domingo, 31 de maio de 2009

FADO DE COIMBRA


ALVORADA - LP-S-04-18 - edição portuguesa (1968)

Lado A

Fado das Andorinhas (Sutil Roque) - O Meu Fado (Lacerda e Megre) - Canção do Alentejo (António Bernardino) - Vento Não Batas À Porta (Fernando Rolim) - Um Fado de Coimbra (António Bernardino) - Variações Em Rá Menor (António Portugal e outros)

Lado B

Asas Brancas (António Bernardino) - O Que Mais Me Prende Ao Mundo (Fernando Machado Soares) - Não Olhes Para Os Meus Olhos (Fernando Rolim) - Fado dos Passarinhos (António Bernardino) - Fado das Minhas Penas (Sutil Roque) - Variações Em Lá Maior (António Portugal e outros)

JOHN DENVER


BMG - 74321 869682 - 2001

Poems, Prayers And Promises - Let It Be - My Sweet Lady - Wooden Indian - Junk - Gospel Changes - Take Me Home, Country Roads - I Guess He'd Rather Be In Colorado - Sunshine On My Shoulders - Around And Around - Fire And Rain - The Box - I'd Rather Be A Cowboy (Lady's Chains) - Berkeley Woman - Please, Daddy - Angels From Montgomery - River Of Love - Rocky Mountain Suite (Cold Nights In Canada) - Whiskey Basin Blues - Sweet Misery - Zachary And Jennifer - We Don't Live Here No More - Farewell Andromeda (Welcome To My Morning)

RAUL SEIXAS


PHILIPS - 811024-2 - s/data

Eu Nasci Há 10 Mil Anos Atrás (Paulo Coelho) - Ouro de Tolo - Medo da Chuva (Paulo Coelho) - Loteria da Babilônia (Paulo Coelho) - Como Vovó Já Dizia (Óculos Escuros) (Paulo Coelho) - As Minas do Rei Salomão (Paulo Coelho) - Let Me Sing, Let Me Sing - Gitâ (Paulo Coelho) - Metamorfose Ambulante - Eu Também Vou Reclamar (Paulo Coelho) - Al Capone (Paulo Coelho) - Tente Outra Vez (Paulo Coelho/Marcelo Motta) - Mosca na Sopa - Dentadura Postiça

O CARRO DO POVO


Diário Popular, 31 de Maio de 1969, há exactamente 40 anos!

sábado, 30 de maio de 2009

ANTIGA ENERGIA EÓLICA


Póvoa de Varzim, 17 de Novembro de 1974

40 ANOS: O EXEMPLO DO BRASIL (03)


DISCOBERTAS - DB-012 - edição brasileira (2008)

CD 1
Back In The USSR (Mordida) - Dear Prudence (Parafusa) - Glass Onion (Tangerines) - Ob-La-Di Ob-La-Da (Mutirão Pelo Fim da Insanidade) - Wild Honey Pie (Comodoro Truffaut) - The Continuing Story Of Bungalow Bill (Han(S)olo) - While My Guitar Gently Weeps (Acidogroove) - Happiness Is A Warm Gun (Sombaguá + Markomello) - Martha My Dear (Operação Tequila) - I'm So Tired (Frank Jorge) - Blackbird (Thiago Ramires) - Piggies (Caracóis Psicodélicos) - Rocky Raccoon (Reverse) - Don't Pass Me By (Eletro) - Why Don't We Do It In The Road (Noisecraft) - I Will (Pochete Set) - Julia (Missionário José)

Extras:
Look At Me (A Comuna) - Child Of Nature (Daca) - Junk (Paula Marchesini) - Step Inside Love (TraTores) - Glass Onion (André Bighinzoli) - Badge (Band Of Brothers)

CD 2

Birthday (Kid Vinil Xperience) - Yer Blues (Casmurro) - Mother Nature's Son (Nuda) - Everybody's Got Something To Hide Except Me And My Monkey (Apoena) - Sexy Sadie (Granola) - Helter Skelter (Guizira) - Long Long Long (Profiterolis) - Revolution 1 (Continental Como) - Honey Pie (Eduardo XuXu) - Savoy Truffle (Comodoro Truffaut) - Cry Baby Cry (Sãomer Zwadomit) - Revolution 9 (Madame Mim & Chelpa Ferro) - Good Night (Amps & Lina)

Extras:
Hey Jude (Reino Fungi) - Revolution (Bleffe) - What's The New Mary Jane? (Força Paralela) - Not Guilty (Alecrins) - Sour Milk Sea (Pé Preto) - Circles (Novanguarda) - Long Long Long (Mellotrons)

