sábado, 31 de maio de 2008

JIMI HENDRIX


EMBER - NR 5061 - 1972 - edição alemã

Little Ivey - Voodoo Chile - Room Full Of Mirrors - Fire - Purple Haze - Wild Thing - Bleeding Heart

Cortesia de João Pedro Martins (Marinhais)

MAIO DE 68


Esta é uma edição da Acção Académica (Editorial Académica, SARL), então tida como extrema-direita estudantil portuguesa, sobre o Maio de 68.

Esta publicação teve a direcção de Pedro Cabrita (que também escreveu sobre o yé-yé português) e na redacção consta o nome de Martins da Cruz, futuro ministro dos Negócios Estrangeiros, do PSD, e membro do júri do Concurso Yé-Yé.

ALCÁCER QUE VIER


TOMA LÁ DISCO - TLS 015

Alcácer Que Vier - Balada Para Uma Mulher

Cortesia de Fernando Baptista

AMANHECER HERÓICO


TELECTRA - 17.045 S

Marcha Patriótica 25 de Abril (José Calvário/José Afonso/Sílvio Pleno/Russel) - A Mais Bela Herança (Sílvio Pleno/Luís Alcaria) - Grândola Vola Morena (José Afonso) - Cravo Livre (Sílvio Pleno/Deniz Marques da Costa)

Uma força do Batalhão de Caçadores nº 5, sito em Campolide (Lisboa), mas com uma saída estratégica pela Rua Marquês de Fronteira, comandada pelo então major José Cardoso Fontão, ocupou às 03H15 do dia 25 de Abril de 1974 o Rádio Clube Português, não muito longe, na Rua Sampaio e Pina.

"México" era o código da Ordem de Operações do MFA.

"Fazia 42 anos precisamente nesse dia e antes de sair com as tropas ainda bebi uns copos na Unidade à minha saúde", contou, 20 anos mais tarde, o coronel, na reserva.

Conta a lenda, que os militares do MFA tiveram "alguma dificuldade" em entrar no Rádio Clube Português.

Na recepção, o porteiro Alcino Leal, incrédulo com a movimentação militar, tentou impedir a entrada, exigindo os BIs dos militares para registo nas folhas. Acabou por desistir.

Bom homem, Alcino Leal manteve-se durante anos no mesmo posto, sendo carinhosamente tratado pelos trabalhadores da estação como o "senhor Leal À Causa".

Matos Maia, no seu livro "Aqui Emissora da Liberdade", Caminho, 1999, não corrobora esta estória, mas ela ficou para a História.

CANÇÕES COM GUITARRA


A revista "Rolling Stone" listou aquilo que considera serem as 100 melhores "canções com guitarras".

Eis as primeiras 20:

01- "Johnny B. Goode" - Chuck Berry (1958)
02- "Purple Haze" - Jimi Hendrix Experience (1967)
03- "Crossroads" - Cream (1968)
04- "You Really Got Me" - Kinks (1964)
05- "Brown Sugar" - Rolling Stones (1971)
06- "Eruption" - Van Halen (1978)
07- "While My Guitar Gently Weeps" - Beatles (1968)
08- "Stairway To Heaven" - Led Zeppelin (1971)
09- "Statesboro Blues" - Allman Brothers Band (1971)
10- "Smells Like Teen Spirit" - Nirvana (1991)
11- "Whole Lotta Love" - Led Zeppelin (1969)
12- "Voodoo Child (Slight Return)" - Jimi Hendrix Experience (1968)
13- "Layla" - Derek and the Dominos (1970)
14- "Born To Run" - Bruce Springsteen (1975)
15- "My Generation" - Who (1965)
16- "Cowgirl In The Sand" - Neil Young with Crazy Horse (1969)
17- "Black Sabbath" - Black Sabbath (1970)
18- "Blitzkrieg Bop" - Ramones (1976)
19- "Purple Rain" - Prince and the Revolution (1984)
20- "People Get Ready" - Impressions (1965)

Não confirmei as datas, mas presumo que sejam as de edição norte-americana.

VI JOSÉ ALMADA AO VIVO, FINALMENTE!!!


José Almada em concerto, num local escolhido e ideal para um recital ao vivo, de canções antigas, vindas do início dos anos 70.

José Almada, quando gravou o seu primeiro disco em LP, em 1970, depois de um EP inicial, não tinha ainda 20 anos, pois nasceu em 1951.

As canções desse primeiro LP são nada menos do que admiráveis, na sua singeleza e composição de letra e música, de qualidade e gosto indiscutíveis.

Os poemas, da autoria de José Gomes Ferreira, da sua lavra ou de um autor seu familiar, Fausto José, e que escreveu o primeiro tema do disco, "Homenagem", são alusivos a temas telúricos, campestres ou a um mundo próprio, de referências únicas na música portuguesa.

