sábado, 31 de outubro de 2009

OS MELHORES LPs PORTUGUESES DOS ANOS 2000


"Humanos" pelos Humanos (Camané, David Fonseca e Manuela Azevedo) foi o álbum escolhido em votação na revista Blitz como o melhor português dos anos 2000.

A votação foi a seguinte:

01 - "Humanos" - Humanos (2004)
02 - "Esta Coisa Da Alma" - Camané (2000)
03 - "Vol. 1" - Dead Combo (2004)
04 - "Beats Vol. 1 - Amor" - Sam The Kid (2002)
05 - "Cinema" - Rodrigo Leão (2004)
06 - "Fado Em Mim" - Mariza (2002)
07 - "Primavera De Destroços" - Mão Morta (2001)
08 - "Pratica(mente)" - Sam The Kid (2006)
09 - "Lustro" - Clã (2000)
10 - "Black Diamand" - Buraka Som Sistema (2008)

OS MELHORES LPs PORTUGUESES DOS ANOS 90


Um painel de 63 membros (36,50% de músicos, 34,92% de jornalistas, radialistas, e 28,57% de marginais) reunido pela revista Blitz elegeu "Viagens", de Pedro Abrunhosa, o melhor álbum português da década de 90.

Foi a seguinte a classificação:

01 - "Viagens" - Pedro Abrunhosa & os Bandemónio (1994)
02 - "Mutantes S. 21" - Mão Morta (1992)
03 - "O Monstro Precisa De Amigos" - Ornatos Violeta (1999)
04 - "Mingos & Os Samurais" - Rui Veloso (1990)
05 - "Cão!" - Ornatos Violeta
06 - "Rock In Rio Douro" - GNR
07 - "O Espírito Da Paz" - Madredeus (1994)
08 - "3º Capítulo" - Da Weasel (1997)
09 - "Fossanova" - Belle Chase Hotel (1998)
10 - "Dou-lhe Com A Alma" - Da Weasel

CRYSTAL GAYLE


ELEKTRA - 755 96 0200-1 - edição portuguesa (1982)

Side One

Our Love Is On The Faultline - Deeper In The Fire - 'Till I Gain Control Again - Baby What About You - You Bring Out The Lover In Me

Side Two

True Love - Everything I Own - Let Your Feelings Show - Easier Said Than Done - He Is Beautiful To Me

Cortesia de João Pinheiro de Almeida

CAMÕES NAS CANÇÕES


ROSSIL - ROSS 7066

Cativa (Camões/Ana Paula Carreira) - Alma Perdida (Florbela Espanca/António Sala)

Produção de António Sala

LILIANA MATOS


ALVORADA - EP-60-1268 - edição portuguesa (1971)

Feliz Quem Ri - Wavassativalum - João Olha O Gado - Canção De Quem Está Só

Liliana Matos fez carreira em Moçambique.

JOSÉ AFONSO


RAPSÓDIA - EPF 5.437 - edição portuguesa (s/data)

Canção Vai... E Vem - Selecção de Baladas (Vampiros/Menino do Bairro Negro/Quadras) - As Pombas - Canção Longe

Cortesia de Jack Kerouac

A MINHA RUA!


Sou cliente de A Minha Rua, no site da Câmara Municipal de Lisboa.

APPLE TAILORING


A Apple Tailoring foi a menos conhecida das duas lojas Apple, dos Beatles.

Ficava no 161 de King's Road, em Londres, onde hoje está (ou estava) esta Paper Passions e abriu no dia 23 de Maio de 1968.

O lançamento da boutique, que vendia civil and theatrical clothes, fez-se no Club Del' Aretusa, onde John Lennon e Yoko apareceram juntos pela primeira vez em público.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

JAFUMEGA


POLYDOR - 2G01 020 - 1982

Lado 1

Latin’América – Nó Cego – Só Sai A Ti (Society) – Homem da Rádio

Lado 2

Kasbah – Sei Que Pareço Um Ladrão – Guida Peituda – Liquidamos A Existência

Colaboração de Pedro Brandão, em Sarajevo

RAY CONNIFF


CBS - 62740 - edição britânica (1966)

Side 1

Red Roses For A Blue Lady - Downtown - Charade - King Of The Road - Edelweiss - Young And Foolish

Side 2

Somewhere, My Love - Days Of Wine And Roses - Tie Me Kangaroo Down, Sport - Wouldn't It Be Loverly - So Long, Farewell

MÁRIO PIÇARRA


RCA VICTOR - TP-540

Calçada de Carriche - Elegia - Romance Das Três Barcas - Primavera

"Calçada de Carriche" é um poema de António Gedeão.