DRIVE-BY TRUCKERS


NEW WEST - NW6135 - 2008

Two Daughters And A Beautiful Wife - 3 Dimes Down - The Righteous Path - I'm Sorry Huston - Perfect Timing - Daddy Needs A Drink - Self Destructive Zones - Bob - Home Field Advantage - The Opening Act - Lisa's Birthday - That Man I Shot - The Purgatory Line - The Home Front - Checkout Time In Vegas - You And Your Crystal Meth - Goode's Field Road - A Ghost To Most - The Monument Valley

ESTE É DAS AMOREIRAS


Também este quiosque da Praça das Amoreiras, em Lisboa, está encerrado.

Já repararam na empresa? É a Fabrigimno que tem o Município nas mãos ou o inverso?

sexta-feira, 29 de maio de 2009

À ESPERA DE GODINHO


"À Espera de Godinho", Amadeu Lopes Sabino, Jorge de Oliveira e Sousa, José Morais e Manuel Paiva, Bizâncio, 2009, 392 págs., 15 €

Os quatro autores são desertores da guerra colonial e não regressaram a Portugal, nem depois do 25 de Abril. Uma situação curiosa. Estão todos, agora, em Bruxelas. Estas são as suas memórias.

BLITZ


ROBERTO CARLOS


CBS - 5951 - edição portuguesa (1966)

É Proibido Fumar - Rosinha - Um Leão Está Solto Nas Ruas - Jura-me

TONY DE MATOS


ALVORADA - ALD 519 - 1969

Lado A

Só Nós Dois - Vou Trocar de Coração - Coitado do Zé Maria - Gente Maldosa - Tu Sabes Lá... - Hás-de Pagar

Lado B

Lado A lado - Poema do Adeus - Lugar Vazio - Procuro e Não te Encontro - Vida Nocturna - Agora Choro À Vontade

Cortesia de Aida Santos

O VERDADEIRO, O DA BAYER


ROLLING STONES RECORDS - COC 59100 - edição britânica (1971)

Lado A

Brown Sugar - Sway - Wild Horses - Can't You Hear Me Knocking - You Gotta Move

Lado B

Bitch - I Got The Blues - Sister Morphine - Dead Flowers - Moonlight Mile

É a primeira edição da nóvel Rolling Stones Records. É o primeiro álbum de Mick Taylor como membro efectivo dos Stones. "Sister Morphine" não tem ainda a co-autoria de Marianne Faithfull. É a primeira vez que aparece o logotipo da língua, da autoria de John Pasche.

A autoria da capa - Andy Warhol - está escondida no interior. Uma segunda edição deste álbum coloca o fecho éclair um pouco mais abaixo, na sequência de reclamações de que danificava o vinil.

O modelo da capa é Joe Dallesandro e não Mick Jagger, como é usual pensar-se. Aliás, Jagger nem sequer foi fotografado por Billy Name.

A edição espanhola é completamente diferente. Em vez do fecho éclair, apresenta uma lata com dedos e inclui "Let It Rock" em vez de "Sister Morphine".

Entre outros, o álbum tem as participações de Ian Stewart, Bobby Keyes, Nicky Hopkins ("Sway"), Jim Dickinson ("Wild Horses"), Billy Preston ("Can't You Hear Me Knocking", "I Got The Blues"), Ry Cooder ("Sister Morphine") e Jack Nitzsche ("Sister Morphine").

A produção é de Jimmy Miller, mas na régie também estava o grande Glyn Johns!

Cortesia de João Pinheiro de Almeida

OS BASTIDORES DAS CANÇÕES


"The Beatles - The Stories Behind The Songs", Steve Turner, Carlton Books, 2009, dois volumes.

A dica foi de Queirosiano.

Esta é a edição popular de "A Hard Day's Write - The Stories Behind Every Beatles' Songs", publicado por Steve Turner em 1994.

Apreciei a (correcta) citação de Portugal na composição de "Yesterday".

quinta-feira, 28 de maio de 2009

THESE SHOES ARE MADE FOR WALKIN'


É injusto para Rita Redshoes ser conhecida como o "David Fonseca de saias". É verdade que há na criação de Rita laivos do homem de Leiria, mas quanto gostaria este de chegar aos calcanhares da sportinguista, cujos saltos vermelhos são bem altos.

Declaração de interesses: não tenho especial apreço por David Fonseca, desde os tempos dos Silence 4.

Posto isto, o concerto de Rita Redshoes na excelente, mas excessivamente acalorada, acústica do S. Jorge, em Lisboa, não envergonha a própria, nem ninguém, como por vezes acontece nos palcos portugueses.