Tome-se aquela "Homenagem", cantada a abrir o disco. “Rufaram os tambores, canhões graves troaram e pálidos senhores em volta desfilaram. Houve exéquias reais, com elogios fúnebres nas catedrais, houve círios enormes nos tocheiros, fulgindo como sóis prisioneiros. Coroas sumptuosas, orquídias glicínias e de rosas e negros panos de veludo. E tudo e tudo e mais tudo...”

Ouvir esta letra, acompanhada da voz de José Almada, no arranjo musical de Pedro Osório, que associou no fim da canção os sons lúgubres de um sino fúnebre, no disco "Homenagem", é uma experiência musical, comparável com a audição, ao tempo, aos primeiros acordes de "Mother", de John Lennon.

O clima musical do disco, nesse tema e noutros, cria um ambiente particularíssimo, em que as imagens das letras, associadas aos sons, assentam numa tonalidade lírica de pendor melancólico, com paralelo nos blues rurais da América, embora numa terra como a nossa, com uma riqueza evocatória, muitas vezes superior.

No campo vasto do panorama musical, popular, lembro-me imediatamente, de um cantor , com o mesmo tom, nos seus discos iniciais: Jackson Browne, o californiano da onda do country rock que é autor de alguns dos temas mais notáveis desse género musical.

"Doctor my eyes", Colours of the sun, fountain of sorrow , sing my song to me ou for a dancer, são temas que equivalem, na paisagem Americana, o intimismo do imaginário genuinamente português, de José Almada.

O paralelo, encontro-o, na melancolia da linguagem e da sonoridade em tom triste que sempre me seduziu e que encontra no som rachado do sino de "Mother", a sua expressão sonora mais típica. Essa tonalidade de uns blues, com maior profundidade que a cor do som mais escuro, torna-se brilhante na sublimação artística de quem a sabe compor em notas musicais.

As canções de José Almada, em "Homenagem", foram arranjadas por Pedro Osório, em modo enriquecedor da sonoridade geral do disco, mas não acrescentam substância essencial às composições.

Preenchem apenas os interstícios do arranjo possível, em instrumentos que complementam a simples viola acústica, de cordas de nylon e a voz do cantor. As teclas, secção rítmica e acrescentos diversos de sopro, não substituem ou suplantam a estrutura básica das composições, como por vezes acontece em produções musicais.

A voz de José Almada, no disco, é um encontro com a dicção esquecida do Baixo-Douro, próximo da Beira-Alta, num timbre único.

O concerto de Ovar, no teatro da associação Contacto, mais de 30 anos depois deste som, dificilmente poderia reproduzir, do mesmo modo, o efeito encantatório, mágico, desse disco. Mas recupera a essência do mesmo, pela voz do cantor original e a reminiscência das intenções musicadas.

Ainda assim, ver e ouvir José Almada, ao vivo, acompanhado de uma simples viola acústica, aos 56 anos, merecia no mínimo, a curiosidade de se poder escutar uma lenda gravada em disco de referência da música popular portuguesa e poder aceder a uma conversa particular com o autor de tal maravilha.

E foi isso que sucedeu.

O espectáculo com casa cheia para o efeito, de umas boas dezenas de ouvintes atentos, das velhas canções de José Almada, começou com "E a ovelha bale bale".

Numa pose de pé e viola a tiracolo, a introdução, foi uma surpresa, porque a falta de instrumentação suplementar não retirou à canção, o que nela vale de essencial: a letra, a música e a voz.

Segue-se-lhe "Hóspede", imediatamente e sem introdução, devido a um nervoso miudo confessado pelo cantor, mas sem aparência visível da audiência.

E a um "Vento Irado" que chegou a estar proibido pela censura da época, um "Anda Madraço", numa versão superior à do disco: mais solta e luminosa.

A versão de "Homenagem", a pérola musical do disco, sofre com a falta de instrumentos complementares que o disco apresenta na produção de Pedro Osório. Ainda assim, a introdução, na viola acústica, mostra o potencial da canção, como um sucesso que foi e poderia sê-lo ainda hoje, porque a música não perdeu um átomo da qualidade que transporta.

Os" Anjos" cantam, assim como depois "Pedro Louco" e "Casa Abandonada", tiveram dedicatória a pessoas presentes e de família chegada. Perdidamente, é uma canção de amor, recente e dedicada à mulher, também presente.

Em dúzia e meia de canções, José Almada, apresenta o seu repertório dos dois discos passados e numa voz de autenticidade ainda presente na interpretação desses originais, passa à audiência uma experiência revivida no imaginário dessas composições quase adolescentes, numa idade então já madura.

Não é para todos os artistas, apresentar, três décadas depois de compostas, as canções que fizeram esses álbuns memoráveis, apenas com a sua presença de voz e viola acústica. Nesse intervalo do tempo, muitas coisas ocorreram, no meio dessas canções, mas a vida que nelas se respira em paisagens sonoras e a realidade que transpira nos seus versos, continua a ser apresentada de modo original e com a qualidade intrínseca que as enforma.

Se um concerto de José Almada, com acompanhamento musical de Pedro Osório, poderia ser a concretização de um sonho musical inacabado, este concerto a solo, do autor das canções, foi uma experiência de reconhecimento de uma vida que criou as canções que ainda encantam quem as ouve.