Filho de Luís Piçarra, Mário Piçarra pertenceu aos Chinchilas.

MORREU MÁRIO MEXIA


Mário Mexia (na imagem com o nº 12), considerado um dos melhores basquetebolistas portugueses de sempre, campeão nacional pela Associação Académica de Coimbra, faleceu hoje de madrugada, aos 72 anos, vítima de cancro.

Natural de Coimbra, a 11 de Dezembro de 1936, Mário Pais Mexia Leitão era licenciado em Biologia.

Em 13 épocas, nos anos 50/60, realizou 372 jogos e nunca sofreu qualquer sanção disciplinar.

Do seu longo palmarés, constam quatro internacionalizações como júnior e dez como sénior.

Foi campeão nacional de juniores (52/53), duas vezes campeão nacional de seniores (54/55 e 58/59), vencedor de um campeonato metropolitano (66/67) e venceu ainda duas Taças de Portugal (57/58 e 66/67).

Era uma elegância a jogar! Fui disso testemunha quando com ele partilhei o alcatroado do Campo de Santa Cruz, em Coimbra.

Em 1964, foi condecorado com a Medalha de Mérito Desportivo da Federação Portuguesa de Basquetebol e com a Medalha de “Bons Serviços” e em 1991 recebeu uma Medalha de Mérito Desportivo.

Não conheceu outra equipa que não fosse a Associação Académica de Coimbra (e a Selecção Nacional).

A homenagem de Sérgio Ferreira Borges, também ex-atleta da Briosa.

UMA EXCELENTE IDEIA


Luanda Cozetti (Couple Coffee), Mafalda Arnauth, Susana Félix e Viviane (Ex-Entre Aspas)juntaram-se para celebrar a poesia cantada de José Carlos Ary dos Santos.

O ábum, "Rua da Saudade", sai a 09 de Novembro, mas um cheirinho foi distribuído hoje gratuitamente com a revista Blitz.

AS MELHORES CANÇÕES PORTUGUESAS DOS ANOS 60

esta digitalização ficou muito estranha! - são as lantejoulas de Miguel Cadete...

Parabéns! Um (quase) exemplar exemplar, mas seguramente um exemplar para ler, estudar, criticar, guardar e esmiuçar.

Como bom português, vamos lá aos pequenos erros: nos álbuns da década de 60, as capas de "Cantares do Andarilho" e "Contos Velhos Rumos Novos" (José Afonso), "Adriano Correia de Oliveira" (pretensamente "Margem Sul") e "A Peça" (Pop Five Music Incorporated) não são as originais.

Como ainda não foi dito, eis as melhores canções da década de 60, por ordem alfabética (28):

A Casa da Mariquinhas - Amália Rodrigues
A Lenda De El-Rei D. Sebastião - Quarteto 1111
Abandono - Amália Rodrigues
Animais De Estimação - Filarmónica Fraude
Asas Fechadas - Amália Rodrigues
Calmas São As Imagens - Chinchilas
Canção de Embalar - José Afonso
Canção Verdes Anos - Carlos Paredes
Crer - Claves
Desfolhada Portuguesa - Simone de Oliveira
É Preciso Avisar Toda A Gente - Luís Cília
Ele E Ela - Madalena Iglésias
Estranha Forma De Vida - Amália Rodrigues
Génese - Quarteto 1111
Hully Gully Do Montanhês - Conjunto Académico João Paulo
Lado A Lado - Tony de Matos
Lonely Lost And Sad - Sheiks
Maria Rita - Duo Ouro Negro
O Bêbedo Pintor - Alfredo Marceneiro
O Lenço - Alfredo Marceneiro
O Vento Mudou - Eduardo Nascimento
O Verão - Carlos Mendes
Os Vampiros - José Afonso
Pedra Filosofal - Manuel Freire
Povo Que Lavas No Rio - Amália Rodrigues
Se Eu Enlouquecer - Daniel Bacelar
Sol De Inverno - Simone de Oliveira
Trova Do Vento Que Passa - Adriano Correia de Oliveira

Sei que é difícil, muito difícil, mas poderia ter havido um esforço para datar as canções.