Rita tem uma bela voz e uma postura em palco pontuada pela sensualidade qb. Quando atira para o rock, a atitude é Bruce Springsteen, de guitarra em riste.

O repertório ainda é curto e (talvez) marcado pela influência de David Fonseca, mas cedo tudo isso será ultrapassado.

Tenho fé na mais importante declaração que fez ao microfone: "gosto muito e ouço muita música!".

(É que há dias tive uma reunião numa editora e pela casa já não se houve música. Pode ser?)

E vai daí, Rita Redshoes troca os sapatos vermelhos pelas botas vermelhas e desata numa fantástica versão do clássico de Nancy Sinatra "These Boots Are Made For Walkin'", adulterada para "These Shoes Are Made For Walkin'"... erro de vestuário....

Não se ficou por aí: ainda nos ofereceu um romântico "Lonesome Town", de Ricky Nelson, imediatamente transmitido a Daniel Bacelar, e uma comovente versão de "Ring Of Fire", de Johnny Cash.

Nesta última, teve oportunidade de contar como conseguiu encontrar no Texas uma autoharp igual à que June Carter usou para compôr a canção (a meias com Merle Kilgore) e que tem usado.

Temos mulher!

O bilhete foi oferecido pela agência da artista.

HERVÉ VILARD


MERCURY - 152 065 - MCE - edição portuguesa (s/data)

Pedro - Apprends-Moi A T'Oublier - Étrangers Dans La Nuit (Strangers In The Night) - L'Arlequin de Comédie

Adquirido nos Armazéns do Grandella (Lisboa) por 30$00.

HELMUT ZACHARIAS


POLYDOR - 20 467 EPH - edição alemã (s/data)

Piove - Sempre Con Te! - Una Marcia In Fa - Tua

Este disco pertenceu à colecção de Matos Maia.

DUSTY SPRINGFIELD


PARLOPHONE - 2032387 - edição portuguesa (1989)

Nothing Has Been Proved (Tennant/Lowe) - Nothing Has Been Proved (instrumental)

Os Pet Shop Boys foram um dos muitos fãs de Dusty Springfield.

NINO FERRER


RIVIERA - 7 CED 231114 - ediçãi francesa (s/data)

Mirza - Les Cornichons - Il Me Faudra... Natacha - Ma Vie Pour Rien

Nino Ferrer esteve em Lisboa em 1966 no Grande Prémio do Disco.

OS EUNUCOS


ORFEU - ATEP 6433 - 1970

Os Eunucos (No Reino da Etiópia) - Verdes São Os Campos - Avenida de Angola - Cantiga do Monte

Estas são canções do 4º LP "Traz Outro Amigo Também".

PAUL McCARTNEY HÁ 5 ANOS EM LISBOA


Colaboração de PPBEAT

RITA REDSHOES HOJE NO PALCO


quarta-feira, 27 de maio de 2009

BUNGALOWS NA PRAIA VERDE


13 de Julho de 1968

ÂNGELA MARIA


RCA VICTOR - TP-118 - edição castelhana (1962)

Garota Solitária - O Grande Remédio - Preciso de uma Companhia - Serenata do Assobiador

OH LORD, WHY LORD


BARCLAY - SN-20124 - edição castelhana (1968)

Oh Lord Why Lord (Phill Trim) - El Mar (Charles Trenet)

No álbum "Some Come Running" (1988), de Jim Capaldi, há uma versão de "Oh Lord, Why Lord", com as participações de George Harrison e de Eric Clapton.

UMA BELA PRENDA DE NATAL


Há um embargo mundial até ao dia 24 de Agosto sobre as novas remasterizações do catálogo dos Beatles.

Sem quebrar esse compromisso, sempre se pode dizer que, no que respeita ao som, é como um clarão nas trevas. Não tem nada a ver! Foi a noite, é agora o dia!.

Já fui confrontado com pedacitos do antigamente e do 25 de Abril dos Beatles - entre os quais um respeitante a uma das canções que mais prezo nos quatro de Liverpool - e a diferença é abismal.