Sendo um cantor desconhecido para uma maioria de ouvintes e amadores de boa música portuguesa, só se pode esperar que os que podem mandar, escolham a reedição dos discos de José Almada, como o ponto de partida para uma Homenagem a este grande autor de música popular portuguesa.

Se muitos discos dos chamados baladeiros estão hoje datados, porque perderam o leit motiv político que os animava, os de José Almada não envelheceram um dia que fosse, nessa voragem do tempo que cilindra a memória.

A razão principal, reside nos poemas de sempre e nas músicas que se ouvem vezes sem conta, o que é normalmente a marca da qualidade que resiste ao tempo.

O concerto do dia 30 de Maio, foi uma ocasião de reviver essa realidade que ainda pode ser revisitada.

Haja quem dê uma oportunidade de as audiências de rádio e de concertos tomarem conhecimento dessas músicas e o resultado de um trabalho do início dos anos setenta, pode muito bem transpor-se para estes primeiro s anos do séc XXI.

Colaboração de José Forte

sexta-feira, 30 de maio de 2008

BOYS


Como é consabido, o primeiro conjunto yé-yé português formou-se em Coimbra, em 1958, com José Cid (rabecão, piano e voz), António Portela (piano e acordeão), António Igrejas Bastos (bateria e voz) e Rui Nazaré (guitarra).

Chamava-se Babies. Teve uma carreira curta, sem disco editado.

in "As Lendas do Quarteto 1111", António Pires, Ulisseia, 2007
Mas o primeiro conjunto yé-yé a sério em Coimbra - que eu saiba - foram os Boys, formados em 1964 com Vítor Manuel, 23 anos, vocalista, Luís Paula de Matos, 19 anos, viola-ritmo, Alexandre Reboxo Vaz, 17 anos, viola-baixo, Carlos Correia, 18 anos, viola-solo e António Lima, 21 anos, bateria.

António Figueiredo, 19 anos, era o técnico de som.

Na primeira vez que se apresentaram ao vivo em Lisboa, no Teatro Monumental, no dia 06 de Novembro de 1965, venceram a 11ª eliminatória do Concurso Yé-Yé.

Com casaco, calças e laços pretos e camisa branca, os Boys interpretaram "I Feel Fine", dos Beatles", "A Groovy Kind Of Love", dos Mindbenders, "Bongo Blues", dos Shadows, e "Satisfaction", dos Rolling Stones.

Com 33,5 pontos, venceram os temíveis Chinchilas, de Carcavelos, (com Filipe Mendes, Vítor Mamede, Mário Piçarra...), os Bábulas, de Lisboa, os Neptunos, do Montijo, os Príncipes do Ritmo, de Queijas, Carnaxide, e os Monarcas, de Almada, estes últimos com um "vocalista troglodita, vestido de serapilheira, à maneira dos homens das cavernas".

in "Rádio & Televisão", de 04 de Dezembro de 1965
Os Boys apresentaram-se depois no Monumental no dia 15 de Janeiro de 1996 para a segunda meia-final do Concurso, mas ficaram em último lugar.

Cá para mim, fazendo jus à irreverência dos estudantes de Coimbra, estavam todos bêbados em palco, depois de terem colocado um fardo de palha no Terreiro do Paço para o cavalo de D. José não morrer de fome.

Foram batidos pelos Saints, futuros Claves e grande vencedores do Concurso, Jets, de Lisboa e de João Alves da Costa, Tubarões, de Viseu, Cometas Negros, de Castelo Branco, e Kímicos, de Lisboa.

Faltaram os Monstros, de Lisboa, e os Krawas, de Évora.

Os Boys, sem gravar qualquer disco, duraram até ao final de 1966, dando então lugar ao Conjunto Universitário Hi-Fi.

NÃO ME PARECE MÁ IDEIA


VELHINHO PAUL ANKA


HISPAVOX HP 97-01 - edição espanhola

Velas Encarnadas (Red Sails) - Tue Eres Mi Destino (You Are My Destiny) - Piedad, Piedad (Pity, Pity) - Cuando Dejo de Quererte (When I Stop Loving You)

GEMINI


PHILIPS - 6031 056 - 1977

Uma Flôr À Janela - Vidas Fáceis

Cortesia Discolecção

PLATEIA

Edição de 21 de Dezembro de 1965

Cortesia de Daniel Gouveia

MEMÓRIAS DE UM CIDADÃO


De quando em quando, gosto de chamar a atenção para livros que me caem no goto. Este é um deles.

Trata-se das memórias de um cidadão, não de um "mero cidadão", mas de um "cidadão qualificado", que foi dirigente estudantil nos anos 60, co-fundador do MES (Movimento de Esquerda Socialista, de boa memória), dirigente sindical e assessor político do Presidente da República Jorge Sampaio, entre muitas outras acções cívicas.

É um "testemunho minucioso e transparente de um homem cuja história de vida ficará como o retrato impressivo de Portugal nas últimas décadas da ditadura e nos anos a seguir ao 25 de Abril de 1974", ditou Adelino Gomes.