Reconheço aqui algumas das minhas escolhas, o que me deixa satisfeito.

BEATLEMANIA EM VIDEO


ESTA CABINA FOI INVENTADA EM 1936


A cabina telefónica típicamente britânica, chamada Kiosk K6 ou Jubilee Kiosk, foi inventada por Sir Giles Gilbert Scott (1880-1960), quando as autoridades pretenderem "instalar um telefone público perto de cada casa do país".

A cabina tem 2,5 m de altura, é leve, tem 8 filas de janelas e as barras verticais para fora para ter uma janela central mais aberta. Mais de 60 mil destas cabinas foram construídas entre 1936 e 1968.

Como arquitecto, Scott possuía uma capacidade ímpar de deixar marcas visíveis na paisagem. Os seus edifícios incluem a Catedral Anglicana que domina Liverpool e três dos edifícios londrinos mais conhecidos, a central eléctrica de Battersea (1929-55), capa de "Animals", dos Pink Floyd, a ponte de Waterloo (1939-45) e a central eléctrica de Bankside (1955), actualmente Tate Modern Gallery.

in "Design, 1.000 Objectos de Culto", volume cinco, Phaidon, 2009

A RÁDIO OUVIDA E PENSADA


"A Rádio Ouvida E Pensada", Vítor Soares, edição de autor, 2009, 130 págs, 18,04 € (c/portes)

Trata-se de uma edição curiosa deste velho lobo da rádio portuguesa.

Jornalista radiofónico de reconhecida referência, académico diplomado nas questões da informação e organização da rádio, Vítor Soares juntou numa centena e pouca de páginas os posts com que foi alimentando o seu já extinto blogue, Infoinclusões.

E não esteve com meias medidas. Jornalista actualizado, socorreu-se de uma das ferramentas mais úteis que a net disponibiliza para quem deseja documentar fisicamente o seu trabalho.

Parabéns!

O livro pode ser encomendado aqui.

AVENIDA DE MADRID


Em Lisboa.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

OS MELHORES LPs PORTUGUESES DOS ANOS 80


EMI - C 072-40 523 - 1980

"Ar de Rock", de Rui Veloso, foi eleito o melhor álbum português dos anos 80 por um painel instigado pela revista Blitz que está a comemorar 25 anos.

É a seguinte a votação:

01 - Ar de Rock - Rui Veloso (1980)
02 - Heróis do Mar - Heróis do Mar (1981)
03 - Independança - GNR (1982)
04 - Por Este Rio Acima - Fausto (1982)
05 - Os Dias de Madrdeus - Madredeus (1987)
06 - Anjo da Guarda - António Variações (1983)
07 - Circo de Feras - Xutos e Pontapés (1985)
08 - A Um Deus Desconhecido - Sétima Legião (1984)
09 - Ser Solidário - José Mário Branco (1982)
10 - Free Pop - Pop Dell'Arte (1987)

Não há ninguém que trise...

ADRIANO CORREIA DE OLIVEIRA


ORFEU - SB-1018 (1967 - edição super budget)

Face Um

Rosa de Sangue - Margem Sul - Rosa dos Ventos Perdida - Pedro Soldado - Para Que Quero Eu Olhos - Canção Terceira

Face Dois

Sou Barco - Exílio - Elegia - Barcas Novas - Pátria - Pescador do Rio Triste

Há dois LPs de Adriano Correia de Oliveira dessa altura: "Adriano Correia de Oliveira" ( Orfeu XYZ -104) com uma capa com uma estrutura metálica e uns bonecos de terracota, acompanhado só por mim, e "Cantaremos" (Orfeu STAT 007) que tem na capa um pescador de calças arregaçadas e que é acompanhado por mim e por Carlos Alberto Moniz.