Para a história, aqui ficam os nomes dos engenheiros de som, responsáveis pela limpeza:

Allan Rouse (coordenador do projecto) - entrou na EMI em 1971 (já os Beatles tinham acabado) e trabalhou com Norman (Hurricane) Smith, já falecido, que foi o primeiro engenheiro de som do quarteto. Em 1991, transpôs todos os masters existentes dos Beatles (mono, stereo, 4-pistas e 8-pistas) para digital como cópia de segurança. Nos quatro anos seguintes, trabalhou com George Martin em "Live At The BBC" e "The Anthology" e no documentário de TV "The Making Of Sgt. Pepper's". Em 1997, juntamente com Peter Cobbin e Guy Massey e a pedido da MGM/UA, misturou "Yellow Submarine" em 5.1 e stereo. Em 1999, trabalhou no catálogo de John Lennon, tendo ganho um Grammy pelo filme "Gimme Some Truth". Desde então, trabalha exclusivamente na obra dos Beatles ("The First US Visit", "Help!", "Let It Be... Naked", "Concert For Bangladesh...").

Guy Massey (engenheiro de som) - entrou em Abbey Road em 1994 e cinco anos depois trabalhou em "Yellow Submarine Songtrack", "The Anthology", "Let It Be... Naked", "Help!". Em 2004, saiu dos estúdios, mas foi requisitado para este projecto.

Steve Rooke (engenheiro de masterização) - entrou em Abbey Road em 1983 e é agora o big boss. Está envolvido com a obra dos Beatles desde 1999.

Paul Hicks (engenheiro de som) - filho de Tony Hicks, dos Hollies, entrou em Abbey Road em 1994 e o seu primeiro trabalho com os Beatles foi como adjunto de Geoff Emerick em "The Anthology", após o que também trabalhou em "Yellow Submarine Songtrack", "Let It Be... Naked". Em 2004 saiu dos estúdios, mas trabalhou em "Love" e "The McCartney Years" e agora foi chamado para as remasterizações em mono.

Sean Magee (engenheiro de masterização) - começou a trabalhar em Abbey Road em 1995 com um diploma debaixo do braço em sound engineering. Trabalhou com Paul Hicks nas remasterizações em mono.

Sam Okell (engenheiro de som) - o primeiro trabalho de Sam como membro da equipa foi em 2006, ajudando Paul Hicks em "The McCartney Years". Foi depois o responsável pela remasterização de "Living In The Material World" com Steve Rooke e ajudou Guy Massey em "Help!". Neste projecto remasterizou "With The Beatles" e "Let It Be".

Simon Gibson (audio restoration engineer) - entrou em Abbey Road em 1990. Progrediu da música clássica para o pop/rock (como George Martin), o que lhe permite uma visão mais global. Também trabalhou em "Living In The Material World", "Lennon Legend", "Love", "Help!".

Como se pode ver por estas súmulas, são técnicos experientes mas, sobretudo, conhecedores da obra dos Beatles no seu conjunto e das carreiras a solo, o que é uma inegável mais valia.

Há muito mais para dizer - formatos, preços (salgados!), documentários.

No dia 15 de Junho às 15H00 locais, três jornalistas irlandeses, dois portugueses, um suiço e um polaco vão ao estúdio 3 de Abbey Road, em Londres, ouvir os novos discos.

Pena que nem Paul McCartney nem Ringo Starr se tivessem disponibilizado para entrevistas... (eu faria o mesmo!).

CAT STEVENS E PAUL MCCARTNEY


ISLAND - 2705149 - 2009

CD

Welcome Home - Thinking 'Bout You - Everytime I Dream - The Rain - World O' Darkness - Be What You Must - This Glass World - Roadsinger - All Kinds Of Roses - Dream On (Until...) - Shamsia

DVD

Boots And Sand - Peace Train Blues

Há quem diga que Paul McCartney está em "Boots And Sand". Não dei por nada e, pelo menos, no DVD não aparece. Mas sim, está nos coros.

O DVD inclui ainda uma interessante entrevista de uns 20 minutos com Steven Demetri Georgiou e a pintura do pão de forma.

(repararam como o emblema da Volkswagen foi genialmente alterado?).

Sou suspeito, mas as canções recomendam-se!

JOSÉ LELLO


ALVORADA - EP-60-1152 - 1969

Caminhando - Balada Para Um Emigrante - Miguel - Pescador

José Lello dá-nos através deste disco uma mensagem de esperança que nos apraz registar. Especialmente em "Miguel", revê-se um poeta actual e de rara sensibilidade.

As suas baladas focando problemas sociais e humanos são um grito de comunicabilidade.
A sua voz bem timbrada dá vida à sua letra e música.

É "Alguém" que surge e de quem há muito a esperar.

Ribeiro de Almeida

terça-feira, 26 de maio de 2009

DICTIONNAIRE DES YÉ-YÉS


"Dictionnaire Des Yé-Yés", Alain Pozzuoli, Pygmalion, 2009, 576 págs

Já o disse, foi através de Vítor Dias, que cheguei a este interessante dicionário sobre a música francesa dos anos 60 que fez sucesso em Portugal um pouco antes e já durante o reinado dos Beatles.