Vou já começar a lê-lo.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

BLANCA Y RADIANTE


A VOZ DO DONO - 7 LEG 6018 - edição portuguesa

La Novia (A Noiva) - La Mentira (A Mentira) - En Palma de Mallorca (Em Palma de Maiorca) - El Novio de Otra (O Noivo de Outra).

Adquirido pelo irmão mais velho em Coimbra no dia 15 de Novembro de 1961.

TAP DÁ MÚSICA A EXECUTIVOS


A TAP encomendou um conjunto de 3 CDs com música portuguesa e da lusofonia para oferecer aos seus clientes da classe top executive. Chama-lhes uma "selecção sofisticada de música".

Os álbuns foram concebidos por Francisco Cruz, um nome fortemente ligado à carreira dos Madredeus.

Segundo a TAP, os 3 CDs confirmam a "continuada aposta (da companhia) na portugalidade" e incentivam "o intercâmbio cultural, promovendo a língua e a cultura lusófonas".

São deveras interessantes os alinhamentos dos CDs:

CD1

Verdes Anos - Carlos Paredes
Solidão - Amália Rodrigues/Don Byas
Fado Ultramar (live) - Carlos do Carmo/Orquestra Metropolitana de Lisboa
O Meu Menino É D'Oiro (live) - Dulce Pontes
Ilia - Vaya Con Dyos/Bonga
Fiá-Ibibá - António dos Prazeres "Tonecas"
Sodade - Rui Veloso/Dany Silva
Fado do Encontro - Tim/Mariza
Fidjus Di Guiné Foronta - Manecas Costa/Luís Represas
Cherry - Paulo Flores
Nwahulwana - Wazimbo/Orchestra Marrabenta Star de Moçambique
Haja O Que Houver - Teresa Salgueiro/José Carreras
Concerto In A Major For Harpsichord And Strings (Allegro) - Norwegian Baroque Orchestra
Aria (Bachaniana Brasileiras nº 5) - Criara
Sete Mares - Sétima Legião

CD2

Fado Português - Amália Rodrigues
A Sós Com A Noite - Ana Moura
Velha Chica - Dulce Pontes/Waldemar Bastos
Alma do Prazer - Sal
Fado Preto (live) - António Chainho/Marta Dias
Febre do Amor Ausente - Anabela/Paulo de Carvalho
Lusitana - Mafalda Arnauth
Canção de Alterne - Rui Veloso/Nancy Vieira
O Mundo A Seus Pés - Três Tristes Tigres
Kolen Sei Selu - José Amaral
Vôa Papagaio Vôa - Gilberto Gil Umbelina
Dança dos Montes - Rão Kyao
Lobos, Raposas e Coiotes - Maria João/Mário Laginha
Mudam-se Os Tempos - Marco Delgado
O Paraíso (Buscemi's Afro Mix) - Madredeus

CD3

Pregão - Madredeus
Missa - Norwegian Baroque Orchestra/Coro de Câmara de Lisboa
Terra Bo Sabé - Tubarões
Ao Sul - Ala dos Namorados
Não Muito Distante - Mylene
Rafael Ou A Cor de Moçambique - Maria João/Mário Laginha
Resineiro (live) - Dulce Pontes
Você E Eu - Teresa Salgueiro/Septeto de João Cristal
Só O Amor É Grande - Paulo de Carvalho
Maria Lisboa (live) - Cristina Branco
Movimento Perpétuo - Carlos Paredes
Bairro do Oriente - Clã
Timor - Resistência
Angola Minha Namorada - Waldemar Bastos
Paixão - Heróis do Mar

CONJUNTO UNIVERSITÁRIO HI-FI


Como é comummente considerado, o rock português ou o rock feito em Portugal nasceu em Coimbra, em 1956, quando José Cid, estudante de Direito, forma os Babies, com guitarras eléctricas e bateria.

Mandando às urtigas as valsas e os tangos tradicionais, os Babies abraçam a nova onda da América, traduzida nos rocks de Bill Haley, Chuck Berry e outros, acabados de nascer, e espalham os novos ritmos pelos bailes de estudantes.

Em 1966, a mãe do rock, sem canudo, troca Coimbra por Lisboa e depois de ter passado pelo Conjunto Mistério funda um dos mais notáveis grupos que alguma vez Portugal ouviu, o Quarteto 1111.

Em Coimbra, que já tinha o seu nome inscrito a letras de ouro na história da música portuguesa - para não ir mais longe, basta citar o nome de José Afonso -, ficou a semente deixada pelos Babies.

E os conjuntos yé-yé floresceram em Coimbra e em todo o País, atrás também de Daniel Bacelar, Zeca do Rock, Victor Gomes, Fernando Conde, grandes pioneiros. E os Festivais também (a final do Festival de Coimbra antecedeu em uma semana o Nacional, realizado em Lisboa).

Apesar de tudo, nesta época, a juventude portuguesa tinha mais uma metralhadora na mão do que uma guitarra.