O facto de na contracapa do 1º LP se ter colocado "Fados" teve duas intenções, segundo me apercebi então: vender também ao público mais tradicionalista, amante do "fado" de Coimbra, e, por outro, "fintar" a censura...

Colaboração de Rui Pato

na imagem, a edição super budget em tudo semelhante à 1ª edição

PS - este LP foi eleito o 6º melhor português da década de 60 pela revista BLITZ.

AMÁLIA SECRETA


FAROL/TRADISOM - FAR91765 - 2009

Neblina - Quando A Noite Vem - Vieste Depois - Ai Lisboa - Confesso - Cuidado Coração - Eu Queria Cantar-te Um Fado - Fado Não Sei Quem És - Maldição - Marcha da Mouraria - Maria da Cruz - Vamos Os Dois Para A Farra - Foi Deus - Don Triquitraque - Gritenme Piedras Del Campo - Mi Rita Bonita - Tu Recuerdo Y Yo - Cantei O Fado - Disse Adeus À Casinha - Três Ruas

OS MELHORES LPs PORTUGUESES DOS ANOS 70


Um painel de 63 nomes ligados à música, arregimentados pela revista BLITZ, elegeu "Cantigas do Maio", de José Afonso, como o melhor álbum português da década de 70.

Já em 1978, um outro conjunto de críticos tinha eleito "Cantigas do Maio" como o melhor álbum português de sempre.

"Cantigas do Maio" contém "Grândola, Vila Morena" que foi a senha dos capitães de Abril para o 25 de Abril de 1974.

Foi a seguinte a classificação:

01 - Cantigas do Maio - José Afonso (1971)
02 - Movimento Perpétuo - Carlos Paredes (1971)
03 - Mudam-se Os Tempos, Mudam-se As Vontades - José Mário Branco (1971)
04 - Com Que Voz - Amália Rodrigues (1970)
05 - Um Homem Na Cidade - Carlos do Carmo (1977)
06 - Quarteto 1111 - Quarteto 1111 (1970)
07 - Coisas Do Arco Da Velha - Banda do Casaco (1976)
08 - Sobreviventes - Sérgio Godinho (1971)
09 - Pano-Cru - Sérgio Godinho (1978)
10 - Música Moderna - Corpo Diplomático (1979)

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

OS MELHORES LPs PORTUGUESES DOS ANOS 60


Um painel de 63 nomes ligados à música, arregimentados pela revista BLITZ, elegeu "Guitarra Portuguesa", de Carlos Paredes, como o melhor álbum português da década de 60.

Paul McCartney possui uma cópia desde álbum.

Foi a seguinte a classificação:

01 - Guitarra Portuguesa - Carlos Paredes (1968)
02 - Busto - Amália Rodrigues (1962)
03 - Cantares do Andarilho - José Afonso (1968)
04 - Epopeia - Filarmónica Fraude (1969)
05 - The Fabulous Marceneiro - Alfredo Marceneiro (1961)
06 - Adriano Correia de Oliveira - Adriano Correia de Oliveira (1967)
07 - Contos Velhos Rumos Novos - José Afonso (1969)
08 - Baladas E Canções - José Afonso (1964)
09 - Fado Lisboa - An Evening At The Faia - Carlos e Lucília do Carmo (1960) (*)
10 - A Peça - Pop Five Music Incorporated (1969)

Verdade se diga que a escolha era muito limitada, não abundaram os LPs portugueses nos anos 60.

Esta eleição, e também as referentes às décadas seguintes, faz parte do próximo número da BLITZ (30 de Outubro), que está a comemorar 25 anos de edições.

(*) Segundo informação de Daniel Gouveia, estudioso de fado.