Cada entrada inclui a biografia do artista, os seus principais êxitos, curiosidades e o que têm feito depois do yé-yé. Interessante!

Na entrada "grupos", apontam-se por exemplo as versões francesas que foram feitas dos êxitos dos Beatles, Rolling Stones, Sonny and Cher e outros.

EVOLUÇÃO DA DISCOLECÇÃO


Repare-se que Vítor Nunes já aderiu ao novo acordo ortográfico. Influências do Filhote?

O QUE TEM QUE SER, TEM MUITA FORÇA


UNIVERSAL - CDBPH-02 - 2008

First Steps (Chris de Burgh) - Turn, Turn, Turn (tradicional) - The Long And Widing Road (Lennon/McCartney) - Africa (Paich/Porcaro) - Without You (Badfinger) - Where Have All The Flores Gone? (Pete Seeger) - Sealed With A Kiss (Gary Geld) - Blackbird (Lennon/McCartney) - We Can Work It Out (Lennon/McCartney) - All Along The Watchtower (Bob Dylan) - Corrina Corrina (Chatman/Williams/Parish) - Polly Von (tradicional) - American Pie (Don McLean) - The Last Thing On My Mind (Tom Paxton) - Footsteps (Chris de Burg)

Não sou nada fã de Chris de Burgh (até tive com ele uma engraçada discussão em 1991), mas as versões toldam-me a percepção crítica...

Não há nada a fazer...

HELP ESPANHOL


ODEON - MOCL 136 - edição castelhana (1965)

Confesso que me entusiasmam as edições de "Help!".

Mas falta-me a mais espectacular, a neerlandesa, com a concha da Shell!

RECORD COLLECTOR


Edição 363 de Junho de 2009.

Depois de os Beatles terem anunciado para 09.09.09 a remasterização do seu catálogo, os Rolling Stones vieram atrás com idêntica ideia (como é histórico, eheheh) para "Sticky Fingers", "Goats Head Soup", "It's Only Rock 'N Roll" e "Black And Blue", para já...

A revista indica também que os tão esperados Arquivos de Neil Young (10 CDs) saem no dia 02 de Junho nos Estados Unidos.

DANIEL E RICKY, JUNTOS E COMESTÍVEIS


PARABÉNS, DANIEL!


segunda-feira, 25 de maio de 2009

LIVRO DE LEITURA DA 3ª CLASSE


Ainda sou do tempo dos exames na 3ª Classe! Esta imagem, no entanto, diz respeito a uma reedição recente do Livro.

Eis os títulos de algumas das leituras: "A Pátria", "As Aldeias", "A Joaninha", "As Mondas", "Portugal É Grande", "O Castelo de São Jorge", "O Mosteiro de Alcobaça", "Rios de Portugal", "Os Rebanhos", "Os Ceifeiros", "A Bilha de Água", "A Vocação da Cerejeira", "O Significado da Nossa Bandeira", "O Estado Novo", "O Terreiro do Paço e os seus Monumentos", etc, etc, etc.

FILARMÓNICA FRAUDE AO VIVO!!!


Nem eles se lembravam de que faziam 40 anos de vida, mas é para isso que cá estamos nós!

Pois bem, a Filarmónica Fraude vai regressar aos palcos e é já no dia 26 de Junho.

O concerto, com os músicos originais, realiza-se no Cine-Teatro Paraíso, em Tomar, terra natal, às 21H30.

Trata-se de um concerto - Filarmónica - 40 anos - só com repertório da Filarmónica para angariação de fundos para o Coro Canto-Firme que se desloca ao estrangeiro em Agosto.

Já sei o alinhamento do concerto, mas é melhor estar calado, para a surpresa ser total!

O produtor Nuno Faria está entretanto em negociações com a Universal para a reedição ainda este ano da obra da Filarmónica Fraude, como tem sido recomendado pelos historiadores discográficos nacionais.

LES GUITARES DU DIABLE


PHILIPS - DELUXE 424.233 PE - edição francesa (s/data)

Lover Of Saint-Jean - Pepe - Bongo Ben - Calcutta

Adquirido pelo irmão mais velho em Lisboa no dia 12 de Junho de 1964.