Além dos grupos próprios da Universidade, Coimbra viu muitas bandas, algumas delas com estudantes-músicos em comum, como os Álamos, Conjunto Universitário Hi-FI, Protões, Cocktails, Playboys, Boys, Lordes ou mesmo Duarte & Ciríaco.

O Conjunto Universitário Hi-Fi surgiu em finais de 1966 formado por Alexandre Carlos Reboxo Vaz, António Manuel Sousa Freitas, Luís Manuel Bulhões Pimentel Paula de Matos, Carlos Manuel Correia e Ana Maria.

Alexandre Carlos Reboxo Vaz - é o viola-baixo. Tem 18 anos e frequenta o 2º ano de Direito. É um apaixonado pelos espirituais negros e pelos blues de Ray Charles. Detesta imitações e preocupa-se em criar o seu próprio estilo. Foi, com Luís, o fundador do conjunto. Em banjo e guitarra executavam melodias do folclore americano. Vinha dos Boys.

António Manuel Sousa Freitas - tem 19 anos e finaliza o 7º ano liceal. É o bateria do conjunto, onde gosta de executar solos. Adora jazz acima de tudo e detesta cantar. Instrumentos preferidos: órgão e bateria. É o elemento mais recente do conjunto recém-vindo de Lisboa, onde nasceu e onde fez parte de agrupamentos de renome. Em 1968 foi substituído por Luís Monteiro. É filho do poeta/letrista António Sousa Freitas.

Luís Manuel Bulhões Pimentel Paula de Matos - viola que prefere não eléctrica. Tem 20 anos, estuda engenharia e é a voz mais alta do conjunto. Do seu entusiasmo nasceu o agrupamento. As preferências musicais vão para os Four Freshman e Bill Evans. Não suporta fífias nem mesmo nos ensaios. Interrompe a melodia e manda recomeçar. Vinha dos Boys. É natural dos Açores.

Carlos Manuel Correia - estuda engenharia electrotécnica. Gosta de toda a música em geral, desde que seja bem interpretada, com saliência para jazz e bossa, West Montgomery, Charlie Byrd e João Gilberto. Conta 20 anos é o solista do conjunto. Compõe melodias e faz arranjos, de acordo com o estilo do conjunto. Também não gosta de imitações. Vinha dos Boys. Nasceu em Chinguar (Angola). Em 1968 foi para os Álamos. É Doutor em Matemáticas e professor universitário em Coimbra.

Ana Maria dos Santos Silva Delgado - tem 17 anos. Aluna do 7º ano liceal, é a vocalista do conjunto e começou a cantar por brincadeira no dia 26 de Março de 1966. Preocupa-a o estilo, tipo Sylvie Vartan. Para isso, grava quase todos os ensaios para poder corrigir defeitos. Preferências: Ella Fitzgerald e Joan Baez. Sempre que os estudos o permitem (e, às vezes, com prejuízo destes) ensaiam. Nasceu em Coimbra. É doutorada na Alemanha (Germânicas), onde é professora catedrática.

Esta formação do Conjunto Universitário Hi-Fi, do início de 1967, teve como origem os Boys, a que se juntaram António Freitas e Ana Maria.

Editou dois EPs, "Back From The Shore" (PARLOPHONE - LMEP 1271 - 1967) e "Crystals And Trees" (PARLOPHONE - LMEP 1296 - 1968).

MELODIAS DE SEMPRE


COLUMBIA SLEM 2290

Fado do Trabalho (José Viana) - Festa dos Aventais (Géni Cruz) - Vindimas (Natalina José e Rui Dinis) - Uma Porta, Uma Janela (António Serrano)

Havia um programa na RTP com este nome que era uma seca de todo o tamanho!

DIFUSÃO ESPECIAL


Cortesia de Zeca do Rock

quarta-feira, 28 de maio de 2008

GEORGE BAKER SELECTION


ORFEU SUPER BUDGET SB 1086

Cortesia de Fernando Baptista

JOSÉ ALMADA AO VIVO


É já no próximo dia 30 de Maio, sexta-feira, às 21H45, que a Contacto vai promover, em parceria com o cantor José Almada, o espectáculo musical “José Almada ao Vivo”.

Depois de uma breve apresentação no “Abril em Flor-2008”, que ocorreu no passado dia 24 de Abril, em que cantou um pequeno conjunto de canções de sua autoria, José Almada vai apresentar-se agora num espectáculo ao vivo e a solo que integra cerca de 18 canções e também contará com a presença de dois convidados, José Carlos Paiva e José Monteiro.

José Almada surgiu no final dos anos 60 integrando uma corrente musical designada por baladeiros. Começou a cantar aos 18 anos, altura em que lançou o seu primeiro disco intitulado “Homenagem”, em 1970.

Actualmente, encontra-se a residir na praia do Furadouro, Ovar, e começa agora a reaparecer em público, após uma ausência de mais de 30 anos, mercê da acção da “blogosfera” e do impulso dos seus fãs.