HELMUT ZACHARIAS


POLYDOR - 238 908 SLPHM - edição espanhola em língua castelhana (s/data)

Cara 1

Cuando Florecen Las Lilas Blancas (Wenn Der Weisse Flieder) - La Violetera - Cuando Llegue Septiembre (Come September) - Danubio Azul (An Der Schonen Blauen Donau) - Canción de Orfeo (Manhã de Carnaval) - Ojos Negros (Schwarze Augen) - Tokyo Melody

Cara 2

La Paloma - Sangre Vienesa (Wiener Blut) - Fascinación (Fastination) - Maria Dolores - Rose Tattoo - Paris Palace Hotel - Nuestro Concierto (Il Nostro Concerto)

NOVÍSSIMOS


ALVORADA - EP-60-1359 - 1972

Trovas Antigas - Loureiro - Cantaremos - Ribeirinho

Não tenho qualquer informação sobre estes jovens.

GROOVE


PARKER 51


Contrariamente ao que o nome sugere, a Parker 51 não foi criada em 1951, mas sim 12 anos antes, em 1939.

De acordo com a lenda, a caneta foi concebia por Lászlo Moholy-Nagy, mas, de facto, foi o resultado da imaginação de Kenneth Parker, o dinâmico presidente da Parker Pen Corporation, do engenheiro de investigação Marlin Baker e do advogado especialista em patentes Ivan Teft.

A criação também teve a ajuda do químico Galen Sayler que inventou a tinta com auto-limpreza Super Quink a que associou o novo plático da DuPont, chamado Lucite.

A Parker 51 foi a primeira caneta de tinta permanente de Lucite com tinta Super Quink.

O nome "51" foi escolhido porque era a idade de Parker em 1939 e porque era facilmente traduzível para outras líguas com vista à sua comercialização no estrangeiro.

Uma explicação alternativa é a de que Kenneth Parker terá visto um sinal de auto-estrada que referia "US 51", ao lado da primeira fábrica de Parker.

in "Design, 1000 Objectos de Culto", volume cinco, Phaidon, 2009

FESTA DE NATAL


AS T-SHIRTS MAIS VENDIDAS NO CÃO AZUL


O Cão Azul é uma ideia hilariante que tem feito sucesso tanto no Verão como no Inverno: já é cobiçada como prenda de Natal!

Além de hilariante, a ideia é bem simples: fazer humor com o nosso dia-a-dia.

Já foram feitos quase 1.000 modelos diferentes de t-shirts.

Veja as piadas mais requeridas, tendo em consideração que, estando à venda há mais tempo, têm mais possibilidades de conquistar o top:

em vez de perderes tempo a ler esta t-shirt faz alguma coisa útil e vai-me buscar uma cerveja

t-shirt amiga do ambiente, 5 dias de uso e ainda não a lavei

eu fiz esta t-shirt na bimby

quando for grande quero ser engenheiro

(de pernas para o ar) se continuas a tentar ler isto ainda ficas com um torcicolo

Mensalmente, o Cão Azul faz um top.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

BEATLES


Cortesia de Groovie Records

ATLANTIS - 1º SEGUNDO "EM ÓRBITA"


EPIC - 5.9967 - edição portuguesa (1969)

Atlantis - To Susan On The West Coast Waiting

O lado B, "To Susan", é bem superior a "Atlantis", uma espécie de "Strangers In The Night", mais sofisticado.

Como quer que seja, "Atlantis" foi eleita pelo programa "Em Órbita" a melhor canção de 1969, com 148 pontos.

Atlantis é um acto de conquista.

Cruzada maravilhosa empreendida por novos guerreiros que partem na certeza antecipada de uma vitória final, empolgante e decisiva.

É um ritual de mágico encantamento, que nos transporta até às diluídas fronteiras de um nobre e novo país, onde tudo se sublima em atmosferas de transbordante paixão.

Fascinante sussurro de um Deus perfeito que, mordido pelo fogo de uma eterna insatisfação, se projecta ao assalto de metas sempre mais longíquas.

Subtil murmúrio que em brusca e prodigiosa metamorfose se transforma no grito visceral e puro de ummnovo Sol a nascer.

Atlantis é todo o fascínio de uma Nova e Desconhecida Aventura.