MORNING GLORY


WARNER BROSS - BS 2609

Lado A

Morning Glory – That's Enough For Me – Running – The Rest Of The Year – The Scarlet And The Grey – When I Need You Most Of All

Lado B

Man Song – It Will Come To You Again – My Love And I – Song Of Peace – Conscientious Objector

Cortesia de Gin-Tonic

BEATLEMANIA EM HAMBURGO


Cortesia de (S)LB e de NS

VELHINHOS NIRVANA


ISLAND - WIP-6020 - edição britânica (1967)

Pentecost Hotel - Feelin' Shattered

O estado bem usado deste single ilustra bem quão tocado ele foi à época - há 42 anos - e, obviamente, quão apreciado foi (e é).

A Leo mandou-me este disco de Inglaterra no dia 06 de Novembro de 1967 e chegou-me às mãos, em Lisboa, escassos três dias depois.

São os velhinhos Nirvana britânicos.

domingo, 24 de maio de 2009

COM AS MINHAS TAMANQUINHAS


ORFEU - STAT 036 - 1976

Lado A

Os Fantoches de Kissinger - Teresa Torga - Os Índios da Meia-Praia - O Homem da Gaita - No Dia da Unidade

Lado B

Com As Minhas Tamanquinhas - Chula da Póvoa - Como Se Faz Um Canalha - Em Terras de Trás-Os-Montes - Alípio de Freitas

Nono LP da discografia de José Afonso, com as colaborações de Cecília Barreira, Fausto, Fernando Gonzalez, José Luís Iglésias, José Niza, Júlio Pereira, Luís Duarte, Michel Delaporte, Quim Barreiros (sim, esse mesmo!), Ramon Galarza e Vitorino (por ordem alfabética).

Orientação musical de José Afonso e som de Manuel Cunha e Moreno Pinto, capa de João de Azevedo. Produtor delegado, José Niza.

José Afonso dizia, num misto de provocação e de grande coerência, ser este o seu melhor disco.

ANTÓNIO CALVÁRIO


A VOZ DO DONO - 7 LEM 3097 - edição portuguesa (s/data)

Perdão Para Dois - Nossa Senhora do Amor - La Escalera (A Escada) - Tu Nunca Saberás

CARLOS IMPERIAL


PARLOPHONE - LMEP 1338 - edição portuguesa (s/data)

A Outra Praça - A Família Trapo - Uma Dúzia de Rosas - Brotinho Sem Juízo

Carlos Imperial foi uma das primeiras inspirações de Roberto Carlos.

PASTÉIS DE TENTÚGAL


Outra versão de Pastéis de Tentúgal.

Mas a notícia é que um pastel de Tentúgal gigante, com oito metros, vai ser confeccionado hoje nesta vila do concelho de Montemor-o-Velho, no âmbito da VIII Feira de Doçaria Conventual.

Cerca de 120 dúzias de ovos, 120 quilos de farinha, 40 quilos de açúcar e seis litros de água serão necessários para a confeição do mega-pastel pelas pasteleiras, num processo que, este ano, vai ser acompanhado pelo chefe Luís Lavrador, disse à agência Lusa Olga Cavaleiro, presidente da Confraria da Doçaria Conventual de Tentúgal.

«A primeira fatia é para o chefe Luís Lavrador», adiantou Olga Cavaleiro, lembrando que o pastel de seis metros preparado no ano passado esgotou «e não deu para todos» os visitantes da feira.

sábado, 23 de maio de 2009

WE CAN'T GO HOME AGAIN


Na minha última "crónica" tinha-vos contado que John Steinbeck se tinha escapado de Salinas para Monterey aos 17 anos. A família possuía uma "cottage" em Pacific Grove e ele para lá foi passar largas temporadas, arranjando trabalho onde este lhe aparecesse. Ganhar "experiência de vida" é muito bonito, como sempre me disse o meu velho Pai...

Depois de uma passagem pela Universidade, Steinbeck regressaria a Salinas aos 24 anos, aí se mantendo, de forma intermitente, nos 4 anos seguintes. Em 1930 casou-se e foi então de novo viver, de forma mais estabilizada, para a tal casa de Pacific Grove. E é, precisamente, nessa década de 30 vivida em Monterey que Steinbeck irá escrever aquela que, em minha opinião, é a parte mais interessante da sua obra, e que culminará, em 1939, com a publicação de "As Vinhas da Ira".

Na altura não era tanto assim mas, hoje, Pacific Grove é uma zona residencial chique de Monterey, com belas mansões antigas e uma vista de mar maravilhosa.

Monterey era, nos tempos de Steinbeck, uma cidade de actividade predominantemente piscatória. Curiosamente e nos tempos mais chegados, os primeiros a exercer essa actividade foram os chineses, que por lá se instalaram durante a segunda metade do séc XIX. Mais tarde haveriam de lá chegar os italianos (da Sicilia, sobretudo), os galegos e até os portugueses, estes muito ligados à pesca da baleia.