Nasceu em Guimarães em 1951 e viveu os seus primeiros anos no Douro (entre a Régua e Lamego). Notabilizou-se também pelo cunho solidário e de preocupação social que imprimiu às suas composições musicais, de tal forma que para gravar um dos seus temas mais emblemáticos, “Mendigos”, foi viver durante uma semana com um mendigo, na Régua.

Este vai ser um serão diferente na Casa da Contacto, em Ovar, onde poderá ouvir, ao vivo, um dos cantores importantes que protagonizaram as mudanças ocorridas em Portugal no final dos anos 60 e início dos anos 70.

Marcações através do telemóvel 917 458 619.

in www.contactovar.com

UMA FILHA DE COIMBRA


POLYDOR 2056 653 - 1977 - edição portuguesa

A Ave e a Infância - On Garde Toujours

Marie Myriam é de origem portuguesa.

Cortesia de Óscar Fernandes

E OS OLHOS?


DISQUES FESTIVAL FX 1331 - edição francesa

Tu Fais Semblant - Les Vendanges De L'Amour - Mary Ann - Les Jeunes Filles

Adquirido pelo irmão mais velho em Lisboa no dia 25 de Janeiro de 1966

HARD ROCK CAFE LISBOA


O Hard Rock Cafe de Lisboa faz 5 anos no próximo dia 12 de Junho, mas eu adianto-me já.

Presentemente, há 127 Hard Rocks em 50 países.

O primeiro foi inaugurado em Londres, a 14 de Junho de 1971, por dois judeus norte-americanos, Isaac Tigrett e Peter Morton, que não gostavam da comida inglesa.

Encontrar um hamburguer na Europa é como procurar um crepe suzette em Nova Iorque, explicaram.

O resto é história... as guitarras de Eric Clapton, de Pete Townshend.

Actualmente propriedade de uma tribo índia norte-americana, a cadeia já abriu este ano novos estabelecimentos em Singapura, Bucareste, Pune (Índia), Seoul (reabertura) e Palma de Maiorca. Até ao final do ano ainda vai abrir em Phuket (Tailândia), Aruba, Praga e Florença.

O primeiro parque temático, chamado Hard Rock Park, abriu no passado dia 15 de Abril em Myrtle Beach, na Carolina do Sul, mas a inauguração oficial é a 02 e 03 de Junho com os Eagles e os Moody Blues.

Macau vai ter em 2009 um Hard Rock Hotel.

COIMBRA HOTEL


Cortesia de José Figueiredo

terça-feira, 27 de maio de 2008

OS INVÓLUCROS


E aqui estão os invólucros, os papéis, das pastilhas elásticas citadas.

FANTÁSTICOS BEATLES


Este é um dos 40 cartões-foto dos Beatles que foram feitos pela A&B.C. para acompanhar as pastilhas elásticas.

É um dos meus pequenos tesouros de que mais gosto.

Pena que só tenha 28, um dos quais não sei o número. Por isso, arrisco que me faltam o 1-4-12-18-19-21-22-27-29-32-33-34-35.

Tenho repetidos 2-3-6-7-8-14-15-17-30-31-36-37-39.

Há também uma colecção idêntica, mas a preto e branco, mas aí é o descalabro total. Em 60, só tenho 4.

Em compensação, tenho completa a colecção portuguesa de cromos. E tenho alguns para a troca.

Alguém se abalança?

DANIEL FESTIVO!


segunda-feira, 26 de maio de 2008

78 ROTAÇÕES


É uma das mais simples e bonitas capas de disco jamais feitas em Portugal (digo eu!).

UM COMPUTADOR HÁ 40 ANOS


Este computador chegou a Portugal, via marítima, há 40 anos!!!

O que está no ar, na grua, é apenas um dos caixotes do computador.

CAIS DAS COLUNAS


Para quando o regresso desta imagem ou, pelo menos, semelhante?

Já agora, este CD custou-me € 4,14. Na FNAC custa 13,90!!!

JOÃO QUEIROZ


TECLA TE 1023

Este disco é uma heresia, uma blasfémia, um crime lesa-majestade! Como foi possível um "fadista tipicamente lisboeta" (como se diz na contra-capa) gravar um disco de fados de Coimbra, entre os quais uma versão de "Menino D'Oiro", de José Afonso?

O escândalo chega ao cúmulo de o "fadista" envergar uma capa da Universidade de Coimbra!!!

PARABÉNS, DANIEL!!!


domingo, 25 de maio de 2008

ZIPPO DOS STONES


Deixei de fumar há 813 dias. Mas enquanto fumei, Português Suave sem filtro, que me soube muito bem, usei quase sempre o lendário Zippo.

É um dos tais ícones a que me sinto muito ligado. Cheguei a juntá-los. Tenho alguns. Não havia terra onde fosse que não comprasse um Zippo local.

Sei que o Filhote é fumador e não duvido que não tenha este e muitos outros dos Stones. Eu cá tenho os dos Beatles.

HOTEL BRAGANÇA



AINDA DISCOTECAS


Bom gosto, profissionalismo e sentido de humor. Uma combinação cada vez mais rara!