Atlantis é um dos mais belos momentos de toda a história da música popular.

Atlantis é a melhor gravação de 1969.

in "Em Órbita"

Cortesia de Vítor Soares

THE LAST WALTZ


DECCA - PEP 1219 - edição portuguesa (s/data)

The Last Waltz - There's A Kind Of Hush - That Promise - Yours Until Tomorrow

EMMYLOU HARRIS


WARNER BROTHERS - WAR 56796 - edição portuguesa (1980)

Lado A

Roses In The Snow - Wayfaring Stranger - Green Pastures - The Boxer (Paul Simon) - Darkest Hour Is Just Before Dawn

Lado B

I'll Go Stepping Too - You're Learning - Jordan - Miss The Mississippi - Gold Watch And Chain

Tem as participações de Albert Lee (praticamente todo o álbum), Willie Nelson ("Green Pastures"), Dolly Parton ("Green Pastures") e Linda Ronstadt ("Gold Watch And Chain").

6º EP DE DANIEL BACELAR (1966)


MARFER - M.E.L. 2.027 - 1966

Porque Será? (Daniel Bacelar) - Sou Feliz Sem Ti (Daniel Bacelar) - A Escola Acabou (Take Special Care) (Welch/Marvin/Daniel Bacelar) - Anjo (Angel) (Tepper/Bennett/Daniel Bacelar)

Este é o 6º EP de Daniel Bacelar, desta feita acompanhado pelos Siderais, formados por Fernando Maurício (baixo), Tony Maurício (bateria), João Robalo (guitarra-solo) e um quarto elemento que nem Daniel Bacelar consegue identificar na guitarra-ritmo.

BOLA DE ESPELHOS


A bola de espelhos, tão característica das discotecas yé-yé de antanho, nasceu em 1942, mas desconhece-se a sua paternidade. Apareceu no filme "Casablanca".

O modelo é relativamente simples. Centenas de pequenos espelhos cobrem uma esfera, com um motor para rodar em torno de um eixo vertical. Qualquer luz que incida na bola rotativa é reflectida pelos espelhos em diversos ângulos e cada raio de luz principal cria numerosos raios pequenos.

Os padrões de luz inundam as paredes e tectos, dando a impressão de um céu de noite estrelada dentro de casa.

in "Design, 1000 Objectos de Culto", Volume cinco, Phaidon, 2009

GARTEJO


Há já muitos anos que não sei o que é feito da Gartejo (Alcântara, Lisboa) ou dos seus sucessores como o Paradise Garage.

Nem sei, sequer, o que está hoje na rua João Oliveira Miguens, 38.

Sei que nos anos 90 por lá andei em copos e concertos:

Gartejo:

Mikel Erentxun (Duncan Dhu) - 16 de Junho de 1993
Wet Wet Wet - 14 de Fevereiro de 1994
Quinta do Bil - 21 de Abril de 1994
Pelé - 05 de Maio de 1994
Northside - 03 de Junho de 1994
Beautiful South - 19 de Julho de 1994
Despe e Siga - 14 de Novembro de 1994 (10º aniversário do Blitz).

Paradise Garage:

Gun - 18 de Abril de 1997 (convenção de vendas da Polygram)
Radiohead - 16 de Maio de 1997 (três noites de ensaios de "OK Computer" que a editora etiquetou de estreia mundial).

Já agora, um pouco de erudição:

A Gartejo, juntamente com a Doca de Santo, foi uma das primeiras criações do arq. Bernardo Alves, tal como o conheci, hoje arq. Dupiás Alves, mestre e senhor do Grupo Doca de Santo, que compreende várias cadeias de restauração:

- Doca de Santo (Alcântara)
- Irish & Co (Alcântara, Parque das Nações)
- Capricciosa (Alcântara, Parque das Nações, Carcavelos)
- República da Cerveja (Parque das Nações, Rossio)

e ainda

- Quinta da Cabrita (Santarém)

HOTEL VASCO DA GAMA


HOTEL DO NORTE


Colaboração de Mário Pinheiro de Almeida

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A FUGA DE ERIC CLAPTON


No nº 152 da King's Road, em Londres, ficava o famoso The Pheasantry, hoje uma pizzaria (Pizza Express).