Colada a Pacific Grove, naquela que começou por se chamar "Ocean Vue Avenue" e depois se passou a designar por “Cannery Row” , ficava precisamente a zona dos grandes armazéns e fábricas de conservas. Se se lembrarem do filme "Clash by Night", que Fritz Lang realizou em 1952, no qual uma muito jovem Marilyn Monroe trabalhava numa destas fábricas agarrada a uma máquina de cortar sardinhas, ficarão com uma ideia mais exacta do ambiente que por lá se vivia, que o próprio Steinbeck descreveu assim no início do seu livro "Cannery Row"/"Bairro da Lata" (1945):

"Cannery Row, em Monterey, na California, é um poema, um fedor, uma estridência, uma gradação de luz, um som, um vício, uma nostalgia, um sonho. Cannery Row é acumulação e desperdício: lata, ferro, ferrugem e gravetos; pavimentos escavados, terrenos de ortigas e amontoados de cordame; fábricas de enlatar sardinha de chapa ondulada, dancings, restaurantes, bordéis e pequenas mercearias atranvacadas; laboratórios e albergues. Os seus habitantes são, como disse o homem certa vez, "pegas, alcoviteiras, batoteiros e filhos da mãe", com o que pretendia dizer "toda a gente". Tivesse o homem espreitado por outra frincha e talvez dissesse: "santos e anjos, mártires e homens bons", e significaria a mesma coisa".

Mas o mar cansou-se de tanta azáfama e a sardinha começou a rarear a partir de inícios dos anos 50, o que levou ao progressivo abandono de toda aquela indústria conserveira.

Hoje, Cannery Row é, juntamente com Fisherman's Warf, que fica lá perto, a zona mais turística de Montery. Os velhos armazéns mantêm a traça e, como é habitual nestas circunstâncias, foram recuperados para lojas, restaurantes e centros comerciais. Num desses grandes armazéns, junto ao mar, encontra-se hoje instalado o Aquário de Monterey, um dos principais dos EUA. E não falta até, como poderão ver, uma estátua de homenagem a Steinbeck, que tanto fez por aquelas terras e aquelas gentes. Mas faltou-me uma coisa a mim: há quase 30 anos atrás, quando lá passei pela primeira vez, havia sobre o mar, num pontão de madeira, um desses carroceis iluminados cuja visão, na noite estrelada e com o mar a bater mesmo ao lado, me deixou maravilhado e não mais me saiu da cabeça. Fui lá agora para o rever e já não o encontrei... “Has been”…!

Quem também não encontrou grandes resquícios do seu passado foi o próprio Steinbeck. Em 1960, ainda antes de ganhar o Prémio Nobel, Steinbeck decidiu fazer, de caravana (a que deu o nome de "Rocinante"...) uma grande viagem pelos Estados Unidos, na companhia do seu cão Charley. Essa viagem haveria de dar origem a um dos seus últimos livros, "Viagens com o Charley", publicado em 1962.

Como não podia deixar de ser, Steinbeck passou por Monterey à procura de alguns dos "homens bons" do seu tempo. Encontrou muito poucos, e o que viu deve ter-lhe sido muito penoso… A um amigo de infância que ainda lhe chamava “Juanito”, como nos velhos tempos, e lhe garantia que nada tinha mudado, Steinbeck respondeu assim:

Põe o pé na rua – estranhos, estrangeiros, milhares deles. Olha para as colinas – parecem pombais. Hoje percorri a pé a Rua Alvarado a todo o comprimento e voltei para trás pela Calle Principal e não vi nada senão estranhos. Esta tarde perdi-me em Peter’s Gate. Fui ao Campo do Amor, ao regressar de Joe Duckworth pelo Campo da Bola. É um terreno para venda de carros usados. Os meus nervos estão desafinados com as luzes do tráfego. Até os polícias são estranhos, estrangeiros. Fui ao Vale Carmel, onde em tempos poderíamos disparar um trinta-trinta em qualquer direcção. Agora não se poderia atirar um berlinde sem atingir um estrangeiro. As pessoas não me fazem diferença, Johnny, tu sabes isso. Mas estas são pessoas ricas. Plantam gerânios em grandes vasos. Há piscinas onde as rãs e os camarões de água doce costumavam estar à nossa espera. Não meu amigo, não seja trouxa…”.