Cortesia de Queirosiano

AINDA HÁ DISCOTECAS (BIS)


Cortesia de Queirosiano

PARA RESPONDER A DÚVIDAS


Caso seja útil, para responder à dúvida de JC.

Cortesia de Queirosiano

sábado, 24 de maio de 2008

AINDA HÁ DISCOTECAS...


Para variar da realidade deprimente da FNAC.

Cortesia de Queirosiano

ALINE


DISC AZ - EP 1001 - edição portuguesa

Aline – Je T’ Ai Retrouvée – Je Ne T’Aime Plus – La Fille Aux Yeux Bleus

José Oliveira, em Colmar, Alsácia, França, dizia um destes dias, aqui no “Ié-Ié”, que “dava muito dinheiro para que o tempo voltasse para trás e pudesse dançar “Aline” com a Graça Gaspar".

Do que vale a pena vão ficando, aqui e ali, as recordações de bons momentos, um disco antigo a lembrar amores perdidos, ou outros. Tal como em “MemoriEs Are Made of This”, que agora pus a rodar, cantado pelo Dean Martin:

“Não te esqueças de um raio de luar.
Envolve levemente como um sonho,
Os teus lábios e os meus
Dois tragos de vinho
É disto que se fazem as recordações".

Christophe é acompanhado por Jacques Denjean, o meu exemplar é “Fabricado em Portugal”, edição de Arnaldo Trindade e Ca Lda, e comprei-o em 9 de Janeiro de 1967.

Colaboração de Gin-Tonic

JAFUMEGA


Já que Gin-Tonic fala da Metro-Som, trago à colação os Jafumega e o seu primeiro álbum que acaba de conhecer a versão em CD, precisamente pela Metro-Som.

(Na FNAC o disco custa € 9,50, no armazém do "Manel" € 4,14).

Na minha perspectiva, os Jafumega estão indelevelmente ligados à "passagem para a outra margem" ("Ribeira" - 1981) e ponto final!

Esta reedição em CD (Metro-Som CD 225 - 2007) inclui o primeiro álbum da banda do Porto, ex-Mini-Pop, "Estamos Aí" (1980), bem como a citada "Ribeira" (1981).

Nesta altura, o grupo era formado por Eugénio Barreiros, Mário Barreiros, Pedro Barreiros, Álvaro Marques, José Nogueira e Luís Portugal.

PÁTEO


Aqui há uns tempos atrás um amarelo da Carris levou a porta do Golf do Luís Batoque. A canalhada pagou a despesa.

Mudou-se para o Parque das Nações.

OUTRA DA FNAC


Não está em causa a qualidade (ou a falta dela) do CD, mas este espécime custa na FNAC € 18,50 e no armazém do "Manel" € 13,10. Na Worten custa € 15.89.

Não é um roubo descarado?

sexta-feira, 23 de maio de 2008

10 DE JUNHO DE 1990


A propósito de Eric Clapton, Rato chamou os Stones e eu lembrei-me que o primeiro concerto de estádio em Portugal, precisamente dos Rolling Stones, está a fazer 18 anos!

E o Estádio já nem existe, mas os Stones sim!

OS DUROS NÃO DANÇAM


METRO-SOM - EP 1001 - Coro do Teatro de São Carlos e Orquestra Portuguesa.

A Internacional – Bandeira Rubra – A Portuguesa

Lembra-se que naquela febre dos primeiros meses pós 25 de Abril, comprou quase tudo o que ia saindo de músicas e cantorias que falassem dos novos tempos. Agora, à procura de uma outra coisa, foi dar com este EP.

Lembra-se de o Hélder Pinho, quando viu o disco, ter comentado: “efectivamente os duros não dançam!”.

Não era bem verdade. Numa qualquer campanha eleitoral, Jerónimo de Sousa, após jantar propagandístico, bailaria toda uma noite, mas o Hélder não viu porque já alguém lhe marcara uma partida antecipada para “aquele sítio”.

Também já há que o Hélder Pinho deixara de acreditar nos amanhãs que prometiam ser de canto.

A etiqueta interior do disco contém várias incorrecções, fruto de oportunismo ou de ignorância: diz que “A Internacional” é o Hino do Partido Comunista Português.

A Orquestra Portuguesa não é especificada, nem quem a dirige. Também não é mencionado quem dirige o Coro. A tradução de “A Internacional” não é mencionada, a da “Bandiera Rossa” é de B. Oliveira.

Colaboração de Gin-Tonic

VELHO MIRANTE


De vez em quando gosto de citar um restaurante onde me tivesse sentido bem.

SERENATA DE COIMBRA


PHILIPS P 10141 R - 1957 - edição internacional

Fado Do Estudante - Aguarela Portuguesa - Mi Deseo (O Meu Desejo) - Toada Beirã - Balade (sic) De Coimbra - Serra D'Arga - Fado Triste - Variações Em Ré Menor

Este é mais um LP de 10 polegadas gravado em Madrid em 1955 por António Portugal (law student and guitar player of the old school), Luís Góes (medicine student is perhaps the most classical vocalist of modern Coimbra), Jorge Godinho (future law student is a representative of the youngest generation) e Manuel Pepe e Levi Batista (one studies Medicine and the other Law, both are the best guitar players of modern Coimbra).

