda guardo alguns como da Valentim de Carvalho, Estabelecimentos Electro-Ouro Lda, HMV (363 Oxford Street, Londres, a dos Beatles), Selfridges (também tinha discoteca, não sei se ainda tem), Sounos, I Was Lord Kitchener's Valet e Gear (todas em Carnaby Street), Harlequin Records (que tem um anúncio ao "Top Of The Pops") e Chelsea Drugstore (King's Road).
Gosto de todos, mas tenho especial carinho pelo saco meio roxo do Chelsea Drugstore, pelo que ele representa e pelo tempo que lá passei em 1970.
O Chelsea Drugstore foi inaugurado em Julho de 1968 e manteve-se até Maio de 1971. Ficava situado na esquina da Royal Avenue com a King's Road, sendo esta última, juntamente com Carnaby Street, um dos ícones da Swinging London.
Foi o primeiro drugstore britânico e foi construído com base no francês Le Drugstore na não menos famosa Boulevard de St Germain, em Paris, onde também vivi bons tempos.
O Chelsea Drugstore era fantástico, com uma arquitectura moderna, mas os residentes não acharam muita piada pela concentração de jovens que provocava. Estava aberto 16 horas por dia, sete dias por semana. Fiz lá excelentes compras como o "Bridge Over Troubled Water", de Simon and Garfunkel, e o "Let It Be" (single), dos Beatles, comprado no dia 28 de Março de 1970, exactamente 13 dias antes da separação da banda.
Ainda guardo também, religiosamente, quase como novo, o single dos Dave Clark Five, "Everybody Get Together", que tanto me apraz. Ainda lá está a etiquetazita "Chelsea Drugstore". Coisas que só têm valor para mim...
O Chelsea Drugstore ficou especialmente famoso por Mick Jagger, dos Rolling Stones, o ter cantado em "You Can't Always Get What You Want", do álbum "Let It Bleed" (1969).
Stanley Kubrick também lá filmou cenas de "A Clockwork Orange".
Hoje em dia está lá aberto um McDonalds, sinal dos tempos.
Em King's Road lembro-me também muito bem do Chelsea Kitchen (as minhas cunhadas trabalharam lá) - um excelente restaurante, também já desaparecido. O mais curioso é que só agora, apenas há uma semana, descobri que o restaurante, nessa altura, era gerido por um português, Jorge Castilho, de Luanda.
Chelsea Kitchen está agora em 451 Fulham Road.
De King's Road lembro-me ainda de outro café - Picasso - e da boîte da moda - Bird's Nest - que era um castigo para lá entrar, tal o comprimento da bicha cá fora.
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