E, mais adiante, num indisfarçável misto de tristeza e raiva, acrescentaria:

“No meu alvoroço de despeito nostálgico, prestei um mau serviço à Península de Monterey. É um belo lugar, limpo, bem dirigido e progressivo. As praias estão limpas, ao passo que em tempo eram infestadas de tripas de peixe e de moscas. As fábricas de conserva, que em tempo espalhavam um fedor doentio, desapareceram, havendo em seu lugar restaurantes, lojas de antiguidades e semelhantes. Agora pescam turistas e não sardinhas, e essa espécie não parece quererem extinguí-la. Carmel, que começou com escritores famintos e pintores indesejáveis, é agora uma comunidade de pessoas abastadas e de aposentados. Se os descobridores de Carmel voltassem, não poderiam dar-se ao luxo de lá viver, mas as coisas não iriam tão longe. Seriam imediatamente detidos como indivíduos suspeitos e deportados para além dos limites da cidade.

O lugar do meu nascimento mudara, e, tendo-me ido embora, não mudara com ele. Mantinha-se na minha memória como fora em tempo, e a sua aparência exterior confundia-me e encolerizava-me.

O que vou dizer deve ser a experiência de muitíssimas pessoas deste país onde tantas vagueiam e regressam. Procurei amigos velhos e provados. Pensei que o cabelo deles recuara um pouco mais do que o meu. As saudações eram entusiásticas. As lembranças jorravam. Velhos crimes e velhos triunfos eram trazidos à luz e limpos de pó. Então, subitamente, a minha atenção vagueava, e, olhando para o meu antigo amigo, via que a dele vagueava também. Era verdade o que dissera a Johnny Garcia – eu era o fantasma. A minha terra crescera e mudara, e os meus amigos com ela. Voltando agora, tão mudado para os meus amigos como a minha terra estava mudada para mim, falseava o seu quadro, desnorteava a sua memória. Quando me fora embora morrera, e ficara portanto fixo e imutável. A minha volta apenas causava confusão e embaraço. Embora não pudessem dizê-lo, os meus amigos queriam que eu partisse, de modo a poder tomar o meu lugar apropriado no padrão da lembrança, e eu queria partir pela mesma razão. Tom Wolfe tinha razão. Não podemos voltar para o lar porque o lar deixou de existir, excepto nas bolas de naftalina da memória.

A minha partida foi uma fuga….”.

Desculpem lá o mau jeito, mas hoje deu-me p’ra isto…

Colaboração de Luís Mira

A BANDA DO MOMENTO


SONY - 88697522282 - 2009

Abençoados (intro) - Oxalá Te Veja - Vá Lá - Se Esta Rua Fosse - Agarrem-me - Fado Skazito (o fado dos subúrbios) - Tourné En Rond (rap das rotundas) - Creo (cariño) - Organito - Eu E O Meu País - Killing Me Song - Kekfoi - Se Esta Rua Fosse (2º andamento em fuga)

aqui se falou deles.

ANTIGO CINEMA PROMOTORA


Eu e a minha sócia resolvemos, depois de almoço, ir às Docas (Lisboa) tomar um cafèzinho (gente fina e reformada é assim!!).

Depois de um "footing", passámos no Largo do Calvário e dei comigo a olhar com uma certa nostalgia para o sítio onde antigamente estava o velho Cinema Promotora (plateia a 5$00 - para os mais jovens €0.025) sempre dois filmes 1º cowboyada, 2º filme de fundo.

Era uma festa!!!!

Hoje, como podem ver, e como não podia deixar de ser, lá está um Banco e um Restaurante.

Não ponho em dúvida a qualidade do restaurante (nunca lá fui), do Banco permito-me não comentar (todos nós sabemos!!), agora uma enorme saudade dos cinemas de bairro como este, o Jardim, Royal e tantos outros fica para relembrar uma infância feliz que só agora nos é dado avaliar!!!

Colaboração de Daniel Bacelar

JOHN WATTS HOJE NO ATLÂNTICO


O Atlântico traz à Miróbriga (Santiago do Cacém), neste sábado ao início da noite, um dos maiores músicos do mundo.

John Watts é entrevistado por Luís Silva do Ó nos estúdios do produtor e músico Luís Jardim.

O disco mais recente e o espectáculo multimédia único do líder dos míticos Fischer-Z e uma cumplicidade única com o éter do sul do país.

Sábado, 23 de Maio, a partir das 7 da tarde na Miróbriga em 102.7 FM .

Colaboração de Luís Silva do Ó

OFF THE RECORD


Ex-jornalista da Agência ANOP (delegado em Coimbra), António Marinho, actual bastonário da Ordem dos Advogados, deu cabo de Manuela Moura Guedes em directo na TVI.