FNAC GOZA COM A GENTE


Esta dupla colectânea de Eric Clapton custa na FNAC-Colombo a módica quantia de € 17,95 e é Preço Verde!!!

Basta descer as escadas para a ver na Worten por € 16,89.

Eu tenho mais sorte: redescobri o meu amigo "Manel", agora por conta própria com um armazém discos. Sabem quanto me custou este mesmo disco? € 13,97!!!

E tenho mais exemplos.

Já agora, esta compilação, meritória, contém um total de 36 canções, desde os tempos dos Cream, Blind Faith e Derek & The Dominos aos duetos com BB King e JJ Cale.

CHARLES AZNAVOUR A 10"


BARCLAY BLY 80135 - edição francesa

Je M'Voyais Déjà - Quanto Tu M'Embrasses - Monsieur Est Mort - L'Amour Et La Guerre - Comme Des Étrangers - Prends Le Chorus - Tu Vis Ta Vie Mon Coeur - L'Enfant Prodigue

Trata-se de um exemplar interessante. Além de um LP de 10", é gatefold (qual será mesmo a expressão portuguesa para isto?) e tem ainda um poster de Charles Aznavour devidamente autografado.

Já repararam que Aznavour é acompanhado por Paul Mauriat?

E não, não é um disco ao vivo.

UM PENTEADO E PERAS


POLYDOR 27 009 - edição francesa

quinta-feira, 22 de maio de 2008

PSICO GANHARAM HÁ 40 ANOS!!!


Há 40 anos, feitos no passado dia 17 de Maio, os Psico (ex-Espaciais) ganharam em Lisboa, no cinema Império, o 1º e único Concurso Académico de Música Moderna, organizado pelo C.I.T.U (Centro de Intercâmbio e Turismo Universitário).

"Tenho presente como se fosse hoje o que aconteceu de fantástico nesse dia. Esse espectáculo foi a terceira e última fase do concurso. O Psico tinha ganho a 1ª eliminatória, tinha ganho a 2ª e apresentava-se como favorito na final", conta, quatro décadas depois, Tony Moura, o líder da banda nortenha.

"Não me lembro que músicas tocámos, mas sei que tocámos "Nights In White Satin", dos Moody Blues.

"O que aconteceu foi, para mim, o que de mais extraordinário pode acontecer a um artista ou músico. A plateia estava cheia e toda a gente assistia sentada ao espectáculo.

"Ainda interpretávamos "Nights In White Satin", mais ou menos a meio da música, quando, como que num colectivo impulso, toda a plateia se levanta e irrompe numa enorme salva de palmas.

"A emoção que senti nesse momento foi tão forte que me prendeu a garganta, não conseguindo eu proferir nem mais uma palavra e comecei a chorar.

"Terminámos a música só com instrumental, sem voz, mas sempre com os fortes aplausos da plateia de pé. Nesse momento eu sabia que tínhamos ganho o concurso”.

O prémio do Concurso era uma viagem a Londres e Tony Moura confessara à “Flama” (24 de Maio de 1968) que iria visitar Dave Davies, dos Kinks.

“Primeiro que tudo, queremos visitar Dave Davies e Cat Stevens. Conhecemos o primeiro no Algarve, que gostou de nos ouvir e nos entusiasmou”.

A viagem a Londres nunca chegou porém a realizar-se. “Na altura tínhamos um contrato de 3 meses no Verão de 68 para o Casino de Monte Gordo e a viagem era para essa altura. Ainda tentámos um adiamento, mas não nos deram essa oportunidade”.

O Concurso iniciou-se no dia 02 de Fevereiro e o seu objectivo era o de "promover o conhecimento, por parte do público, dos futuros beatles do nosso país" (Diário Popular dixit).

O júri incluía os nomes de Paula Ribas, Pedro Castelo, Pedro Albergaria, Vítor Fazenda dos Santos, João Paulo Diniz, Aurélio Carlos Moreira.

Complications, Psicadelic Group, So And So, Why, Troubles, Playboys, Magical Sound, 1926 Western Road Four Club Band foram algumas das primeiras bandas a inscrever-se (nem uma única designação na língua de Camões).

Os Zoo baldaram-se.

Houve 8 sessões e duas meias-finais, antes da final no dia 17 de Maio de 1968: Pisco (47 pontos), Diamantes Negros (40), Charruas (34) e Equipe 88 (23).

ELTON JOHN


SR INTERNATIONAL - C 92 884 - edição alemã

Rock And Roll Madonna - Ballad Of A Well-Known Gun - Son Of Your Father - Country Comfort - Amoreena - Your Song - Burn Down The Mission - My father's Gun - Come Down In Time - Where To Now St. Peter

Cortesia de João Pedro Martins (Marinhais)