The Pheasantry, então um cafe-nightclub, estava instalado num edifício de 1769. Deve o seu nome aos faisões que o seu proprietário, Samuel Baker, ali vendia entre 1864 e 1878.

Em 1916, a bailarina russa Princesa Serafina Astafieva, sobrinha-neta de Leo Tolstoy, converteu o local numa Academia de Dança. Alicia Markova e Margot Fonteyn foram estudantes.

Em 1932, a cave do edifício foi transformada em clube para gáudio de actores e artistas. Quando o clube fechou, o edifício foi renovado em apartamentos de luxo. Um dos inquilinos foi Martin Sharp, cartonista e co-editor de "Oz" e letrista de "Tales Of Brave Ulysses", dos Cream.

A propósito, nos anos 60, Eric Clapton conseguiu fugir pelas traseiras de The Pheasantry quando o famigerado Norman Pilcher o quis deter por alegada posse de drogas.

Em 1969 o edifício esteve ameaçado de demolição, mas um levantamento popular impediu o desastre.

O Pheasantry era um sítio fantástico para se viver em 1967. Ficava mesmo no centro de King's Road, onde havia muita vida de rua e dava para ir a pé a todos os sítios que costumava frequentar.

Nessa altura vestia-me com uma mistura de roupas antigas e em segunda mão com algumas peça novas, compradas em sítios como o Chelsea Antique Market, o Hung On You e Granny Takes A Trip.

Frequentemente acompanhado de Litvinoff, descia a pé do Picasso até ao World's End, onde aparecia sempre alguém para tomar um chá e um charro.

in "Autobiografia", Eric Clapton, Casa das Letras, 2008, pág. 104

FANTASTIC PIKES


SONIC - 9044 - edição germânica (s/data)

Side 1

Bottoms Up - Mouldy Old Dough - Boccherini's Minuet - The Good, The Bad And The Ugly - Mozart 40 - Popcorn

Side 2

House Of The Rising Sun - Heyken's Serenade - If You Could Read My Mind - Las Journée - Ghostriders In The Sky - Telstar

SAN FRANCISCO (BE SURE TO WEAR SOME FLOWERS IN YOUR HAIR)


CBS - 6438 - edição portuguesa (s/data)

San Francisco (Be Sure To Wear Some Flowers In Your Hair) - What's The Difference - Like An Old Time Movie - What's The Difference-Chapter II

Cortesia de Jack Kerouac

GREEN GREEN GRASS OF HOME



DECCA - ME 286 - edição castelhana (1966)

Green Green Grass Of Home (Verde Es La Hierba De Mi Casa) - If I Had You (Si Yo Te Tuviera)

Canção de Curly Putnam inspirada no condenado do filme clássico "The Asphalt Jungle" (1950), que marca a estreia cinematográfica de Marilyn Monroe. Sterling Hayden faz o papel de um gangster de Kentucky que sonha voltar a casa, mas é morto em conseguência de um tiroteio.

"ELEIÇÕES" DE 69 (03)


"ELEIÇÕES" DE 69 (02)


"ELEIÇÕES" DE 69 (01)


OS BEATLES VISTOS POR OUTRO PRISMA


Este meu trabalho não pretende ser mais umas quantas linhas debruçadas sobre um dos mais discutidos conjuntos da actualidade. Muito se tem escrito (e falado), mas não quero ser mais que "gosta" de escrever sobre os Beatles.

Os outros (talvez com fins meramente comerciais) só escrevem sobre os Beatles-guedelhudos, os Beatles-hipócritas, os Beatles-símbolos da decadência da juventude. Mas não é sobre isso que me vou debruçar.

Em duas partes dividirei estas minhas considerações: a primeira recairá sobre os Beatles-humanos e a segunda, sobre os "tais" Beatles-guedelhudos, etc.

Pedi ao tempo que voltasse para trás, à adolescência de cada um dos Beatles.

Quando John Lennon apenas contava 14 anos viu morrer sua mãe, vítima de um acidente de viação, e aos 16, o seu pai abandonou-o. Tudo isto pode influir, e com certeza que influiu, no espírito deste jovem, que assim se viu obrigado a viver 10 anos com a sua tia Mimi, de quem, aliás, não gostava verdadeiramente. Podia aqui ter nascido um criminoso, um revoltado; mas não, nasceu um Beatle, que, aliás, para muita gente é símbolo de criminoso, de revoltado.

Paul McCartney, quando ainda estava nos seus "teens", ficou sem mãe; o pai voltou a casar, e não será necessário focar aqui as proverbiais aversões entre madrastas e enteados. Portanto, mais uma adolescência infeliz, perigosa, de futuro sombrio.

Felizmente que ocorrências como estas não as apontamos para Ringo Starr e George Harrison.

Em 1960, ainda os Beatles se denominavam Silver Beatles, fazia parte do grupo Stu Sutcliff, um dos amigos mais íntimos de John, um quase-irmão. Numa das viagens dos Silver Beatle à Alemanha, Stu enamorou-se de uma rapariga alemã, Astrid Kirchherr, e separou-se dos seus amigos.

Quando da terceira viagem a Hamburgo, Astrid, de lágrimas nos olhos, esperava-os no aeroporto. A notícia caiu como uma bomba. John não tinha irmãos nem irmãs; a sua mãe tinha morrido; o pai tinha-o abandonado, por isso a notícia da morte de Stu foi um terrível golpe para John.

Pois ainda hoje, decorridos já seis anos, os Beatles, religiosamente, vão depôr flores no túmulo de Stu. E este acto de verdadeira amizade é feita sem intuitos publicitários. É apenas uma homenagem que fazem não como ídolos, mas sim como Homens. Além disto, no aniversário da sua morte, pedem às estações emissoras inglesas que não transmitam interpretações por si realizadas.

Não faço comentários que julgo desnecessários.

Os cabelos dos Beatles são compridos, admito-o. Mas serão assim tanto como o apregoam? Não vou compará-los aos de Mozart, aos de Napoleão porque, além do mais, são de épocas diferentes. Mas comparo-os aos jovens de agora, aos artistas do tempo dos Beatles. Não terão os Rolling Stones, PJ Proby, Byrds, Pretty Things cabelos mais compridos e, vamos lá, sem exagero, mais nojentos?

Podem atirar o "slogan" já bastante estafado: "é moda" e "foram os Beatles que a lançaram". Então não há personalidade? Usa-se determinada coisa só porque é moda? Não está certo!

Os Beatles causadores da decadência da juventude... Porquê? Por causarem gritinhos histéricos, desmaios e toda uma série de burburinho nos espectadores e nas casas de espectáculo? Mas isso já acontecia nos anos 40 ou mesmo antes, quando dos tempos gloriosos do jazz.

Os jornais não poderão ter a sua parte na culpa?

Imagine-se que até os jornais portugueses apregoam com títulos sensacionalistas como "novo recorde dos Beatles: 131 raparigas hospitalizadas" ou "mais de 100 ambulâncias utilizadas após um espectáculo dos Beatles", os devaneios de crianças sem tino.

Quais os motivos destes devaneios? Uma maneira nova de exprimir sentimentos ou incitação dos próprios Beatles? Parece-me mais lógica a primeira hipótese, pois os Famosos Quatro nada fazem no palco de molde a incutir tantos distúrbios nos espectadores, excepto bater o pé ao compasso do ritmo, como toda a gente.

Sim, então será uma nova maneira de exprimir sentimentos, bastante exagerada, também concordo, mas...

Anónimo de 18 anos, "O Arauto", jornal do Externato Clenardo (Lisboa), Março/Abril de 1966.

LISBOA, ANOS 50


Praça do Império, Mosteiro dos Jerónimos, Torre de Belém, Alameda D. Afonso Henriques.

26 de Outubro de 1959, há 50 anos!

HEMEROTECA MUNICIPAL DE LISBOA


MAGOITO


Cortesia de Gin-Tonic

IGREJA DE SANTA CRUZ


06 de Outubro de 1964